Blog do André Dutra

  • Início
  • Sobre André Dutra
    • Mural de Recados
  • Sugestões
    • Sugestões acatadas
  • Mídia
    • Fotos
    • Vídeos
    • Vídeos de apoio de amig@s
  • Eleições 2010
    • Prestação de contas
      • Prestação Final
      • 1ª Prestação de contas
      • 2ª Prestação de contas
    • Material
  • Propostas 2010
  • Pergunte
  • Contato

Proibição dos flanelinhas nas ruas: um assunto “politicamente intocável”? Não mais.

André Dutra | 12 de abril de 2012 | 18:39
[Translate]
Tweet

Cliquem nos links e tenham uma experiência completa neste post. Leiam, pois é importante construir a sua ideia sobre isso. Comentem e ajudem a discutir esse problema das cidades.

Há muito tempo venho pensando nisto e observando, seja por histórias de conhecidos em todo o país, seja pela minha própria experiência no dia-a-dia, tanto em Brasília como em outras cidades. Há muito tempo, também, venho discutido com amigos mais próximos e estudado uma forma de solucionar esse problema. Não há receita de bolo ou fórmula mágica, mas já vi que o assunto é um gigantesco tabu e ninguém quer levantar a polêmica. Pois bem, levanto eu, pois já não suporto mais: como acabar com o grande jogo sujo que se tornou a prática de “flanelismo” no Distrito Federal e em todo Brasil? Há muitos anos, não apenas o DF, mas todo o país sofre com a questão dos guardadores de carros, comumente chamados “flanelinhas”. Com o colapso do transporte público na grande parte das cidades brasileiras, o aumento de renda média do cidadão brasileiro e a facilidade de crédito e financiamento, a frota de carros de passeio vem aumentando em ritmo frenético nos últimos anos.

O assunto não é novo e a polêmica está entalada na garganta de muitos. Falarei por alto sobre o nível nacional da coisa, mas me permitam focar no DF e em Brasília, onde resido, vivo e onde creio poder iniciar uma mudança. No Distrito Federal o primeiro Governador preso da história do Brasil resolveu regularizar os flanelinhas, cadastrando-os e liberando um colete. Isso foi em 2009, antes de ser preso e tomado chá de sumiço. Muitos podem reclamar, afinal quem assinou o papel foi um cara “íntegro”, o ex-vice, que renunciou ao mandato em meio aos escândalos da Caixa de Pandora. Somente estes poderiam “vigiar” os carros nos estacionamentos públicos, gratuitos e não seria obrigado pagá-los. Santa ingenuidade ou populismo em busca de votos? Todos sabemos que não há fiscalização a respeito disto, muitos coletes foram vendidos, roubados, fabricados em casa… As recentes ondas de violência que assolam a capital do Brasil também nos levam a olhar para este filão da sociedade. Afinal, quem em Brasília não conhece vítimas ou já ouviu falar de assaltos, sequestros relâmpagos, furtos, danos ao carro e vários outros delitos ocorrendo até em plena luz do dia, em estacionamento com flanelinhas?!

Ora, é uma grande sinuca de bico. Se o cidadão que está nesta condição é honesto e vê um elemento perigoso, armado, abordando pessoas no carro ou quebrando a janela do carro para furtá-lo, em troca de R$0,50 (cinquenta centavos de real) ele se arriscará para impedir o delito? Indo mais a fundo: todos são honestos? Parto do princípio de que há, sim, pais de família vigiando carros, mas creio que uma enorme quantidade não é de bem, mas composta por vigaristas, além de fugitivos, usuários de drogas, traficantes e demais picaretas e sujeitos de má índole. Não somente há conivência com bandidos (seja dando dicas ou até ajudando no delito), como há ameaça a outros cidadãos de bem que querem estacionar seu carro (que não é mais um luxo da burguesia, muita gente rala, divide em 72 vezes seu carrinho e quer ter o direito de ir e vir como qualquer um, então sem hipocrisia de que isso só afeta os mais abastados, como dito anteriormente) e ter seu direito de usufruir dos espaços públicos e de uma vida de lazer e trabalho em segurança.

