Mente sã, corpo são, sociedade sã
André Dutra | 26 de janeiro de 2009 | 9:21Segue texto, em primeira mão, feito para uma ocasião futura, mas que já adianto aqui pela importância da matéria tratada:
No centro da cidade e com fácil acesso, a estrutura do Centro Poliesportivo Ayrton Senna (popularmente conhecido também como DEFER) oferece uma enorme gama de modalidades a serem praticadas, desde o boxe até o basquete, passando por saltos ornamentais, tênis, futebol e outros. Tudo isto por uma quantia acessível. Porém, o esqueleto do DEFER carece de ampla reforma, incluindo seus campos, quadras, vestiários, arquibancadas, além de todo material como bolas, redes e demais equipamentos. Há também a necessidade de boas condições para os professores e demais profissionais envolvidos, oferecendo-lhes as ferramentas indispensáveis para a maximização de seus serviços e conseqüente melhor aproveitamento da população. O Mané Garrincha não fica atrás, sendo minimamente usado para poucos eventos futebolísticos regionais e alguns shows, eventualmente. A exemplo do Estádio Bezerrão, no Gama, o Mané Garrincha poderia ser vastamente reformado, aumentando suas possibilidades de uso para os cidadãos.
As entrequadras residenciais são outra grande preocupação. Suas quadras esportivas estão, em sua maioria, em péssimas condições de conservação, com pisos quebrados e impróprios, sem marcação adequada, alambrados danificados e com falta de iluminação. Poucas são as quadras existentes em bom estado e ultimamente estas dependem do esforço dos moradores locais e da prefeitura da Super Quadra em questão para melhorias e manutenção. Tal deterioração e falta de iluminação apropriada aumentam a insegurança dos residentes das Super Quadras, pois estes pontos passam de locais próprios ao esporte e lazer, se tornando regiões utilizadas para práticas ilícitas.
Não podemos esquecer outros esportes não tão comuns à maioria, porém muito praticados no Plano Piloto, como o skate, patins e a bicicleta BMX. A construção de local apropriado para estes esportes serem praticados é mais uma ação em favor do Plano Piloto, que não possui nenhuma pista pública do tipo, como vistas no Cruzeiro e Taguatinga, por exemplo. Vale lembrar que grandes orgulhos do esporte nacional surgiram do Distrito Federal. Nomes como Kaká e Lúcio, do futebol; Caio César, dos saltos ornamentais; José Mario Tranquilini, do judô; e Paula Amidani, do kung fu. Na atual situação vivida, jovens e adultos têm extremamente reduzidas suas possibilidades de atividades esportivas.
Com a revitalização estrutural dos complexos esportivos do Plano Piloto e sua subseqüente manutenção, a sociedade se beneficiará em suas mais variadas camadas, desde sociais até etárias, pois não há idade para se praticar um estilo saudável de vida, assim como o esporte não propicia apenas saúde física, mas mental e social.















[...] abranger todo o DF e não apenas o Plano Piloto e adaptei o texto já colocado neste blog. Aqui [...]
O bom é que vcs me lembram dos buracos que acabo deixando nos textos! Cliclovias são muito importantes, mesmo! E Brasília tem tudo para que seja implantado um ótimo sistema de ciclovias!
Eu lembro do seu Valnor sim! Numa parte do texto eu digo que o bom estado de certas quadras se deve mesmo ao esforço pricado de alguns. Não é o certo.
E pois é, Lelê, do sedentário ao atleta, todo mundo sabe o quão importante é pra sociedade este tipo de benefício!!! =)
nao podendo esquecer das ciclovias!!! uma cidade plana como brasilia deveria investir nesse transporte que nao polui, faz bem pra saude e nao gasta dindin com gasolina! e outra… na parte das quadras de esportes nas entrequadras, na maioria das vezes q vemos uma boa quadra, esta so chegou a tal nível graças a poucas pessoas que assumem essa responsabilidade que seria do governo, nao se lembra do seu Valnor aqui da quadra? um bom exemplo neh?
enfim, mt bom esse topico criado, mas talvez eu seja suspeito neh!?!? mas ate seu amigo sedentario ali concorda ne!
abraço dede!
=*
Só por favor, algm tem que parar essa historia de obelisco de milhões na esplanada… mais um elefante branco enquanto projetos legais como esses de esportes poderiam estar recebendo investimentos! Gente sem comida e o Niemeyer querendo gastar mais ainda o NOSSO dinheiro com caprichos dele!
Concordo com o que vc disse, Luciana!
