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Sustentabilidade insustentável

André Dutra | 21 de janeiro de 2010 | 15:07
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Quem dirige deve estar se remoendo (como eu) com os preços dos combustíveis. Aqui em Brasília, a situação parece ser pior que em todo o Brasil.

Eu uso gasolina e o preço anda por volta de R$2,74 a R$2,79. O álcool está por volta de R$2,24. DOIS REAIS E VINTE E QUATRO CENTAVOS. No Brasil, um dos maiores produtores de cana-de-açúcar e etanol do mundo!

Fatos sobre os bio-combustíveis (biodiesel) no Brasil

* O Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo, depois dos Estados Unidos, e o maior exportador. Também é o maior produtor de bio-combustivel (biodiesel) feito de soja.

* O Brasil usa o etanol produzido da cana-de-açúcar que é mais eficiente do que o etanol de milho produzido nos Estados Unidos. A produção de etanol feito da cana-de-açúcar custa $0.28 por litro e a do milho $0.45 por litro, e um hectare de cana-de-açúcar pode produzir quase duas vezes mais etanol (7.080 litros) do que um hectare de milho (3.750 litros).

* Enquanto em 2004 as vendas norte-americanas de etanol misturado à gasolina formaram somente 2% do mercado de combustíveis, o mercado brasileiro depende de combustíveis de álcool. Mais de dois milhões de carros no Brasil são movidos à álcool, derivado da cana-de-açúcar, combustível mais limpo que não emite benzeno ou enxofre, e menos dióxido de carbono e monóxido de carbono. Hoje, o etanol abrange 20% do mercado de combustíveis para transporte no Brasil, e representa uma alternativa mais econômica para motoristas do país já que o custo de produção de $1 por galâo é metade do preço da produção de óleo convencional. Quase oito de cada dez carros novos vendidos no Brasil são carros do tipo flex, que podem ser abastecidos com a mistura de etanol e gasolina ou com biodiesel. No Brasil, a cana-de-açúcar é cultivada em 5% das áreas totais de plantio do país, e o álcool substituiu com eficácia 26% da gasolina.

* Como medida de protecionismo econômico, os Estados Unidos impõem atualmente uma tarifa de 54 centavos por o galão para maioria do etanol importado, dificultando as exportações brasileiras para o país.

Fonte: Mongobay.com

É antiga a desconfiança do consumidor para com os postos de gasolina (principalmente no DF). Denúncias onde os donos de postos de gasolina são acusados de formar um gigantesco cartel que controla o preço dos combustíveis no DF são bem antigas!

Como a autonomia do veículo com álcool é 30% menor, para ser vantajosa a sua utilização, o preço do litro também precisa ser 30% mais barato que o da gasolina. Donos de carros flex devem fazer o cálculo para saber se vale mais a pena colocar álcool (normalmente seria economicamente mais vantajoso, além de ser ecologicamente mais correto) ao invés de usar gasolina. O cálculo é o seguinte:

Preço do álcool : Preço da gasolina x 100 = (?), onde o resultado final (?) deve ser menor que 70, demonstrando compensação financeira pelo uso do álcool.

Hoje a conta seria, mais ou menos a seguinte: (2,24 : 2,75) x 100 = 81,45. Ou seja, não apenas não vale a pena usar álcool, como o preço é absurdo. Além disso eu gostaria de saber o porque deste preço abissal, sendo que somos produtores. Alguém pode responder? Alguém consegue responder por que, independente de desastres naturais ou se tudo vai bem, a variação de preços só segue uma linha (para cima)?

E como caminharemos para a estrada da sustentabilidade se todos os esforços do país, da formiguinha mais simples à formiguinha mais poderosa, vão de encontro a paradoxos e contraditoriedades. O Pré-Sal, por exemplo, é uma riqueza nacional e deve ser explorado, bem dividido e tratado como questão estratégica nacional, mas é um projeto que demandará anos. Por que, do nada, pararam de falar sobre os avanços do etanol e da larga vantagem do Brasil (tecnologicamente e produtivamente) neste mercado que, talvez, seja mais estrategicamente importante ainda do que o Pré-Sal? Que desenvolvimento queremos para o futuro?

E este é apenas um tijolo de toda a discussão que deve ser feita ao se falar em sustentabilidade, justiça e educação ambiental. A sustentabilidade e a justiça ambiental não serão alcançadas por meio de discursos ocos. Ações ou não-ações insípidas nos levarão a um futuro de reducionismo da nossa tão pregada propensão de sermos o país do futuro.

O futuro já é hoje e ainda não avançamos quase nada. Como o Brasil caminhará para a sustentabilidade tão pregada nos discursos modernos, se as ações praticadas pela elite que ocupa o poder provocam reações sociais insustentáveis? Até quando ficaremos nessa prosa sustentável, vivendo uma vida insustentável econômica-social e a ambientalmente insustentável?

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Vídeo exclusivo da prisão do Senado e enterro da Ética em Brasília

André Dutra | 19 de agosto de 2009 | 19:18
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Primeiramente,quero começar este post com um muito obrigado a todos brasileiros que vêm atuando cada vez mais fortemente por esta causa nobre na política do Brasil: renovação política e retomada da ética (independentemente se são de partido ou não, de religião x ou y, se torcem pra esse ou aquele time, são todos brasileiros).

