Blog do André Dutra

  • Início
  • Sobre André Dutra
    • Mural de Recados
  • Sugestões
    • Sugestões acatadas
  • Mídia
    • Fotos
    • Vídeos
    • Vídeos de apoio de amig@s
  • Eleições 2010
    • Prestação de contas
      • Prestação Final
      • 1ª Prestação de contas
      • 2ª Prestação de contas
    • Material
  • Propostas 2010
  • Pergunte
  • Contato

Energia nuclear: o Brasil e o mundo em direções opostas

André Dutra | 1 de junho de 2011 | 23:41
[Translate]
Tweet

Ontem li uma nota no Blog do Noblat falando sobre o Brasil indo pela contra-mão mundial no que tange à energia nuclear. Vejam:

Brasil vai na contramão e amplia programa atômico

O Globo

No momento em que vários países decidem rever seus programas nucleares – segunda-feira, a Alemanha anunciou que vai desativar suas usinas até 2022 -, o Brasil toma a direção contrária e decide usar benefícios fiscais para estimular a ampliação de seu programa atômico.

Depois do acidente em Fukushima, no Japão, em março último, países como Suíça, Bélgica e China cancelaram ou suspenderam novas licenças para a construção de usinas.

Enquanto isso, o Brasil está construindo Angra 3 e a Câmara dos Deputados aprovou, semana passada, medida provisória que concede incentivos fiscais para compra de equipamentos a serem usados na geração nuclear.

A MP 517 ainda será votada no Senado. Além disso, o governo Dilma Rousseff deve manter a estratégia de mais quatro usinas até 2030, como previsto no Plano Nacional de Energia (PNE) 2030, hoje em revisão.

Ao lado de Angra 1, 2 e 3, as novas unidades dobrariam a fatia da fonte nuclear na geração de eletricidade, para 5%, informa a reportagem de Danielle Nogueira, Eliane Oliveira e Mônica Tavares.

É preocupante, depois da tragédia no Japão (em Fukushima), provocada por um terremoto de grandes proporções, que ainda pensemos em aumentar o uso desse tipo de energia. Em análise superficial, a produção causa poucos impactos e possui razoável custo-benefício. Entretanto, qualquer defeito, falha, desastre ou quaisquer tipos de imprevistos podem causar danos incomensuráveis e irreparáveis. É só ver o acontecido em 1986, na cidade ucraniana de Chernobyl, cidade que virou deserta depois do acidente na usina nuclear.

Ora, nosso país possui um extenso território, rico para a pesquisa e produção de diversos modais energéticos ecologicamente sustentáveis e renováveis, como luz solar e energia eólica, além do biodiesel e etanol. Até mesmo o pré-sal, sobre o qual tenho ressalvas, é menos perigoso do que uma novas fontes de produção de energia  nuclear, que podem alterar a vida de grande parte do país. Tendo esta preocupação, alguns meses atrás escrevi um pequeno artigo sobre o Senador Cristovam e sua preocupação que vinha sendo evidenciada a respeito da energia nuclear. Espero que gostem:

O Senador Cristovam Buarque e a energia nuclear (21/03/2011)

O terrível terremoto (e tsunami) que abalou o Japão e sua população, um dos mais fortes tremores da História, já é considerado o desastre natural financeiramente mais caro do mundo, podendo chegar a custar US$ 250 bilhões para a Economia japonesa. Há ainda a iminente ameaça de uma tragédia atômica naquele país. As estruturas de algumas usinas nucleares foram severamente prejudicadas e já há relatos de aumentos significativos do nível de radiação na cidade de Fukushima e até de contaminação de fontes de alimentos e água.


Cristovam em Chernobyl

O Senador Cristovam Buarque iniciou no Twitter uma grande discussão sobre o uso da energia nuclear, considerando esses graves problemas no Japão, bem como outros tristes episódios ocorridos, como o desastre em Chernobyl (Ucrânia), em 1986 e o envenenamento por Césio-137, em 1987 em Goiânia, que atingiu milhares de pessoas direta e indiretamente.

Cristovam chegou a sugerir um plebiscito mundial, via internet, sobre o uso de energia nuclear. Ainda em seu Twitter, ele disse “Além do Edgar Morin, propus também a Daniel Cohn-Bendit liderar o plebiscito mundial sobre uso da energia nuclear”. Edgard Morin é considerado um dos principais pensadores contemporâneos, antropólogo, sociólogo e filósofo francês. Daniel Cohn-Bendit é um político francês, de origem alemã, deputado europeu e co-presidente do grupo parlamentar Grupo dos Verdes/Aliança Livre Européia.

