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Terminais rodoviários no DF: descaso descarado com a população

André Dutra | 20 de novembro de 2012 | 22:37
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Em julho eu estava esperando ônibus no terminal rodoviário do Cruzeiro Novo, Região Administrativa do DF onde moro, quando uma equipe de reportagem me perguntou sobre a situação do terminal. Haviam muitos problemas, praticamente nenhum novo, mas todos antigos, que persistem há longos anos. Estavam fazendo uma reportagem sobre como os terminais do DF estão abandonados, destruídos e sem manutenção e sobre a verba de R$18,5 milhões que seriam usados na reforma de 10 terminais no Distrito Federal. A Secretaria de Transportes prometeu as reformas e também mais um investimento de R$32 milhões para construção de mais 9 novos terminais em várias outras cidades do DF.

Meses se passaram, já é fim de novembro e nada mudou. Era época de seca. Hoje eu estava no mesmo local da entrevista, não se sabe se as tais empresas foram contratadas, mas é evidente que nem o básico foi arrumado. Por “básico” podemos entender que, nessa época de chuvas, o mínimo era ter um teto para os usuários. Mas nem isso a incompetente gestão consegue prover. É o mínimo de decência e dignidade em um local tão degradado e degradante. Bem no meio do terminal, um rombo no teto jorrava água, uma pequena cascata, que caía exatamente em cima dos bancos onde os usuários desse sistema falido de transporte de nossa capital deveriam sentar para aguardar as carroças, que chamamos de ônibus.

Já esperamos demais e nada de serviço, muito menos serviço decente!!! É esse o transporte público que queremos? É esse o Governo que queremos? Eu digo que não.

 

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Pensar Brasília – Educação & Inovação – André Dutra no CEAN

André Dutra | 26 de setembro de 2012 | 16:57
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Série da Rede TV/TV Brasília sobre educação e inovação em Brasília.

Vocês poderão conhecer bons exemplos das escolas públicas do DF e também ver um pouco mais do meu trabalho de conscientização política no CEAN. Ficou muito legal e só tenho a agradecer aos meus alunos, que muitas vezes são meus professores também; à Direção, Coordenação e todo corpo docente do CEAN pelo apoio e companheirismo; ao Pedro Augusto Correio (produtor), Humberto Colaci, Orlando Rosa e Ronay Galdino (cinegrafistas) e Mariana Xavier (repórter) e toda equipe da TV Brasília.

E vamos lá, pois Política boa é Política feita pela gente e conhecimento bom é aquele que é compartilhado!

Erratas: Me formei no IESB e não na UnB e estudei no CEAN e escolas públicas da Asa Norte e não do Gama, como dito na reportagem (foi somente uma troca de informações, creio que sem culpa da equipe de jornalismo). Por incrível que possa parecer, tem gente pobre na Asa Norte também hehehe. Morei por muitos anos lá, numa kitnet.

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Câmara Ligada 6 anos – Especial política e juventude!

André Dutra | 22 de setembro de 2012 | 2:56
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O Câmara Ligada é um programa de TV para discutir cidadania e juventude, exibido às sextas, 18h – sábados, 18h – domingos, 15h e 22h. Como anda a militância política entre os jovens é o tema do programa de sexto aniversário do Câmara Ligada.

Nessa edição eu pude participar de duas formas: uma em um bate-papo entre juventudes partidárias (era eu pelo PSB, mais um militante do PT e outro do PSDB), que foi gravado e feito um vídeo para servir de ideia para o bate-papo dos convidados; e a segunda forma como convidado do programa, debatendo na hora com os outros convidados, bandas e respondendo às questões da galera presente no auditório.

Vejam abaixo os dois blocos do programa, sendo que a íntegra pode ser acessada no site do Câmara Ligada (o primeiro bloco foi só sobre a banda convidada, Fresno). Espero que gostem, comentem e compartilhem! Agradeço o convite à equipe da TV Câmara e aos produtores e diretor do Câmara Ligada! Foi show de bola!!!

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Resultados para a coletividade e não para o individual

André Dutra | 25 de julho de 2012 | 17:02
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Semana passada, pela quarta vez consecutiva, estive no Politeia. A simulação de Câmara dos Deputados feita para estudantes universitários está cada vez maior e melhor. Depois de ser Presidente da Casa em 2010, dessa vez, fui líder do PT, maior partido da Casa. E foi assim que fechei meu ciclo e me aposentei do mundo das simulações (ou não?)! Considero como um belo treino para o que busco na realidade. Como o título diz, quero resultados para a coletividade e não para o individual. Depois dessa experiência fica ainda mais certo de que é isso que quero: entrar na política brasileira para trabalhar e ajudar a mudar seus rumos para caminhos onde quem mais precisa será beneficiado e ampliar o debate, principalmente para os jovens. É de ficar aterrorizado como os jovens das elites financeira e intelectual brasileira não têm empatia com a dura realidade do povo e como uma “juventude conservadora” vem crescendo. Não quero isso pra mim, pra você, pro futuro do Brasil e pra ninguém. É por isso e por acreditar que posso contribuir por um DF e um Brasil melhores, que sigo em frente!

