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“A Revolução Republicana na Educação”

André Dutra | 20 de dezembro de 2011 | 9:50
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Acabei de ler nesta semana o novo livro do Senador Cristovam Buarque, título que replico aqui neste post “A Revolução Republicana na Educação”. Vou deixar aqui algumas impressões, mas sem nenhuma intenção (muito menos pretensão) de esgotar os argumentos e detalhes do livro, afinal, este é daqueles que vale a leitura. Seja você um admirador ou não das ideias e argumentos do Senador Cristovam, leia o livro. O livro é, basicamente, um manual de como se revolucionar a Educação no Brasil, agregando uma compilação de vários Projetos de Lei e outras propostas implementadas pelo autor, seja como Senador, Governador do DF (1995-1998) ou Ministro de Estado da Educação (2003).


Capa do livro

Ele está dividido em quatro partes:  O Quadro (onde apresenta-se o atual cenário da Educação no Brasil); As Propostas (como o nome diz, com as propostas para se revolucionar e modificar definitivamente este quadro estarrecedor); Custo e Financiamento (com o cálculo de quanto irá custar a Revolução, seja em aspectos meramente financeiros – quanto dinheiro – como em aspectos estratégicos e sobre o que está em jogo ao não se fazer a Revolução); e, por último,a Conclusão.

O quadro, como dito acima, é horripilante. Escolas degradadas, mal equipadas, professores desmotivados, mal pagos, alunos submetidos à uma péssima educação, sem acompanhamento, alimentação, socialmente vulneráveis, violência…. a lista é enorme. A desigualdade social e da escola do “rico” e do “pobre”, outro abismo. A Educação de Base em frangalhos contribui para o Ensino Superior continuar pouquíssimo inclusivo e em rumo declinante.

“O berço da desigualdade, está na desigualdade do berço.”

Assim como o quadro é extenso e deprimente, as propostas são muitas e passíveis de uma leitura atenta. Minha crítica é amplamente favorável, mas gostaria de discutir, também, com quem leu e não concorda com os pontos apresentados. Da criação da Carreira Nacional do Magistério, onde o professor teria um salário de R$ 9.000,00, passando pela implantação das CEBI’s – Cidade com Escola Básica Ideal – em todos os municípios do Brasil em um prazo de 20 anos (vale consultar as tabelas que mostram como seria escalonada anualmente essa implantação), passando pela criação de sistemas de monitoramento educacional e do aluno em si, qualificação profissional, mensuração meritocrática dos professores, infraestrutura, fiscalização etc.
A preocupação com a Educação de Base e a vontade de tornar isto como um projeto de Estado, um pacto social e político que visem colocar o Brasil no eixo de reconstrução social e tecnológica por meio da educação de seu povo, é evidente. Tratar a Educação como política de Estado, prioritária e estrategicamente vital para a sobrevivência no cenário internacional e para o bem-estar social dos cidadãos brasileiros. Esta é a caminhada que deve ser feita.

Tanto o custo de se fazer quanto o de não se fazer, mostram em inúmeras tabelas e projeções que a hora se faz adiantada, mas ainda podemos revolucionar a Educação no Brasil. Tratar o professor como uma das principais carreiras de Estado e evidenciar isto para a população, construindo um valor cultural futuro de como é um ofício dos mais importantes para o país e seu povo, com uma fatia confortável do Produto Interno Bruto brasileiro e que terá impacto no próprio PIB com o passar dos anos ou simplesmente continuar como está ou pior? Os custos apresentados nos mostram que falta não apenas uma liderança nacional que nos leve a isto, mas participação social e compromisso da elite e dos governantes, além (é claro) do tratamento da “miopia estratégica e social” destes que não enxergam a importância de se alterar urgentemente o atual cenário da Educação no Brasil.

Senador Cristovam Buarque, Senador Pedro Taques e eu, no lançamento do livro

Encerro com uma frase contida no livro, que diz: “A bola é redonda para o rico e para o pobre, mas o lápis do pobre é muito diferente do computador do rico”. Uma escola “igual” para todos, ou seja, com a estrutura básica e moderna (computadores, smart boards, quadras cobertas, laboratórios de física, química, biologia, entre outros equipamentos de extrema importância para o aprendizado dos nossos alunos) e que respeite os regionalismos inerentes a um país tão grande como é o Brasil, não é apenas necessária, como moralmente vital e economicamente viável. Uma escola redonda para ricos e pobres, que leve o nosso país a descontinuar o atual genocídio intelectual e social e até econômico, ao não prover as ferramentas básicas educacionais a seus cidadãos, aumentando todos os índices desagradáveis (violência, baixa escolarização, a vergonhosa existência de analfabetos e analfabetos funcionais em território brasileiro e por aí vai…) e colocando nosso país em posições vergonhosas nos rankings internacionais de desenvolvimento humano, escolarização e outros.