Quero compartilhar com vocês esse vídeo, com imagens feitas por quem estava desde o início daquele fatídico 15/08/2009, onde 9 estudantes foram sumária e arbitrariamente presos., ao expressar sua opinião política dentro do Senado Federal. Vocês nos verão falando antes de tudo, o que aconteceu ao iniciarmos nosso pacífico protesto, o que foi falado pela Segurança do Senado, até nossa liberação. Esse vídeo veio da câmera de uma das pessoas que estavam comigo, presos sem acusação no Senado. Isso aconteceu conosco hoje. Nada impede que seja com você amanhã e com nossos filhos no futuro. Abaixo a repressão, viva a democracia. FORA SARNEY! Essa é a ditadura parlamentar instaurada no Senado!

Esse vídeo já rechaça, por si só, as calúnias feitas contra os manifestantes e contra a Deputada Capiberibe, que foi uma figurassa e nos deu total apoio duraten o tempo preso. É nefasto e patético como a os corruptos e viciados agem para nos desmobilizar e para tentar tirar a legitimidade de nossa briga. NÃO SOMOS PATROCINADOS, NÃO SOMOS MANDADOS POR PARTIDOS, NÃO SOMOS NADA SENÃO A VOZ DO POVO, PELO POVO E PARA O POVO. Daí o grande medo deles.

Manifestações continuam a pipocar em Brasília e no Brasil

Hoje, os presidentes da Câmara (Michel Temer) e do Senado (José Sarney), além dos Dragões da Independência, receberam o presidente de Serra Leoa no Congresso. Eu estive lá, em mais um ato do Fora Sarney. Eles ouviram tudo! Mais de 120 estudantes com as gargantas afiadas, pedindo a renovação, ética e saída de Sarney. Hoje, foi uma vergonha para o país, pois o Conselho de Ética, por 9 votos a favor e 6 contra, arquivou os pedidos de investigação do (ainda) presidente do Senado.

Abaixo, algumas fotos que mostram a concentração dos manifestantes; a ida rumo à chapelaria, detida por um cordão de policiamento; a negociação com os policiais, mostrando a boa vontade e escancarando que o movimento é pacífico; a explicação aos manifestantes de que eles não iriam nos deixar gozar de nosso direito de ir e vir (num local público) com a desculpa de que, em breve, estaria chegando o Presidente de Serra Leoa; a movimentação dos Dragões da Independência em frente ao Congresso; nossa ida e tomada da Esplanada dos Ministérios (fizemos nossa marcha fúnebre, dando a volta ao Congresso); e, finalmente, a saída do Presidente de Serra Leoa, acompanhado de sua comitiva, de alguns deputados e do Presidente da Câmara, Michel Temer. Sarney deveria seguir o protocolo e acompanhar o presidente de Serra Leoa até seu carro, mas, covardemente, ficou enclausurado em seu bunker dentro do Congresso.
Obs.: Sou CONTRA a frase que aparece nas fotos pedindo o fim do Senado. Renovação já! A Instituição deve ser preservada e totalmente renovada, perder seus vícios e ter um novo quadro político limpo. 2010 é o ano de troca de 2/3 dos Senadores, fiquem atentos!

Nosso protesto também saiu na Folha Online e também na UOL!

Para baixar TODAS AS FOTOS, em alta qualidade, clique neste link.

Vídeo que foi transmitido ao vivo pelo @riquevilla, neste link!

Aqui não para! Seguindo as mobilizações nacionais, Brasília se concentrará novamente em frente à casa do (ainda) Presidente do Senado, na Península dos Ministros. A concentração será das 13:00 às 14:00 de sábado, em frente ao Congresso, com carona solidária (quem tem carro, leva a galera que puder). Pra quem quiser ir direto, 14:15 na QL 12 do Lago Sul, primeira virada à direita após as residências oficiais (fica lá no fim da rua). Ponto de referência: pela ponte do Pier 21, seguir até passar um posto de gasolina da BR, fazer o primeiro retorno e já entrar à direita (onde tem umas guaritinhas). Acesso público! Se te barrarem, estacione seu carro e siga a pé (como fizemos sábado passado).

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Uma opinião (e uma proposta) sobre educação privada

André Dutra | 17 de abril de 2009 | 0:23
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Há muito tempo eu venho conversando com conhecidos sobre as matrículas de Instituições de Ensino Privadas no Brasil. Eu sou aluno de uma Instituição de Ensino Superior Privada e sinto esta cobrança, um tanto quanto estranha, há algum tempo. Não apenas no ensino superior, mas em todas as esferas (Ensino Básico e Médio), sente-se tal cobrança.

Do que se trata?

As faculdades particulares cobram dos alunos, ao início de cada semestre letivo, a renovação de matrícula. Nas escolas de nível básico e médio, são cobradas no início de cada ano letivo. Teoricamente este valor (que, ao menos aqui em Brasília e os lugares que conheço, corrijam-me se estiver errado) que é igual à quantia de UMA MENSALIDADE, serviria para a instituição arcar com gastos de pessoal, energia e outros gastos administrativos. OK, realmente as escolas e faculdades continuam funcionando nas férias. Mas agora vem o que eu acho abusivo e errado.

