A balança da desigualdade
André Dutra | 25 de setembro de 2009 | 17:35Mais uma notícia vergonhosa que teve espaço na grande mídia brasileira. Veja aí, saiu na imprensa (clique no link para ir ao site originário da notícia, o Época Negócios):
Ricos gastam em três dias o que pobres levam um ano para gastar
A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou hoje (24) uma análise com base nos dados apresentados na semana passada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008
Por Agência Brasil
Brasília – No Brasil, o que um pobre gasta em um ano é o mesmo gasto por um rico – que faz parte de 1% da população – em três dias. A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou hoje (24) uma análise com base nos dados apresentados na semana passada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008.
“Apesar de estar registrando desde 2001 queda da desigualdade social num ritmo realmente bom, o Brasil ainda é um monumento à desigualdade. Aqui, uma família considerada pobre leva um ano para gastar o mesmo que o 1% mais rico gasta em apenas três dias”, informa o pesquisador do Ipea, Sergei Soares.
Para medir o índice de desigualdade do país, o Ipea adotou o chamado índice de Gini, que varia de zero a um. Quanto mais próximo de um for esse índice, menos justa é a distribuição de renda da sociedade.
Em 2001, o índice de Gini no Brasil estava em 0,594. Desde então, vem caindo ano a ano, e chegou a 0,544 em 2008.
Sergei explica que mantendo essa tendência recente de redução da desigualdade registrada nos últimos anos, que em média foi de -0,007, “o Brasil levará 20 anos para chegar a um patamar que pode ser considerado justo”. Segundo ele, isso corresponde a um valor de 0,40 no índice de Gini.
O pesquisador sugere que o governo “continue fazendo mais do mesmo”, estimulando programas como o Bolsa Família e o aumento do salário mínimo, e invista em educação e estimule a formalidade no mercado de trabalho.
“Para acelerar esse processo é necessário que façamos mais do que apenas olhar as coisas positivas que têm sido feitas. O indicado é que o país atue de forma a melhorar o sistema educacional e a reduzir a informalidade”, afirmou. “E, claro, isso envolve também medidas que objetivem também a redução da desigualdade racial e regional do país”.
É isso… não adianta tacar fermento no bolo, com vontade, se não tem um recheio, uma cobertura e uma divisão decente. Sonho em ver o dia que o Brasil deixará de ter políticas de governo e colocará em prática políticas sérias de Estado para áreas cruciais à sociedade, como saúde, segurança, educação e repartição da renda nacional.














Mesmo que mudássemos todos os políticos hoje presentes, não faria grandes diferenças. O problema não são os políticos mas sim a decadência dos valores no homem. Os políticos só são um reflexo da sociedade. Com certeza é com Educação que se muda, mas a verdadeira educação é através do exemplo. Se realmente queres mudar algo, mude primeiramente a si mesmo e seja exemplo para todas as pessoas a sua volta.
“Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”
– Mahatma Gandhi
Estou convencido que nunca na história desse país rsrs foi tão necessário um projeto Nacional de investimento na Educação. Investimento muito além de construção de escola ou premiação de professores. Precisamos fazer um projeto em que toda a sociedade se engaje. Investimentos na qualidade do ensino, parar e repensar tudo o que vem sendo feito, toda a estrutura da educação brasileira. Colocar as maiores cabeças pensantes sobre educação no Brasil e no mundo para formular o Novo Sistema de Ensino no Brasil.
Só assim, etermos a longo prazo (20 a 40 anos) uma mudança tão radical que nunca mais vamos discutir temas como esse, pois um povo altamente consciente e comprometido com o país não elege governantes corruptos, coronéis, bandidos e exige que tenhamos uma sociedade mais igualitária. Enfim, eun só acredito em um futuro próspero, se colocarmos a Educação como a salvação da pátria.
Abraços,
Glauco – http://www.republicadosbananas.com.br
Se esses números começarem a mudar, esses 1% mais ricos vão sair nas ruas gritando que o governo é socialista (como se isso fosse uma coisa essencialmente ruim) e que dá dinheiro a quem não quer trabalhar. Vai lembrar o que tá acontecendo num certo país “de primeiro mundo”…