André Dutra

Nós podemos mudar a cara da política brasileira! Renovação de pensamento já!
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Todo dia é Dia Internacional da Mulher

André Dutra | 8 de março de 2010 | 23:25
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Já está acabando mais um dia 8 de Março, que no calendário mundial é o Dia Internacional da Mulher.

Mas todo dia é dia das mulheres. Mulheres que no Brasil e no mundo lutam por um futuro mais decente. Mulheres guerreiras, avós, mães, filhas. Companheiras, amigas.

Mulheres, sem vocês não vivemos. Desejo a todas ótimos dias, dignos, bonitos, cheios de realizações e mais vitórias. Desejo que cada dia seja o dia de vocês.

Ficam meus votos aqui, de um cara que foi criado por uma mulher incrível, cresceu protegendo sua irmã e é um apaixonado pela sua namorada.

Para todas as mulheres do Brasil e do mundo e, em especial, para minhas três mulheres, obrigado e parabéns!

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A Copa do Mundo, as Olimpíadas e o futuro do Brasil

André Dutra | 1 de março de 2010 | 18:49
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ATUALIZAÇÃO: Este post foi gentilmente lido pelo Sr. Presidente Luciano Cabral, da Confederação Brasileira do Desporto Universitário -- CBDU, que divulgou no side da Confederação meu artigo. Fico feliz e grato, também me colocando ao dispor para maiores eventualidades e possíveis contribuições para com a CBDU. Leiam lá também!

Ontem terminaram as Olimpíadas de Inverno de Vancouver. A festa de encerramento foi sensacional! Apesar do evento em si ter apresentado alguns problemas (sendo o mais trágico a morte do georgiano Nodar Kumaritashvili, na pista de luge, skeleton e bobsled), o saldo fo0i altamente positivo.

O Brasil será palco da Copa do Mundo da FIFA em 2014 (no dia 31 de maio de 2009 foram anunciadas as sedes oficiais da Copa -- Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Manaus e Natal) e das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro (anunciado em 02 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca). Respectivamente, são 4 e 6 anos de antecedência para que o Brasil arrume a casa e não passe vexame nos eventos que trazem não apenas ganhos econômicos para o país, mas puxam a atenção de bilhões de espectadores em todo o mundo.

Venho aqui expor minhas ressalvas, esperanças, críticas, sugestões, dúvidas e demais comentários sobre nosso futuro de país e esporte. Lembro, também, que tanto 2014 quanto 2016 serão anos eleitorais, apenas diferenciando-se pelo primeiro ser a nível nacional e o segundo, municipal. Será que isso pode interferir crucialmente no andamento dos planejamentos, obras e demais ações de melhoria social, política e esportiva nos eventos? Creio que sim, mas espero que não. Esse ano de 2010 é marco divisor e influente lá pra frente. Os líderes de agora farão todas as bases daquilo que veremos mais à frente.

Uma das minhas maiores preocupações é a questão logística-estrutural brasileira. Para a Copa no Brasil em 2014, é exigido uma ampla gama de meios de transporte e infra-estrutura que passam por stradas, aeroportos, rede hoteleira, estádios, ginásios, campos, segurança, saúde, transporte público…

O mesmo é importante para o Rio de Janeiro, que ao menos teve uma grande experiência ao sediar os Jogos Panamericanos de 2007. Mas um projeto para o país é algo bem diferente de um projeto para uma cidade, vale dizer!

Como país-sede, temos vaga garantida nos eventos esportivos. No caso das Olimpíadas de 2016, poderemos ter delegação completa para todas as modalidades. Normalmente, isso facilita o bom desempenho dos países-sede. Como vimos, a China teve seu projeto bem-sucedido em Pequim 2008, vencendo os EUA e se colocando finalmente como grande potência mundial do esporte. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, o Canadá superou todas as expectativas, sendo o grande campeão em número de medalhas de ouro (14).

Como sairemos tão bem no Rio, em 2016? Nossa última participação olímpica nos deu 15 medalhas (3 ouros, 4 pratas e 8 bronzes), nos deixando na 23ª posição no quadro geral de medalhas. Melhorar MUITO ainda será pouco para se galgar até as primeiras colocações. Mas como a China conseguiu? e O Canadá?

