E o vice?
André Dutra | 23 de janeiro de 2009 | 8:46
Todo mundo anda falando do presidente dos Estados Unidos (que cumpriu já nos primeiros dias de governo, uma de suas promessas de campanha: em um ano a prisão da base de Guantánamo, em Cuba, será fechada; os julgamentos e cortes militares estão suspensos), mas não há muitos comentários sobre o discreto vice Joe Biden.
Apesar de figura antiga no poder, Joe Biden também também representa uma quebra de paradigma. O Senador é político de carreira e um dos mais experientes no Congresso estadunidense em relação às agendas internacionais. E mais, Joe Biden é um político de carreira, experiente e, pasmem, vive uma vida simples.
Foi eleito aos 29 anos senador do Estado de Delaware (o quinto mais jovem senador eleito). No mesmo ano perdeu a filha e a esposa em um acidente de carro. Dois filhos sobreviveram e ele pensou em renunciar. Foi convencido a continuar no cargo, tomou posse ao lado dos leitos dos filhos e construiu uma sólida carreira na política dos Estados Unidos.
Tem ampla participação na política externa. Entrou no Comitê de Relações Internacionais do Senado em 1975 e, desde 2001, o preside, também atuando contra o narcotráfico, terrorismo e em resoluções de conflitos internacionais.
Ao contrário de muitos de nossos "políticos profissionais" (e também muitos políticos estadunidenses e em geral), Joe Biden não construiu um império de fortuna ao longo dos anos em que serve o país. Vive uma vida de classe média, sem muitos luxos, acostumado a ir da cidade de Wilmington (onde mora e ficou cuidando dos filhos) para Washington de trem, não teve as luzes dos holofotes apontados como, por exemplo, a candidata a vice Sarah Palin.
Aliás, com sua sobriedade, Biden arrasou Palin (mesmo que isso não fosse muito difícil de se fazer) nos debates em que pude assistir e pelo que li daqueles que não acompanhei. Mas arrasou de uma forma serena e elegante, como parece ser o agora Vice-Presidente.
Com Joe Biden, Hillary Clinton, Robert Gates (Secretário de Defesa) e outros membros do Gabinete da Preseidência, Obama terá uma equipe experiente e muito voltada aos assuntos externos. Talvez assim, ele consiga manejar de melhor forma o que Bush não foi capaz: as Relações Internacionais.
As Relações Internacionais, mais do que nunca, são o ponto chave para o contínuo progresso dos países. Seja com resoluções de conflito, expansão de relações comerciais ou defesa dos Direitos Humanos e do Meio Ambiente, as relações entre os países está cada vez mais estreita. E cabe ao país com a maior economia do mundo, ter zelo interno e não tato para manejar as questões internas, evitando assim possíveis consequências futuras para as demais nações, como em um "efeito borboleta".














Dá-lhe interdependência complexa!! É isso mesmo, as relações internacionais são FUNDAMENTAIS para todos, e parece que é uma coisa que o governo Bush realmente nao soube levar adiante: as RELAÇÕES. Vamos ver se com o governo Obama essas relações são de fato cultivadas e multilaterais e não unilaterais como foram, levando à essa crise ótima que estamos tendo! (que prova como realmente essas relações são beeeem mais estreitas do que se pensa). Viva Obama! rsrsrs
Brigado, Gustavo e Glauco!
Eu realmente parei para me atinar nesses dias, que a TV só fala do presidente sem parar. E um presidente não é nada sem seu gabinete (Bush que o diga).
Além disso, Biden é um nome forte para as Relações Internacionais e, muito provavelmente, sentiremos a mão dele rondando várias áreas da política externa dos EUA, juntamente com a Secretária Clinton.
Muito bem escrito.
parabéns.
tb nem sabia do vice.
mas é questão de holofotes da mídia mesmo. Ano passado quando a disputa mais comentada era Hillary e Obama eu nem sabia quem era McCain.
Massa, cara. Nem sabia quem era o vice. =]