Blog do André Dutra

  • Início
  • Sobre André Dutra
    • Mural de Recados
  • Sugestões
    • Sugestões acatadas
  • Mídia
    • Fotos
    • Vídeos
    • Vídeos de apoio de amig@s
  • Eleições 2010
    • Prestação de contas
      • Prestação Final
      • 1ª Prestação de contas
      • 2ª Prestação de contas
    • Material
  • Propostas 2010
  • Pergunte
  • Contato

Juventude no combate ao crack e outras drogas

André Dutra | 29 de agosto de 2012 | 11:35
[Translate]
Tweet

A Juventude Socialista Brasileira no Distrito Federal, onde sou Presidente, discutiu neste último sábado (25/08/2012) o combate às drogas, principalmente contra o crack. O assunto é recorrente aqui no blog e já teve até comentário positivo do Ministério da Saúde, como vocês podem ver neste link.

O evento foi noticiado pela Rádio PSB, escutem:

O evento foi o “Craque que é Craque não usa crack”, em parceria com o Secretaria de Mulheres do PSB/DF, o Núcleo da Fundação João Mangabeira do PSB/DF e a Associação Brasileira de Psiquiatria e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O evento contou com a presença do Presidente da ABP, o Dr. Antônio Geraldo da Silva e com as palestras do Delegado da Poícia Federal, Dr. Cézar Luiz Busto de Souza, que falou sobre a visão da PF em relação às drogas; e dos psiquiatras Dra. Carla Bicca e Dr. Carlos Salgado, que deram a visão da ABP sobre o tema.

Além dos convidados, o Senador Rodrigo Rollemberg esteve presente e falou aos convidados e ao público, que além dos companheiros do Partido Socialista, também contou com mais de 30 estudantes do Ensino Médio, alunos do companheiro Crepaldi, professor do Centro de Ensino 104 do Recanto das Emas, entre outras pessoas interessadas no tema.

  

Me siga no Twitter!

Comentários
Sem Comentários »
Categorias
Brasil, Brasília, DF, Drogas, Educação, Juventude, Políticas Públicas, Saúde, Segurança
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Proibição dos flanelinhas nas ruas: um assunto “politicamente intocável”? Não mais.

André Dutra | 12 de abril de 2012 | 18:39
[Translate]
Tweet

Cliquem nos links e tenham uma experiência completa neste post. Leiam, pois é importante construir a sua ideia sobre isso. Comentem e ajudem a discutir esse problema das cidades.

Há muito tempo venho pensando nisto e observando, seja por histórias de conhecidos em todo o país, seja pela minha própria experiência no dia-a-dia, tanto em Brasília como em outras cidades. Há muito tempo, também, venho discutido com amigos mais próximos e estudado uma forma de solucionar esse problema. Não há receita de bolo ou fórmula mágica, mas já vi que o assunto é um gigantesco tabu e ninguém quer levantar a polêmica. Pois bem, levanto eu, pois já não suporto mais: como acabar com o grande jogo sujo que se tornou a prática de “flanelismo” no Distrito Federal e em todo Brasil? Há muitos anos, não apenas o DF, mas todo o país sofre com a questão dos guardadores de carros, comumente chamados “flanelinhas”. Com o colapso do transporte público na grande parte das cidades brasileiras, o aumento de renda média do cidadão brasileiro e a facilidade de crédito e financiamento, a frota de carros de passeio vem aumentando em ritmo frenético nos últimos anos.

O assunto não é novo e a polêmica está entalada na garganta de muitos. Falarei por alto sobre o nível nacional da coisa, mas me permitam focar no DF e em Brasília, onde resido, vivo e onde creio poder iniciar uma mudança. No Distrito Federal o primeiro Governador preso da história do Brasil resolveu regularizar os flanelinhas, cadastrando-os e liberando um colete. Isso foi em 2009, antes de ser preso e tomado chá de sumiço. Muitos podem reclamar, afinal quem assinou o papel foi um cara “íntegro”, o ex-vice, que renunciou ao mandato em meio aos escândalos da Caixa de Pandora. Somente estes poderiam “vigiar” os carros nos estacionamentos públicos, gratuitos e não seria obrigado pagá-los. Santa ingenuidade ou populismo em busca de votos? Todos sabemos que não há fiscalização a respeito disto, muitos coletes foram vendidos, roubados, fabricados em casa… As recentes ondas de violência que assolam a capital do Brasil também nos levam a olhar para este filão da sociedade. Afinal, quem em Brasília não conhece vítimas ou já ouviu falar de assaltos, sequestros relâmpagos, furtos, danos ao carro e vários outros delitos ocorrendo até em plena luz do dia, em estacionamento com flanelinhas?!