Não falo isso sem dados, não tiro isso somente da minha cabeça. Um levantamento feito pela Polícia Civil do Distrito Federal aponta que 25% dos flanelinhas irregulares flagrados pelos agentes em 2011 têm passagem pela polícia ou são procurados. Histórias como essa (mesma fonte do link passado) não têm nada de ficção científica:

O servidor público L.R., 38 anos,  tem medo de deixar o carro com flanelinhas e diz já ter sido ameaçado. “Como é difícil achar vaga, eu deixava as chaves com um flanelinha. Ele tinha crachá e colete. Mas um dia, não achava o carro e nem o flanelinha. Depois de dez minutos de espera, descobri que ele havia saído com o veículo. Quando ele chegou, fui tirar satisfações e ele me surpreendeu com um canivete e falou que se eu contasse a história para alguém, ele me mataria”, relata

Eles sabem aonde você trabalha, sabe seus horários, sua rotina. Eles têm o poder e te constragem. E o que se pode fazer? Você é refém desta situação. Sem exageros. Em Brasília, quem não tem carro sofre. Qualquer jovem de 17 anos ou qualquer pessoa que não tenha condições nem de ter um Lada velho e enferrujado sabe disso e é obrigado a passar por situações cada vez mais terríveis no transporte público da capital. Algumas situações já foram vistas aqui no blog, como baratas dentro de ônibus e a deprimente situação da rodoviária do Plano Piloto. Além disso, acidentes estão se tornando cada vez mais frequentes, não existem horários a serem respeitados pelos ônibus, o Metrô constantemente apresenta falhas técnicas e situações de caos (como a greve, às quais fui favorável, pois o metroviário do Distrito Federal trabalha em condições críticas há muitos anos) e por aí vai.

Mas quem pensa que ter seu carro próprio o livrará de mais martírios no DF, se engana, justamente por causa dos quase onipresentes flanelinhas. O déficit é de 40 mil vagas na capital, o que faz com que os flanelinhas se apropriem das ruas da capital e privatizando o que é público. Em locais como o Setor de Rádio e TV Sul, por exemplo, há até aqueles trabalhadores que têm que pagar mensalidade, para ter o carro “vigiado”. Quem não paga, se arrisca a ter o carro danificado ou mesmo roubado, já que não há garantias de “vigiá-lo”. À noite, nas festas e eventos ou até se for a uma padaria ou supermercado sem estacionamento interno, a situação é a mesma. Há ainda a intimidação e agressão (algumas vezes físicas, mas na maioria verbais) àqueles que se negam a pagar. Mas são onipresentes na chegada, pois quase nunca estão no mesmo lugar quando se vai embora, afinal mais uma modalidade que vem crescendo, comum em outras capitais, é o pagamento adiantado. Ou o contrário em locais de menos constância, como shows, bares e comerciais, onde só se vê as figuras no final, quando cobram o “serviço”.

Atualmente a imprensa tem feito muitas reportagens sobre o assunto. Vejam os vídeos, não precisarei mais falar do problema. Depois deles, vamos pensar nas soluções:

Mais vídeos de todo Brasil aqui.

Possíveis respostas para o problema

Em alguns lugares já há solução para o problema. Em Novo Hamburgo, município do Rio Grande do Sul, agora é crime guardar carros. Se forem flagrados, os flanelinhas podem ser processados por constrangimento ilegal ou extorsão. A lei será aplicada a todos os guardadores de veículos que estiverem atuando nas ruas ou locais públicos.

Os indivíduos que forem flagrados pelas autoridades terão a opção de ser encaminhados para projetos sociais desenvolvidos pela Prefeitura de Novo Hamburgo. De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Jurema Guterres, serão identificadas as necessidades desses indivíduos para que possam ser acompanhados por projetos de geração de renda do Município. Caso não aceitem a proposta, serão levados para a delegacia, e responderão por exploração indevida da atividade nas vias públicas, acarretando penalidades previstas no artigo 47 da lei 3.688/41 (Lei de Contravenções Penais) e no art. 301 do Código de Processo Penal.

Veja aqui como foi o primeiro dia da Lei. Mas a Lei proposta é vinculada à retirada destas pessoas da rua, sua inserção em programas do Estado para qualificação e inserção profissional. Obviamente, é muito difícil que um cidadão destes queira abandonar uma remuneração alta e fácil (muitos chegam a lucrar até R$ 2.500,00, livres de impostos). E aí que volta a questão da educação, única maneira de se corrigir este problema de uma vez por todas.

