Saúde! (Amém)
André Dutra | 10 de março de 2009 | 9:27Mas tão logo as coisas se normalizem em casa, aqui também se normalizará! E espero apresentar umas boas novidades, em breve. Por agora, como o tempo anda escasso e as pesquisas prejudicadas, aproveito para deixar dois vídeozinhos (parte 1 e 2) do CQC exibido ontem. Simplesmente genial e eu adoro o tipo de jornalismo bem humorado e ácido que eles fazem. O timing foi perfeito.
Esta matéria mostra bem como o DF é um lugar de extremas contradições. Temos uma boa quantia de dinheiro público para investir em nosso sistema de saúde, MAS não temos bons administradores desse dinheiro.
Sou usuário do SUS e sei bem como é ficar esperando loooongas horas para ser atendido. E quando atendido, de forma brusca e impessoal pelo médico. As condições de trabalho não justificam, mas facilitam que ajam assim. Ainda alargarei de forma mais completa este debate sobre saúde pública.
Minha proposta, aqui, é que mudemos esses administradores o quanto antes. Mudemos o governo, pois temos poder para isto. Quem mais opina? Alguma outra sugestão??
Fiquem com a matéria do CQC:
Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=Rojy7DTnvYk&eurl
Parte 2
httpv://www.youtube.com/watch?v=4ZVVRGsxQGY














[...] Vocês podem ver mais sobre o que falei da saúde pública no DF, neste blog (é só clicar). [...]
É inacreditável a alienação de nossos estudantes de medicina. Muitos deles são incapazes de diagnosticar sem a muleta dos aparelhos e exames. Sequer parto conseguem fazer sem causar sofrimento desnecessário da paciente. Não sei a quantas anda o HumanizaSUS, um programa do MS que prometia bastante nesse quesito (do conhecimento interno do estudante sobre o nosso sistema público de saúde).
Ou seja, não adianta crucificar o SUS.
Meu amigo, creio na administração da saúde público a questão pode ser muito mais sensível do que gostaríamos. Acredito que o maior problema está na formação do profissional de saúde. Se auxiliares de enfermagem e enfermeiros mal-formados já resultam em um acréscimo de sofrimento ao paciente, o médico mal-formado e alienado do sistema público de saúde, resumidamente, transforma em desespero o que deveria ser um processo simples de atendimento ao doente e ao acidentado. A formação universitária desses profissionais deveria ser um item de relevante interesse público. No entanto, restringe-se aos nichos de elite e às (quase) inócuas visitas do MEC. O estudante de medicina e enfermagem deveriam, obrigatoriamente, estagiar (no caso, fazer residência) em hospitais públicos e posturas etnocêntricas deveriam ser punidas desde então. É inacreditável a alienação de nossos estudantes de medicina. Muitos deles são incapazes de diagnosticar sem a muleta dos aparelhos e exames. Sequer parto conseguem fazer sem causar sofrimento desnecessário da paciente. Não sei a quantas anda o HumanizaSUS, um programa do MS que prometia bastante nesse quesito (do conhecimento interno do estudante sobre o nosso sistema público de saúde).
tô pensando seriamente em passar lá no dia que eles prometeram ir…
fantastico … vamos esperar por abril agora !
Escreve, escreve!!! Eu quero o comentário maior que o post!
E vc tocou excelentes pontos! Assim que tiver mais tempo e monitor em casa, darei mais visão à (falta de) saúde no DF e no Brasil… será que poderemos ter opiniões de outros estados e países aqui??
Eu vi o programa ontem. É assim mesmo. Nem vou entrar no mérito da saúde mental pq não tem nem como ser precária pq pra chegar na precariedade tem q percorrer mto chão ainda. Diria que é quase inexistente!
Enfim, condições de trabalho decentes não se resumem a salário e horários dignos de quem já passou pela abolição da escravatura. É básico. Meu pai é cirurgião e ele tira do bolso dele material cirúrgico pra operar. Absurdo! Falo de rato na cozinha do hospital universitário de brasília, falo de falta de medicamento pra doentes crônicos…e o pior: não existe política de prevenção. Simplesmente não existe! Nossa saúde é curativa e não preventiva. É por isso que lotam os corredores de hospitais.
Bom…vou parar senão eu escreverei um comentário maior que o post.
Bjo