Ora, é uma grande sinuca de bico. Se o cidadão que está nesta condição é honesto e vê um elemento perigoso, armado, abordando pessoas no carro ou quebrando a janela do carro para furtá-lo, em troca de R$0,50 (cinquenta centavos de real) ele se arriscará para impedir o delito? Indo mais a fundo: todos são honestos? Parto do princípio de que há, sim, pais de família vigiando carros, mas creio que uma enorme quantidade não é de bem, mas composta por vigaristas, além de fugitivos, usuários de drogas, traficantes e demais picaretas e sujeitos de má índole. Não somente há conivência com bandidos (seja dando dicas ou até ajudando no delito), como há ameaça a outros cidadãos de bem que querem estacionar seu carro (que não é mais um luxo da burguesia, muita gente rala, divide em 72 vezes seu carrinho e quer ter o direito de ir e vir como qualquer um, então sem hipocrisia de que isso só afeta os mais abastados, como dito anteriormente) e ter seu direito de usufruir dos espaços públicos e de uma vida de lazer e trabalho em segurança.

Não falo isso sem dados, não tiro isso somente da minha cabeça. Um levantamento feito pela Polícia Civil do Distrito Federal aponta que 25% dos flanelinhas irregulares flagrados pelos agentes em 2011 têm passagem pela polícia ou são procurados. Histórias como essa (mesma fonte do link passado) não têm nada de ficção científica:

O servidor público L.R., 38 anos,  tem medo de deixar o carro com flanelinhas e diz já ter sido ameaçado. “Como é difícil achar vaga, eu deixava as chaves com um flanelinha. Ele tinha crachá e colete. Mas um dia, não achava o carro e nem o flanelinha. Depois de dez minutos de espera, descobri que ele havia saído com o veículo. Quando ele chegou, fui tirar satisfações e ele me surpreendeu com um canivete e falou que se eu contasse a história para alguém, ele me mataria”, relata

Eles sabem aonde você trabalha, sabe seus horários, sua rotina. Eles têm o poder e te constragem. E o que se pode fazer? Você é refém desta situação. Sem exageros. Em Brasília, quem não tem carro sofre. Qualquer jovem de 17 anos ou qualquer pessoa que não tenha condições nem de ter um Lada velho e enferrujado sabe disso e é obrigado a passar por situações cada vez mais terríveis no transporte público da capital. Algumas situações já foram vistas aqui no blog, como baratas dentro de ônibus e a deprimente situação da rodoviária do Plano Piloto. Além disso, acidentes estão se tornando cada vez mais frequentes, não existem horários a serem respeitados pelos ônibus, o Metrô constantemente apresenta falhas técnicas e situações de caos (como a greve, às quais fui favorável, pois o metroviário do Distrito Federal trabalha em condições críticas há muitos anos) e por aí vai.

Mas quem pensa que ter seu carro próprio o livrará de mais martírios no DF, se engana, justamente por causa dos quase onipresentes flanelinhas. O déficit é de 40 mil vagas na capital, o que faz com que os flanelinhas se apropriem das ruas da capital e privatizando o que é público. Em locais como o Setor de Rádio e TV Sul, por exemplo, há até aqueles trabalhadores que têm que pagar mensalidade, para ter o carro “vigiado”. Quem não paga, se arrisca a ter o carro danificado ou mesmo roubado, já que não há garantias de “vigiá-lo”. À noite, nas festas e eventos ou até se for a uma padaria ou supermercado sem estacionamento interno, a situação é a mesma. Há ainda a intimidação e agressão (algumas vezes físicas, mas na maioria verbais) àqueles que se negam a pagar. Mas são onipresentes na chegada, pois quase nunca estão no mesmo lugar quando se vai embora, afinal mais uma modalidade que vem crescendo, comum em outras capitais, é o pagamento adiantado. Ou o contrário em locais de menos constância, como shows, bares e comerciais, onde só se vê as figuras no final, quando cobram o “serviço”.