Em Colatina, município do Noroeste do estado do Espírito Santo, há uma outra forma de solução. Jovens de baixa renda estão em um projeto onde as vagas do centro da cidade são administradas pela associação chamada Corpo de Assistência ao Menor de Colatina.

Além de retirar os flanelinhas das ruas, o projeto oferece emprego a jovens carentes entre 16 e 21 anos, trazendo uma atividade remunerada, legal e oferecendo experiência profissional. Há cobrança de estacionamento no centro, uma forma de aumentar a rotatividade e mesmo de inibir o uso de carro. A população simpatiza com o serviço e há um serviço social sendo prestado, de fato. Pena que em Brasília, viver sem carro e pegar ônibus… bem, já falei isso diversas vezes, né?!

Esclarecendo minha opinião sobre o assunto

Deixo aqui claro que sou veementemente contra esse abuso que é a prática de guardar e lavar carros em áreas públicas. Concordo que na maioria dos casos há constrangimento ilegal e extorsão. A insegurança é latente e o guardador de carros não oferece nenhum bem factual à sociedade.

Sou favorável à se corrigir o erro que foi regularizar esta função no DF, proibindo esta prática e agregando à sua proibição um grande plano e programa de educação e conscientização, além do credenciamento emergencial dos flanelinhas existentes para qualificação e inserção profissional por meio dos órgãos competentes, como a Secretaria de Trabalho do DF e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda. Tratamento digno a todos, opção de escolha, mas não a que lesa a sociedade, afinal precisamos de regras e normas que beneficiem ao todo, ao conjunto da sociedade. Obviamente, minha maior preocupação é social! Proibir que existam pessoas trabalhando como flanelinhas deve ser um ato de políticas sociais, que consequentemente evitarão maiores problemas de ordem de segurança pública e não defendo aqui que seja corrigido o problema com coerção estatal e uso de força. Estas devem acontecer somente quando necessário e para aqueles que obstruem as Leis e a possibilidade de convívio pacífico e em sociedade, ou seja, para criminosos que mesmo com capacidade de escolha, escolhem destruir o tecido social e agir unicamente em benefício particular.

Seria interessante a cobrança de um valor simbólico e totalmente revertido à programas de Educação no trânsito e urbana, nas áreas de maior concentração de carros no DF, sendo administrados por jovens carentes e que buscam um primeiro emprego, como visto na experiência de Colatina/ES. Isso, claro, em consonância com um sistema público de transporte decente, eficiente e eficaz, de modo a dar real opção de ir ao trabalho sem carro, chegando seco na época de chuvas e limpo na seca, não se sentindo em uma carroça imunda, insegura e cara. Quem é do DF sabe o que falo.

Sei que é polêmico e estou de peito aberto, me expondo, pois tenho convicção que é uma postura que afetaria positivamente a todas as camadas sociais do Distrito Federal. Se eu fosse uma autoridade pública, proporia Lei similar para o DF, pois acho que seria bom para todos: para os motoristas e para os flanelinhas também. Sou contra e se há quem seja a favor, gostaria de saber os argumentos para que eu possa sempre ter uma opinião madura sobre o assunto.

O que acham? Compartilhem este texto, discutam, sugiram. Ficar calados é que não podemos!!!

Me siga no Twitter!

Categorias
Brasil, Brasília, DF, Drogas, Educação, Políticas Públicas, Segurança, Transporte Público, Violência
Tags
Brasil, Brasília, DF, Drogas, Educação, Políticas Públicas, Segurança, Transporte Público, Violência
Comentários RSS
Comentários RSS
Trackback
Trackback

« Campaigns & Elections Brasil Semana da Europa 2012 »

30 Responses to “Proibição dos flanelinhas nas ruas: um assunto “politicamente intocável”? Não mais.”

  1. Shayla disse:
    6 de maio de 2013 às 13:02

    Great – I should certainly pronounce, impressed with your site.
    I had no trouble

    navigating through all tabs and related info ended up being truly easy to do

    to access. I recently found what I hoped for before you know it in the least.
    Reasonably unusual. Is

    likely to appreciate it for those who add forums or anything, website theme .
    a tones way for

    your customer to communicate. Nice task..

