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Pensar Brasília – Educação & Inovação – André Dutra no CEAN

André Dutra | 26 de setembro de 2012 | 16:57
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Série da Rede TV/TV Brasília sobre educação e inovação em Brasília.

Vocês poderão conhecer bons exemplos das escolas públicas do DF e também ver um pouco mais do meu trabalho de conscientização política no CEAN. Ficou muito legal e só tenho a agradecer aos meus alunos, que muitas vezes são meus professores também; à Direção, Coordenação e todo corpo docente do CEAN pelo apoio e companheirismo; ao Pedro Augusto Correio (produtor), Humberto Colaci, Orlando Rosa e Ronay Galdino (cinegrafistas) e Mariana Xavier (repórter) e toda equipe da TV Brasília.

E vamos lá, pois Política boa é Política feita pela gente e conhecimento bom é aquele que é compartilhado!

Erratas: Me formei no IESB e não na UnB e estudei no CEAN e escolas públicas da Asa Norte e não do Gama, como dito na reportagem (foi somente uma troca de informações, creio que sem culpa da equipe de jornalismo). Por incrível que possa parecer, tem gente pobre na Asa Norte também hehehe. Morei por muitos anos lá, numa kitnet.

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Resultados para a coletividade e não para o individual

André Dutra | 25 de julho de 2012 | 17:02
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Semana passada, pela quarta vez consecutiva, estive no Politeia. A simulação de Câmara dos Deputados feita para estudantes universitários está cada vez maior e melhor. Depois de ser Presidente da Casa em 2010, dessa vez, fui líder do PT, maior partido da Casa. E foi assim que fechei meu ciclo e me aposentei do mundo das simulações (ou não?)! Considero como um belo treino para o que busco na realidade. Como o título diz, quero resultados para a coletividade e não para o individual. Depois dessa experiência fica ainda mais certo de que é isso que quero: entrar na política brasileira para trabalhar e ajudar a mudar seus rumos para caminhos onde quem mais precisa será beneficiado e ampliar o debate, principalmente para os jovens. É de ficar aterrorizado como os jovens das elites financeira e intelectual brasileira não têm empatia com a dura realidade do povo e como uma “juventude conservadora” vem crescendo. Não quero isso pra mim, pra você, pro futuro do Brasil e pra ninguém. É por isso e por acreditar que posso contribuir por um DF e um Brasil melhores, que sigo em frente!

Abaixo, matéria do Correio Braziliense, onde pude contribuir como um dos personangens:

Desde segunda-feira (16/7), cerca de 120 universitários de diversos estados estão reunidos na Câmara dos Deputados. Eles simulam o trabalho de um parlamentar brasileiro: criam projetos de lei, votam em comissões temáticas, escolhem líderes partidários e organizam alianças entre as siglas. A mídia, é claro, não poderia ficar de fora. As principais notícias aparecem no jornal O Politeia, feito por estudantes de jornalismo.

Essa simulação faz parte do projeto Politeia, organizada anualmente por alunos da Universidade de Brasília (UnB). O grupo fica na Câmara dos Deputados até sábado (21) e as negociações correm a todo vapor. Os partidos se dividiram em dois blocos distintos: bloco União pela Democracia e bloco Sigam-me os Bons. O primeiro reúne PMDB, PSDB, PSD, PP, DEM e PR. O segundo é a junção entre PT e PSB. Os projetos de lei estão sendo votados nas comissões temáticas e os aprovados passam pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). As propostas validadas chegam ao Plenário Ulysses Guimarães na tarde desta quinta-feira para decisões finais.

Jovens deputados
Este é o quarto ano em que André Dutra, 26 anos, formado em relações internacionais pelo IESB, participa do Politeia. A relação dele com a política se mistura entre realidade e simulação. Em 2010, ele foi candidato a deputado distrital pelo PDT e, atualmente, é presidente da juventude do PSB. No Politeia ele atua como líder do PT. “O meu conhecimento em política, adquirido em outras edições do Politeia e em situações da vida real, me dão vantagens para uma boa participação aqui. Aprendi, por exemplo, a sempre negociar e articular, buscando resultados para a coletividade e não para o individual”, conta.