Não vejo no Brasil hoje (e nunca vi), um projeto de Estado onde possa manter aqui suas melhores cabeças e talentos nos mundos acadêmico, técnico-científico e esportivo. Os outros países entenderam isso e passaram a não mensurar esforços para isso. Não me basearei amplamente no caso chinês, pois sabemos que é fato que o regime político vivido por eles não é democrático, o que sou contrário. Mas há certas evidências que temos que observar se quisermos progredir como país e como potência.

Vejo necessidades urgentes de atrelar o projeto da Copa e Olímpico brasileiro com a educação. Temos uma educação pública altamente defasada e um modelo educacional segregador e desigualitário. A melhoria da educação da base ao Ensino Superior forma o cidadão, informa o cidadão e constrói o atleta que cresce longe das ruas e do trabalho precoce. Além disso, vejo com muitos bons olhos a questão de bolsas estudantis universitárias para atletas que possam nos representar futuramente. Cidadania, educação e esportes devem caminhar de mãos dadas. A sociedade requer isto e precisa disto. De outra forma, teremos o aumento das assimetrias sociais, bem como a evasão de talentos, que acabam por vir a enfrentar o Brasil no futuro, representando outros países (quantos atletas de origem brasileira representam outros países que os acolheram mundo afora?).

É de responsabilidade do Estado Brasileiro, também, de educar seu povo para entender sua importância no contexto nacional e internacional que será enormemente engrandecido com estes eventos globais. O brasileiro quer se enxergar como? Como vencedor. E para isso precisa vencer dentro dos campos, mas antes de tudo fora dele. Com emprego, educação e bons serviços públicos, teremos um povo que se vê melhor, que se respeita e que saberá respeitar os estrangeiros que aqui estarão. Polícias com treinamento, salários e equipamentos defasados, péssimas condições de trabalho e alta carga de stress terão uma pressão muito maior em cima deles nessas épocas e não poderão errar. O que está em jogo é a imagem do Brasil para fora e o sentimento do brasileiro para com ele mesmo.

Do Brasil que temos ao Brasil que Queremos, em 2022, temos um grande caminho a trilhar. Mas já perdemos tempo demais se buscamos um país que seja Socialmente justo, Economicamente forte, Ambientalmente sustentável, Democraticamente estável e Eticamente respeitável. Esse fim passa por um processo de mudança e transformação e temos o poder de iniciá-lo com força agora, neste ano, em 2010. É só batalhar para eleger os homens que sejam comprometidos com o país e com sua população, investir na educação, manter forte fiscalização nos gastos com estes eventos e com o dinheiro público em geral, além de pressionar e cobrar as autoridades públicas para se esforçar ao máximo em seu trabalho para o bem-estar social e o progresso brasileiro.

É hora de destruirmos o complexo de vira-latas e sermos o país grandioso que somos. É hora de não sermos mais promessa e sermos potência de fato. É hora de construirmos o futuro, pois o futuro já começou.

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O Formspring.me e a política podem dar certo!

André Dutra | 21 de fevereiro de 2010 | 17:23
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Há algum tempo o site de perguntas e respostas (que podem ou não virem no anonimato) Formspring tornou-se uma febre. Integrado a várias redes sociais (como o Twitter e o Facebook), também virou o queridinho de alguns famosos, que recebem perguntas por lá e as respondem.

Eu decidi fazê-lo e encarar as dúvidas que muitos não se sentem confortáveis em perguntar diretamente, por vários motivos, da vergonha à falta de intimidade, perpassando por críticas e mesmo ataques pessoais ou boberol pra relaxar. Desde que respeitadas as mínimas regras de convivência pessoal (sem xingamentos, obscenidades e falta de educação em geral) o serviço é muito interessante!