  2. Resultados para a coletividade e não para o individual | Blog do André Dutra disse:
    25 de julho de 2012 às 17:02

    [...] A matéria completa você lê clicando aqui! Mais sobre meu projeto e considerações sobre a proibição da atividade de flanelinhas, você lê aqui! [...]

  3. Projeto de Lei para proibição e inserção profissional de “flanelinhas” | Blog do André Dutra disse:
    25 de julho de 2012 às 16:56

    [...] falei aqui anteriormente no artigo “Proibição dos flanelinhas nas ruas: um assunto ‘politicamente intocável’? Não mais.“ sou favorável a uma solução digna à população em geral e às pessoas que se encontram [...]

  4. André Dutra disse:
    3 de maio de 2012 às 15:49

    Caro Oneir, fiquei muito contente com seu comentário aqui. Primeiramente, obrigado pelo elogio, que muito me anima a continuar buscando soluções para este problema e não poupando energia para tanto. Mas, ainda mais, por encontrar tamanho embasamento e conhecimento a respeito desses problema urbano. Ainda não li todos artigos. Como sou formado em Relações Internacionais, fui direto para seu artigo que fala dos flanelinhas pelo mundo e gostei bastante. Reforça muito minha argumentação e achei muito interessante essa visão internacional do problema como problema que realmente o é.

    Seria honroso ser citado tanto em artigos como em livro. Gostaria muito de ficar a par da publicação do livro, é uma leitura importantíssima e também faria o possível para divulgá-lo. Ademais, devo citá-lo aqui em futuros posts, pois não abandonarei a causa. Vi a situação do Rio de Janeiro e aqui no Distrito Federal piora constantemente. A regularização dessa prática foi um profundo retrocesso, mas que deve ser corrigido.

    Vamos manter o contato? Podemos estabelecer uma rede de apoiadores desta ideia.

    Um grande abraço!

  5. Oneir Guedes disse:
    3 de maio de 2012 às 12:38

    Caro colega, sou advogado e escrevo a algum tempo sobre flanelinhas (procure no google: “oneir jus”, o primeiro link que aparece mostra algum de meus artigos)

    sua postagem foi excelente, provavelmente vou citá-la em um futuro artigo ou até no livro que estou escrevendo sobre flanelinhas

    um abraço

  6. André Dutra disse:
    2 de maio de 2012 às 1:44

    Brigadão pelo comentário, Mazá! Não pretendo parar, estou estudando as formas em que posso agir para corrigir essa realidade totalmente deturpada em que estamos vivendo.

    Concordo, há espaço para absorção dessa mão-de-obra no mercado formal. O que será necessário é qualificá-los, o que é possível. Inclusive, o próprio dinheiro gasto hoje com a “qualificação de flanelinhas” (são encaminhados ao Centro de Treinamento e Capacitação da Sedest, no Guará. Lá, eles fazem um curso de um dia com oito horas de duração. Em seguida recebem gratuitamente um colete e o crachá que autoriza ao exercício legal da profissão. O curso é realizado uma vez por mês. – fonte: http://bit.ly/sy9Jlv) seria utilizado para uma qualificação que QUALIFIQUE em alguma coisa…

    Abração e vamos que vamos!

  7. Mazá disse:
    28 de abril de 2012 às 19:01

    André,

    muito bom o seu post, parabéns pela iniciativa.
    Continue com o movimento.

    Poderia ficar até amanhã discutindo isso, mas prefiro apenas dizer que está faltando mão de obra a construção civil. Não tem gente querendo trabalhar na construção de obras de infra-estrutura, prédios, etc.

    Agora, pergunta se os “guardiães do espaço público” querem largar a boquinha e ir trabalhar de verdade.

    Abraço

  8. André Dutra disse:
    23 de abril de 2012 às 15:03

    Fico extremamente feliz ao ver a qualidade crítica que aqueles que não me apoiam demonstram ter.
    Me mostra que estou no caminho certo.

    Obrigado “Furtado”, pelo comentário! Torna público e claro a diferença entre nós.

    Grande abraço!