Abaixo, matéria do Correio Braziliense, onde pude contribuir como um dos personangens:

Desde segunda-feira (16/7), cerca de 120 universitários de diversos estados estão reunidos na Câmara dos Deputados. Eles simulam o trabalho de um parlamentar brasileiro: criam projetos de lei, votam em comissões temáticas, escolhem líderes partidários e organizam alianças entre as siglas. A mídia, é claro, não poderia ficar de fora. As principais notícias aparecem no jornal O Politeia, feito por estudantes de jornalismo.

Essa simulação faz parte do projeto Politeia, organizada anualmente por alunos da Universidade de Brasília (UnB). O grupo fica na Câmara dos Deputados até sábado (21) e as negociações correm a todo vapor. Os partidos se dividiram em dois blocos distintos: bloco União pela Democracia e bloco Sigam-me os Bons. O primeiro reúne PMDB, PSDB, PSD, PP, DEM e PR. O segundo é a junção entre PT e PSB. Os projetos de lei estão sendo votados nas comissões temáticas e os aprovados passam pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). As propostas validadas chegam ao Plenário Ulysses Guimarães na tarde desta quinta-feira para decisões finais.

Jovens deputados
Este é o quarto ano em que André Dutra, 26 anos, formado em relações internacionais pelo IESB, participa do Politeia. A relação dele com a política se mistura entre realidade e simulação. Em 2010, ele foi candidato a deputado distrital pelo PDT e, atualmente, é presidente da juventude do PSB. No Politeia ele atua como líder do PT. “O meu conhecimento em política, adquirido em outras edições do Politeia e em situações da vida real, me dão vantagens para uma boa participação aqui. Aprendi, por exemplo, a sempre negociar e articular, buscando resultados para a coletividade e não para o individual”, conta.

Outro conhecimento que André adquiriu é o profissionalismo: “Apendi a não levar nada para o lado pessoal. Já tive conflitos acalorados, mas não deixei isso sair da simulação”. André Dutra indica a simulação para todo mundo que queira entender melhor o sistema legislativo do Brasil. “É um processo muito realista, mesmo sendo uma simulação, é um laboratório rico para o aprendizado”, relata. Um dos projetos de lei dele que está dando o que falar proíbe e desregulamenta a atividade dos flanelinhas, pois ele considera que a Polícia deve vigiar e proteger os espaços públicos.

 A matéria completa você lê clicando aqui! Mais sobre meu projeto e considerações sobre a proibição da atividade de flanelinhas, você lê aqui!

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Campaigns & Elections Brasil

André Dutra | 1 de abril de 2012 | 18:34
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Queridos e queridas, é com grande satisfação que venho aqui falar da revista Campaigns & Elections Brasil. Sua versão brasileira é de altíssima qualidade e dispõe de artigos e matérias de extrema importância tanto para quem simplesmente gosta de política, como para dirigentes partidários, candidatos e mesmo políticos já eleitos. Deixo meus parabéns ao amigo Bruno Hoffmann, idealizador do projeto e Editor da revista.


Cique na Figura para acessar a íntegra da revista

Já na segunda edição, tive o prazer de participar da revista. Na página 42 (abaixo, clique para visualizar maior) está a seção “Resposta do Consultor”, onde você envia sua pergunta e um especialista responde. Vocês podem conferir minha dúvida abaixo e a resposta do especialista. Espero que gostem e acessem sempre a revista, o 3º número deve sair em breve!

Galera, vejam aí a resposta. A ajuda de vocês é fundamental! Teremos uma grande caminhada até 2014, quando pretendo participar das eleições de forma direta, mais uma vez. E esta caminhada é de todos nós. Espero seguir junto de vocês e de todas as pessoas que vocês conhecem, numa grande rede, desde já, desde agora, para mudarmos a realidade do nosso Distrito Federal e dar exemplo ao Brasil! Valeuzão pela força de todos vocês!!!

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Boca no trombone!

André Dutra | 9 de novembro de 2011 | 8:47
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Tinha tempo que não vinha aqui. Tempo escasso e muitas coisas pra fazer, mas vamos lá, sempre em frente!

