Quitinetes no Noroeste são vendidas por meio milhão
André Dutra | 20 de novembro de 2009 | 23:54Pessoal, saiu na mídia e recebi por e-mail da Paula Marques. Quando se fala em bolha imobiliária, lembra-se logo da crise desencadeada pelos Estados Unidos, né? Pos é, mas olhemos para cá, para Brasília! Um dos metros quadrados mais caros do Brasil (senão o mais caro) está aqui. E o melhor: num local fisicamente inexistente, só na planta!
Já imaginou pagar R$500 mil numa quitinete? O que se compraria na vizinha Goiânia
O efeito Noroeste não para de provocar espanto no mercado imobiliário do Distrito Federal. Em três dias, 50% das lojas do primeiro empreendimento comercial do novo bairro foram vendidas. Das 30 unidades de um complexo que também inclui apartamentos de um e dois quartos, 10 ganharam dono em menos de seis horas após o início das vendas, na sexta-feira última. Os preços do metro quadrado dos pontos comerciais, cuja área varia entre 57m² e 92m², vão de R$ 15,4 mil a R$ 18 mil. Ou seja, caso compre apenas uma unidade, o investidor pode pagar até R$ 1,6 milhão.
Esse mesmo empreendimento revela outro reflexo da onda Noroeste em Brasília: até ontem, estavam vendidos 107 dos 144 apartamentos disponíveis, com tamanhos entre 31m² e 67m². O preço do metro quadrado é equivalente ao de imóveis de três e quatro quartos comercializados no bairro: R$ 8,3 mil. A quitinete top pode custar, portanto, quase R$ 556 mil. “Em três dias, vendemos 50% das lojas e 74% dos apartamentos. Tínhamos convicção do projeto, sabíamos que o mercado aceitaria bem o produto, mas estamos surpresos com o resultado”, diz Bruno Bontempo, diretor da Markimob, uma das incorporadoras do Neo Empreendimento.
A alta procura pelos apartamentos e a disputa entre os empresários pelos primeiros pontos de comércio reforçam a febre criada em torno do Noroeste. Os preços, inaceitáveis no mercado até dois anos atrás, parecem não intimidar os compradores. Restaurantes e bares sofisticados, além de uma grande loja de utensílios domésticos, já garantiram espaço no novo bairro. A expectativa é que, em dezembro, não haja mais unidades disponíveis nesse empreendimento. “Se continuarmos nesse ritmo, esgotaremos tudo antes do fim deste mês”, prevê Bontempo. A obra deve ser concluída em 2012.
O complexo inclui três blocos de dois andares localizados no futuro endereço CLNW 10 e 11, a 200m do Parque Burle Marx. O formato é de uma comercial do Plano Piloto, porém com projeto mais ousado e arrojado. Em cima, ficarão os apartamentos de um ou dois quartos e, no térreo, as lojas com mezanino e depósito. Os donos poderão usar o espaço em frente ao estabelecimento. Haverá elevadores, sistema de segurança com câmeras, vestuário para funcionários das lojas, bicicletário, subsolo com garagem para cerca de 250 carros, além de estacionamentos públicos ao redor.
O luxo prometido nesse e em outros empreendimentos lançados no Noroeste mexe com os investidores. Comerciantes estão vidrados com a possibilidade de estarem próximos a um público das classes A e B, que tem condições de comprar apartamentos cujo valor do metro quadrado chega a R$ 10 mil ou mais daqui para frente. “O lojista que investir naquele região vai se surpreender com a demanda. Ele sabe que vai trabalhar com a elite, com pessoas que não se preocupam muito em gastar um pouco mais em produto de qualidade”, comenta Bontempo. Estima-se cerca de 40 mil moradores no novo bairro.
Espaço verde
O projeto de revitalização do parque está associado ao surgimento do Noroeste. Com uma área de 280 hectares, o espaço terá pistas de caminhada e cooper, ciclovias, estacionamentos, banheiros públicos e espelhos d´água. A estimativa é que o parque receba 10 mil pessoas por dia.Último setor
O setor será o último habitacional a ser construído na área tombada de Brasília. O urbanista Lucio Costa previu a área no documento Brasília Revisitada, de 1987. Desde então, governo e empresários investiram no futuro bairro, lançado oficialmente em janeiro deste ano.Novos valores
Pelo menos 100 projeções já foram autorizadas no Noroeste. Cerca de 10% delas são de prédios com unidades residenciais (um e dois quartos) e comerciais. O primeiro complexo dessa categoria mista iniciou as vendas na última sexta-feira. Veja o resultado até ontem:» Apartamentos entre 31m² e 67m²
Preço do metro quadrado: R$ 8,3 mil
144 unidades — 107 vendidas e 37 disponíveis» Pontos de comércio entre 57m² e 92m²
Preço do metro quadrado: entre R$ 15,4 mil e R$ 18 mil» Bares e restaurantes
10 unidades — oito vendidas e duas disponíveis» Lojas de serviços (bancos, lavanderias, livrarias etc.)