Outro conhecimento que André adquiriu é o profissionalismo: “Apendi a não levar nada para o lado pessoal. Já tive conflitos acalorados, mas não deixei isso sair da simulação”. André Dutra indica a simulação para todo mundo que queira entender melhor o sistema legislativo do Brasil. “É um processo muito realista, mesmo sendo uma simulação, é um laboratório rico para o aprendizado”, relata. Um dos projetos de lei dele que está dando o que falar proíbe e desregulamenta a atividade dos flanelinhas, pois ele considera que a Polícia deve vigiar e proteger os espaços públicos.

 A matéria completa você lê clicando aqui! Mais sobre meu projeto e considerações sobre a proibição da atividade de flanelinhas, você lê aqui!

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Bate-papo na UnB sobre nova forma de fazer política: com Marina Silva, Joe Valle e Reguffe

André Dutra | 29 de março de 2012 | 16:42
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Depois de um longo tempo de inatividade aqui no blog (por conta de mudanças profissionais, pessoais e também pela carga de estudos e compromissos), eis que voltarei a postar com mais frequência aqui no blog!

Começo com o encontro entre a ex-candidata a Presidente da República em 2010, ex-Senadora e ex-Ministra do Meio-Ambiente Marina Silva, o Deputado Distrital Joe Valle (PSB-DF) e o ex-Deputado Distrital e atual Deputado Federal Reguffe (PDT-DF) para um bate-papo com o Movimento por uma Nova Política. Aconteceu na última segunda-feira (26/03/2012) no auditório do Centro de Excelência em Turismo (CET) da UnB.

O encontro se movimentava com as seguintes questões: “Como falar de política sem ser ingênuo ou apenas sonhador? Como fazer política sem ser engolido pelo pragmatismo que norteia as estratégias dos principais campos políticos do País que atuam dentro de uma mesma faixa de interesses e de compromissos?” -  Foi muito bom ver a experiência dessas figuras públicas, que deram depoimentos pessoais sobre o que passaram e o que fazem atualmente. Entretanto, minha maior preocupação não fica estagnada ao que os bons na política, minoria extrema, fazem. Mas como estes bons podem se multiplicar?! Como trazer pessoas de boa índole e compromisso social para a vivência política e mesmo partidária. Mesmo com todas as dificuldades, podridões e tudo de ruim que existe, se os bons se omitem, os péssimos triunfam!


Aqui deixo a intervenção que fiz aos três palestrantes/debatedores, com uma preocupação minha sobre como renovar de fato a política, como tirar estas ações dos discursos e como superar a politicalha velha, nojenta e rançosa que é tão eficaz ao se organizar, proliferar e se alastrar no poder?

E vocês, como respondem a essas minhas questões?

 

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Da rede para as ruas

André Dutra | 26 de setembro de 2011 | 11:19
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Há alguns anos venho participando de mobilizações sociais de uma forma mais pujante. A mais envolvente, até hoje, foi o “Fora Sarney” em 2009, material vasto aqui no blog. Ainda no governo FHC, também participei de marchas anticorrupção, como vemos hoje em dia pipocarem pelo país. Deixo aqui com vocês interessante matéria sobre o assunto, publicada no Correio Braziliense de ontem, escrita pela jornalista Paula Filizola e também deixo a entrevista integral que concedi a ela. Espero que gostem! =)

Ações anticorrupção investem no poder de mobilização pela internet (clique para matéria completa)

(…) Um estudo divulgado em junho deste ano pela empresa Box1824 aponta que 59% dos jovens brasileiros não têm preferência por partidos políticos. Muitos afirmam não se sentirem representados da forma como deveriam pelo poder público. “Eu acredito que o jovem hoje é muito consciente sobre política e bastante ativo também”, ponderou o analista de sistemas Giderclay Zeballos, um dos organizadores do Movimento Contra a Corrupção. Participante ativo desde os tempos do colégio, o funcionário público André Dutra testemunhou as passeatas de 1992 nos ombros da mãe. Agora, pede a saída de quem considera corrupto. “O papel social do jovem é ser revolucionário e servir de locomotiva para carregar a outra parcela da população para as melhorias que desejamos”, avaliou ele, que recentemente começou uma campanha de fiscalização e denúncia, através de fotos, para cobrar melhorias do governo do DF.