  9. Furtado disse:
    23 de abril de 2012 às 12:17

    Cara… a cada dia que passa você mostra o direitão que você realmente é! Cresça, moleque!

  10. André Dutra disse:
    23 de abril de 2012 às 11:01

    Grande Guga!

    Brigadão pelo comentário. A triste realidade que vc destacou em seu comentário é algo que, com os atuais tocadores de políticas públicas e com essa “banda(lheira)” aí instalada, realmente não mudará. É revoltante ler o que vc falou ter sofrido na UnB e em outros locais. É simplesmente inadmissível.

    Mas até para fazer essas alterações de comportamente que vc tratou, é necessário que o Poder Público e seus agentes façam algo. E precisamos mudar esse povo. Foi por isso, também, que entrei nesse mundo doido da política, pois creio que posso fazer minha parcela de melhoria pra sociedade por meio de um trabalho político sério. E cara, atualmente é degradante depender dos ônibus do DF, impossível ser feliz no trânsito, perigoso andar de moto e bicicleta… e aí?

    O debate é longo, polêmico e longe de se alcançar unanimidade, mas só de ter tantos comentários por aqui, já fico feliz. É parte de um objetivo constituído. Vou continuar nessa visão. Sou contra e estou disposto a procurar os caminhos para se resolver este problema. Há muitos outros a serem resolvidos, mas de passo em passo, a sociedade deixa de retroceder.

    Abração!

  11. Guga disse:
    16 de abril de 2012 às 22:34

    André, acho extremamente pertinente o levantamento desta questão que você fez. Também concordo contigo de que não é admissível que o cidadão de bem que trabalha duro pra pagar 72 prestações pra ter o seu carro (que já é absurdamente caro devido à absurda carga tributária brasileira) ainda ser sujeito ao incômodo e (pior ainda) à insegurança causada por esses maus elementos.

    Com relação ao poder público, vejo duas opções possíveis: adotar medidas como as adotadas em Novo Hamburgo e Colatina (I); ou, mantendo a medida adotada pelo próprio GDF ao regularizar a atuação dos flanelinhas aumentar a fiscalização em cima dos mesmos e punir os que violarem a lei e exercerem a atividade sem estarem regularizados. MAS, como estamos falando de GDF e sabemos como a banda por aqui toca (ou melhor, deixa de tocar), acho melhor nós mesmos, cidadãos honestos, tomarmos as rédeas da situação e tomarmos nossas próprias medidas.

    Calma, não vou sugerir aqui que cada um ande com seu 38 ou sua 12 e pague os flanelinhas com chumbo. E bem mais simples: se seu carro te traz mais incômodo que comforto, substitua-o. Dependendo de por onde você anda no DF, é melhor você deixar a caranga em casa e achar outras formas de se deslocar pela cidade. Foi o que eu fiz depois de ter meu carro arrombado três vezes em um ano meio e perder três estepes (sem contar as outras despesas com consertos correlatos) no estacionamento da FA (UnB): troquei quatro rodas por duas e agora só ando de moto. “Ah mas é perigoso”, sim, é verdade e ninguém te respeita, mas pelo menos fujo dos flanelinhas e tenho menos problemas com estacionamento. Ou isso ou então encarar uma bicicleta (não recomendo, acho extremamente perigoso andar de bicicleta no trânsito de Brasília) ou então voltar ao transporte público. Sim, eu sei que é horrível (sem brincadeira, é o pior que eu já vi nesse país!), mas, dependendo do lugar para onde se vai é muito mais tranquilo que ir de carro. Nas zonas centrais da cidade então nem se fala. Além desse problema dos flanelinhas depois de uma certa hora simplesmente não há mais vagas. Sei que tudo isso é muito chato e tudo mais, mas eu pelo menos não acredito que o poder público possa (ou queira) fazer algo para reverter a situação e muito menos quero continuar a mercê dos flanelinhas e outros bandidos que estão à solta por aí e ainda ter que brigar por estacionamento.

    Desculpe a extensão, mas é isso daí…

  12. André Dutra disse:
    15 de abril de 2012 às 14:53

    Letícia e Tata,

    como vocês falaram, é o caminho que acredito. O espaço público deve ser respeitado e não privatizado e tornar-se local de ganhos de particulares. Ainda mais sob o manto de extorsão, ameaça e violência.

