Crack, violência e os 3 Poderes
André Dutra | 16 de janeiro de 2009 | 21:18Logo antes do ano novo, eu estava conversando numa mesa de bar com amigos e namorada sobre a atual situção de aumento da periculosidade nas ruas do DF (ao menos no Plano Piloto e regiões centrais). Temos tanto orgulho de vivermos numa relativa tranquilidade e segurança, em Brasília, que não nos damos conta do que acontece debaixo de nossos narizes. A exatos 3 km de distância do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal, entre a Rodoviária do Plano Piloto e um grande shopping popular, o "Conjunto Nacional" – área central da cidade.
Nessa conversa, uma amiga antropóloga me dizia como uma onda de crack vem assolando a Capital Federal. Curiosamente, a reportagem linkada é de hoje de manhã, o que me alertou para fazer logo este post.
Esta droga, uma das que viciam mais rapidamente e têm preço acessível às camadas menos providas da sociedade, é um caso muito sério de segurança pública. Seus usuários acabam perdendo totalmente a noção e podem agir violentamente, assaltando ou até mesmo matando para conseguir meios de se obter mais droga.
Fica aqui o alerta e os números da reportagem linkada: em 2007, pela primeira vez a droga foi apreendida no DF – 12 gramas. Em 2008, foram 4 quilos, segundo dados da Polícia Civil.
Os órgãos competentes, sejam eles federais ou distritais, devem fazer mais pela segurança da população. Se está assim na Capita da República, o que comentar sobre o restante do país e dos quase 200 milhões de brasileiros?!
A justiça é cega, mas os cidadãos que sofrem o descaso, falta de pulso firme e de políticas públicas em prol da educação e segurança, enxergam cada dia mais e cada vez de mais próxima toda a violência das ruas.
A insegurança é uma violência ao direito de ir e vir de todos os cidadãos.















[...] Neste blog eu já havia falado, EM JANEIRO, sobre minha preocupação com este problema. [...]
[...] um pouco mais, fui atrás de informação e fiquei alarmado com aquilo que vi. Relatei tudo aqui, primeiro em 16 de janeiro de 2009. Falava justamente da onda de crack que vinha entrando na cidade e que era consumida no centro do [...]
Porquinho, meu querido! É pesado DEMAIS, meu caro!
Tea, my dear! I reaffirm your words, I have no fear walking in Brasília. But if the authorities keep doing (almost) nothing to change and to retain the criminality, Brasília will be living the same reality as the most violent places in the rest of our country. The violence here increased, not as Rio or São Paulo, but the drugs aren’t just about the violence: they’re all about health also!
Brigado, gente!
Thank you all =)
Oi Andre
I don’t recall that I ever “crashed crack” so I don’t know about that. But I know something about security in your country, specially in Brasilia, in Europe and in Indochina. And I can tell that Brasilia is still safe city and I didn’t have to be afraid ever when I was there. Of course it’s been couple of years but I have only positive thoughts about Brasilia. Only thing that caught me freaked out was corruption.
Abraco e beijo
da Tea Jauros
Cara,
Eu estava passando ali na passarela em frente ao banco central, deviam ser 3 da tarde, quando olho um cara fumando crack na sua latinha. Estranho que antes de descer eu vi uma viatura. Agora pensa, 3 da tarde é pouco movimento ali ein??? Comentei com uma senhora que também estava de passagem e ela disse nem ter percebido, mesmo assim, pesado!
Sim, tive uma conversa sobre isso ontem no futebol, sobre como as outras drogas estão interconectadas. O tráfico e a violência são inerentes um ao outro.
A preocupação deste post foi focada, por conta dos números, papos antigos e da conveniente reportagem que me acordou para o assunto.
Mas ainda teremos muito a conversar a este respeito e sobre muitos outros assuntos!
Realmente a classe média-alta e alta de Brasília deveria se portar melhor, afinal têm acesso à educação e confortos que poucos têm.
Pow, o que eu acho foda, cara, é esse combate “setorizado” às drogas. O pessoal vai vir com tudo pra cima do crack, mas e as outras drogas que são consumidas há muito mais tempo no DF, em festas de filhos de deputados e senadores e por playboys da cidade? Só porque não têm efeitos tão devastadores quanto o crack elas podem “ser aceitas”?
Eu penso muito no esquema de precedente e escalonamento. Já que há o precedente de ninguém fazer muita coisa quanto à maconha, por exemplo, por que não aumentar a “curtição”? Vamos usar a cocaína, o X, ninguém liga mesmo…
Não adianta lutar somente contra o crack e deixar as outras drogas reinando no DF (ou em qualquer outro lugar). Deve-se cortar o mal pela raiz.
Muitíssimo bem levantado!
Ainda pretendo voltar ao assunto e tentar aprofundá-lo mais!
Realmente, mas não é só uma questão de segurança, mas também de saúde. Se esses usuários forem presos e quiserem se reabilitar, pra onde eles vão em Brasília?! Só tem um CAPS-AD em Brasília e se tudo der certo terá outro em Ceilândia esse ano…Mas mesmo assim, dá pra ter um programa de prevenção e tratamento pra quem precisa e não tem dinheiro a pagar?!
É dureza…
Bjão e amo você
Júlia
fala Dedé, como tá?
Então, o assunto da semana foi justamente esse do uso de crack na região central de Brasília. O camarada do comentário anterior citou a reportagem da Ceilandia e o Correio Braziliense, desde o dia 26 de dezembro, se não me engano, vem divulgando o tráfico que está rolando na região das 714/15-314/15-114/15 norte, onde os traficantes e usuários fazem venda/uso da droga bem debaixo dos prédios residenciais. Isso tira a liberdade das pessoas de conversarem em seus prédios, por medo do que anda acontecendo por lá. Prenderam um rapaz de 17 anos que estava repassando a droga, mas como ele nao foi preso no propriamente dito flagrante, foi pra DCA, os pais assinaram um termo e ele ja foi solto, e pior, voltou pra mesma regiao pra cometer o mesmo delito.
Como podemos combater esse tipo de coisa se a própria justiça ta se encarregando de atrapalhar tudo?
abração!
Brigado, Igor!!
É isso mesmo, as polícias têm que trabalhar em conjunto para desorganizar os traficantes o mais rápido possível.
O crack é realmente um perigo e essa “epidemia” pode realmente acontecer, sem distinção de classe social.
Valeu pelo excelente comentário!
Grande abraço!!
Olá Andre,
O que mais assusta não é somente pessoas das classes menos favorecidas utilizarem o crack e sim pessoas com uma condição ecônomica privilegiada entrando nessa nova onda de entorpecentes.
Hoje passou uma reportagem no balanço geral falando justamente sobre esse assunto que vem assolando a cidade de Ceilândia, onde os usuários em plena luz do dia utilizam a droga sem o menor pudor e o que mais choca é que muito próximo ao Quadradão fica a 15ª DP!!!!
A repressão aos usuários é de extrema importância para que isto não se torne uma “epidemia”, mas como assverou o coordenador do CORD da Polícia Civil, o importante é tentar que ocorra um desabastacimento, ou seja, pegando quem traz a droga pra o Brasil e para Brasília!
Excelente post parabéns!
Abraço