Já deixo aqui também meus votos de um Feliz Natal pra vocês e suas famílias e que todos tenham um ótimo 2012! Brigadão por tudo aqui nesse ano que passou!!! Grande abraço!

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Boca no trombone!

André Dutra | 9 de novembro de 2011 | 8:47
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Tinha tempo que não vinha aqui. Tempo escasso e muitas coisas pra fazer, mas vamos lá, sempre em frente!

Sexta passada dei entrevista à Bruna Sensêve, do Jornal de Brasília, sobre o uso de redes sociais como interlocutor entre sociedade e Governo. Na matéria foi lembrado o vídeo do Balé das Baratas, já colocado aqui no blog. Gostei muito da matéria e vale a leitura. Vejam abaixo e cliquem nas imagens para ver em tamanho maior (formato PDF):

Para baixar as páginas em seu computador, clique nos links abaixo com o botão direito e em seguida em “Salvar link como”:

Capa
Página 01
Página 02

Espero que tenham gostado. Compartilhem!

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Um chamado maior, para honrar meus princípios

André Dutra | 11 de outubro de 2011 | 13:00
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Minhas queridas e queridos amigos. Nos últimos anos todos puderam acompanhar por aqui, via Twitter, Orkut e Facebook, minha vida pública e partidária. A vocês sempre deixei meus sinceros agradecimentos pelo apoio, sugestões e críticas. Saibam que uma bela mudança aconteceu e começo agora uma nova fase, a qual gostaria de compartilhar com vocês. Saio do Partido Democrático Trabalhista (PDT) para o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Deixo abaixo minha carta de desfiliação, com maiores detalhes sobre essa saída. Gostaria que vocês lessem, opinassem e repassassem a seus contatos. Conto com vocês nessa! Obrigado por tudo.

Não escrevo com alegria, nem sinto mágoa, raiva ou guardo qualquer tipo de ressentimento. Escrevo sobre o fim de uma fase importante de minha vida, que teve altos e baixos e que teve mais de uma culminância em relativo curto período de tempo. Escrevo sobre o fim de minha participação como militante do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e da Juventude Socialista do PDT (JSPDT).

As bandeiras pelas quais lutei e me fizeram entrar no PDT já não são mais respeitadas pela maioria dos que estão no Partido. Além disso, o discurso de renovação e de atuação socialista, brizolista e de esquerda, deu lugar à prática política que sempre abominei: segregadora, fisiológica e personalista. Já não me era permitido respirar ou ter pensamentos próprios, sem que pairasse sobre mim a sombra de retaliações silenciosas ou difamações que, mesmo completamente irreais, eram sussurradas como mantras até se consolidarem como verdade para os demais militantes. Aqueles que desejaram minha derrocada podem se regozijar, mas saio do PDT sem ser escorraçado ou dominado. Saio para um chamado maior, para honrar meus princípios, meus amigos e todos que me apoiam.

Este é o último recurso para que eu mantenha intacto tudo aquilo que acredito na política e na minha atuação ética e cidadã, na minha coerência, independência, além do zelo e respeito por todos aqueles que confiam em mim diariamente. Gostaria de lembrar dos que dividiram comigo o sonho de 2010, confiando seu voto em mim e nas ideias que represento. Não chegaria a este ponto extremo de desfiliar-me e trocar de legenda se eu não considerasse a situação insustentável. A vida segue por caminhos planejados que acabam por tornar-se trilhas desconhecidas e misteriosas, mas somos nós os responsáveis por nossas escolhas e são elas que definem quem somos e nos tornamos.

Saio do PDT depois de mais de 3 anos. Neste período conheci grandes figuras de todo Brasil. Bons companheiros e companheiras com os quais tenho a certeza de que com eles ainda terei o prazer de ombrear em muitas lutas futuras. Tive o prazer de dividir legenda com um grande ícone e exemplo em minha formação política, o hoje Senador e sempre Professor Cristovam Buarque. Cada conversa foi um grande aprendizado, e cada momento de convivência uma honra. Ademais, continuará a ser um líder a ser seguido e um amigo com quem manterei forte ligação. Por seu exemplo e de pessoas como Darcy Ribeiro, Leonel Brizola e Jefferson Peres, cheguei ao PDT. É para manter o zelo e a vontade de defender seus legados, os quais encampam boa parte daquilo que tenho como prioridades na política, que saio da sigla. Outro amigo, que agora será também um companheiro além-sigla é o Deputado Reguffe, que ainda dará muitas contribuições para o Distrito Federal ao longo dos anos que virão. Agradeço aos dois pelas conversas, conselhos, companheirismo e momentos em que estivemos juntos pensando numa forma de se fazer boa Política. Continuaremos unidos em busca da mesma causa.

