Sarney, Temer e a velha guarda no poder.
André Dutra | 3 de fevereiro de 2009 | 8:45Não pretendo, neste post, entrar no mérito ou demérito político de cada um deles. Desculpem-me a insistência, mas a questão aqui é sobre renovação. Ou melhor, a falta dela na política.
Hoje, vemos poucas mudanças no cenário político brasileiro e muito menos em Brasília. Desde 1985, com a redemocratização e o retorno do pluripartidarismo e democracia no Brasil, vemos que uma “elite política” se instalou no poder e não saiu mais. Alguns casos, como os citados anteriormente (senador Sarney e deputado Temer), vêm de antes ainda. Esta formação de uma minoria que se mantém constantemente no poder faz com que um dos princípios básicos da democracia seja deixado de lado, o princípio da alternância do poder. Sem alternância de poder, a democracia se torna acomodada, burocrática e regressista. O debate entre as correntes ideológicas vai perdendo força e, com isso, a capacidade de se caminhar pra frente, tanto política quanto socialmente, é substancialmente reduzida. Na realidade, as próprias ideologias se perdem, alianças estranhas são feitas, princípios são deturpados. E quem paga com isso, é a população, pois as lutas começam a ser pessoais (pela “carreira” política) e perdem o motivo real, do trabalho para o bem social.
Renovação do quadro político brasileiro, nacional e regional, se faz necessário para que o rumo social continue caminhando em busca da ordem e do progresso, que só vemos hoje estampados em nossa Bandeira Nacional. E renovação de fato, como venho falando noutros posts, não é a eleição de Fulano Neto ou Cicrano Filho. Há famílias brasileiras entranhadas na Máquina Pública por gerações. Isso acaba dificultando a ascensão daqueles que não são provenientes dos famosos “berços de ouro” e que tomam a árdua direção da meritocracia. Nem se faz necessário citar os sobrenomes, basta ler a seção “Política” de qualquer jornal ou assistir ao noticiário. São figuras carimbadas. E o que eles (principalmente seus filhos e netos) vêm fazendo de bom para o Brasil e seu povo? No DF não é diferente e tenho certeza que cada um aqui pode falar o mesmo para sua região, em todo país.
Levando tudo isto em conta, independentemente da sua ou da minha visão política, é importante que o outro governe. E para isto, é importante que haja oposição e que esta faça parte do governo também. Isso (e muito mais, claro) é democracia. É primordial que se mantenha o constante debate entre diferentes opiniões, porém com um objetivo comum em primeiro lugar: o bem público.
Há muitos outros detalhes e ferramentas que são empregadas para a manutenção do status quo dessa minoria (ou elite, se preferirem) instalada no poder brasileiro, mas espero tratar com mais calma em outros posts. Alguma sugestão, acréscimos ou decréscimos?