Primeiramente, ele mostra o quão somos pessoas normais! Seja no filme ou prato preferido ou perguntas complexas sobre teorias, filosofias e ideiais, somos todos humanos que têm suas convicções, concordâncias e discordâncias. Além do mais, o serviço é legal pra nos aproximar mais das pessoas que não tem a oportunidade ou vontade de conviver conosco, mas que têm vontade de conhecer um pouco mais de nossa personalidade.

Até agora conheci alguns dos percalços de ter minha conta lá, mas vivencio uma experiência bem legal! Já fizeram várias perguntas, de tudo quanto é tipo e o mais interessante é mostrar minhas idéias sobre dúvidas enviadas diretamente a mim. É muito mais do que eu apenas discursar sobre coisas que penso ou fazer um post. É mostrar diretamente o que se pensa sobre o questionamento de outrem.

Para as questões políticas que todos aqui estão cientes de que eu já marquei minha posição e acho que a hora é de renovar colocando a vontade, conhecimento, esforço e trabalho para fazer isto de fato, também é bem legal! Muitas perguntas me foram feitas com uma sofisticação e complexidades incríveis a respeito do que penso sobre política ou mesmo do que farei quando estiver exercendo um cargo eletivo. Minha lástima é a de ver que os políticos atuais além de usarem (e usarem mal) o Twitter por interesse e porque é a ferramenta mais interessante do momento, não têm coragem de se expor ao Formspring. Claro que teria todo o problema que já falei (da falta de educação), mas isso é consequência.

A consequência boa seria a de diminuir mais ainda o precipício que nos separa deles. Também se aprende muito ao se receber perguntas das pessoas. Nem sempre temos as respostas e isso exige que mantenhamos o ritmo de estudos e trabalho, para sempre podermos atender àqueles que esperam algo de você.

Um serviço que tinha tudo pra ser algo bobo e banal, como um joguinho de verdade e consequência, se mostrou para mim uma grande ferramenta de exercício e exposição das minhas convicções. E isso as fortalece em mim e também reforça a importância do debate, pois minhas respostas não são necessariamente bem aceitas pelo questionador ou são, levando a enriquecer mais os temas com mais e mais idéias!

Por essas e outras que eu gostaria de ver os todo-poderosos politicães usando a internet verdadeiramente, sem limites, como nós (usuários normais) o fazemos. Tentando usar de verdade, pessoalmente e às vezes desistindo de coisas chatas. Para deixar o gostinho da felicidade que tenho em responder as perguntas que me são enviadas, mesmo que complexas, deixo aqui duas que gostei bastante. Ah, lembrando que resolvi responder as questões de primeira, escrevendo o que vier à cabeça, para se aproximar mais do que seria caso fosse feita pessoalmente. Pergunte-me algo também, é só clicar na foto (desde que não seja alopração gratuita ;P)!

Sempre criticam-me por dizer o termo “Capitalismo Social” ou mesmo “Capitalismo mesmo selvagem”, quando me refiro a uma política econômica com os moldes da atual, sendo que todos “dançariam juntos”. O que acha disso? by fernandobagno

Acho que conversando poderíamos nos entender melhor, mas pelo jeito que vc me perguntou aqui, discordo.

Discordo pq o capitalismo em si já demonstrou que não é o sistema mais coerente e equilibrado para o longo prazo. Não creio, primeiramente, que Capitalismo possa combinar com Social, de forma alguma. Só a manutenção do status quo, já acaba com esse casamento entre os estilos de vida e econômicos.

Não tem como todos dançarem juntos no atual modelo de consumo. Precisamos de um modelo sustentável, que tenha na educação do ser humano uma prioridade, compromisso com o meio-ambiente e o que o capitalismo não gera em seu Estado: igualdade de oportunidades.

Com igualdade de oportunidades, o melhor – seja ele rico ou pobre – irá se beneficiar das melhores chances, consequentemente beneficiando o país.

Não vou cometer o erro crasso de comparar o Brasil com outros países, mas com políticas públicas voltadas à Educação, outros países saíram de péssimas condições para posições de alto desenvolvimento. Aí pergunto, como o Brasil tende a chegar à quinta posição no ranking das maiores economias daqui a 20 anos, se ainda ocupa a octagésima oitava posição em educação?