Me siga no Twitter!

Comentários
7 Comentários »
Categorias
Brasil, Energia, Meio Ambiente, Mundo, Política, Políticas Públicas, Relações Internacionais, Tecnologias
Tags
Brasil, Energia, Meio Ambiente, Mundo, Política, Políticas Públicas, Relações Internacionais, Tecnologias
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Sustentabilidade insustentável

André Dutra | 21 de janeiro de 2010 | 15:07
[Translate]
Tweet

Quem dirige deve estar se remoendo (como eu) com os preços dos combustíveis. Aqui em Brasília, a situação parece ser pior que em todo o Brasil.

Eu uso gasolina e o preço anda por volta de R$2,74 a R$2,79. O álcool está por volta de R$2,24. DOIS REAIS E VINTE E QUATRO CENTAVOS. No Brasil, um dos maiores produtores de cana-de-açúcar e etanol do mundo!

Fatos sobre os bio-combustíveis (biodiesel) no Brasil

* O Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo, depois dos Estados Unidos, e o maior exportador. Também é o maior produtor de bio-combustivel (biodiesel) feito de soja.

* O Brasil usa o etanol produzido da cana-de-açúcar que é mais eficiente do que o etanol de milho produzido nos Estados Unidos. A produção de etanol feito da cana-de-açúcar custa $0.28 por litro e a do milho $0.45 por litro, e um hectare de cana-de-açúcar pode produzir quase duas vezes mais etanol (7.080 litros) do que um hectare de milho (3.750 litros).

* Enquanto em 2004 as vendas norte-americanas de etanol misturado à gasolina formaram somente 2% do mercado de combustíveis, o mercado brasileiro depende de combustíveis de álcool. Mais de dois milhões de carros no Brasil são movidos à álcool, derivado da cana-de-açúcar, combustível mais limpo que não emite benzeno ou enxofre, e menos dióxido de carbono e monóxido de carbono. Hoje, o etanol abrange 20% do mercado de combustíveis para transporte no Brasil, e representa uma alternativa mais econômica para motoristas do país já que o custo de produção de $1 por galâo é metade do preço da produção de óleo convencional. Quase oito de cada dez carros novos vendidos no Brasil são carros do tipo flex, que podem ser abastecidos com a mistura de etanol e gasolina ou com biodiesel. No Brasil, a cana-de-açúcar é cultivada em 5% das áreas totais de plantio do país, e o álcool substituiu com eficácia 26% da gasolina.

* Como medida de protecionismo econômico, os Estados Unidos impõem atualmente uma tarifa de 54 centavos por o galão para maioria do etanol importado, dificultando as exportações brasileiras para o país.

Fonte: Mongobay.com

É antiga a desconfiança do consumidor para com os postos de gasolina (principalmente no DF). Denúncias onde os donos de postos de gasolina são acusados de formar um gigantesco cartel que controla o preço dos combustíveis no DF são bem antigas!

Como a autonomia do veículo com álcool é 30% menor, para ser vantajosa a sua utilização, o preço do litro também precisa ser 30% mais barato que o da gasolina. Donos de carros flex devem fazer o cálculo para saber se vale mais a pena colocar álcool (normalmente seria economicamente mais vantajoso, além de ser ecologicamente mais correto) ao invés de usar gasolina. O cálculo é o seguinte:

Preço do álcool : Preço da gasolina x 100 = (?), onde o resultado final (?) deve ser menor que 70, demonstrando compensação financeira pelo uso do álcool.

Hoje a conta seria, mais ou menos a seguinte: (2,24 : 2,75) x 100 = 81,45. Ou seja, não apenas não vale a pena usar álcool, como o preço é absurdo. Além disso eu gostaria de saber o porque deste preço abissal, sendo que somos produtores. Alguém pode responder? Alguém consegue responder por que, independente de desastres naturais ou se tudo vai bem, a variação de preços só segue uma linha (para cima)?