Para continuar a ser a mesma pessoa que vocês conhecem, para respirar e falar sem que tentem esmagar minha garganta e para manter minhas pernas autônomas, aceitei o convite feito por um grande partido, com belas bandeiras históricas e também com líderes de peso, a quem sempre respeitei. Foi uma honra ser convidado a me enfileirar aos militantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB), juntamente com o Senador Rodrigo Rollemberg, a quem conheci quando ele era Deputado Federal e, mais proximamente, durante a campanha eleitoral de 2010. É um partido de nomes exemplares como Miguel Arraes e Luíza Erundina. Também é a casa da família Capiberibe, a quem tive o prazer de conhecer e que divide comigo os mesmos pensamentos sobre indivíduos como o coronel Sarney. E no DF conta com o Senador Rodrigo Rollemberg, que provém da luta da juventude, sendo um dos fundadores da JSB. Chego ao PSB feliz e de peito aberto, sabendo ser igualmente recebido como uma pessoa que quer somar ao processo político, aprender e compartilhar conhecimento, lutando de forma limpa, democrática e livre para o ganho coletivo das pessoas do Distrito Federal. Chego com amigos que já tinha, alguns que conheci agora e tantos outros que terei o prazer de conhecer daqui para frente. Fico feliz pela crença em meu potencial e no que posso desenvolver juntamente com o Partido e com a Juventude do PSB para que possamos encontrar um caminho melhor dentro da política brasiliense. Fico grato e atento à responsabilidade de minha participação neste novo espaço, onde continuarei a trabalhar com o afinco de sempre.

Portanto, por não me proporcionar mais condições de me manter fiel aos meus princípios, e por não concordar com um projeto que abrange determinadas variáveis às quais eu não acredito e que não projetam no futuro espaço de mudança coletiva, que busco novo caminho. Esse conflito de pensamentos entre forças existentes no partido e minhas convicções não me permitiam seguir em frente de uma forma saudável e democrática. Por vocês que acreditam em mim, que são minha força e minha motivação para manter a disposição de lutar na política, apesar das adversidades constantes que são parte dela, sempre me incentivando a não desistir, a caminhar para frente e a jamais desistir de meus princípios, que tomo esta decisão em busca de coerência. Busco com isso não abandonar o sonho da transformação social honesta, limpa, sustentável e digna à qual quero fazer parte com vocês; por manter minha consciência limpa, e acreditando que devemos saber a hora de seguir para novos ares e abraçar novas fases da vida, não enterrarei meus valores.

Tenho certeza que no PSB conseguirei manter tudo aquilo que acreditamos e nesta nova morada poderemos construir uma fundação profunda, forte e resistente, de esquerda, socialista, meritocrática e sem ter de abandonar princípios ou ceder por quaisquer motivos que porventura tentem desnortear tudo aquilo pelo que lutamos. Tenho uma grande tarefa à frente, atuando como Presidente da Juventude Socialista Brasileira no Distrito Federal (JSB-DF).  Juntamente com o Secretário de Juventude da JSB-DF, a nova executiva eleita e nossos militantes, vamos construir uma base jovem, atuante e democrática para lutar por um Distrito Federal que sonhamos e merecemos.

Obrigado a todos que apoiaram esta decisão. Saibam que foi tomada considerando todos aqueles que acreditam que é possível fazer política sem se vender. Vocês são meu combustível! Quando resolvi entrar na Política e me candidatar, o fiz por um sonho e pela coletividade. Minha escolha pessoal foi embasada naquilo que desejo para a sociedade. Minha luta não é personalista. Ela busca uma vida mais justa para todos, pois é com oportunidades iguais e com justiça social que modificaremos nossa realidade. Estou de braços abertos e ouvidos atentos para receber e ouvir a cada uma e a cada um que queira conversar sobre os pormenores de toda essa história.

Novos tempos! Conto com vocês nesta caminhada. Muito obrigado, de coração!

 

André Dutra.