Atualmente a imprensa tem feito muitas reportagens sobre o assunto. Vejam os vídeos, não precisarei mais falar do problema. Depois deles, vamos pensar nas soluções:

Mais vídeos de todo Brasil aqui.

Possíveis respostas para o problema

Em alguns lugares já há solução para o problema. Em Novo Hamburgo, município do Rio Grande do Sul, agora é crime guardar carros. Se forem flagrados, os flanelinhas podem ser processados por constrangimento ilegal ou extorsão. A lei será aplicada a todos os guardadores de veículos que estiverem atuando nas ruas ou locais públicos.

Os indivíduos que forem flagrados pelas autoridades terão a opção de ser encaminhados para projetos sociais desenvolvidos pela Prefeitura de Novo Hamburgo. De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Jurema Guterres, serão identificadas as necessidades desses indivíduos para que possam ser acompanhados por projetos de geração de renda do Município. Caso não aceitem a proposta, serão levados para a delegacia, e responderão por exploração indevida da atividade nas vias públicas, acarretando penalidades previstas no artigo 47 da lei 3.688/41 (Lei de Contravenções Penais) e no art. 301 do Código de Processo Penal.

Veja aqui como foi o primeiro dia da Lei. Mas a Lei proposta é vinculada à retirada destas pessoas da rua, sua inserção em programas do Estado para qualificação e inserção profissional. Obviamente, é muito difícil que um cidadão destes queira abandonar uma remuneração alta e fácil (muitos chegam a lucrar até R$ 2.500,00, livres de impostos). E aí que volta a questão da educação, única maneira de se corrigir este problema de uma vez por todas.

Em Colatina, município do Noroeste do estado do Espírito Santo, há uma outra forma de solução. Jovens de baixa renda estão em um projeto onde as vagas do centro da cidade são administradas pela associação chamada Corpo de Assistência ao Menor de Colatina.

Além de retirar os flanelinhas das ruas, o projeto oferece emprego a jovens carentes entre 16 e 21 anos, trazendo uma atividade remunerada, legal e oferecendo experiência profissional. Há cobrança de estacionamento no centro, uma forma de aumentar a rotatividade e mesmo de inibir o uso de carro. A população simpatiza com o serviço e há um serviço social sendo prestado, de fato. Pena que em Brasília, viver sem carro e pegar ônibus… bem, já falei isso diversas vezes, né?!

Esclarecendo minha opinião sobre o assunto

Deixo aqui claro que sou veementemente contra esse abuso que é a prática de guardar e lavar carros em áreas públicas. Concordo que na maioria dos casos há constrangimento ilegal e extorsão. A insegurança é latente e o guardador de carros não oferece nenhum bem factual à sociedade.

Sou favorável à se corrigir o erro que foi regularizar esta função no DF, proibindo esta prática e agregando à sua proibição um grande plano e programa de educação e conscientização, além do credenciamento emergencial dos flanelinhas existentes para qualificação e inserção profissional por meio dos órgãos competentes, como a Secretaria de Trabalho do DF e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda. Tratamento digno a todos, opção de escolha, mas não a que lesa a sociedade, afinal precisamos de regras e normas que beneficiem ao todo, ao conjunto da sociedade. Obviamente, minha maior preocupação é social! Proibir que existam pessoas trabalhando como flanelinhas deve ser um ato de políticas sociais, que consequentemente evitarão maiores problemas de ordem de segurança pública e não defendo aqui que seja corrigido o problema com coerção estatal e uso de força. Estas devem acontecer somente quando necessário e para aqueles que obstruem as Leis e a possibilidade de convívio pacífico e em sociedade, ou seja, para criminosos que mesmo com capacidade de escolha, escolhem destruir o tecido social e agir unicamente em benefício particular.

Seria interessante a cobrança de um valor simbólico e totalmente revertido à programas de Educação no trânsito e urbana, nas áreas de maior concentração de carros no DF, sendo administrados por jovens carentes e que buscam um primeiro emprego, como visto na experiência de Colatina/ES. Isso, claro, em consonância com um sistema público de transporte decente, eficiente e eficaz, de modo a dar real opção de ir ao trabalho sem carro, chegando seco na época de chuvas e limpo na seca, não se sentindo em uma carroça imunda, insegura e cara. Quem é do DF sabe o que falo.