Sexta passada dei entrevista à Bruna Sensêve, do Jornal de Brasília, sobre o uso de redes sociais como interlocutor entre sociedade e Governo. Na matéria foi lembrado o vídeo do Balé das Baratas, já colocado aqui no blog. Gostei muito da matéria e vale a leitura. Vejam abaixo e cliquem nas imagens para ver em tamanho maior (formato PDF):

Para baixar as páginas em seu computador, clique nos links abaixo com o botão direito e em seguida em “Salvar link como”:

Capa
Página 01
Página 02

Espero que tenham gostado. Compartilhem!

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Da rede para as ruas

André Dutra | 26 de setembro de 2011 | 11:19
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Há alguns anos venho participando de mobilizações sociais de uma forma mais pujante. A mais envolvente, até hoje, foi o “Fora Sarney” em 2009, material vasto aqui no blog. Ainda no governo FHC, também participei de marchas anticorrupção, como vemos hoje em dia pipocarem pelo país. Deixo aqui com vocês interessante matéria sobre o assunto, publicada no Correio Braziliense de ontem, escrita pela jornalista Paula Filizola e também deixo a entrevista integral que concedi a ela. Espero que gostem! =)

Ações anticorrupção investem no poder de mobilização pela internet (clique para matéria completa)

(…) Um estudo divulgado em junho deste ano pela empresa Box1824 aponta que 59% dos jovens brasileiros não têm preferência por partidos políticos. Muitos afirmam não se sentirem representados da forma como deveriam pelo poder público. “Eu acredito que o jovem hoje é muito consciente sobre política e bastante ativo também”, ponderou o analista de sistemas Giderclay Zeballos, um dos organizadores do Movimento Contra a Corrupção. Participante ativo desde os tempos do colégio, o funcionário público André Dutra testemunhou as passeatas de 1992 nos ombros da mãe. Agora, pede a saída de quem considera corrupto. “O papel social do jovem é ser revolucionário e servir de locomotiva para carregar a outra parcela da população para as melhorias que desejamos”, avaliou ele, que recentemente começou uma campanha de fiscalização e denúncia, através de fotos, para cobrar melhorias do governo do DF.


Clique para ampliar

Entrevista na íntegra:

Paula Filizola – 1. Quero que você me fale da sua experiência em movimentos como o Movimento Contra a Corrupção. Foi seu primeiro? O que você acha desses eventos?

André Dutra – Não foi minha primeira participação. Participo de mobilizações sociais desde a época da escola e comecei com mais ativismo durante meu Ensino Médio, no Centro de Ensino Médio da Asa Norte – CEAN. Lá sempre organizávamos passeatas e manifestações em frente à Regional de Ensino da Secretaria de Educação do DF, que fica próxima à escola. Antes disso também fiz parte de outro grande movimento contra a corrupção, ainda no Governo FHC, quando houve uma grande marcha na Esplanada dos Ministérios em 1998. Também me manifestei no dia 05 de setembro deste ano sobre a corrupção nas prioridades do governo, tendo como grande exemplo a obra do Estádio Nacional Mané Garrincha. Aquela obra é uma corrupção nas prioridades, pois nossa Saúde, Educação, Segurança, Transporte e serviços públicos em geral continuam indignos, desestruturados e péssimos.

P.F. – 2. Na sua opinião, qual é o perfil das pessoas que participam dessas marchas?

A.D. – Em sua maioria, jovens. É papel social do jovem ser revolucionário, descontente com uma realidade imposta e sem perspectiva de melhorias. O jovem de hoje é quem norteará o futuro, então cabe a essa parcela da sociedade ser a locomotiva social que carregue o restante da população para as melhorias que desejamos.

Além disso, as manifestações atuais estão sendo encabeçadas pela classe média, que normalmente vinha se afastando das ruas. É importante que essa classe média se integre com o restante do povo, para que vire uma manifestação completa da sociedade. A melhoria é para todos, o fim de corrupção é para todos, logo todos têm que estar lado a lado, algo que não foi facilmente visto no 7 de Setembro. É uma auto-crítica importante de ser considerada, pois Brasília é setorizada urbanamente o que a fez se setorizar socialmente. Temos que destruir as barreiras que dividem nossa sociedade em setores.

P.F. – 3. Quais são as reinvindicações principais? É realmente totalmente apartidário?

A.D. – A próxima marcha contra a corrupção terá, de fato, proposições. Senti falta de proposições na primeira, era uma temática de abrangência enorme: fim da corrupção. Mas como? O que fazer para isto? Agora as reivindicações estão claras: fim do voto secreto no Congresso e pelo uso imediato da “Ficha Limpa”. Eu adicionaria aí a votação o quanto antes da Lei que institui a corrupção como crime hediondo.