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Da rede para as ruas

André Dutra | 26 de setembro de 2011 | 11:19
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Há alguns anos venho participando de mobilizações sociais de uma forma mais pujante. A mais envolvente, até hoje, foi o “Fora Sarney” em 2009, material vasto aqui no blog. Ainda no governo FHC, também participei de marchas anticorrupção, como vemos hoje em dia pipocarem pelo país. Deixo aqui com vocês interessante matéria sobre o assunto, publicada no Correio Braziliense de ontem, escrita pela jornalista Paula Filizola e também deixo a entrevista integral que concedi a ela. Espero que gostem! =)

Ações anticorrupção investem no poder de mobilização pela internet (clique para matéria completa)

(…) Um estudo divulgado em junho deste ano pela empresa Box1824 aponta que 59% dos jovens brasileiros não têm preferência por partidos políticos. Muitos afirmam não se sentirem representados da forma como deveriam pelo poder público. “Eu acredito que o jovem hoje é muito consciente sobre política e bastante ativo também”, ponderou o analista de sistemas Giderclay Zeballos, um dos organizadores do Movimento Contra a Corrupção. Participante ativo desde os tempos do colégio, o funcionário público André Dutra testemunhou as passeatas de 1992 nos ombros da mãe. Agora, pede a saída de quem considera corrupto. “O papel social do jovem é ser revolucionário e servir de locomotiva para carregar a outra parcela da população para as melhorias que desejamos”, avaliou ele, que recentemente começou uma campanha de fiscalização e denúncia, através de fotos, para cobrar melhorias do governo do DF.


Clique para ampliar

Entrevista na íntegra:

Paula Filizola – 1. Quero que você me fale da sua experiência em movimentos como o Movimento Contra a Corrupção. Foi seu primeiro? O que você acha desses eventos?

André Dutra – Não foi minha primeira participação. Participo de mobilizações sociais desde a época da escola e comecei com mais ativismo durante meu Ensino Médio, no Centro de Ensino Médio da Asa Norte – CEAN. Lá sempre organizávamos passeatas e manifestações em frente à Regional de Ensino da Secretaria de Educação do DF, que fica próxima à escola. Antes disso também fiz parte de outro grande movimento contra a corrupção, ainda no Governo FHC, quando houve uma grande marcha na Esplanada dos Ministérios em 1998. Também me manifestei no dia 05 de setembro deste ano sobre a corrupção nas prioridades do governo, tendo como grande exemplo a obra do Estádio Nacional Mané Garrincha. Aquela obra é uma corrupção nas prioridades, pois nossa Saúde, Educação, Segurança, Transporte e serviços públicos em geral continuam indignos, desestruturados e péssimos.

P.F. – 2. Na sua opinião, qual é o perfil das pessoas que participam dessas marchas?

A.D. – Em sua maioria, jovens. É papel social do jovem ser revolucionário, descontente com uma realidade imposta e sem perspectiva de melhorias. O jovem de hoje é quem norteará o futuro, então cabe a essa parcela da sociedade ser a locomotiva social que carregue o restante da população para as melhorias que desejamos.

Além disso, as manifestações atuais estão sendo encabeçadas pela classe média, que normalmente vinha se afastando das ruas. É importante que essa classe média se integre com o restante do povo, para que vire uma manifestação completa da sociedade. A melhoria é para todos, o fim de corrupção é para todos, logo todos têm que estar lado a lado, algo que não foi facilmente visto no 7 de Setembro. É uma auto-crítica importante de ser considerada, pois Brasília é setorizada urbanamente o que a fez se setorizar socialmente. Temos que destruir as barreiras que dividem nossa sociedade em setores.

P.F. – 3. Quais são as reinvindicações principais? É realmente totalmente apartidário?

A.D. – A próxima marcha contra a corrupção terá, de fato, proposições. Senti falta de proposições na primeira, era uma temática de abrangência enorme: fim da corrupção. Mas como? O que fazer para isto? Agora as reivindicações estão claras: fim do voto secreto no Congresso e pelo uso imediato da “Ficha Limpa”. Eu adicionaria aí a votação o quanto antes da Lei que institui a corrupção como crime hediondo.

O movimento em si, é apartidário sim. Vi pelas pessoas que se propuseram organizar. Mas há sempre os “caroneiros”, aqueles que tentam se valer de um movimento democrático e popular para obter ganhos políticos, como já vi na época em que organizei o Fora Sarney. Mas isso acaba sendo repelido pelo povo, que está ali lutando por ideias e não bandeiras ou discursos. O movimento, entretanto, tem que se manter apartidário, mas não apolítico, importante diferença que faz com que ele tenha coração e cérebro. Coração pelo seu ideal e cérebro por não matar a política, algo essencial para construção de uma sociedade melhor. Eu mesmo participo como cidadão que sou, em primeiro lugar e contribuinte. Minha coloração partidária em movimentos populares fica em casa.

P.F. – 4. Além da marcha contra a corrupção, o que mais você tem feito nesse âmbito? Quais outras manifestações já participou?

A.D. – Tirando aquelas da época estudantil, a minha maior participação foi no movimento Fora Sarney, aonde tive um papel mais central, organizando várias marchas e planejando com outros amigos o que chamamos de nossos “atos secretos”, com manifestações dentro do Congresso, entrega de pizzas e a culminância com nossa prisão ilegal pela Polícia do Senado, que resultou até audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, presidida pelo Senador Cristovam Buarque e com participação da Drª Herilda Balduíno do Conselho de Direitos Humanos da OAB Federal.

