Mente sã, corpo são (versão extendida)
André Dutra | 7 de agosto de 2009 | 13:00Resolvi abranger todo o DF e não apenas o Plano Piloto e adaptei o texto já colocado neste blog. Aqui vai!
Quando pensamos em um estilo de vida saudável, não há como se deixar a prática esportiva de lado. Os esportes – sejam eles quais forem – não só trabalham o corpo, como a mente, agindo efetivamente para o aumento na qualidade de vida das pessoas. Mas é claro que não é só pela vontade dos indivíduos que se pode praticar as mais variadas modalidades. Há de se ter estrutura, como quadras poliesportivas, campos e centros de esporte. Para se ter uma boa estrutura, há de se ter investimento e manutenção. E, finalmente, para se ter investimento e manutenção, há de se ter boa vontade, principalmente política.
Hoje, no Plano Piloto, temos uma espécie de “carcaça estrutural” esportiva, que um dia foi amplamente aproveitada pelo público, mas que ao longo dos anos foi se degradando e perdendo a utilidade. O antigo DEFER e o Estádio Mané Garrincha são bons exemplos disso.
No centro da cidade e de fácil acesso, a estrutura do Centro Poliesportivo Ayrton Senna (popularmente conhecido também como DEFER) oferece uma enorme gama de modalidades a serem praticadas, desde o boxe até o basquete, passando por saltos ornamentais, tênis, futebol e outros. Tudo isto por uma quantia acessível. Porém, o esqueleto do DEFER carece de ampla reforma, incluindo seus campos, quadras, vestiários, arquibancadas, além de todo material como bolas, redes e demais equipamentos. Há também a necessidade de boas condições para os professores e demais profissionais envolvidos, oferecendo-lhes as ferramentas indispensáveis para a maximização da qualidade de seus serviços, tendo por conseqüência o melhor aproveitamento por parte da população. O Mané Garrincha não fica atrás, sendo minimamente usado para poucos eventos futebolísticos regionais e alguns shows, eventualmente. A exemplo do Estádio Bezerrão, no Gama, o Mané Garrincha poderia ser vastamente reformado, aumentando suas possibilidades de uso para os cidadãos. Mas não apenas reforma é necessária, se não houver utilização. Tanto o Bezerrão quanto o Mané Garrincha devem ser usados para práticas esportivas voltadas também à população.
As quadras esportivas, espalhadas pelas cidades do DF, são outras grandes preocupações. Elas estão, em sua maioria, em péssimas condições de conservação, com pisos quebrados e impróprios, sem marcação adequada, alambrados danificados e com falta de iluminação. Poucas são as quadras existentes em bom estado e ultimamente estas dependem do esforço dos moradores para melhorias e manutenção. Tal deterioração e falta de iluminação apropriada aumentam a insegurança dos residentes destas regiões, pois estes pontos deixam de ser locais próprios ao esporte e lazer para se tornarem regiões utilizadas para práticas ilícitas. Além disso, uma boa qualidade das áreas de esporte e recreação é sinônimo de promoção de interação e diminuição do distanciamento entre moradores. A visível interação entre moradores, tão comum antigamente, foi substituída pela individualidade dos computadores e pela ditadura do medo.
Não podemos esquecer outros esportes não tão comuns à maioria, porém muito praticados pelos jovens, como o skate, patins e a bicicleta BMX. A construção de local apropriado para estes esportes serem praticados é mais uma ação em favor do Plano Piloto, que não possui nenhuma pista pública do tipo, como as que podem ser vistas no Cruzeiro, em Taguatinga e Ceilândia, por exemplo. E estas pistas já existentes precisam de uma ampla reforma e revitalização, para melhor atender aos jovens que não tem condições de praticar adequadamente.
Vale lembrar que grandes orgulhos do esporte nacional surgiram do Distrito Federal. Nomes como Kaká e Lúcio, do futebol; César Castro, dos saltos ornamentais; José Mario Tranquilini, do judô; e Paula Amidani, do kung fu. Na atual situação vivida, jovens e adultos vêem extremamente reduzidas suas possibilidades de praticar atividades esportivas. Com a revitalização estrutural dos complexos esportivos do DF e sua subseqüente manutenção, a sociedade se beneficiará em suas mais variadas camadas sociais, de diferentes faixas etárias. Afinal, não há idade para se praticar um estilo saudável de vida, assim como o esporte não propicia apenas saúde física, mas também mental e social.