    Muito obrigado e um grande abraço!!!

  13. TATA disse:
    15 de abril de 2012 às 14:34

    igual ela falou, a rua é publica, ngm deveria lucrar em cima disso.
    muito ridiculo. alias, odeio flanelinhas

  14. TATA disse:
    15 de abril de 2012 às 14:33

    concordo totalmente com a letícia.

  15. Letícia disse:
    15 de abril de 2012 às 4:03

    Flanelinha não é nunca foi e nunca será uma profissão, é rídiculo o poder público querer regularizar o crime de extorsão porque a única garantia que eles te oferecem é que eles mesmos não vão riscar o seu carro, a rua é pública não tem como regularizar a profissão de dono da rua, extorsão e ameaça são crimes.

  16. André Dutra disse:
    15 de abril de 2012 às 0:50

    Caro Rodrigo, obrigado pelo comentário. Crítica com conteúdo. Vamos lá.
    Concordo que o flanelismo seja um sintoma de uma “doença” muito mais grave vivida pelo Estado e pela sociedade. Mas querer combater sintoma não é besteira, é tratamento complementar. O que vai sanar este problema é uma grande revolução educacional, uma reconstrução social por meio de um sistema que eduque e não apenas ensine (mesmo assim, mal e porcamente). Querer combater apenas sintomas, é besteira, coisa que não defendo em nenhum momento, mas sim uma articulação mais complexa.

    Entendo seu ponto de vista das opções. Mas creio que se eu quero ter opção “X”, que seja ir de carro e parar em um estacionamento público sem ser extorquido/ameaçado, quero ter essa opção respeitada e ter liberdade de escolha. Falo isso sem advogar em causa própria, uso carro dia de semana apenas para ir à faculdade pela noite, já que a opção de ônibus para a Asa Norte é quase inexistente onde moro (e eu teria que ficar refém dos horários e que além de tudo não são respeitados – olhe a palavrinha aí novamente) e andar de táxi aqui ultrapassa classe média, é um gasto absurdo. Defendo a liberdade de escolha. Ambos os exemplos, o meu e o seu, são de reféns da inexistência do Estado para este assunto: transporte público eficiente e de qualidade e segurança pública/educação. Situações diferentes, liberdade de escolha igualmente negada.

    Ninguém aqui está promovendo visão coitadista, mas isso já comentei aqui. Sobre o déficit de vagas, como escrito, os dados não são meus ou inventados. É um simples cálculo do número de carros rodando em horário de pico nos locais citados e o número de vagas existentes. Sempre fui contra, por exemplo, criar um estacionamento subterrâneo na Esplanada (está aqui no blog minha crítica sobre essa ideia estapafúrdia, é só pesquisar) e não defendo o aumento das vagas. De novo, repito e reafirmo: transporte público eficiente e de qualidade, ciclovias e educação. É o que eu acredito e não é unânime. Mas é o que eu acredito.

    Leia direitinho meu posicionamento sobre essa questão. Aqui há documentos, como os 22 compromissos que fiz durante a campanha de 2010 ou simplesmente pesquisando pela tag de transporte público ou no local de pesquisa do blog.

    Grande abraço e obrigado!

  17. Rodrigo disse:
    14 de abril de 2012 às 21:14

    O flanelismo, por mais incômodo, é apenas um sintoma. Sintoma de sociedade que é apenas uma reunião de pessoas, e não de cidadãos. Sintoma de desigualdade social. Sintoma de sociedade com incentivo permanente ao uso de carro. Querer combater o sintoma é besteira.

    Além disso, chamar o cara de classe média, de classe média alta, de “refém” me parece um pouco forçado. Ele tem opções: pagar um estacionamento, pegar um táxi, ir de ônibus, deixar o carro sem a intermediação do flanelinha e buscar seus direitos depois. Não são opções necessariamente convenientes, mas são. Refém mesmo é o cara que, para chegar ao trabalho, só tem a opção de UM ônibus – que às vezes quebra, às vezes atrasa, às vezes simplesmente não passa.

    Discordo muito dessa visão coitadista da classe média. Nós não temos nada de coitados. Obviamente, temos direito, tanto quanto qualquer outra pessoa, rica ou pobre, de exigir que nossos direitos sejam respeitados. Mas daí a sermos “vítimas”, “reféns”, discordo.