Atualmente vejo num modelo mais moderno do Keynesianismo, repensado e com características mais voltadas ao social, algo mais interessante e viável.

O Estado deve ser interveniente, na sociedade, sim, mas em poucas áreas (as essenciais): Saúde, Educação, Segurança e Transporte. Assim, o que o Estado capta em recursos dos cidadãos, deve ser devolvido para a população em ÓTIMOS serviços básicos. Para áreas diferentes destas, o setor privado teria plenas capacidades de alocação, manutenção e concorrência.

Um Estado de bem-estar social, justiça social e equilíbrio consciente entre consumo X meio-ambiente é possível. Os países nórdicos são os grandes exemplos pro mundo hoje. A Coréia do Sul outro grande exemplo da revolução da educação.

Nós somos o país com maior potencial há décadas, por tamanho, recursos, mão-de-obra etc. Mas seremos para sempre uma eterna promessa? Espero que não.

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Mobilização virtual – aprendizado com Fora Sarney e vitória comentada

André Dutra | 28 de janeiro de 2010 | 14:10
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As primeiras manifestações do Fora Sarney foram marcadas para o dia 1º de julho de 2009, após eu ter mandado uma mensagem no twitter. As manifestações já passaram dos seis meses, desde seu início. Tiveram pontos altos, como as marchas nacionais (inclusive com participação de alguns artistas em várias capitais), até a prisão violenta e mordaz aos estudantes que protestavam no Senado (eu incluso) e a audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado para tratar sobre as violações aos direitos cometidas pela Polícia do Senado naquele dia. Tudo foi abordado e divulgado amplamente aqui no blog.

Seis meses depois, parece que fomos derrotados. Sarney continua não só Senador da República, mas ocupando a Presidência da Casa. Falei mais de uma vez a repórteres com que tive contato, que a velha raposa Sarney foi competente ao se blindar e a usar de todos artifícios coronelescos que ele tem na cartola. Usou até do bom conhecimento sobre política de Ulysses, tendo paciência, paciência e paciência. O fim de ano em conjunto com os escândalos do Mensalão do DEM, tiraram todo o foco do Senado e ele voltou a se esparramar em seu troninho.

Mas falei também, que tudo isso foi um amplo aprendizado para nós, sociedade civil e jovens insatisfeitos. O poder da internet é grande, porém claramente foi visto que não suplanta a iniciativa popular nas ruas. Outro e mais importante ganho que tivemos foi poder acabar com a imagem ilibada cultivada ao longo de décadas por este crápula. José Sarney morreria como o Homem que foi o primeiro Presidente da República civil após os anos de chumbo da ditadura, o homem que fez a ponte com os militares para e pela Democracia. Imortal da Academia Brasileira de Letras. Um bom samaritano que se manteve mais de 54 anos no poder. Após os escândalos e as manifestações nacionais contra Sarney, mostramos a biografia que ele realmente merece ter.

Sarney não terá oculta em sua biografia a grande mancha e retrocesso político que foi para nosso país. Ele é o homem que FUGIU de se defender de 11 (ONZE) processos no Conselho de Ética do Senado Federal; o homem que calou a Livre Imprensa; o vovô nepotista; o homem que viu a truculência da Polícia Legislativa que estava às suas ordens e nada fez para garantir os Direitos Humanos dos estudantes ILEGAMENTE e IMORALMENTE presos no Senado naquele dia 13/08/2009.

Em matéria ao Portal R7 (por Gabriel Mestieri), falamos mais sobre o que representou o Fora Sarney e sobre o papel da internet nas eleições de 2010. Vejam (clique aqui para ler no Portal R7):

Fundadores do “Fora Sarney” negam fracasso e dizem que internet vai fiscalizar candidatos em 2010
Para eles, protesto virtual não representou fracasso, mas “experiência”

Há cerca de seis meses, um protesto de moldes inéditos no Brasil incomodava o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Se nas ruas as manifestações eram tímidas, na internet um novo tipo de “grito” ganhava força: era o “#forasarney”, movimento na internet que tentava derrubá-lo do cargo.