Clique para ampliar

Entrevista na íntegra:

Paula Filizola – 1. Quero que você me fale da sua experiência em movimentos como o Movimento Contra a Corrupção. Foi seu primeiro? O que você acha desses eventos?

André Dutra – Não foi minha primeira participação. Participo de mobilizações sociais desde a época da escola e comecei com mais ativismo durante meu Ensino Médio, no Centro de Ensino Médio da Asa Norte – CEAN. Lá sempre organizávamos passeatas e manifestações em frente à Regional de Ensino da Secretaria de Educação do DF, que fica próxima à escola. Antes disso também fiz parte de outro grande movimento contra a corrupção, ainda no Governo FHC, quando houve uma grande marcha na Esplanada dos Ministérios em 1998. Também me manifestei no dia 05 de setembro deste ano sobre a corrupção nas prioridades do governo, tendo como grande exemplo a obra do Estádio Nacional Mané Garrincha. Aquela obra é uma corrupção nas prioridades, pois nossa Saúde, Educação, Segurança, Transporte e serviços públicos em geral continuam indignos, desestruturados e péssimos.

P.F. – 2. Na sua opinião, qual é o perfil das pessoas que participam dessas marchas?

A.D. – Em sua maioria, jovens. É papel social do jovem ser revolucionário, descontente com uma realidade imposta e sem perspectiva de melhorias. O jovem de hoje é quem norteará o futuro, então cabe a essa parcela da sociedade ser a locomotiva social que carregue o restante da população para as melhorias que desejamos.

Além disso, as manifestações atuais estão sendo encabeçadas pela classe média, que normalmente vinha se afastando das ruas. É importante que essa classe média se integre com o restante do povo, para que vire uma manifestação completa da sociedade. A melhoria é para todos, o fim de corrupção é para todos, logo todos têm que estar lado a lado, algo que não foi facilmente visto no 7 de Setembro. É uma auto-crítica importante de ser considerada, pois Brasília é setorizada urbanamente o que a fez se setorizar socialmente. Temos que destruir as barreiras que dividem nossa sociedade em setores.

P.F. – 3. Quais são as reinvindicações principais? É realmente totalmente apartidário?

A.D. – A próxima marcha contra a corrupção terá, de fato, proposições. Senti falta de proposições na primeira, era uma temática de abrangência enorme: fim da corrupção. Mas como? O que fazer para isto? Agora as reivindicações estão claras: fim do voto secreto no Congresso e pelo uso imediato da “Ficha Limpa”. Eu adicionaria aí a votação o quanto antes da Lei que institui a corrupção como crime hediondo.

O movimento em si, é apartidário sim. Vi pelas pessoas que se propuseram organizar. Mas há sempre os “caroneiros”, aqueles que tentam se valer de um movimento democrático e popular para obter ganhos políticos, como já vi na época em que organizei o Fora Sarney. Mas isso acaba sendo repelido pelo povo, que está ali lutando por ideias e não bandeiras ou discursos. O movimento, entretanto, tem que se manter apartidário, mas não apolítico, importante diferença que faz com que ele tenha coração e cérebro. Coração pelo seu ideal e cérebro por não matar a política, algo essencial para construção de uma sociedade melhor. Eu mesmo participo como cidadão que sou, em primeiro lugar e contribuinte. Minha coloração partidária em movimentos populares fica em casa.

P.F. – 4. Além da marcha contra a corrupção, o que mais você tem feito nesse âmbito? Quais outras manifestações já participou?

A.D. – Tirando aquelas da época estudantil, a minha maior participação foi no movimento Fora Sarney, aonde tive um papel mais central, organizando várias marchas e planejando com outros amigos o que chamamos de nossos “atos secretos”, com manifestações dentro do Congresso, entrega de pizzas e a culminância com nossa prisão ilegal pela Polícia do Senado, que resultou até audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, presidida pelo Senador Cristovam Buarque e com participação da Drª Herilda Balduíno do Conselho de Direitos Humanos da OAB Federal.

Além dessa, que tem destaque na minha história, participei do Fora Gilmar Mendes, à época Presidente do STF, Fora Arruda e demais manifestações sobre o escândalo da Caixa de Pandora.