Além dessa, que tem destaque na minha história, participei do Fora Gilmar Mendes, à época Presidente do STF, Fora Arruda e demais manifestações sobre o escândalo da Caixa de Pandora.

Ultimamente tenho agido de uma forma diferente: fiscalizando e denunciando. Este mês fiz um vídeo mostrando as condições insalubres do transporte público, com infestação de baratas dentro de ônibus e das condições da Rodoviária do Plano Piloto e também tenho dado aulas e palestras voluntárias de conscientização política para alunos de escolas públicas, pois eles são minha esperança para um DF mais virtuoso.

P.F. – 5. O que te leva a fazer essas coisas, André? E participar dessas marchas?

A.D. – Eu tenho plena convicção de que Brasília tem todas as condições para ser exemplo não só para o Brasil, mas um modelo internacional de gestão e de estado de bem-estar social, com ótimos serviços públicos e condições iguais para a população atingir seus sonhos. Temos o Fundo Constitucional e uma imensa arrecadação de impostos, condições de aumentar investimentos em conjunto com o Governo Federal, uma estrutura de cidade completamente diferente do restante do país, propiciando mudanças estruturais.

O que me leva a me esforçar, usar meu tempo, conhecimento e energia é o amor que tenho por essa cidade e por esse país. Se Brasília e o Distrito Federal forem grandes exemplos, podemos cobrar do restante do país, mas hoje nossa imagem é negativa de norte a sul, mesmo sabendo que nossa população é honesta e não está envolvida no escândalo e deméritos de poucos. Participar das marchas, organizá-las, lutar por um país e uma cidade melhores é algo que impactará positivamente para a sociedade e também para mim, pois todos colheremos os benefícios. Até o cidadão mais abonado se beneficia com a justiça social, pois uma sociedade mais segura e igualitária é sinônimo de menos gastos privados com saúde, educação, segurança e outros.

P.F. – 6. Na sua opinião, qual é o papel das redes sociais hoje nessas marchas/manifestações?

A.D. – A internet e as redes sociais são ferramentas importantíssimas para esse tipo de mobilização. É a forma mais rápida, fácil e segura de se organizar pessoas que lutam por um mesmo objetivo. A grande dificuldade permanece em conseguir tirar as pessoas das redes e leva-las às ruas, que é onde realmente se faz a diferença. Vimos ao redor do mundo movimentos enormes de países inteiros, organizadas pela internet (como os movimentos pró-democracia nos países árabes e os movimentos por educação de qualidade no Chile). Até hoje nós brasileiros sofremos com a dificuldade em tornar movimentos de massa virtual em movimentos de massa real.

O que está acontecendo agora com os movimentos anti-corrupção país afora são um sinal de que as coisas podem estar mudando e eu torço para isso com todas as forças. Juntar algumas dezenas de milhares de pessoas é algo de extremo valor e essas pessoas estão de parabéns! Mas ainda precisamos tirar milhões da zona de conforto. A internet é uma grande aliada, mas a mobilização de rua não pode parar. Tenho muita fé e expectativa de que agora é a hora de transformarmos o Brasil em uma sociedade menos dócil para com injustiças e desmandos dos Poderes Públicos e nos tornarmos uma sociedade de protesto a favor do progresso para todos. E a internet só vem aumentando em importância para que isso se consolide.

P.F. – Você é formado em relações internacionais né? e tem quantos anos? Trabalha com que?

A.D. – Sou formado em Relações Internacionais e estou fazendo uma especialização em Gestão Pública. Tenho 25 anos, nascido e criado em Brasília. Atualmente sou funcionário público concursado do GDF e professor voluntário.

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O acochambrê do incochambrável

André Dutra | 15 de setembro de 2011 | 11:04
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Todo brasileiro conhece a expressão “jeitinho brasileiro“, que é aquela situação em que a malandragem e mesmo a capacidade de adaptabilidade que todo brasileiro nasce de fábrica aflora para solucionar problemas até então insolucionáveis. O “jeitinho” às vezes é usado para o bem (adiantando trâmites excessivamente burocráticos ou com simples pró-atividade de uma pessoa, por exemplo) e muitas vezes para o mau (como furar filas, enganar um consumidor etc etc, não faltam exemplos).

Já a expressão “acochambrê” vem de “feito nas coxas”, expressão que deu-se na época da escravidão brasileira, onde as telhas eram feitas de argila, moldadas nas coxas de escravos. Obviamente, os escravos tinham diferentes portes físicos, causando a fabricação de telhas completamente desiguais e, consequentemente, telhados desnivelados (fonte blog Expressões Populares).