E como caminharemos para a estrada da sustentabilidade se todos os esforços do país, da formiguinha mais simples à formiguinha mais poderosa, vão de encontro a paradoxos e contraditoriedades. O Pré-Sal, por exemplo, é uma riqueza nacional e deve ser explorado, bem dividido e tratado como questão estratégica nacional, mas é um projeto que demandará anos. Por que, do nada, pararam de falar sobre os avanços do etanol e da larga vantagem do Brasil (tecnologicamente e produtivamente) neste mercado que, talvez, seja mais estrategicamente importante ainda do que o Pré-Sal? Que desenvolvimento queremos para o futuro?

E este é apenas um tijolo de toda a discussão que deve ser feita ao se falar em sustentabilidade, justiça e educação ambiental. A sustentabilidade e a justiça ambiental não serão alcançadas por meio de discursos ocos. Ações ou não-ações insípidas nos levarão a um futuro de reducionismo da nossa tão pregada propensão de sermos o país do futuro.

O futuro já é hoje e ainda não avançamos quase nada. Como o Brasil caminhará para a sustentabilidade tão pregada nos discursos modernos, se as ações praticadas pela elite que ocupa o poder provocam reações sociais insustentáveis? Até quando ficaremos nessa prosa sustentável, vivendo uma vida insustentável econômica-social e a ambientalmente insustentável?

Me siga no Twitter!

Comentários
7 Comentários »
Categorias
Brasil, DF, Direito do Consumidor, Economia, Energia, Meio Ambiente, Mundo
Tags
Brasil, DF, Direito do Consumidor, Economia, Energia, Meio Ambiente, Mundo
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Meio ambiente: meu ambiente, nosso ambiente

André Dutra | 27 de fevereiro de 2009 | 10:33
[Translate]
Tweet

A Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Conselho Internacional das Comunidades Científicas (ICSU) conceberam um projeto em conjunto chamado Ano Polar Internacional (International Polar Year – IPY), que arrecadou mais de US$1,2 bilhões de financiamento internacional para pesquisas sobre os círculos polares Ártico e Antártico. É a quarta edição do IPY, desta vez no período entre março de 2007 e março de 2009, sendo que a edição passada aconteceu entre os anos de 1957-58. Este período acaba, de fato, agora em março de 2009 e terá sua conclusão em junho de 2010, quando em Oslo ocorrerá uma conferência científica magna a respeito do IPY.

As pesquisas, entre outras descobertas, revelaram aquilo que parecia ser evidente: a agência climática das Nações Unidas disse anteontem (25/02/2009) que grandes camadas de gelo da Groenlândia e Antártica estão perdendo massa.

E onde o Brasil pode se inserir nessa, além do óbvio de ter uma das maiores florestas/reservas biológicas do mundo? O Brasil deve se mover para tirar proveito da situação, pois essa é uma oportunidade econômica e um dever moral da nação.
Os Estados Unidos de Barack Obama apresentaram o orçamento do país para o ano de 2010. Deste orçamento, além da vantagem apresentada na reportagem, que os brasileiros podem tomar com a redução do subsídio estadunidense aos agricultores, o Brasil deve caminhar estrategicamente para se posicionar como peça fundamental do novo cenário de matriz energética mundial. Afinal, energia é assunto de segurança nacional e nos dias modernos é um negócio muito lucrativo. Alie energia, segurança, dinheiro e ética ambiental e o que temos de mal?! Creio que nada.

Quantas leis vemos nossos nobres deputados e excelentíssimos senadores votarem para apoiar pesquisas científicas no Brasil? Na hora de aumentar o próprio salário fica fácil ser pró-ativo. Nossas florestas estão jogadas às traças, sendo exploradas criminalmente. Segundo o último Relatório de Monitoramento Global do Banco Mundial, do ano de 2008, o Brasil foi o país que mais desmatou suas florestas, entre os anos 2000 e 2005.
Na semana passada, a BBC informou que, até 2006, 26 espécies foram extintas por conta da deflorestação. Outras 644 estão em perigo.

Com apoio da FAPESP, a Universidade Federal de São Carlos criou um método para usar quase todo tipo de lixo plástico na confecção de papel. O "papel plástico" é mais resistente e é barato (pois sua matéria prima é lixo) e além de tudo ecologicamente correto, pois não utiliza celulose.
Do Brasil também veio o primeiro avião que usa como combustível o etanol (álcool), utilizado na produção rural. Chama-se Ipanema.