Sei que é polêmico e estou de peito aberto, me expondo, pois tenho convicção que é uma postura que afetaria positivamente a todas as camadas sociais do Distrito Federal. Se eu fosse uma autoridade pública, proporia Lei similar para o DF, pois acho que seria bom para todos: para os motoristas e para os flanelinhas também. Sou contra e se há quem seja a favor, gostaria de saber os argumentos para que eu possa sempre ter uma opinião madura sobre o assunto.

O que acham? Compartilhem este texto, discutam, sugiram. Ficar calados é que não podemos!!!

Me siga no Twitter!

Comentários
30 Comentários »
Categorias
Brasil, Brasília, DF, Drogas, Educação, Políticas Públicas, Segurança, Transporte Público, Violência
Tags
Brasil, Brasília, DF, Drogas, Educação, Políticas Públicas, Segurança, Transporte Público, Violência
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Ao povo, as baratas!

André Dutra | 10 de setembro de 2011 | 19:49
[Translate]
Tweet

Em seu livro “Quincas Borba”, o personagem-título de Machado de Assis conta para Rubião a história de duas tribos famintas diante de um campo de batatas, suficientes apenas para alimentar um dos grupos. Com as energias repostas, os vencedores poderiam transpor as montanhas e chegar a um campo onde há uma grande quantidade de batatas para alimentá-los. Então, Quincas Borba finaliza: “Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”.

Saindo da ficção e vindo para a realidade, vemos no DF hoje uma situação em que o Estado, bem alimentado, trata seu povo sem o mínimo de compaixão, mas com grandes nuances de ódio. Isso porque o Estado que deveria nos proteger e servir, há muitos anos se serve do povo e subverte todo o sentido de sua própria existência. No último 7 de Setembro, entretanto, o povo mostrou que ainda está acordado e não apenas pode, como deve e está pronto para cobrar por mudanças ao gritar contra a corrupção no Dia da Independência!


Marcha Contra a Corrupção – 7/9/2011

Hobbes dizia que o Estado deveria ser forte, autoritário, para que protegesse o povo dele mesmo. Sua famosa frase “o homem é o lobo do homem” remete ao perigo que a sociedade estaria submetida sem um Estado que controlasse parte de nossas liberdades, por meio de Leis, normas e punições. Mas o mesmo Hobbes diz que se esse mesmo Estado é capaz de cair, quando não for capaz de manter a segurança de seu povo. O “soberano” ou ditador, não existe de fato no Brasil, muito menos no DF, mas nossas autoridades que constituem o Estado não estão fazendo sua parte em relação à sociedade. Não estamos protegidos, não temos saúde, educação e até nosso direito de ir e vir está ameaçado às mais perversas e indignas condições, como podemos ver pelo vídeo abaixo:

Esta é a hora em que temos que continuar a agir e reagir. É a hora de cobrarmos aquilo que nos é prioridade, mesmo que as outras ações do Estado também sejam importantes, como algumas obras e investimentos. Mas a prioridade máxima é a proteção e dignidade dos nossos cidadãos, que exigiram no voto um “Novo Caminho” primeiro para a Educação, Saúde, Segurança e Transporte e não esse caminho sinuoso e desvirtuado em que estamos hoje.

 

Só assim para sairmos dessas condições nojentas de vida em que estamos. Afinal, o DF deveria ser o grande exemplo social para todo o Brasil. E só atingimos o status de exemplos de como não fazer, não ser e não seguir. O Estado está de olhos fechados para a população e temos que fazer alguma coisa. Até quando teremos situações de tamanho descaso como a queda da “Batcaverna” na Ceilândia, uma verdadeira crackolândia esquecida pelas autoridades?

Que ao nosso povo, possamos dar as batatas de uma Educação integral de qualidade e igual para todos, segurança e qualidade de vida, Saúde humanizada e universal, transporte digno, rápido e barato; além de oportunidades para que todos possam ter uma vida mais feliz.

Mas por enquanto, ao povo, somente as baratas do descaso.

Me siga no Twitter!