Aqui, vemos um belo exemplo de jeitinho brasileiro de se acochambrar alguma coisa. Como tirar a atenção de um local imundo, que fede a urina, com péssimas condições de mobilidade e que está no coração de Brasília? Coloque umas dúzias de telas de LCD, passando propaganda, horóscopo e desinformando. Um show de alienação, chacota com a cara do contribuinte e, claro, de inversão de prioridades. Afinal, pra que investir em infraestrutura, conserto das escadas rolantes e elevadores e limpeza para oferecer condições mais dignas aos usuários da Rodoviária do Plano Piloto?


Chegando na Rodoviária – Plataforma Superior


Rodoviária – Plataforma Superior

Pelas fotos, deixo o julgamento a vocês, se é realmente uma melhoria urgente para a Rodoviária do Plano Piloto esse tipo de “benesse”.  Sempre fico muito triste quando falam das Rodoviárias de outras cidades, pois esta nossa está no centro de Brasília. Turistas que vão conhecer as lindas obras arquitetônicas do Eixo Monumental e Esplanada dos Ministérios devem guardar mais a imagem da depressão que é nossa Rodoviária, do que o lindo céu e prédios que essa cidade, obra única no mundo, tem a oferecer para nossos olhos. Sou totalmente contra privatização, pois sei que o que falta é coragem e vontade das autoridades competentes. Ah, falta também competência e vergonha na cara. VEJAM O VÍDEO ABAIXO, pequena compilação de como está a Rodoviária:

httpv://www.youtube.com/watch?v=SgRAx0RiyJw

.


Telão com imagens de Brasília (“só” vi dois, mas parece que são três) 



Uma das telas, agora em todas as paradas/”baias” da Rodoviária

Esse tipo de melhoria é bom, no tempo certo. Não é o tempo certo enquanto nossa Rodoviária for o lixo, vergonha e constrangimento que é.  O itinerário e linhas dos ônibus estão dispostos nesses “totens inteligentes” de uma forma burra e pouco clara, confusa e muitas vezes equivocada. Mais interessa a propaganda do que a informação de pra onde,e como ir… Ah, ainda não falei dos decibéis dentro dos ônibus, né? Olha quanto marcou hoje, no meu caminho trabalho-casa (clique nas imagens para ver em tamanho real):

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Tabela que exemplifica potência dos ruídos


Tempo máximo de exposição x Potência do ruído

Façam as contas de uma viagem média de ônibus e o tempo de exposição… E aí, é exagero ou a coisa tá feia?

PS.: “Esse post não foi publicado ontem, porque, enquanto eu escrevia, três meliantes abriam meu carro para tentar furtá-lo. Vi no ato, gritei e os espantei, enquanto a Polícia chegava. Isso atrasou o post e me deixou ainda mais indignado com o DF que tanto amo, entregue às máfias que controlam os serviços públicos e à marginalidade crescente, produtos de uma sociedade politicamente doente, que não tem programas de solução para a educação e saúde de seu povo e queima cérebros, enquanto produz bandidos (com e sem colarinho branco).

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Ao povo, as baratas!

André Dutra | 10 de setembro de 2011 | 19:49
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Em seu livro “Quincas Borba”, o personagem-título de Machado de Assis conta para Rubião a história de duas tribos famintas diante de um campo de batatas, suficientes apenas para alimentar um dos grupos. Com as energias repostas, os vencedores poderiam transpor as montanhas e chegar a um campo onde há uma grande quantidade de batatas para alimentá-los. Então, Quincas Borba finaliza: “Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”.

Saindo da ficção e vindo para a realidade, vemos no DF hoje uma situação em que o Estado, bem alimentado, trata seu povo sem o mínimo de compaixão, mas com grandes nuances de ódio. Isso porque o Estado que deveria nos proteger e servir, há muitos anos se serve do povo e subverte todo o sentido de sua própria existência. No último 7 de Setembro, entretanto, o povo mostrou que ainda está acordado e não apenas pode, como deve e está pronto para cobrar por mudanças ao gritar contra a corrupção no Dia da Independência!