    E sobre déficit de vagas… perdão novamente, mas o que há é excesso de carros, e não déficit de vagas. Aumentar as vagas, como querem fazer flexibilizando o tombamento, só vai aumentar o número de carros, que por sua vez vai aumentar os engarrafamentos, e aí por diante. Além de esconder o problema do transporte público, pois a classe média, aquela que tem voz, vai estar “satisfeita” e aí não precisa consertar mais nada.

  18. André Dutra disse:
    13 de abril de 2012 às 13:06

    Companheiro Alfredo, bom demais ter um comentário de um correligionário aqui e irmão de lutas! Fico muito contente que tenha gostado!
    Realmente, não podemos cair nessa do “politicamente incorreto” ou, pior, reféns de opiniões que dão ou não dão votos. Temos que ser incomodados, subversivos, questionadores, sugerir respostas, soluções. Temos que alfinetar e ir atrás de buscarmos as mudanças que pregamos, senão fica só no discurso, que é o mesmo que nada.

    É verdade, sempre fui defensor que Brasília e o DF têm toda a possibilidade e o dever de ser um grande chamariz e exportador de políticas públicas, um modelo a ser seguido tanto de cidade como de gestão, transbordando experiências e sucessos ao restante dos municípios brasileiros. Infelizmente, estamos na rota contrária, ao menos por enquanto.

    Seria bacana agregar esta discussão às nossas bandeiras de Juventude. Conversarei aqui com nossa Executiva do DF e também com o pessoal do Partido.

    Muito obrigado, meu caro! Espero vê-lo por aqui no blog mais vezes. Grande abraço pra companheirada do Pará!!!

  19. Alfredo Jr. PSB Pará disse:
    13 de abril de 2012 às 11:22

    Gostei da matéria.

    O Brasil já tem possibilidade de fazer algo a respeito, há muito tempo, mas os governantes têm medo do tal “politicamente incorreto”.

    A proposta parece boa e já merece crédito por ser algo, um começo, para se desenvolver. E Brasília ainda tem a característica de receber diariamente prefeitos e governadores que, ao observarem algo dando certo nessa área, podem replicar em seus estados e municípios.

    Taí uma bandeira boa pra Juventude do PSB, né André?

    Parabéns, companheiro.

  20. André Dutra disse:
    13 de abril de 2012 às 10:55

    Pois é, Bruninha e Tata, tem que ter um pouco de humor, senão a vida fica só na acidez e amargura… =)

  21. Tata disse:
    13 de abril de 2012 às 1:56

    nossa, verdade kkkkkkkkkkkkkkk
    é engraçadinho

  22. Bruninha disse:
    13 de abril de 2012 às 1:54

    p.s: essa praga ficou engraçado pelo tema
    :P

  23. André Dutra disse:
    13 de abril de 2012 às 1:53

    Bacana, Tata! Ajude a divulgar, deve ter muita gente que você conhece com o mesmo posicionamento.

    Abração!

  24. Tata disse:
    13 de abril de 2012 às 1:52

    sou contra.

  25. André Dutra disse:
    13 de abril de 2012 às 1:50

    Família boa essa, Juliana! =)
    Pois é, é algo que as pessoas sofrem no dia-a-dia e as autoridades fecham o olho, seja por interesse, preguiça ou mesmo incompetência.
    Mas nós não podemos ficar quietos. Brigado pela força!!!

    Beijos.

  26. Juliana Martins disse:
    13 de abril de 2012 às 1:44

    Estava com minhas irmãs lendo sobre essa materia,
    uma delas que vc citou até vi com meu pai no jornal hj.
    muito ruim saber que outras capitais crescem, se desenvolvem e brasília continua a mesma ”/
    e eh um tema e um “problema” totalmente esqeucido.

    beijos

  27. André Dutra disse:
    13 de abril de 2012 às 1:40

    Bacana, Ana! Brigadão! Espero que volte aqui outras vezes e também que leia as coisas que escrevi mais antigamente! =)
    No Plano Piloto, Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho… enfim, em todos centros há esse problema e é algo realmente vergonhoso! Espero poder ajudar a solucionar isto, também, um dia!