O movimento em si, é apartidário sim. Vi pelas pessoas que se propuseram organizar. Mas há sempre os “caroneiros”, aqueles que tentam se valer de um movimento democrático e popular para obter ganhos políticos, como já vi na época em que organizei o Fora Sarney. Mas isso acaba sendo repelido pelo povo, que está ali lutando por ideias e não bandeiras ou discursos. O movimento, entretanto, tem que se manter apartidário, mas não apolítico, importante diferença que faz com que ele tenha coração e cérebro. Coração pelo seu ideal e cérebro por não matar a política, algo essencial para construção de uma sociedade melhor. Eu mesmo participo como cidadão que sou, em primeiro lugar e contribuinte. Minha coloração partidária em movimentos populares fica em casa.

P.F. – 4. Além da marcha contra a corrupção, o que mais você tem feito nesse âmbito? Quais outras manifestações já participou?

A.D. – Tirando aquelas da época estudantil, a minha maior participação foi no movimento Fora Sarney, aonde tive um papel mais central, organizando várias marchas e planejando com outros amigos o que chamamos de nossos “atos secretos”, com manifestações dentro do Congresso, entrega de pizzas e a culminância com nossa prisão ilegal pela Polícia do Senado, que resultou até audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, presidida pelo Senador Cristovam Buarque e com participação da Drª Herilda Balduíno do Conselho de Direitos Humanos da OAB Federal.

Além dessa, que tem destaque na minha história, participei do Fora Gilmar Mendes, à época Presidente do STF, Fora Arruda e demais manifestações sobre o escândalo da Caixa de Pandora.

Ultimamente tenho agido de uma forma diferente: fiscalizando e denunciando. Este mês fiz um vídeo mostrando as condições insalubres do transporte público, com infestação de baratas dentro de ônibus e das condições da Rodoviária do Plano Piloto e também tenho dado aulas e palestras voluntárias de conscientização política para alunos de escolas públicas, pois eles são minha esperança para um DF mais virtuoso.

P.F. – 5. O que te leva a fazer essas coisas, André? E participar dessas marchas?

A.D. – Eu tenho plena convicção de que Brasília tem todas as condições para ser exemplo não só para o Brasil, mas um modelo internacional de gestão e de estado de bem-estar social, com ótimos serviços públicos e condições iguais para a população atingir seus sonhos. Temos o Fundo Constitucional e uma imensa arrecadação de impostos, condições de aumentar investimentos em conjunto com o Governo Federal, uma estrutura de cidade completamente diferente do restante do país, propiciando mudanças estruturais.

O que me leva a me esforçar, usar meu tempo, conhecimento e energia é o amor que tenho por essa cidade e por esse país. Se Brasília e o Distrito Federal forem grandes exemplos, podemos cobrar do restante do país, mas hoje nossa imagem é negativa de norte a sul, mesmo sabendo que nossa população é honesta e não está envolvida no escândalo e deméritos de poucos. Participar das marchas, organizá-las, lutar por um país e uma cidade melhores é algo que impactará positivamente para a sociedade e também para mim, pois todos colheremos os benefícios. Até o cidadão mais abonado se beneficia com a justiça social, pois uma sociedade mais segura e igualitária é sinônimo de menos gastos privados com saúde, educação, segurança e outros.

P.F. – 6. Na sua opinião, qual é o papel das redes sociais hoje nessas marchas/manifestações?

A.D. – A internet e as redes sociais são ferramentas importantíssimas para esse tipo de mobilização. É a forma mais rápida, fácil e segura de se organizar pessoas que lutam por um mesmo objetivo. A grande dificuldade permanece em conseguir tirar as pessoas das redes e leva-las às ruas, que é onde realmente se faz a diferença. Vimos ao redor do mundo movimentos enormes de países inteiros, organizadas pela internet (como os movimentos pró-democracia nos países árabes e os movimentos por educação de qualidade no Chile). Até hoje nós brasileiros sofremos com a dificuldade em tornar movimentos de massa virtual em movimentos de massa real.

O que está acontecendo agora com os movimentos anti-corrupção país afora são um sinal de que as coisas podem estar mudando e eu torço para isso com todas as forças. Juntar algumas dezenas de milhares de pessoas é algo de extremo valor e essas pessoas estão de parabéns! Mas ainda precisamos tirar milhões da zona de conforto. A internet é uma grande aliada, mas a mobilização de rua não pode parar. Tenho muita fé e expectativa de que agora é a hora de transformarmos o Brasil em uma sociedade menos dócil para com injustiças e desmandos dos Poderes Públicos e nos tornarmos uma sociedade de protesto a favor do progresso para todos. E a internet só vem aumentando em importância para que isso se consolide.

P.F. – Você é formado em relações internacionais né? e tem quantos anos? Trabalha com que?

A.D. – Sou formado em Relações Internacionais e estou fazendo uma especialização em Gestão Pública. Tenho 25 anos, nascido e criado em Brasília. Atualmente sou funcionário público concursado do GDF e professor voluntário.

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