Mas a falta de investimento do Estado para pesquisa (que é o resultado do investimento na educação) é uma chaga aberta. É necessário que o país invista em educação, desde a base até a ponta. Com produção científica-intelectual, podemos avançar no novo cenário que se desenha em nossa frente. Para que esses investimentos sejam feitos, precisamos reinventar a forma como nossa economia é guiada. Nossos tributos têm de ser melhor geridos para que tragam retorno à sociedade. Não ficar dando dinheiro para organizações que não prestam serviços decentes à sociedade (perdão pelo link com este comentarista), combater a corrupção de dentro para fora, ouvir o apelo popular e trabalhar com a demanda do povo na construção das leis. Precisamos de ética e éticos. Precisamos de vergonha na cara, de líderes e não de coronéis. Precisamos nos movimentar.

Agora fica a pergunta: por que investir no "pré-sal"? Por que não um investimento em tecnologia verde, limpa, renovável, ecologicamente correta, barata, reciclável… tecnologia inteligente e do futuro. As reservas de petróleo brasileiras são importantes, mas seria interessante tê-las como ponto central estratégico do nosso futuro? Que retorno teremos no médio prazo? Enquanto todos pensam, inclusive os Estados Unidos (for Christ’s sake), em repensar suas matrizes energéticas e investir em energia renovável, continuamos a caminhar na contra-mão, com um sorriso no rosto e o pensamento de "é, estou mandando bem"?!?

Comentários
6 Comentários »
Categorias
Economia, Educação, Energia, Meio Ambiente, Mudança, Mundo, Políticas Públicas, Relações Internacionais, Tecnologias
Tags
Economia, Educação, Energia, Meio Ambiente, Mudança, Mundo, Políticas Públicas, Relações Internacionais, Tecnologias
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

"Só a educação salva."
Epíteto

Fale comigo!

Escreva para andre @ andredutra.com e mande sugestões, críticas ou o que você quiser falar.

Translator

Pesquise neste blog

Enquetes

Arquivos antigos

Categorias

Crack Nem Pensar!

Prêmio

Arruda na Papuda!

Mais sobre o autor

  • Facebook
  • Meu canal no YouTube
  • Meu Orkut
  • Pergunte-me algo – Formspring
  • Siga-me no Twitter

Blogs que recomendo

  • Blog da Juv. Socialista Brasileira – PSB-DF
  • Blog da Roberta Salgueiro
  • Blog do Alex Alves
  • Blog do André de Castro
  • Blog do Felipe Bittar
  • Blog do Luiz Antonio Ryff – Nonsense
  • Blog do Sandro Gianelli
  • Blog Modeleiro
  • Blog Música e Cerveja
  • Blog Perturbando o Status Quo
  • Blog Policiamento Inteligente
  • Minha Circunstância – Leandro Couto
  • Ônibus em Brasília
  • Pedro Camargo – Portfólio
  • Política do Bem
  • Procrastinando

Conheça também

  • AIB – Internacionalistas
  • Fora Sarney Oficial
  • MBlog – Blog do Mateus Bassan
  • Movimento Saia às Ruas
  • Partido Democrático Trabalhista
  • Portal do Senador Cristovam Buarque
  • Universidade aberta Leonel Brizola

PR Newswire

Movimento Adote Um Distrital

Banner Adote um Distrital

Assuntos

2 em 1 Administrativo Barack Obama Brasil Brasília Crise no Senado DF Direito do Consumidor Drogas Economia Educação Eleições 2010 Energia Esportes EUA Fora Arruda Fora Roriz Fora Sarney Funcionalismo Público Joe Biden Justiça Juventude Lazer Manifestações Meio Ambiente Mudança Mundo Palestras e outros eventos Participação direta Política Políticas Públicas Propostas Recordar é viver Relações Internacionais Renovação Saiu na imprensa Saúde Segurança Sem categoria Tecnologias Transporte Público Violência voteearth Voto Ética
rss Comentários RSS valid xhtml 1.1 design by jide powered by Wordpress get firefox
English Afrikaans العربية български česky Deutsch ελληνική español eesti فارسی suomi français Gaeilge עברית हिन्दी italiano 日本語 한국어 bahasa Melayu Nederlands português русский svenska ภาษาไทย Türkçe українська 中文 (简体) powered byGoogle
Podcast powered by podPress v8.8.10.17