Ultimamente tenho agido de uma forma diferente: fiscalizando e denunciando. Este mês fiz um vídeo mostrando as condições insalubres do transporte público, com infestação de baratas dentro de ônibus e das condições da Rodoviária do Plano Piloto e também tenho dado aulas e palestras voluntárias de conscientização política para alunos de escolas públicas, pois eles são minha esperança para um DF mais virtuoso.

P.F. – 5. O que te leva a fazer essas coisas, André? E participar dessas marchas?

A.D. – Eu tenho plena convicção de que Brasília tem todas as condições para ser exemplo não só para o Brasil, mas um modelo internacional de gestão e de estado de bem-estar social, com ótimos serviços públicos e condições iguais para a população atingir seus sonhos. Temos o Fundo Constitucional e uma imensa arrecadação de impostos, condições de aumentar investimentos em conjunto com o Governo Federal, uma estrutura de cidade completamente diferente do restante do país, propiciando mudanças estruturais.

O que me leva a me esforçar, usar meu tempo, conhecimento e energia é o amor que tenho por essa cidade e por esse país. Se Brasília e o Distrito Federal forem grandes exemplos, podemos cobrar do restante do país, mas hoje nossa imagem é negativa de norte a sul, mesmo sabendo que nossa população é honesta e não está envolvida no escândalo e deméritos de poucos. Participar das marchas, organizá-las, lutar por um país e uma cidade melhores é algo que impactará positivamente para a sociedade e também para mim, pois todos colheremos os benefícios. Até o cidadão mais abonado se beneficia com a justiça social, pois uma sociedade mais segura e igualitária é sinônimo de menos gastos privados com saúde, educação, segurança e outros.

P.F. – 6. Na sua opinião, qual é o papel das redes sociais hoje nessas marchas/manifestações?

A.D. – A internet e as redes sociais são ferramentas importantíssimas para esse tipo de mobilização. É a forma mais rápida, fácil e segura de se organizar pessoas que lutam por um mesmo objetivo. A grande dificuldade permanece em conseguir tirar as pessoas das redes e leva-las às ruas, que é onde realmente se faz a diferença. Vimos ao redor do mundo movimentos enormes de países inteiros, organizadas pela internet (como os movimentos pró-democracia nos países árabes e os movimentos por educação de qualidade no Chile). Até hoje nós brasileiros sofremos com a dificuldade em tornar movimentos de massa virtual em movimentos de massa real.

O que está acontecendo agora com os movimentos anti-corrupção país afora são um sinal de que as coisas podem estar mudando e eu torço para isso com todas as forças. Juntar algumas dezenas de milhares de pessoas é algo de extremo valor e essas pessoas estão de parabéns! Mas ainda precisamos tirar milhões da zona de conforto. A internet é uma grande aliada, mas a mobilização de rua não pode parar. Tenho muita fé e expectativa de que agora é a hora de transformarmos o Brasil em uma sociedade menos dócil para com injustiças e desmandos dos Poderes Públicos e nos tornarmos uma sociedade de protesto a favor do progresso para todos. E a internet só vem aumentando em importância para que isso se consolide.

P.F. – Você é formado em relações internacionais né? e tem quantos anos? Trabalha com que?

A.D. – Sou formado em Relações Internacionais e estou fazendo uma especialização em Gestão Pública. Tenho 25 anos, nascido e criado em Brasília. Atualmente sou funcionário público concursado do GDF e professor voluntário.

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Política de P maiúsculo e do Bem!

André Dutra | 27 de julho de 2011 | 21:43
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A primeira impressão que tive ao ler o blog Política do Bem foi a de que não estou sozinho. Parece certo exagero, mas eu digo em relação a um sentimento nacional, fora de Brasília, já que aqui tenho amigos e pessoas que me deixam clara a sensação de que somos poucos, mas somos algo. Com o Política do Bem, fui conquistado pelo sentimento do título: a Política que todos os que são de bem procuram. Ah, ainda tive o privilégio de ser entrevistado e agora também sou um personagem do Política do Bem!

Fui ao blog pela primeira vez, por conta da entrevista feita com o Senador Cristovam. Dali a ter o blog indicado por amigos foi questão de minutos. Indicaram-me, também, conhecer quem de fato É o blog, sua autora, a carioca Paula Filizola. Meu único arrependimento, desde então, foi não conhecê-la enquanto estava aqui em Brasília, mas teremos tempo pra isso. Trocar ideias com alguém de pensamentos tão positivos, tangíveis, possíveis e que nem de longe são conceitos impraticáveis, é algo refrescante, rejuvenescedor. Pessoas assim se tornam um combustível para que continuemos assim, continuemos em frente, nadando contra uma corrente em voga hoje, mas que queremos subverter hoje ainda, não mais amanhã.