Comentários
4 Comentários »
Categorias
Brasília, DF, Drogas, Educação, Manifestações, Mudança, Política, Políticas Públicas, Saúde, Segurança, Violência
Tags
baratas, Brasília, Crack, descaso, DF, Drogas, Educação, Estado, GDF, Manifestações, Mudança, Política, Políticas Públicas, Saúde, Segurança, transporte, Violência
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

A corrupção nas prioridades

André Dutra | 6 de setembro de 2011 | 0:37
[Translate]
Tweet

O Distrito Federal passa há muitos meses, por uma grande carência de valores: entre aquilo que é algo importante para a coletividade e aquilo que é importante para um pequeno grupo. Há, nessa inversão de valores, um esforço maior para determinadas áreas, como as obras e propagandas, deixando em planos marginalizados outras áreas, como a Educação, a Saúde, o Transporte Público e outros.


(Clique na foto para ver maior)

Esse tipo de prática é também uma prática de corrupção. A corrupção nas prioridades do governo para com seu povo. É corrupção construir um viaduto ou um super estádio de futebol, enquanto o caos nos hospitais se mantém (e até piora), enquanto tantos alunos estão sem aulas nas escolas e enquanto pegamos ônibus caindo aos pedaços e infestado de baratas. Sim, baratas, vejam por vocês mesmos:

Não sou contra o estádio e a Copa no Brasil, muito pelo contrário. Mas a inversão de valores proposta pelo governo que propunha um Novo Caminho para o DF, se valendo do que é melhor para pequenos grupos poderosos ao invés de atender às demandas e esperanças da sociedade é algo inadmissível! É um crime com os cidadãos do Distrito Federal construir uma obra que está custeada em quase R$700 milhões de reais (sem contar gramado, fiação de internet e Tecnologia da Informação e outros detalhes, que ainda somarão outros milhões de reais à obra), enquanto pegamos ônibus com infestação de baratas e sofremos nas filas de hospitais, nas escolas e nas ruas, cada dia mais inseguras.


(Clique na foto para ver maior)


(Clique na foto para ver maior)


(Clique na foto para ver maior)

A capital do Brasil está cada dia mais perto de ser o grande exemplo para todo o Brasil, mas o exemplo de tudo errado. Este é o Velho Caminho, que continua a ser trilhado o nos levará a esta péssima posição: a capital da corrupção nas prioridades.


(Clique na foto para ver maior)

PS. Obrigado ao Lelê, grande amigo que me ajudou hoje e fez possível este post existir!

Me siga no Twitter!

Comentários
8 Comentários »
Categorias
Brasília, DF, Educação, Esportes, Ética, Manifestações, Mudança, Política, Políticas Públicas, Saúde, Segurança, Transporte Público
Tags
barata, baratas, Brasília, DF, Educação, Esportes, Ética, GDF, lago das baratas, lago dos cisnes, Manifestações, Mudança, onibus, Política, Políticas Públicas, Saúde, Segurança, transporte, Transporte Público
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

22 compromissos para renovar o DF

André Dutra | 12 de julho de 2010 | 23:29
[Translate]
Tweet

Pessoal, estudei, debati e consolidei minhas idéias em 22 compromissos que farei como meu projeto de governo, nessa candidatura a Deputado Distrital. Resolvi divulgá-las aqui, lembrando as registrei  em cartório hoje! Se virem outros candidatos falando disso, podem saber que é cópia, já que agora está público aqui na internet. Esses são compromissos meus! Quando eleito Deputado, sei que poderei cumprir com os 22 pontos.

Se porventura algum outro candidato eleito propor alguma Lei que proponho aqui ou debate que sugiro, me comprometo a votar a favor e a defender a idéia. Quero lembrar que não ficarei 4 anos apenas com esses 22 compromissos, aceito também sugestões aqui no blog!

Ressalto algo importantíssimo: sempre defendi as chamadas “medidas moralizadoras”, mas não como promessas de campanha. Você TEM que ser honesto e pronto, isso nem se debate. Mas marco aqui o que sempre defendi e o que farei quando eleito, ALÉM das minhas propostas

  • Otimizar o gasto da verba indenizatória e me comprometer com seu uso inteligente, economizando o máximo possível em cada mês (muito fácil falar que não usa o dinheiro, sendo que às vezes é bom usar aquilo para um bem maior, como um estudo ou pesquisa. O que não pode é ficar gastanto os R$11.250,00 por mês em gasolina e panfleto!);
  • Recusar 14º, 15º e salários extras por convocação para sessões extraordinárias;
  • Contratar menos assessores e não usar a ridícula verba de gabinete de R$99 mil reais que esse povo aprovou para si (na Câmara federal é algo em torno de R$65 mil).

