Recordar é Viver – Cristiano Araújo
André Dutra | 24 de fevereiro de 2010 | 14:21Cristiano Araújo tem a minha idade. Mas ele não significa nada de renovação na política ou na Câmara Legislativa. Ele é um retrocesso. Deixo aqui matéria publicada pelo Correio Braziliense e divulgada pelo Centro de Mídia Independente – CMI Brasil sobre o Deputado Distrital Cristiano Araújo. Ou melhor, Christianno, pois esse é o nome dele.
PM flagra deputado na contramão
Por Correio Braziliense 01/05/2008 às 14:38Segundo boletim feito por policiais militares, Cristiano Araújo dirigia do lado contrário de via pública, próxima ao Conjunto Nacional, e estava “aparentemente embriagado”. Parlamentar nega
Documento mostra infração cometida pelo deputado distrital
Ana Maria Campos
Da equipe do CorreioCristiano Araújo: pedido de cassação por abuso de poder econômico
Documento retirado de um computador da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) registra que o distrital Cristiano Araújo (PTB) foi flagrado às 4h26 da madrugada de 22 de novembro dirigindo na contramão, próximo ao Conjunto Nacional de Brasília (CNB). Segundo o texto, o parlamentar “aparentemente estava embriagado”. De acordo com o boletim, o político encontrava-se em seu Toyota Hilux SW4, de placa JGZ 4894 DF, “sem condições de conduzir veículo em via pública”.
Ainda segundo o registro, ao ser parado pela equipe da Polícia Militar, o deputado telefonou para o então chefe da Casa Militar, coronel Edson Soares de Lima, para pedir ajuda. O oficial teria pedido ao comandante da viatura, cabo Larry, que ajudasse o distrital. Cristiano então foi levado até sua casa, no Lago Sul, pelos policiais militares. O caso foi denunciado ontem no programa de rádio Na polícia e nas ruas, do ex-deputado distrital Sílvio Linhares (PMDB). Ele teve acesso ao documento que lhe foi passado por policiais militares insatisfeitos com a condução do caso, na condição de se manterem no anonimato.
De acordo com o artigo 306 do Código de Trânsito Nacional, “conduzir veículo automotor, na via pública, sob a influência de álcool ou substância de efeitos análogos, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem” é crime, com pena de detenção, de seis meses a três anos e proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir. Mesmo assim, Cristiano teria sido poupado de uma ocorrência na Polícia Civil, que resultaria na possível abertura de um processo criminal.
O deputado distrital se diz vítima de uma armação política, num momento em que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) está em fase final de julgamento de uma ação sobre irregularidades na sua campanha eleitoral. O distrital sustenta que a história foi distorcida. Ele confirma ser sua a Toyota Hilux e também ter dirigido naquela via N1, ao lado do Conjunto Nacional. Mas nega ter estado na contramão e embriagado.
Ligação
Cristiano relata que voltava de um jantar com amigos e se sentiu mal na madrugada. Conta ter bebido “um pouco”, mas não ao ponto de alterá-lo. Ele tomou, então, a iniciativa de chamar uma viatura da PM que passava pelo caminho para pedir que fosse transportado para casa. E afirma que a princípio os policiais relutaram em levá-lo porque não poderiam deixar o posto de serviço. “Então liguei para o coronel Edson, que é meu amigo, e pedi que ele me ajudasse”, conta Cristiano. Ele também confirma que a ligação foi feita na madrugada.
A partir daí, a história contada pelo distrital bate com o documento da PM. Um policial pegou a direção da caminhonete de Cristiano e o levou para casa. O carro da polícia foi seguindo atrás. “Se eu estivesse embriagado, eles teriam me prendido”, afirma o distrital. “Não entendo por que só agora, depois de cinco meses, essa história veio à tona. Só posso imaginar que há algum interesse de me prejudicar”, acrescenta.
O Correio tentou contato com o coronel Edson, mas não conseguiu retorno. A assessoria de comunicação da PM afirmou ontem que vai averiguar o que ocorreu, porém diz que é difícil comprovar se realmente houve a ocorrência porque o sistema de informática mudou desde o ocorrido.
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Personagem da notícia
Campanha milionária em 2006
José Varella/CB – 24/8/07Aos 24 anos, o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) nunca enfrentou problemas de ordem financeira. Filho de pai milionário, dono de uma empresa no ramo de vigilância, a Fiança, ele conquistou o mandato parlamentar com uma generosa ajuda da família. Segundo prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), a campanha de Cristiano chegou a R$ 1,2 milhão, dinheiro que saiu do bolso do pai. O êxito foi enorme: sem nunca ter pedido um apoio eleitoral na vida antes de 2006, ele conquistou o segundo lugar na preferência do eleitorado, com 26.226 votos.
Na justiça eleitoral, no entanto, até agora o distrital não teve a mesma sorte. Ele foi condenado por abuso de poder econômico e ficou inelegível por três anos, a contar da campanha de 2006. As denúncias contra o deputado foram feitas pelo presidente regional do PT, Chico Vigilante. Ele sustenta no processo que cabos eleitorais de Cristiano coagiram e ameaçaram empregados da Fiança para que votassem no então candidato. O distrital nega as acusações. O TRE-DF agora vai apreciar um pedido de cassação do mandato, pelo mesmo motivo.
Jovem e sem experiência política, Cristiano chegou tímido nas sessões. Tinha pouca eloqüência, usava gírias e mascava chiclete durante as sessões. Aos poucos, no entanto, o administrador de empresas foi conquistando o seu espaço. Hoje, já não é mais visto com desconfiança pelos colegas. Muita gente, no entanto, acredita que a grande mentora do mandato de Cristiano é a mãe dele, Maria de Lourdes Araújo, conhecida pelo temperamento forte. (AMC)
Isso é ridículo, nojento. Ainda foi escoltado pela Polícia até sua casa? Lugar de bandido é atrás das grades.
Uma pessoa que gasta R$1,2 milhão não pode ter boas intenções na política. O cálculo é simples. Um Deputado Distrital ganha hoje algo em torno de R$ 9.635,40. Multiplique isso por 13 (meses do ano + 13º) e por 4 (anos de mandato) e teremos o seguinte: R$ 501.040,80. Menos da metade do que foi gasto para se eleger. É, meus amigos… Será que estou ficando louco ou tem fogo de onde sai essa fumaça? Ele foi inocentado na Justiça, infelizmente. O processo, também, era mais esburacado do que queijo suíço. Espero (e lutemos para isso) que não seja perdoado nem inocentado nas urnas!