A Paula teve daquelas ideias que nos remetem a pensamentos como “mas isso era tão claro”, “que ideia simples”, que é o sentimento que se tem quando um grande gênio inventa alguma coisa que mudará para sempre nossas vidas. “Mas como não pensei nisso antes?” é a frase que falamos para grandes pensadores e, cá entre nós, aí está uma grande pensadora política e social.


O Política do Bem também saiu aqui, no Correio Braziliense (clique na imagem)

Tentei me colocar no lugar dela, jornalista de formação e com tino aguçado para perguntar boas questões a grandes figuras e fazer uma entrevista. Abaixo segue o resultado, de grande valor (mais por méritos de quem responde do que de quem pergunta), na íntegra. Espero que gostem e, claro, divulguem o Política do Bem! Vale a pena!!! E acessem o BLOG Política do Bem, curtam no Facebook e também sigam no Twitter, é só clicar nos links!

1. Como surgiu a ideia do “Política do Bem”? Você sempre teve interesses pela grande Política?

A ideia do Política do Bem surgiu logo após a queda do então ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Eu comecei a refletir e ver como os jornais só tratavam de escândalos e nunca falavam de boas iniciativas políticas. Não é que não seja importante falar de escândalos e desvendar esquemas de corrupção: tudo isso deve ser documentado. Faz parte da função jornalística. Mas acredito que fazendo só isso, a gente contribui ainda mais para fortalecer o conceito que as pessoas têm de que “política é tudo igual, não tem ninguém que preste, etc.” Assim surgiu o Política do Bem: um espaço para reconhecer, divulgar e estimular boas iniciativas políticas. Acredito que divulgando e conhecendo essas boas iniciativas, nós podemos nos tornar mais otimistas e conhecedores de projetos que valem a pena!

Sempre tive interesse por política. Surgiu inicialmente como um interesse de estudante nas aulas de História. Adorava aquele universo politico dos livros e sempre gostei muito de estudar os aspectos do nosso País. Lia muito. E isso amadureceu e se transformou em um interesse mais profundo por política. Tem muito a ver com a minha profissão também. Gosto de ler bastante, analisar e debater. Existem ideias muito boas na política.

2. Em resumo, o que é “Política do Bem” pra você?

Quando falo em Política do Bem a palavra de ordem é otimismo. Política do Bem para mim é acreditar com otimismo nas mudanças do nosso País. Acreditar que elas são possíveis.

3. O curso de jornalismo exerceu muita influência para que você começasse a desenvolver mais ideias sobre o mundo politico?

Com certeza. A melhor característica do jornalista é a curiosidade. A vontade de correr atrás e descobrir coisas legais. E eu acredito que existem muitas coisas bacanas no mundo politico, bem como em muitos cantos, e o jornalismo me influenciou a buscar isso, a ter paixão e gosto para ir atrás disso. O Política do Bem, por exemplo, é um espaço onde posso reunir essas características. Uno a curiosidade jornalística com o interesse por política. Busco sempre divulgar boas ideias e informar com qualidade. Acho que o jornalismo entra principalmente aí.

4. Você já fez/participou de algum outro ato, trabalho, manifestação ou mobilização relacionada à Política ou a qualquer questão social?

Não. Nunca me considerei uma pessoa muito engajada politicamente, aquele tipo ativa mesmo – de ir para as ruas e fazer  barulho – apesar de gostar muito. Sempre debati e troquei ideias, mas nunca apliquei na prática. Mas acho que através do jornalismo descobri uma forma de aplicar isso: o engajamento politico através das palavras. Quero mostrar para o mundo o que a grande mídia não mostra. A minha grande manifestação é essa. O que me ajuda e muito a ter vontade de participar ativamente de outras manifestações. Não era engajada como você, André, por exemplo. Mas sinto que isso vai mudar. Ainda há tempo.

5. Fora da vida política, quem mais te incentiva ou incentivou a ter esses pensamentos positivos e essa gana em compartilhá-los?