Marcha Contra a Corrupção – 7/9/2011

Hobbes dizia que o Estado deveria ser forte, autoritário, para que protegesse o povo dele mesmo. Sua famosa frase “o homem é o lobo do homem” remete ao perigo que a sociedade estaria submetida sem um Estado que controlasse parte de nossas liberdades, por meio de Leis, normas e punições. Mas o mesmo Hobbes diz que se esse mesmo Estado é capaz de cair, quando não for capaz de manter a segurança de seu povo. O “soberano” ou ditador, não existe de fato no Brasil, muito menos no DF, mas nossas autoridades que constituem o Estado não estão fazendo sua parte em relação à sociedade. Não estamos protegidos, não temos saúde, educação e até nosso direito de ir e vir está ameaçado às mais perversas e indignas condições, como podemos ver pelo vídeo abaixo:

httpv://www.youtube.com/watch?v=LCJhbC6pvDE

Esta é a hora em que temos que continuar a agir e reagir. É a hora de cobrarmos aquilo que nos é prioridade, mesmo que as outras ações do Estado também sejam importantes, como algumas obras e investimentos. Mas a prioridade máxima é a proteção e dignidade dos nossos cidadãos, que exigiram no voto um “Novo Caminho” primeiro para a Educação, Saúde, Segurança e Transporte e não esse caminho sinuoso e desvirtuado em que estamos hoje.

 

Só assim para sairmos dessas condições nojentas de vida em que estamos. Afinal, o DF deveria ser o grande exemplo social para todo o Brasil. E só atingimos o status de exemplos de como não fazer, não ser e não seguir. O Estado está de olhos fechados para a população e temos que fazer alguma coisa. Até quando teremos situações de tamanho descaso como a queda da “Batcaverna” na Ceilândia, uma verdadeira crackolândia esquecida pelas autoridades?

Que ao nosso povo, possamos dar as batatas de uma Educação integral de qualidade e igual para todos, segurança e qualidade de vida, Saúde humanizada e universal, transporte digno, rápido e barato; além de oportunidades para que todos possam ter uma vida mais feliz.

Mas por enquanto, ao povo, somente as baratas do descaso.

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Internautas tentam ganhar as ruas contra corrupção

André Dutra | 8 de setembro de 2011 | 10:55
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Matéria escrita pela querida Mariana Haubert, onde tem uma pequena participação minha. É de antes das manifestações de ontem, que foram um sucesso! Fico feliz e espero que o povo continue nas ruas, não podemos ficar fadados apenas ao sucesso momentâneo de ontem. Ontem mostramos que o povo pode, quando quer e temos que continuar querendo e lutando!

Internautas tentam ganhar as ruas contra corrupção

Mais de 300 manifestações marcadas pela internet estão previstas para este 7 de setembro em todo o país. Descontentamento com absolvição de Jaqueline Roriz incentiva marcha em Brasília

Vergonha alheia: adesões à marcha contra a corrupção cresceram após Jaqueline Roriz ser absolvida pela Câmara

Fraudes, desvios de verbas públicas, uso de laranjas para destinar dinheiro de emendas parlamentares. O brasileiro já está acostumado a ver diariamente escândalos nos jornais e a reclamar deles também. As redes sociais se tornaram o principal fórum de debate e discussão informal, em que cidadãos indignados despejam suas críticas e trocam informações. Apesar da agitação que certos temas geram nas redes, a mobilização nas ruas ainda não reflete o entusiasmo demonstrado no mundo virtual.

No entanto, a recente absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) por colegas na Câmara, deu novo impulso às marchas e aos manifestos contra a corrupção marcados para hoje (7), dia em que se comemora a Independência do Brasil. Flagrada em vídeo recebendo dinheiro do delator do escândalo que ficou conhecido como Caixa de Pandora, no ano passado, a parlamentar se livrou da cassação com o aval de 265 deputados, que votaram por sua permanência na Casa. Porém, como o voto foi secreto, não é possível saber quem a defendeu no plenário.

Até o final da tarde de ontem (6), mais de 300 eventos haviam sido convocados em todo o país com o mesmo objetivo: protestar contra a corrupção. Alguns deles contavam com milhares de confirmações. Não há uma pauta definida em comum, mas todos pedem o fim do voto secreto e criticam a absolvição de Jaqueline Roriz. Uma parte apoia a “faxina” que a presidenta Dilma Rousseff começou a fazer nos ministérios e defende a criação da CPI da Corrupção, preterida até o momento pelo governo.

A maioria das manifestações é chamada pelo Facebook. Mas também é possível acompanhar a preparação pelo Orkut e pelo Twitter. Na rede de microblogs, os chamados são feitos por meio de expressões como #todoscontraacorrupcao, #lutopeloBrasil e #setembronegro.

Veja o roteiro das manifestações em Brasília

Cansaço e insatisfação

“Estamos cansados de ver tantos casos e nada acontecer. Se todo mundo se encontra para tomar uma cerveja ou ver os amigos, por que não nos encontrarmos para reivindicar nossos direitos?”, questiona Lucianna Kalil, uma das organizadoras da “Marcha contra a corrupção”, evento divulgado pelo Facebook que já conta com mais de 24 mil confirmações de presença, até o fim da tarde desta terça-feira (6).