Com certeza, a cultura tem que ser bem revista na cidade… as coisas são muito caras ou pouco acessíveis e não tem esse tanto de eventos para se fazer…
Quem viveu na cidade entre 1994 e 1998 sente saudades das Temporadas Populares, onde rolava teatro, música etc a 1 real, entre outros shows e eventos…
Quando disse que a Cultura aqui merece mais atenção, é porque acho que embora exista muita coisa pra se fazer, o acesso à elas é dificultado. O que significa o mesmo que não ter. Semânticamente, Brasília é Plano Piloto. Mas na prática, não podemos marginalizar ainda mais as cidades satélites, e claro que isso vem se modificando, mas sabemos que os centros culturais de Brasília ficam sim afastados (além do sistema de transporte público ser bem precário). Eu moro na asa norte, mas não dirijo, e várias vezes deixo de fazer as coisas por não ter como voltar pra casa. Isso sem mencionar os preços altíssimos que já viraram piada – um exagero desnecessário.
Sobre a população pouco receptiva, eu entendo o que você diz sim. Existem alguns estudiosos que acreditam que o planejamento da cidade chegou a tal ponto de setorizar inclusive as relações, a ponto de se formarem “tribos” muito definidas, embora no projeto inicial estivessem previstas diversas formas de integração da sociedade (como os parques e os comércios locais). Particularmente eu não vejo nenhum impecilho para que as pessoas ajam dessa forma, por isso acredito que há solução! E também vejo que as novas gerações querem resgatar as conversas embaixo dos blocos, enquanto leva o cachorro pra passear…
Eu acho que culturalmente a cidade ja é bastante forte.
é só parar pra beber cerveja no por do sol sabado a noite e notar quantos panfletos de eventos de todos os tipos voce recebe.
des de festas da unb, shows estudantis e comerciais,peças de teatros e etc…
oq não tem é muita antenção do público da cidade.
se permitem um estrangeiro falar, as pessoas em brasilia tem medo(doq eu não sei). Mas eu noto uma certa insegurança por parte de todos. Resumindo as pessoas acabam não se relacionando muito, não saindo de casa e etc…
Eu vejo um dos fatores disso o clima. O clima seco causa uma depressão leve, esta não é notada, mas deixa as pessoas mais fechadas.
proximo semestre vou procurar coisas nas proximidades de onde eu for morar(seja la onde for isto).
Glauco, me metendo aqui mas uma coisa das mais bacanas que já ouvi é que Brasília é uma cidade pra ser sentida. Andando você percebe um monte de coisas (em que outra cidade você encontra um tucano como várias vezes já vi no parque olhos d’agua?), e com as árvores, o tempo passa rápido! Uma coisa legal é arrumar uma atividade por perto de casa e ir ou voltar a pé pelo menos.
E em várias escolas parque/classe são oferecidas atividades como yoga, algumas lutas, teatro… às vezes de graça. Aliás, aproveito pra dizer que a cultura em Brasília deveria receber mais atenção.
beijos
Ja que é pra acrecentar deixo então meu comentário.
Eu vou falar meio hipócritamente pois sou um sedentário.
O investimento nos esportes além de ser um investimento em qualidade de vida, lazer e essas coisinhas que a gente sempre ouve, também é um modo de investimento em saúde pública preventiva. O dinheiro gasto nessas reformas e etc… pode ser um dinheiro economizado no tratamento de doenças cardiovasculares entre outros tipos causados pelo sedentarismo.
E como a Luciana disse tem gente que diz que no DF não tem nada. Coisa de gente que não sai da casinha. Eu no DF ja fui em diversos shows de graça(Paula Toller, Tonny Garrido e Alceu Valença), além dos shows de estudantes que não deixam a desejar. Peguei um livro do Gabeira e um em espanhol sobre Relações Internacionais no ponto de onibus da w3 norte(isso não da pra fazer em nenhum outro lugar do Brasil). Isso que eu passei só um semestre em Brasilia.
O que ta dificil de arrumar em Brasilia é um estágio. Ja que 90% dos empregos na cidade são por indicação ou concurso.
Em um futuro post se você puder colocar exemplos de locais que da pra fazer exercícios a baixo custo eu iria agradecer, pois to precisando. Caminhar não é minha praia, porém uma das minhas metas é dar uma caminhadinha de uma hora.
Bem lembrado sobre o CIEF, Luciana! Se tiver algo a acrescentar no post, manda brasa!! Isso é base pra futuros posts sobre o tema!
Brasília é uma cidade que se diferencia por esses aspectos. Já ouvi muita gente de fora elogiar o fato de que “é só descer e caminhar”, mas as pessoas não dão muito valor.
O CIEF, atrás do Elefante Branco também tem excelentes professores e um preço totalmente acessível não só pra alunos da rede pública e funcionários do GDF, mas também pra comunidade.
Acho de extrema importância esse assunto, porque já cansei (e defendi) de gente dizendo que Brasília não tem nada.