Lutando contra escândalos, sendo o mais grave deles a revelação de que Sarney usava atos secretos para nomear parentes em cargos do Congresso, o presidente do Senado resistiu. Semanas depois, viu os protestos contra ele minguarem na rede. O estudante e funcionário público André Dutra, de 23 anos, que se engajou na luta contra Sarney, acha que faltou equivalência no “mundo real” das manifestações que ocorreram na internet.

- Se tivessem ocorrido manifestações de mil, 2.000 pessoas, as coisas poderiam ter sido diferentes. A pressão de um Conselho de Ética votando com o Senado lotado e as pessoas se manifestando seria diferente. A pressão popular faz com que o político pense duas vezes, ainda mais em ano precedente da eleição nacional. Faltaram conscientização e educação política [dos novos manifestantes da internet para isso acontecer]. O sentimento de comodismo prejudicou.

Dutra é um dos estudantes que no dia 13 de junho de 2009 ficou detido por cerca de seis horas no Senado. Levado pela Polícia Legislativa a uma sala na garagem da Casa, só foi liberado após a intermediação de parlamentares.

Apesar de não terem derrubado Sarney, as pessoas envolvidas nos protestos consideram que a experiência, longe de ser um fracasso, serviu para demonstrar que a internet é uma ferramenta com grande capacidade de mobilização política ainda inexplorada. É o que aponta o gaúcho Moah Souza, de 52 anos, um dos fundadores do site #forasarney.

- Esse movimento na web possibilitou que um número grande de pessoas que não tinha condições de participar encontrasse na internet um meio adequado para demonstrar sua revolta. Esse foi o grande o sucesso do nosso movimento. Nós inauguramos esse tipo de manifestação na internet.

Em 2010, Souza pensa que a internet pode servir para ajudar o eleitor a se informar e se conscientizar sobre seu voto.

- A internet servirá para que façamos denúncias de pessoas que não merecem voto, que estão comprometidas com seus projetos pessoais, com falcatruas. A luta do #forasarney continua, no sentido de ampliar a lista de pessoas que não merecem receber votos em 2010.

O estudante André Dutra concorda. Ele vê o Twitter como um recurso que pode aproximar os eleitores dos candidatos que receberão o voto. Como exemplo, o estudante cita o caso do deputado distrital Leonardo Prudente (sem partido), que viu seu Twitter lotar de mensagens de indignação após seu nome ser envolvido em denúncias de esquema de corrupção no Distrito Federal.

- Vai ser a primeira eleição da internet de verdade no Brasil. Os candidatos e os eleitores vão usar Orkut e Twitter, e o político que estiver usando de uma maneira fingida não vai passar despercebido. A internet vai funcionar para aqueles que forem limpos e se mantiverem limpos. Quem deslizar não vai conseguir ficar.

A vitória pode ser interpretada de várias formas. Foi muito bom aprender e conhecer todos que conheci com este movimento. Mostramos que não estamos mortos. Esse ano será um ano para continuarmos lutando no virtual e no real, pois os dois devem coexistir e se amparar. Mas posso dizer com todas as letras que, mesmo com Sarney ainda ocupando a Presidência do Senado, me sinto com sensação de dever cumprido ao desmascarar para a História o que realmente ele é: tudo o que há de pior e de retrocesso para a política e o progresso do Brasil.

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Aniversário de Leonel de Moura Brizola

André Dutra | 23 de janeiro de 2010 | 20:57
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Ontem, dia 22/01/2010, Leonel Brizola faria 88 anos. Fica aqui minha homenagem prestada a este homem a quem aprendi a conhecer e respeitar por sua trajetória de vida ímpar e aguerrida. Um homem de luta e de princípios defendidos a unhas e dentes, coisa que falta a tantos hoje em dia (tanto os princípios quanto a defesa destes até o fim). Por pouco não somos do mesmo dia (faço aniversário no dia 25/01)!

Com a poesia de Carlos Drummond de Andrade e com o direito de resposta à gigante Rede Globo, deixo minha homenagem a este homem que faz falta ao Brasil.

