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	<title>Comentários sobre: Entrevista concedida à Elisa Chagas</title>
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		<title>Por: Gustavo Varela Alvarenga</title>
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		<dc:creator>Gustavo Varela Alvarenga</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 May 2011 20:23:42 +0000</pubDate>
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		<description>Achei bacana a entrevista. Você tocou em um ponto muito interessante e muito importante, que é a reforma educacional. Em boa parte de nossas vidas, estudamos juntos e, com o passar dos anos, vimos a deterioração do ensino público (que já não era excelente). 

Interessante você ter citado a Coréia do Sul, mas a comparação com o Brasil deve ser feita com ressalvas. As trajetórias dos dois países foram bem parecidas, mas eles só conseguiram realizar a reforma educacional após uma grande reforma agrária. Infelizmente, não há horizonte nacional (na minha opinião) para reforma em qualquer uma dessas áreas, principalmente com as commodities tendo maior espaço nas exportações brasileiras.

Outro ponto que eu achei bacana foi você falar que &quot;não conseguimos fazer uma provocação eficaz a ponto de tirar milhares de pessoas de seus computadores&quot;. Pow, todos os escândalos de corrupção não deveriam ser suficientes para isso? Por que em São Paulo as pessoas fazem protestos quando o governo diz que aumentará a passagem de ônibus em 10 centavos, mas não fazem quando os governantes são FILMADOS aceitando propina? É complicado, mas o povo brasileiro (eu incluso) é muito passivo. Sinceramente, não vejo a população de hoje se engajando em um movimento tipo &quot;diretas já&quot; ou &quot;caras-pintadas&quot;.

Acho que além de uma reforma na Educação deveria haver uma reforma política. Qualquer planejamento nacional (seja econômico, social ou educacional) não funciona de quatro em quatro anos. Acho que os políticos deveriam levar isso em consideração e dar continuidade, em certa medida, aos bons projetos de seus antecessores. Digo &quot;em certa medida&quot; porque ótimos projetos como o bolsa família estão se transformando mais em comodidades do que em incentivos. Aí os tomadores de decisão mantém estes projetos porque possuem força política, mas a nação não consegue colher seus frutos (de forma geral). 

Acredito que o medo de perder a próxima eleição, faz com que esses planejamentos sejam uma constante. Isso é ruim porque reformas que necessitam de pulso firme, como a da previdência, a tributária e a da educação, ficam muito difíceis de serem postas em prática.

Bom, acabei falando demais e meu comentário deu quase um &quot;post&quot;, mas só queria finalizar dizendo que a entrevista foi bem bacana e que deve continuar a fazer um bom trabalho, mas sem esquecer das outras coisas. É bom respirar um pouco fora dos assuntos políticos, para poder continuar no caminho certo, viu?

Abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Achei bacana a entrevista. Você tocou em um ponto muito interessante e muito importante, que é a reforma educacional. Em boa parte de nossas vidas, estudamos juntos e, com o passar dos anos, vimos a deterioração do ensino público (que já não era excelente). </p>
<p>Interessante você ter citado a Coréia do Sul, mas a comparação com o Brasil deve ser feita com ressalvas. As trajetórias dos dois países foram bem parecidas, mas eles só conseguiram realizar a reforma educacional após uma grande reforma agrária. Infelizmente, não há horizonte nacional (na minha opinião) para reforma em qualquer uma dessas áreas, principalmente com as commodities tendo maior espaço nas exportações brasileiras.</p>
<p>Outro ponto que eu achei bacana foi você falar que &#8220;não conseguimos fazer uma provocação eficaz a ponto de tirar milhares de pessoas de seus computadores&#8221;. Pow, todos os escândalos de corrupção não deveriam ser suficientes para isso? Por que em São Paulo as pessoas fazem protestos quando o governo diz que aumentará a passagem de ônibus em 10 centavos, mas não fazem quando os governantes são FILMADOS aceitando propina? É complicado, mas o povo brasileiro (eu incluso) é muito passivo. Sinceramente, não vejo a população de hoje se engajando em um movimento tipo &#8220;diretas já&#8221; ou &#8220;caras-pintadas&#8221;.</p>
<p>Acho que além de uma reforma na Educação deveria haver uma reforma política. Qualquer planejamento nacional (seja econômico, social ou educacional) não funciona de quatro em quatro anos. Acho que os políticos deveriam levar isso em consideração e dar continuidade, em certa medida, aos bons projetos de seus antecessores. Digo &#8220;em certa medida&#8221; porque ótimos projetos como o bolsa família estão se transformando mais em comodidades do que em incentivos. Aí os tomadores de decisão mantém estes projetos porque possuem força política, mas a nação não consegue colher seus frutos (de forma geral). </p>
<p>Acredito que o medo de perder a próxima eleição, faz com que esses planejamentos sejam uma constante. Isso é ruim porque reformas que necessitam de pulso firme, como a da previdência, a tributária e a da educação, ficam muito difíceis de serem postas em prática.</p>
<p>Bom, acabei falando demais e meu comentário deu quase um &#8220;post&#8221;, mas só queria finalizar dizendo que a entrevista foi bem bacana e que deve continuar a fazer um bom trabalho, mas sem esquecer das outras coisas. É bom respirar um pouco fora dos assuntos políticos, para poder continuar no caminho certo, viu?</p>
<p>Abraço!</p>
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