Esses pontos aí em cima não são propostas, são condutas éticas das mais básicas que TODOS deveriam ter. Abaixo seguem meus compromissos, que são os temas de maior relevância para a sociedade e em consonância com aquilo que eu acredito ser o mais correto. Além de serem pontos que eu sei que um Deputado tem autonomia e legalidade para cumprir. Espero que gostem:

22 compromissos para renovar o DF
Programa de governo do candidato a Deputado Distrital André Dutra
12.222 – PDT

Saúde

  • Emenda orçamentária de R$2 milhões/ano para a construção de novos Centros de Atenção Psicossociais – CAPS. Gastos serão fiscalizados;
  • Incentivo à criação de programas educacionais de combate às drogas nas escolas (públicas e particulares) e nas casas da população de regiões mais assoladas pelo tráfico (a ser embasado em números oficiais, o que também levará ao maior combate aos traficantes);
  • Incentivar, debater e cobrar do GDF por campanha específica de combate ao crack no DF;
  • Lutar por uma assistência pública à saúde mental de qualidade no DF, bem como na saúde de atenção básica;
  • Inspeções periódicas e surpresas na Farmácia de Alto Custo da Secretaria de Saúde do DF e nos estoques de medicamentos básicos dos principais Hospitais do DF;
  • Propor audiência pública cobrando do GDF resposta para a falta de estrutura aos programas de transplantes de órgãos. Por que não existe? Por que é necessário? Haveria economia aos cofres públicos e mais saúde e qualidade de vida para novos transplantados e a população carente não teria que se deslocar para outras cidades do Brasil.

O DF tem hoje uma das piores, senão a pior assistência pública à saúde mental. Se para os ricos já é difícil tratar de problemas como depressão, vício em substâncias químicas e distúrbios mentais imaginem a comunidade carente! É um desrespeito e uma clara e inadmissível omissão do Estado, que deve amparar seus cidadãos com qualidade e dignidade. Vamos lutar por esse direito da comunidade do DF e dever do Estado. O crack assola vidas cada vez mais cedo, desestrutura famílias e é um grande responsável pelas crescentes mazelas sociais e violência no DF. Deve ser tratado como epidemia que é e deve ter prioridade na agenda de saúde.

Medicamentos faltantes em estantes significam dor, sofrimento e morte de pessoas que merecem respeito das autoridades públicas. São seres humanos em situação de extrema fragilidade, não são números em planilhas ou minutos em filas. É obrigação do sistema público de saúde oferecer medicamentos àqueles que não podem pagar para manterem sua saúde e é inteligência estratégica garantir a percepção e os transplantes aqui, evitando que famílias carentes tenham que gastar o que não têm para ir a outras cidades e também economizando dinheiro público ao manter o cidadão saudável de forma praticamente definitiva. Um exemplo é que o custo da hemodiálise, realizada dia sim, dia não, ao Estado e à pessoa é muito maior do que o custo do transplante de rim.  Esta medida significa qualidade de vida e economia aos cofres públicos.

Transporte Público

  • R$1 milhão/ano em emenda orçamentária para atualização tecnológica (hardware) do Metrô-DF. A propostas visa resolver em 4 anos o gargalo tecnológico existente hoje na Empresa, pondo em risco a vida dos usuários e empregados diariamente. Gastos serão fiscalizados;
  • Propor ao GDF estudo de oferta/demanda do transporte no DF. Incentivar a revisão das concessões públicas de transporte e, caso seja necessário, cassar as atuais concessões e licitar novas empresas;
  • Debater em audiências públicas com a sociedade civil, acadêmicos, autoridades públicas e especialistas em transporte sobre a possibilidade de revisão do sistema público de transporte vigente no DF e sobre a criação de “bacias” de transporte, onde as empresas atendem a certas localidades/linhas com integração ao Metrô-DF. Cobrar solução do GDF nesse intuito, sempre!
  • Cobrar do GDF integração entre os variados tipos de transportes públicos e passe-livre estudantil sem ônus para o contribuinte e desatrelado a aumentos de tarifas. Transporte é bem social e não de mercado e é dever do Estado oferecer qualidade, opção e dignidade aos cidadãos;
  • Proporei Lei que estabeleça número mínimo de ciclovias por Região Administrativa do Distrito Federal.