No meu caso particular (onde tenho conhecimento do que acontece de fato), paga-se uma mesalidade antes do início de cada semestre, sem direito à benefícios, caso existam (caso de alunos que têm convênios ou outros descontos do tipo). Ou seja, os meses de férias (julho e janeiro) são efetivamente cobrados de todos alunos, mesmo aqueles que estão no fluxo e sem pendências acadêmico-administrativas e não precisam fazer nada para efetivação da rematrícula, já que este processo é eletrônico e automático.
Nas escolas é a mesma coisa, mesmo se o aluno passou de ano direto, sem recuperação ou outro problema qualquer.

Durante as férias as instituições gastam consideravelmente menos, principalmente com:

  • Energia elétrica – visto que a maioria das luzes são apagadas (ainda mais naquelas instituições que dão aula no período noturno), aparelhos de ar-condicionado (nas que possuem) e computadores são desligados e há redução de empregados, já que diminui demanda de trabalho e existem férias para os trabalhadores também, entre outros gastos energéticos;
  • Pessoal – como dito, há férias (alguns locais fazem até férias coletivas), menor demanda, não há necessidade de horas-extras, menos necessidade de adicional noturno, entre outros;
  • Material de consumo – papel, água, pincéis para quadro branco… enfim, TUDO tem consumo reduzido! Logo, gastos reduzidos naqueles meses.\

Ainda há outros aspectos que são reduzidos, mas creio que os três englobam os prioritários.
Sendo assim, a cobrança de uma mensalidade para cada mês onde renova-se a matrícula e que não serão efetivamente aproveitados pelos alunos e que são indiscutivelmente meses de menores gastos administrativos, torna-se em minha opinião uma cobrança abusiva.

Mesmo que seja respaldada pelo objeto do contrato entre as partes, não creio que tal matéria deva continuar assim, pelo bem dos estudantes e pais que têm que gastar dinheiro com a educação privada, seja pela qualidade ou pela falta de possibilidade causada pelo governo em atender a demanda de alunos (neste caso, principalmente no ensino superior).
Muito menos fazendo com que alunos que nada apresentem como custo administrativo extra (ou suposto custo extra, caso de alunos que ficaram com pendências acadêmico-administrativas em geral) continuem a pagar um valor demasiadamente oneroso e minimamente benéfico.

A classe empresarial, com certeza chiaria e me apedrejaria por um comentário destes. Mas acho que existe uma forma de se ter justiça para ambos os lados, sem abuso do estudante.
O valor da matrícula poderia ser uma porcentagem calculada em cima do valor da mensalidade, algo como 40% do valor da mensalidade (ou menos), com vistas a atender os custos administrativos ainda existentes (e alguns já citados aqui).
No caso do aluno que não detém pendências e possui benefícios (seja bolsa, convênio ou afins), o benefício deve ser calculado em cima do valor desta matrícula. No máximo, alunos que possuem benefícios, mas que não estejam no fluxo correto, perdem direito ao benefício para a rematrícula.

Enfim, fico abismado como as Instituições de Ensino Particular são máquinas de fazer dinheiro neste país. Que ao menos façam dinheiro e tenham seu lucro (para isso, também, que elas existem), mas com justiça, sem abusos e lembrando do mais importante: elas são responsáveis pela EDUCAÇÃO de nossos jovens e crianças e elas devem fazer o máximo para formarem o melhor possível estas pessoas.
O que vocês acham? Como é aonde vocês moram / estudam? Quais suas idéias e críticas em relação a isso? Seria interessante saber!

Um último comentário: o ensino é privado, mas a concessão é do Estado, o que faz que essas empresas tenham um mínimo de responsabilidade social e moral perante a sociedade.

 

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E a concorrência, cadê?

André Dutra | 4 de fevereiro de 2009 | 11:11
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Hoje de manhã assisti a uma reportagem que não trata de novidade para o morador do DF, mas que me alarmou para trazer a discussão para cá: o "possível" cartel entre postos de gasolina no Distrito Federal.

A matéria foi feita ao vivo, com repórteres passando por postos em várias partes do DF e apontou o preço de R$ 2,680/Litro de gasolina em todos os postos vistos. A lista é grande e a diferença (na gasolina) pode chegar a, pasmem, UM CENTAVO DE REAL.

É horrível, que nem nos dar ao luxo do boicote, podemos. Quem vai deixar de andar pra lá e pra cá? Em Brasília?! Eu até escrevi dois parágrafos grandes, sobre esse assunto, mas vou deixar para um próximo post.

O caso retratado nesta reportagem, com os dados e números explicitados, gera ainda mais insatisfação em quem trabalha o mês inteiro para ser lesado (pra não dizer roubado) por uma patota que está pouco se lixando para os cidadãos, que merecem ter seus direitos resguardados.

Espero que haja uma investigação séria das autoridades competentes e chamo a atenção para que fiquem de olho. Quem souber de algo, denuncie.

 
 
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