Eu vi
Carlos Drummond de Andrade
(Jornal do Brasil, 15/05/80 -- Caderno B -- Pg. 1)

Vi um homem chorar porque lhe negram o direito de usar três letras do alfabeto para fins políticos. Vi uma mulher beber champanha(*) porque lhe deram esse dirteito negado ao outro.

Vi um homem rasgar o papel em que estavam escritas as três letras, que ele tanto amava. Como já vi amantes rasgarem retratos de suas amadas, na impossibilidade de rasgarem as próprias amadas.

Vi homicídios que não se praticaram mas que foram autênticos homicídios: o gesto no ar, sem conseqüência, testemunhava a intenção. Vi o poder dos dedos. Mesmo sem puxar o gatilho, mesmo sem gatilho a puxar, eles consumaram a morte em pensamento.

Vi a paixão em todas as suas cores. Envolta em diferentes vestes, adornada de complementos distintos, era o mesmo núcleo desesperado, a carne viva;

E vi danças festejando a derrota do adversário, e cantos e fogos. Vi o sentido ambíguo de toda festa. Há sempre uma antifesta ao lado, que não se faz sentir, e dói para dentro.

A política, vi as impurezas da política recobrindo sua pureza teórica. Ou o contrário.. Se ela é jogo, como pode ser pura… Se ela visa o bem geral, por que se nutre de combinações e até de fraudes.

Vi os discursos…

Leonel de Moura Brizola. 22 de janeiro de 1922 -- 21 de Junho de 2004.

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Sustentabilidade insustentável

André Dutra | 21 de janeiro de 2010 | 15:07
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Quem dirige deve estar se remoendo (como eu) com os preços dos combustíveis. Aqui em Brasília, a situação parece ser pior que em todo o Brasil.

Eu uso gasolina e o preço anda por volta de R$2,74 a R$2,79. O álcool está por volta de R$2,24. DOIS REAIS E VINTE E QUATRO CENTAVOS. No Brasil, um dos maiores produtores de cana-de-açúcar e etanol do mundo!

Fatos sobre os bio-combustíveis (biodiesel) no Brasil

* O Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo, depois dos Estados Unidos, e o maior exportador. Também é o maior produtor de bio-combustivel (biodiesel) feito de soja.

* O Brasil usa o etanol produzido da cana-de-açúcar que é mais eficiente do que o etanol de milho produzido nos Estados Unidos. A produção de etanol feito da cana-de-açúcar custa $0.28 por litro e a do milho $0.45 por litro, e um hectare de cana-de-açúcar pode produzir quase duas vezes mais etanol (7.080 litros) do que um hectare de milho (3.750 litros).

* Enquanto em 2004 as vendas norte-americanas de etanol misturado à gasolina formaram somente 2% do mercado de combustíveis, o mercado brasileiro depende de combustíveis de álcool. Mais de dois milhões de carros no Brasil são movidos à álcool, derivado da cana-de-açúcar, combustível mais limpo que não emite benzeno ou enxofre, e menos dióxido de carbono e monóxido de carbono. Hoje, o etanol abrange 20% do mercado de combustíveis para transporte no Brasil, e representa uma alternativa mais econômica para motoristas do país já que o custo de produção de $1 por galâo é metade do preço da produção de óleo convencional. Quase oito de cada dez carros novos vendidos no Brasil são carros do tipo flex, que podem ser abastecidos com a mistura de etanol e gasolina ou com biodiesel. No Brasil, a cana-de-açúcar é cultivada em 5% das áreas totais de plantio do país, e o álcool substituiu com eficácia 26% da gasolina.

* Como medida de protecionismo econômico, os Estados Unidos impõem atualmente uma tarifa de 54 centavos por o galão para maioria do etanol importado, dificultando as exportações brasileiras para o país.

Fonte: Mongobay.com

É antiga a desconfiança do consumidor para com os postos de gasolina (principalmente no DF). Denúncias onde os donos de postos de gasolina são acusados de formar um gigantesco cartel que controla o preço dos combustíveis no DF são bem antigas!