10 unidades — cinco vendidas e cinco disponíveis» Lojas de moda
10 unidades — duas vendidas e oito disponíveisFonte: Markimob, empresa incoporadora do projeto
Bairro diferenciado
Para o empresário Jorge Ferreira os economistas são “cabeças de planilha”
conomistas ouvidos pelo Correio demonstram preocupação com o que chamam de “histeria provocada pelo Noroeste”. “Está claro que existe uma bolha e a tendência é que ela estoure. Se a gente pensar em médio ou longo prazo, percebemos que a demanda para esses preços não vai se sustentar”, diz Evilásio Salvador, professor da Universidade de Brasília. “O que está acontecendo não faz sentido. Para conseguir cobrir o custo inicial, os comerciantes terão de ter taxas de lucro absurdamente elevadas”, completa o também docente da universidade, Roberto Piscitelli.Estimativas de empresários do ramo imobiliário sugerem que os preços no novo bairro devem dobrar nos próximos cinco anos. Quem já garantiu uma unidade no espaço comercial do setor habitacional comemora e contesta a avaliação dos economistas.
“São ‘cabeças de planilha’. Sei da grandeza daquele empreendimento e do potencial do Noroeste. Compramos porque sabemos que o bairro será um lugar diferenciado e estamos preparados. Vamos bombar”, comenta o empresário Jorge Ferreira, dono de 10 conhecidos bares da cidade. Ele comprou quatro unidades no primeiro complexo comercial do Noroeste.
A Casa do Rio Grande do Sul, loja de presentes finos, também estará presente no Noroeste. “Existe uma badalação, uma expectativa muito grande do que vai ser aquele espaço. Com certeza estaremos em uma área nobre, perto de um público diferenciado, com alto poder aquisitivo”, observa o diretor da empresa, Victor Parucker.
Meus amigos, é realmente deprimente. Enquanto isso, milhares de pessoas vivem na pobreza e marginalidade em nossa cidade. A prioridade são obras faraônicas, VLT, policiamento precário, em detrimento de um sistema de saúde decente, boas escolas, sistema de transporte eficiente e segurança para todos.













Realmente, Pedro!
A especulação imobiliária e o enriquecimento dos empreiteiros aqui é surreal!
Veja Águas Claras… cresceu sem planejamento algum e sofre terríveis mazelas com trânsito, chuvas, ruas pessimamente urbanizadas etc. Ridículo.
As construtoras e imobiliárias perderam realmente a noção. Inflacionaram totalmente o mercado e chegaram ao absurdo. No Rio pagam 20 mil o metro pela exclusividade da vista pro mar, e devido as favelas perto. Agora Brasília, vista pro mato?
claro uai
invasão não paga IPTU …
Realmente, o pior é que tem quem compre. E com certeza não são otários. É um grupelho muito lucrativo!
Arruda não inchou a cidade, como Roriz. Mas está montando um negócio juridicamente legal e moralmente safado que rende milhões e milhões de lucro aos mais abastados (ele incluso).
so mesmo um otario vai pagar meio milhao por uma kitinete no meio do cerrado. Ou os otarios somos nos, que deixamos eles ganharem dinheiro com a corrupcao!! pra mim isso e uma vergonha, to torcendo para q a bolha estoure na mao desses caras!
Eu amo essa cidade e por aqui quero ficar. Mas acho um absurdo essa palhaçada que têm feito em nosso mercado imobiliário. É surreal!
Também com saudade, meu querido, tá barra! Mas a gente combina algum esquema, nem que seja pra eu te ver lamentando que o SPFC não ganhará o Brsileirão (espero) hahahaha
Abração!
Carai, que absurdo. É por isso que na hora que surgir uma oportunidade, eu vazo dessa cidade.
saudade de tu mlq :**