Não há política no Brasil
André Dutra | 5 de setembro de 2009 | 18:10Não há política no Brasil. Isso mesmo! Pode haver quem tente fazer política, mas ultimamente digo com todas as letras que: não há política no Brasil.
Para continuar este post, preciso esclarecer três conceitos: o que é política, político e público? (fonte: Priberam)
Política
1. Ciência do governo das nações.
2. Arte de regular as relações de um Estado com os outros Estados.
3. Sistema particular de um governo.
Político
1. Relativo à política ou aos negócios públicos.
Público
1. Relativo ou pertencente ao povo.
2. Que serve para uso de todos; comum.
3. Relativo à governação de um país.
4. Que é do conhecimento de todos.
OK, o que temos em nosso país é um grande jogo de interesses privados, pessoais. Não há vida pública. Um péssimo exemplo disso é quando o povo brasileiro deseja saber o que vem acontecendo com seus “representantes” e os próprios negam este direito, arquivando denúncias de forma arbitrária, interesseira e maquiavélica.
Eu sonho com a volta do que chamo de “bom político”, aquele homem interessado no bem público (olha aí a palavrinha de novo), do povo, pelo povo e para o povo. E não creio que isso seja um sonho inalcançável. Tudo começa conosco. Ao estudar política, se interessar e se envolver nesses temas, nós podemos iniciar, mesmo que seja a conta gotas, uma mudança de caráter expressivo na política brasileira.
Uma nova ética é necessária, novos padrões de pensamento, quebra dos atuais vícios e joguetes visíveis no poder vigente e inclusive se pensar e debater que nem tudo que é legal também é moral! Repensar o que é o famigerado decoro parlamentar é algo basilar, necessário para se reformar nossa vida política.
O homem que se coloca a postos para ser eleito, para virar um homem público, deve ser exemplo para a sociedade que o colocou naquele posto. Ou seja, a desculpa que certas pessoas usam de que determinados escândalos são de caráter pessoal e nada têm a ver com suas legislaturas é um argumento fraco e falho. A vida pública e o homem público se confundem e uma interfere na outra SIM! Quantos são os casos que vemos mundialmente de políticos que por coisas muito (mas MUITO) menores do que vemos no Brasil se sentem envergonhados e entendem que a sua participação no processo decisório não é mais legítima nem representativa, culminando com suas renúncias? São muitos exemplos, em vários países. Mas no Brasil, não. Aqui os politiquinhos acham que com “silêncio, paciência e tempo” podem tudo. E infelizmente podem, pelo menos ainda podem.
Tudo acaba recaindo na parca educação que o Estado brasileiro provém para seus cidadãos. Infelizmente ainda não lutamos por esta revolução, a revolução da educação. Uma revolução silenciosa e que tem tudo para dar certo.
Também nos falta o mínimo de preparo daqueles eleitos para nos representar e para atuar no papel a que eles foram eleitos. Muitos não tem o mínimo de conhecimento, seja técnico, acadêmico, profissional ou mesmo de vida para ocupar aquelas cadeiras e gabinetes.
O Brasil acaba ficando à deriva de interesses pessoais, em detrimento de políticas de Estado, que é algo essencial para o progresso da nação. Hoje em dia temos apenas poucas políticas de governo, que são cíclicas, andam ao redor de si mesmas e têm data de validade.
Em inglês temos diferenciação das palavras que definem política, o que é sutil, mas exprime de forma mais eficaz o que é política para povos dessa língua (retirado do site www.teclasap.com.br), “politics” e “policy”:
As duas palavras querem dizer “política”. “POLITICS” se refere à ciência que trata dos fenômenos relativos ao Estado. “POLICY”, por outro lado, se refere à diretriz, aos princípios, à filosofia, à linha de ação, etc. implantada por qualquer tipo de organização, até mesmo o próprio governo. Prova disso são as expressões “FOREIGN POLICY” (política externa) e “US POLICY ON IRAQ” (política [externa] americana sobre questões relativas ao Iraque). Ainda confuso? Bem, observe com atenção os exemplos a seguir. Precedido ou não por “INSURANCE”, o substantivo “POLICY” pode significar também “apólice de seguros”.
Aqui, ignora-se o sentido de politics na vida pública, pois muitos nem sabem o que é isto ou para que serve o Estado, ou pior, sabem e ignoram, pois não é de seu interesse. E quanto às policies brasileiras, simplesmente não as vejo ou, no máximo algo disforme e pré-engatinhando. O único exemplo que achei para o Brasil é o da política externa, que considero (inclusive em debates com amigos de Relações Internacionais) a única política de Estado brasileira e que, ao meu ver, é débil e frágil. Saúde, segurança e educação que é bom (áreas cruciais e que eu creio que o Estado deveria manter plenas condições de uso para a população), são deixadas para escanteio!