Como a autonomia do veículo com álcool é 30% menor, para ser vantajosa a sua utilização, o preço do litro também precisa ser 30% mais barato que o da gasolina. Donos de carros flex devem fazer o cálculo para saber se vale mais a pena colocar álcool (normalmente seria economicamente mais vantajoso, além de ser ecologicamente mais correto) ao invés de usar gasolina. O cálculo é o seguinte:

Preço do álcool : Preço da gasolina x 100 = (?), onde o resultado final (?) deve ser menor que 70, demonstrando compensação financeira pelo uso do álcool.

Hoje a conta seria, mais ou menos a seguinte: (2,24 : 2,75) x 100 = 81,45. Ou seja, não apenas não vale a pena usar álcool, como o preço é absurdo. Além disso eu gostaria de saber o porque deste preço abissal, sendo que somos produtores. Alguém pode responder? Alguém consegue responder por que, independente de desastres naturais ou se tudo vai bem, a variação de preços só segue uma linha (para cima)?

E como caminharemos para a estrada da sustentabilidade se todos os esforços do país, da formiguinha mais simples à formiguinha mais poderosa, vão de encontro a paradoxos e contraditoriedades. O Pré-Sal, por exemplo, é uma riqueza nacional e deve ser explorado, bem dividido e tratado como questão estratégica nacional, mas é um projeto que demandará anos. Por que, do nada, pararam de falar sobre os avanços do etanol e da larga vantagem do Brasil (tecnologicamente e produtivamente) neste mercado que, talvez, seja mais estrategicamente importante ainda do que o Pré-Sal? Que desenvolvimento queremos para o futuro?

E este é apenas um tijolo de toda a discussão que deve ser feita ao se falar em sustentabilidade, justiça e educação ambiental. A sustentabilidade e a justiça ambiental não serão alcançadas por meio de discursos ocos. Ações ou não-ações insípidas nos levarão a um futuro de reducionismo da nossa tão pregada propensão de sermos o país do futuro.

O futuro já é hoje e ainda não avançamos quase nada. Como o Brasil caminhará para a sustentabilidade tão pregada nos discursos modernos, se as ações praticadas pela elite que ocupa o poder provocam reações sociais insustentáveis? Até quando ficaremos nessa prosa sustentável, vivendo uma vida insustentável econômica-social e a ambientalmente insustentável?

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O cinismo de Arruda

André Dutra | 10 de janeiro de 2010 | 20:41
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Amanhã os Deputados voltam do recesso, como eu disse aqui anteriormente. não vejo, sinceramente, outra forma de chegarmos a um fim bom para a população nesta história, que não seja com a mobilização popular (mantendo a pressão nas autoridades públicas para que punam os corruptos) e que este caso siga para o STJ e lá seja julgado. Sabemos que se o caso continuar sob jurisdição da Câmara Legislativa do DF, teremos um belo e indigesto rodízio de pizzas. Agora, creio (e espero estar certo) que em âmbito federal com o Superior Tribunal de Justiça em cena, a coisa irá se colocar para outros lados. Preferencialmente não só colocando muitos no banco dos réus, mas punindo-os e retirando seus cargos eletivos.

Não podemos nos sujeitar e permitir que este governo corrputo, sujo e ilegítimo prossiga até o fim e acabe como se nada houvesse acontecido. O cinismo de Arruda me enoja, me deprime e me indigna de tal forma, que tenho que cuidar para não ter uma crise de gastrite. Todos devem ter visto uma pequena parte do discurso em que o cretinoainda Governador diz que nos perdoa e pede perdão de seus pecados. NOS PERDOA? PEDE PERDÃO? Vejam

Quem já viu Arruda ou conhece sua história de longo tempo, tem amigos que são próximos dele anteriomente ao poder e mesmo após o golpe ilusório que ele aplicou na população para chegar aonde chegou, sabe que este crápula sempre foi um megalomaníaco, prepotente, arrogante e daí pra baixo. Já o vi com estes olhos que a terra há de comer um dia soltando os maiores palavrões e xingamentos, pois durante a inauguração de um novo trem (metrô), o tal metrô estava sem a famigerada faixa verde e sim com a cor que é do Metrô-DF (azul e laranja). Mas para ele, azul é de outro crápula, que o contruiu e que ele traiu: Roriz. Soltou os cachorros. E é algo comum. Por trás daquele sorriso e cara-de-pau, daquele gentleman forçado, se esconde um homem(?) sem escrúpulos, sem humildade e, ao que parece, sem o mínimo de consciência (como um cara desses dorme de noite?).