Há necessidade URGENTE de melhorar e garantir mobilidade de qualidade e decente para os cidadãos do DF.  Existe uma hipertrofia de carros particulares, com a atual falta de incentivo ao transporte público. Os empresários detêm o poder do sistema, que deve ser do Estado, e há anos nada se faz a respeito. Oferecer transporte público de qualidade e financeiramente viável à sociedade é um Direito do cidadão e um Dever do Estado. Precisamos encarar a situação e tomar o poder do interesse privado. Empresas podem OPERAR e visar lucro, mas a gestão DEVE ser pública.

A qualidade de vida do trabalhador que tem que sair horas mais cedo para chegar ao trabalho e voltar horas mais tarde para casa, bem como a do cidadão que passa longo tempo em pé dentro de um ônibus precário e lotado ou em vagão de Metrô e enfrenta diariamente longos congestionamentos é fator preocupante de saúde. Todo dia pais e mães de família perdem suas vidas em acidentes de carro no DF. Motociclistas são ainda mais atingidos, sendo que de cada morte há 50 feridos. O que mais mata crianças de 5 a 14 anos no DF é o trânsito. Por isso educação e intervenção direta do poder público são necessárias para resgatar e rever o sistema público de transporte o Distrito Federal.

Segurança Pública

  • R$1 milhão/ano em emenda orçamentária para compra de equipamentos para o Corpo De Bombeiros Militar do DF. Essencial para a categoria e para a população. Gastos serão fiscalizados;
  • Lugar de polícia é nas ruas! Por isso incentivarei o GDF a adotar com mais veemência o policiamento ostensivo e a retirada de cargos administrativos ocupados por soldados que podem cuidar da segurança dos cidadãos;
  • Proponho o uso de bicicletas tradicionais e bicicletas elétricas (sucesso no Espírito Santo) pela PM-DF em determinadas localidades. Policiamento se torna mais ostensivo e, ao mesmo tempo, mais próximo da comunidade. É saudável e respeita o meio-ambiente. Mais eficaz que duplas a pé;
  • É hora de levantar o debate sobre a humanização da ação policial e do policiamento. A Polícia deve ser vista pela população com respeito e não medo. Deve tratar o cidadão com respeito e autoridade e não autoritarismo. O cidadão deve confiar e tratar com respeito os agentes da segurança pública. A sociedade jovem é a que mais sofre com este problema. Educação de mão dupla: polícia e sociedade juntas, garantindo segurança de todos com humanização de suas ações.

Como fazer? Com audiências públicas o povo fica mais perto do poder. Quero ouvir a população e instigar sua participação, sentido importante para a manutenção e oxigenação da Democracia, tão maltratada no Distrito Federal.

Também há a pressão direta ao Governador para que garanta essas práticas e adote as medidas certas para garantir a segurança dos cidadãos. Precisamos reativar algo tão importante e que foi corroído no DF: o diálogo entre políticos e população. Um não vive sem o outro. O que existia antes era politicagem. Vamos construir um DF mais seguro juntos, não há forma melhor.

Educação e Cultura

  • R$1 milhão/ano em emenda orçamentária para a Secretaria de Educação do DF destinados à compra de material esportivo para escolas públicas do Ensino Fundamental e Médio. Gastos serão fiscalizados;
  • R$1 milhão/ano em emenda orçamentária para Secretaria de Cultura do DF criar fundo de incentivo a artistas locais. A idéia é que os artistas locais recebam incentivos fiscais em troca de apresentações e oficinas/workshops em escolas públicas do DF;
  • Pressionar o GDF para aplicação gradual do sistema de Ensino Integral no Ensino Básico no DF;
  • Incentivar junto ao GDF o uso das escolas como centros de convivência culturais para a comunidade aos finais de semana, com mostra de filmes, peças teatrais, exposições de artes plásticas, shows musicais e outros eventos artísticos, bem como práticas desportivas;
  • Proporei Lei que obrigue um número mínimo de palestras (uma ao mês) nas escolas públicas da Educação Básica (a partir do 5º ano) com conteúdo de noções de Direito, Ética, Cidadania, Direito do Consumidor, Direitos e Deveres políticos, noções de democracia, meio-ambiente e sustentabilidade. O conteúdo deverá ser proposto pela Secretaria de Educação do DF e respaldada pela Câmara Legislativa do DF, sendo revisada anualmente.