A ideia de organizar a marcha surgiu da insatisfação com a proliferação de denúncias contra políticos dos mais diversos partidos. “Antes do acontecimento da Jaqueline Roriz, nós não tínhamos muitas adesões. A gente estava com cerca de 5 mil apoiadores, mas depois da absolvição dela é que deu uma disparada geral mesmo. Ninguém gostou da decisão da Câmara”, conta Lucianna. Apesar do grande número de adeptos na rede social, Lucianna espera que cerca de 10 mil pessoas compareçam ao evento. “Muita gente diz que vai, mas, no fundo, é só para mostrar para os outros. Espero que desta vez as pessoas tenham disposição e participem mesmo”, afirma.

Sem bandeiras partidárias

Sem lideranças pré-estabelecidas, o movimento criado há dois meses define-se como totalmente apartidário e pede que ninguém estampe em bandeiras ou camisetas símbolos de partidos ou políticos. “Nossa ajuda de custo veio apenas de colaboradores. Fizemos tudo no esquema de vaquinha mesmo. Muita gente abraçou a causa e nos ajudou doando materiais e mão-de-obra para confeccionar os cartazes”, afirmou Lucianna.

O intuito dos manifestantes é pedir o fim do voto secreto no Congresso e mais transparência nas ações governamentais. “Só assim para podermos exercer o nosso direito de cidadania que é cobrar dos nossos políticos o que eles prometem. Como a gente vai cobrar se a gente não sabe quem votou a favor ou contra. Então é complicado de exercer a cidadania por debaixo do pano”, ressalta Lucianna.

O publicitário Rafael Vale se inclui entre os que cansaram de ficar parados. Estreante em manifestações políticas, ele conta que decidiu participar por não aguentar mais ver o marasmo das pessoas diante das denúncias. “Eu já questionava se só eu estava indignado com a situação. Como não via muita mobilização, não tinha me interessado ainda em participar. Mas esse convite que recebi no Facebook me chamou muito a atenção e decidi participar. Os caras pintadas conseguiram o impeachment. Nós também podemos conseguir alguma coisa”, afirmou.

Mobilização virtual

Apesar do entusiasmo com as mobilizações marcadas para este feriado, o funcionário público e bacharel em Relações Internacionais André Dutra ainda é cético em relação à disposição dos cidadãos em mudar algo na política. “A internet é a melhor ferramenta de mobilização que existe, mas ainda é preciso ter um propósito final de conscientização”, afirma.

Para André, a reivindicação dos direitos sociais e o combate à corrupção devem ser feitos diariamente. “Tem que ser algo constante, para pressionar os governantes. Temos que aprender com os outros países. O Chile, por exemplo, está parado há quase dois meses”, disse André, que organizou o protesto intitulado “A corrupção nas prioridades”, que critica o montante investido em estádios e viadutos enquanto a saúde no Distrito Federal está com problemas. O protesto que aconteceu anteontem à tarde contava com 76 adesões em sua página no Facebook, porém apenas uma pessoa compareceu. “Sei que é difícil comparecer durante a semana ou às vezes até nos finais de semana, mas acho que é um esforço válido. Mas as pessoas são muito cômodas, esperam que os outros façam alguma coisa por elas”, afirmou.

Ficha Limpa

Também nesta quarta-feira, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) pretende intensificar a coleta virtual de assinaturas para pedir à presidenta Dilma Rousseff que indique ao Supremo Tribunal Federal (STF) um ministro favorável à aplicação da Lei da Ficha Limpa a partir das eleições de 2012. O movimento é responsável pela coleta de assinaturas que permitiu a apresentação do projeto de lei de iniciativa popular que resultou na norma que proíbe a candidatura de políticos com condenações em órgãos colegiados ou que renunciaram ao mandato para escapar da cassação.

“A presidente Dilma se comprometeu em lutar contra a corrupção. Vamos fazer deste dia 7 de setembro o Dia da Independência da Corrupção”, defende a carta. Em apenas dez horas, mais de 50 mil pessoas assinaram a petição nesta quarta-feira. Quem quiser apoiar a iniciativa, pode assinar virtualmente AQUI.

Excluídos

Sem o apelo da internet, outra manifestação ganhará as ruas de Brasília. É a nova edição do chamado Grito dos Excluídos, promovido há 17 anos em todo o país, sempre no Dia da Independência. Organizado pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com movimentos sociais, tem como lema este ano “Pela vida, grita a terra… Por direitos, todos nós”.

De acordo com os organizadores, são três os objetivos da mobilização nacional: “Denunciar o modelo político e econômico que concentra riquezas e condena milhões de pessoas à exclusão social; tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; e por último, propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social”.

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