    Grande abraço!!!

  28. Ana c disse:
    13 de abril de 2012 às 1:38

    Caramba, gostei da matéria…
    não conhecia teu blog e vi umas coisas legais.
    esse assunto é importante, principalmente aki em brasília, onde a frota de carro cresce bastante…
    não soh no plano, como tbm por aki em taguatinga acontece muitos casos chatos com flanelinha no meio.
    deveriam existir programas para este problema

    abraços

  29. André Dutra disse:
    13 de abril de 2012 às 1:35

    Que bom que gostou, Bruninha! Fico muito feliz que minha opinião seja partilhada com mais pessoas.
    Além de não passar confiança, é algo que merece correção e pode ser corrigido, de forma a beneficiar todos envolvidos. Esta situação não é boa nem para os cidadãos motoristas e nem mesmo para os cidadãos que trabalham como flanelinhas.
    Desconheço outro lugar do mundo (ou pelo menos do G20, vai, usando critério econômico) que tenha isso em sua sociedade.

  30. Bruninha disse:
    13 de abril de 2012 às 1:34

    xD amei o tema do blog desse mês o/
    ´´e um prolema que quase não se vê solução e que cada dia aumenta…
    ´´e frutrante isso.
    Nunca se sabe se ´´e um drogado, um morador de rua, uma pessoa “do bem”…
    não passa nenhum tipo de segurança e cofiança…
    =x

Leave a Reply

Clique aqui para cancelar a resposta.

"Só a educação salva."
Epíteto

Fale comigo!

Escreva para andre @ andredutra.com e mande sugestões, críticas ou o que você quiser falar.

Translator

Pesquise neste blog

Enquetes

Arquivos antigos

Categorias

Crack Nem Pensar!

Prêmio

Arruda na Papuda!

Mais sobre o autor

  • Facebook
  • Meu canal no YouTube
  • Meu Orkut
  • Pergunte-me algo – Formspring
  • Siga-me no Twitter

Blogs que recomendo

  • Blog da Juv. Socialista Brasileira – PSB-DF
  • Blog da Roberta Salgueiro
  • Blog do Alex Alves
  • Blog do André de Castro
  • Blog do Felipe Bittar
  • Blog do Guilherme Galvão
  • Blog do Luiz Antonio Ryff – Nonsense
  • Blog do Marcus Vinícius
  • Blog do Pedro Doria
  • Blog Modeleiro
  • Blog Música e Cerveja
  • Blog Perturbando o Status Quo
  • Blog Policiamento Inteligente
  • Clube dos Canalhas
  • Minha Circunstância – Leandro Couto
  • Ônibus em Brasília
  • Pedro Camargo – Portfólio
  • Política do Bem
  • Procrastinando

Conheça também

  • ABPC – Júlia Borges, Psicóloga
  • AIB – Internacionalistas
  • Fora Sarney Oficial
  • MBlog – Blog do Mateus Bassan
  • Movimento Saia às Ruas
  • Partido Democrático Trabalhista
  • Portal do Senador Cristovam Buarque
  • Universidade aberta Leonel Brizola

PR Newswire

Movimento Adote Um Distrital

Banner Adote um Distrital

Assuntos

2 em 1 Administrativo Barack Obama Brasil Brasília Crise no Senado DF Direito do Consumidor Drogas Economia Educação Eleições 2010 Energia Esportes EUA Fora Arruda Fora Roriz Fora Sarney Funcionalismo Público Joe Biden Justiça Juventude Lazer Manifestações Meio Ambiente Mudança Mundo Palestras e outros eventos Participação direta Política Políticas Públicas Propostas Recordar é viver Relações Internacionais Renovação Saiu na imprensa Saúde Segurança Sem categoria Tecnologias Transporte Público Violência voteearth Voto Ética
rss Comentários RSS valid xhtml 1.1 design by jide powered by Wordpress get firefox
English Afrikaans العربية български česky Deutsch ελληνική español eesti فارسی suomi français Gaeilge עברית हिन्दी italiano 日本語 한국어 bahasa Melayu Nederlands português русский svenska ภาษาไทย Türkçe українська 中文 (简体) powered byGoogle
Podcast powered by podPress v8.8.10.17