Dentro de casa tenho um exemplo muito bom, que é o meu pai, por mais clichê que isso possa parecer. Cresci acreditando que precisamos primeiro conhecer algo para poder julgar. Eu sou adepta dessa filosofia. É preciso antes conhecer ou se interessar em conhecer. Para depois, se quiser, poder falar alguma coisa. O conhecimento é tudo. E isso meu pai sempre incentivou. Mas a gana por compartilhar é incentivada diariamente pelas pessoas que conheço, pelos comentários no blog, pela reação das pessoas com o conceito do blog. Tudo isso é um estímulo, um incentivo nessa empreitada de divulgar pensamentos positivos e quem sabe influenciar pessoas, mudar conceitos, construir uma sociedade mais otimista.

6. E na política, quais são suas referências?

Eu gosto muito do senador Cristovam Buarque. Acredito que ele é um político sério e focado em defender com vigor a bandeira da educação, que na minha opinião é uma das mais importantes do Brasil, senão a mais importante. Mas muito além disso: acho que ele é um politico comprometido com o bem-estar do nosso País. É um politico que defende projetos de futuro.

7.  O Brasil dos seus sonhos é o Brasil que…

exista equilíbrio. Com certeza falta equilíbrio nesse País, onde os jogadores de futebol sem estudo são considerados ídolos de meninos de 5/10/15 anos. O equilíbrio é necessário para que haja espaço para um menino admirar tanto um jogador de futebol quanto o seu professor na escola. O Brasil dos meus sonhos é o Brasil onde as ideias referentes à educação, por exemplo, não sejam encaradas como utópicas e sim essenciais.

8.   No lugar aonde você traça o perfil de seu blog, você diz “Me chamem de otimista, cega, utópica, falsária, vendida… o que quiserem. Mas o importante é difundir e multiplicar boas ideias.”. Você já teve alguma reação negativa ao seu trabalho? E qual foi a reação que mais te marcou até agora?

Não, em quase dois meses de blog só recebi elogios referentes a ideia. Mas no início, uma pessoa veio me perguntar se eu era assessora de imprensa de um politico. Fico espantada como tem gente que acha que quando estamos falando bem, estamos fazendo propaganda. Por isso, escrevi isso no perfil: porque sei que deve ter gente que pensa: “ah maluca, política não muda nada, não adianta tentar.” “Olha lá, outra sonhadora.” Ou: “como ela é vendida, está falando bem dos politicos? BEM?” Então, eu antecipei no blog uma reação que podia vir a surgir. Mas por enquanto isso está só na teoria. Não tive reações negativas. Acho que o mais importante de tudo é causar burburinho. Quer dizer que de alguma forma, você está mexendo com aquelas pessoas. Essa para mim é a reação que marca: saber que estou espalhando uma ideia, contaminando as pessoas e de fato criando uma corrente.

9.   O blog está no ar há pouco tempo e já tem conteúdo demais, ótimas entrevistas, inclusive com pessoas de altíssimo nível. O que essa experiência tem impactado no seu dia-a-dia?

Muita coisa. Positivamente. 90% da minha motivação e empolgação atualmente é por causa do blog. Só não digo 100% porque ainda faço outras coisinhas… haha. O blog, em pouco tempo, se tornou um grande projeto de vida. Eu luto muito para manter o nível e corro muito atrás para conseguir mantê-lo atualizado sempre e com personagens relevantes. Rola até uma frustração quando fico 3 dias sem escrever, por exemplo. Quero motivar as pessoas com o meu trabalho e isso não é fácil. Demanda tempo e paciência. Tenho que pensar que nem todos têm dentro deles o gás que eu tenho, já que o projeto é meu. Por isso, preciso motivar essas pessoas de outra forma. Isso não tem sido fácil. Mas estou adorando o desafio. É realmente muito mais do que eu esperava. Por isso, meu dia a dia hoje é uma loucura. Sempre ligando para jornais, revistas e tentando divulgar o blog, correndo atrás de personagens, formulando perguntas, pesquisando. Mal tenho tempo para comer e dormir. Mas acreditem: tudo isso compensa.

10.  Como foi gravar o vídeo que você postou no YouTube?

Eu como jornalista sei que muitas pessoas não são receptivas a câmera. Então, foi difícil, a gente sempre leva muitos foras. Mas faz parte. Quero gravar outros videos ainda, nesse mesmo formato e se possível no Brasil todo. Projetos, projetos, projetos.