Por isso e por muito mais que eu digo e repito: não há política no Brasil. Há parasitas no poder e um povo subjugado em geral, sendo que uma parcela ou é conivente com o que acontece ou simplesmente não se move, seja por alienação ou conformismo. Precisamos (e tenho fé que vamos) modificar essa situação.
Isso mesmo! Pode haver quem tente fazer política, mas ultimamente digo com todas as letras que: não há política no Brasil.
Para continuar este post, preciso esclarecer três conceitos: o que é política, político e público?
Vamos ao dicionário para ver o que seria a tal “política”, do grego politiká:
1. Ciência do governo das nações.
2. Arte de regular as relações de um Estado com os outros Estados.
3. Sistema particular de um governo.
Político
1. Relativo à política ou aos negócios públicos.
Público:
1. Relativo ou pertencente ao povo.
2. Que serve para uso de todos; comum.
3. Relativo à governação de um país.
4. Que é do conhecimento de todos.
OK, o que temos em nosso país é um grande jogo de interesses privados, pessoais. Não há vida pública. Um péssimo exemplo disso é quando o povo brasileiro deseja saber o que vem acontecendo com seus “representantes” e os próprios negam este direito, arquivando denúncias de forma arbitrária, interesseira e maquiavélica.
Eu sonho com a volta do que chamo de “bom político”, aquele homem interessado no bem público (olha aí a palavrinha de novo), do povo, pelo povo e para o povo. E não creio que isso seja um sonho inalcançável. Tudo começa conosco. Ao estudar política, se interessar e se envolver nesses temas, nós podemos iniciar, mesmo que seja a conta gotas, uma mudança de caráter expressivo na política brasileira.
Uma nova ética é necessária, novos padrões de pensamento, quebra dos atuais vícios e joguetes visíveis no poder vigente e inclusive se pensar e debater que nem tudo que é legal também é moral! Repensar o que é o famigerado decoro parlamentar é algo basilar, necessário para se reformar nossa vida política.
O homem que se coloca a postos para ser eleito, para virar um homem público, deve ser exemplo para a sociedade que o colocou naquele posto. Ou seja, a desculpa que certas pessoas usam de que determinados escândalos são de caráter pessoal e nada têm a ver com suas legislaturas é um argumento fraco e falho. A vida pública e o homem público se confundem e uma interfere na outra SIM! Quantos são os casos que vemos mundialmente de políticos que por coisas muito (mas MUITO) menores do que vemos no Brasil se sentem envergonhados e entendem que a sua participação no processo decisório não é mais legítima nem representativa, culminando com suas renúncias? São muitos exemplos, em vários países. Mas no Brasil, não. Aqui os politiquinhos acham que com “silêncio, paciência e tempo” podem tudo. E infelizmente podem, pelo menos ainda podem.
Tudo acaba recaindo na parca educação que o Estado brasileiro provém para seus cidadãos. Infelizmente ainda não lutamos por esta revolução, a revolução da educação. Uma revolução silenciosa e que tem tudo para dar certo.
Também nos falta o mínimo de preparo daqueles eleitos para nos representar e para atuar no papel a que eles foram eleitos. Muitos não tem o mínimo de conhecimento, seja técnico, acadêmico, profissional ou mesmo de vida para ocupar aquelas cadeiras e gabinetes.
O Brasil acaba ficando à deriva de interesses pessoais, em detrimento de políticas de Estado, que é algo essencial para o progresso da nação. Hoje em dia temos apenas poucas políticas de governo, que são cíclicas, andam ao redor de si mesmas e têm data de validade.
Em inglês temos diferenciação das palavras que definem política, o que é sutil, mas exprime de forma mais eficaz o que é política para povos dessa língua (retirado do site www.teclasap.com.br), “politics” e “policy”:
As duas palavras querem dizer “política”. “POLITICS” se refere à ciência que trata dos fenômenos relativos ao Estado. “POLICY”, por outro lado, se refere à diretriz, aos princípios, à filosofia, à linha de ação, etc. implantada por qualquer tipo de organização, até mesmo o próprio governo. Prova disso são as expressões “FOREIGN POLICY” (política externa) e “US POLICY ON IRAQ” (política [externa] americana sobre questões relativas ao Iraque). Ainda confuso? Bem, observe com atenção os exemplos a seguir. Precedido ou não por “INSURANCE”, o substantivo “POLICY” pode significar também “apólice de seguros”.
Aqui, ignora-se o sentido de politics na vida pública, pois muitos nem sabem o que é isto ou para que serve o Estado, ou pior, sabem e ignoram, pois não é de seu interesse. E quanto às policies brasileiras, simplesmente não as vejo ou, no máximo algo disforme e pré-engatinhando.
Por isso e por muito mais que eu digo e repito: não há política no Brasil. Há parasitas no poder e um povo subjugado. P
