Inaugurei aqui a sessão “Recordar é Viver” com a mentira proferida por Arruda, quando era Senador da República, que culminou com sua renúncia após mentir usando de promessa pela honra dos próprios filhos, como argumento de prova de sua inocência.Era ABRIL de 2009. O que acontece no DF não é surpresa para ninguém, mas nunca esperava tantas provas e tão atrozes, tangíveis e esclarecedoras. Como, eu pergunto, isso virará mais um caso de impunidade? Não podemos permitir, muito menos em ano de eleição, quando teremos a oportunidade de rever nossos pensamentos e colocar pessoas compromissadas para trabalhar para e pelo povo, pessoas que têm conhecimento do que é realmente a política e para que ela serve. Ela serve para mudar a vida daqueles que têm menos oportunidades, serve para prover à sociedade justiça social, equilíbrio, segurança, educação, saúde e transporte decentes.

Termino aqui, deixando estas palavras e a esperança de que pessoas como este cínico, que se acha acima do bem e do mal, se acha acima de nós, não tenham mais vez ou que percam gradualmente sua influência em nossas vidas. Por favor, que a sociedade se mobilize hoje e daqui em diante, para termos um Brasil diferente. Um Brasil melhor. Um Brasil decente. A começar pelas nossas casas, até as urnas. A chance é agora. Feliz ano novo!

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Ano Novo, tudo novo!

André Dutra | 29 de dezembro de 2009 | 21:07
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Gostaria de agradecer a cada um dos leitores e leitoras, esporádicos e regulares, pelas visitas, pela força e por dividir esse espaço comigo neste ano de 2009. Graças a vocês, em seis meses de existência, este blog concorreu ao Top Blogs 2009, ficando entre os 100 primeiros do Brasil.

Que 2010 seja um ano de renovação em nossas vidas, pessoalmente profissionalmente também! É um ano cheio, com Copa do Mundo, Eleições… para mim terá gosto especial, pois me formo em junho e participo das eleições.

Espero que este seja um ano em que teremos menos escândalos e mais alegrias. E que derrubemos pessoas como Arruda e Patota, nunca mais colocando gente assim na política!

Eu, derrubando Arruda hahaha (foto por: Pedro Camargo)

Um Feliz 2010 para todos! São meus sinceros votos e meu obrigado por um 2009 onde aprendi muito. Que 2010 seja muito melhor, para todos nós!

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Um Feliz Natal!

André Dutra | 24 de dezembro de 2009 | 17:34
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Agradeço a tod@s pelo apoio e pelas visitas ao longo deste ano! Desejo um Feliz Natal, cheio de paz e alegria e com muita vontade de mudança.

Que a Força esteja com vocês! São meus votos pela renovação: a renovação dos votos, dos sentimentos e dos rumos para este ano que vem chegando!

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Um debate por mudança

André Dutra | 10 de dezembro de 2009 | 19:30
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Um do PDT, outro do DEM. Um eu conheço, o outro só de “fama”. Um é Deputado Distrital, o outro Senador. Mas ambos estão afinados nesse papo que foi exibido ontem na Globo News, com o intragável Alexandre Garcia (que falou pouco, melhorando o programa). Mesmo com tantas diferenças, ambos os convidados (o Deputado Distrital José Antônio Reguffe e o Senador Demóstenes Torres) vêem que esta é a hora de rever a política. Rever o homem público. Bem no Dia Internacional de Combate a Corrupção e a Impunidade. Assistam e comentem o que acharam.

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