11. Algum recado final para otimistas e pessimistas do Brasil e do mundo?

O recado é o seguinte: adoro conhecer esses otimistas ao redor do Brasil e do mundo (esses ainda não tive a oportunidade!). Eles me estimulam, são como um combustível. É uma relação de simbiose. Acredito que ajudo a alimentá-los com o blog e eles me alimentam com as reações. Por isso, continuem assim! É bom saber que tem gente parecida no mundo! É uma corrente que se multiplica.

Para os pessimistas queria dizer que eles também me estimulam. Estimulam a correr mais atrás para mostrar que é possível, que existe solução e que somos sim capazes de mudar. Logo, eles me incentivam a mostrar que existe um outro lado, que vale a pena conhecer!


Parabéns, Paula!

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Gene Sharp e a revolução por meio da paz

André Dutra | 17 de maio de 2011 | 16:22
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Pra quem não sabe, estou oferecendo uma oficina aos alunos e alunas dos 2º e 3º anos do CEAN, minha ex-escola, chamada “Oficina de ação social – (des)construindo o cidadão, sem ser chatão! É uma matéria optativa e a turma está praticamente cheia.  Minha intenção foi poder levar a eles conhecimento político, social e mesmo de áreas de minha formação, como algumas teorias de Relações Internacionais, economia política, noções de Direito, pensamento crítico etc. Não tive isso quando era estudante do Ensino Médio e acho que tem sido bem legal, tanto pra eles quanto pra mim, que aprendo bastante, também.

Hoje falamos sobre Maquiavel e discutimos sua célebre frase “os fins justificam os meios”. Em dado momento, ao final da aula, recomendei a leitura do livro “Da Ditadura à Democracia – um guia conceitual para a libertação”, de Gene Sharp (clique para baixar, versão em português).

Sharp tem 83 anos, é um cientista político estadunidense, pacifista e seus trabalhos inspiraram o levante popular no Egito, meses atrás. Seu trabalho, por sua vez, foi inspirado nos ensinamentos de Gandhi. Ainda há toques de conceitos como desobediência civil, de Thoreau,  boicotes econômicos e luta por direitos civis*. Para saber mais sobre Gene Sharp, sugiro leitura desse ótimo perfil feito pelo NY Times (em inglês).

Pra finalizar, deixo aqui o blog Da Ditadura à Democracia, onde se pode baixar vários documentos de Gene Sharp e conhecer mais do trabalho deste grande pensador!

* Fonte: Radar Global – Estadão

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Entrevista para o Campus UnB

André Dutra | 14 de maio de 2011 | 21:04
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Ontem concedi entrevista para o Wemerson Fraga, que foi publicada hoje no jornal Campus UnB (versão online). Novamente, falo sobre o Politeia, que já está com as inscrições quase lotadas para deputados e já lotadas (com lista de espera) para jornalistas, sua importância como simulação e impacto na realidade. Abaixo deixo algumas passagens e no link, a matéria completa!

Simulação do Congresso Nacional acontecerá no mês de junho

Participante do evento pela terceira vez e presidente da Câmara dos Deputados no POLITEIA 2010, o graduado em relações internacionais André Dutra é um entusiasta do Projeto. “É diferente das simulações da ONU porque você não trata de uma realidade alheia, mas da sua própria. No POLITEIA, discutimos os problemas cotidianos do país”, diz. Dutra, inclusive, investe em carreira política real e se candidatou a deputado distrital nas eleições de 2010, pelo PDT do Distrito Federal.

História

Foto: Elisa Chagas / Divulgação POLITEIA

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André Dutra e outros participantes na simulação de 2010

O POLITEIA surgiu em 2003, por iniciativa de estudantes do Instituto de Ciência Política (IPol) da UnB que procuravam conhecimentos práticos sobre o processo legislativo. Depois de um período de interrupção, o projeto foi relançado em 2008. A intenção é educar os participantes para a política. “O POLITEIA trouxe conhecimento sobre os processos legislativos, me esclareceu como é viver o papel do deputado, o que ajuda até a exigir mais dos parlamentares reais”, afirma o participante André Dutra.

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