O Brasil e Brasília estarão em poucos anos no foco central do mundo em relação aos esportes. Temos o dever de propiciar a nossas crianças e adolescentes bons materiais esportivos que garantam a prática de atividades esportivas nas escolas. O esporte também disciplina, educa e Mantém os jovens fora do mundo das drogas e ilícitos.

Os artistas locais também precisam de espaço e eles têm uma função social determinante para a educação. Unir a arte aos artistas e às escolas é unir a sociedade em busca de um DF melhor!

As escolas têm que ser tratadas como um bem da comunidade. Para isso vamos desmistificar seu uso e espaço. Vamos usar a escola e cuidar dela! Ensino integral e uso aos finais de semana com intuito comunitário é fazer a sociedade amar a escola. E quem ama a escola garante um futuro brilhante para seus filhos e também para seus pais! E já é hora de levarmos aos nossos estudantes as noções que todo cidadão deve ter. Além da educação convencional, as palestras educativas têm um forte potencial em enraizar conceitos que serão importantes para toda a vida da pessoa. Saber seus direitos é ter mais dignidade e ter a certeza de cobrá-los e jamais passar injustiças despercebidas. Uma sociedade inteligente é uma sociedade feliz.

Meio-ambiente e urbanismo

  • Proporei a revisão completa do Plano Diretor de Ordenamento Territorial – PDOT;
  • Serei veementemente contra a construção de áreas residenciais e/ou comerciais na Reserva Indígena do Bananal (Setor Noroeste).

A ganância e a especulação tomaram conta do DF, mas agora é hora de rever todos os erros que os interesseiros cometeram. Ainda podemos consertar estes erros e viver em cidades organizadas e que ofereçam uma boa qualidade de vida, sem ter sofrimento do cidadão e nem ganhos inacreditáveis de uma pequena classe especuladora. O direito dos índios deve ser respeitado. A terra também deve ser respeitada, pois é o maior bem de nossas cidades. Ser a favor do meio-ambiente é ser a favor de uma vida melhor.

Esse é meu programa. Com certeza poderei fazer muito mais que isso nos 4 anos de governo, inclusive montar Leis para esses e outros temas (o que não posso e não farei é prometer coisas que não se podem executar, como muitos por aí fazem). Por favor ajudem a divulgar as idéias e essa candidatura. Estou entrando na briga para fazer algo bom pelo DF.  Estudarei cada vez mais e me prepararei todo dia para representá-los sempre em alto nível! Muito obrigado pela força que tantos têm me dado! E vamos à luta!

Me siga no Twitter!

Comentários
9 Comentários »
Categorias
Brasília, DF, Educação, Ética, Juventude, Política, Propostas, Renovação, Saúde, Segurança, Transporte Público, Voto
Tags
Brasília, DF, Educação, Ética, Juventude, Política, Propostas, Renovação, Saúde, Segurança, Transporte Público, Voto
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

E-mail aberto para o Senador Cristovam e população brasileira sobre o crack

André Dutra | 31 de março de 2010 | 9:14
[Translate]
Tweet

Cheguei ao limite da tolerância. Não sabia mais o que fazer e resolvi desabafar em mais um texto. Escrevi um e-mail ao Senador Cristovam, figura que eu respeito e admiro no DF, com um desabafo sobre o crack em Brasília, mas que creio ser de conveniente leitura para todo o Brasil.

Não trago proposições nem o que realmente deve ser feito. Isso eu já falei um pouco em todas as outras postagens sobre o assunto. Justamente por eu não ver nehum político e/ou “autoridade” discutindo a sério e agindo para solucionar essa chaga que se abre cada vez mais na sociedade brasileira, fiz um apelo, um desabafo. A seguir meu e-mail que é para todos, na realidade. Queria saber a sua resposta a esta mensagem, também!

Caro Senador Cristovam Buarque e querida equipe do gabinete,

mais uma vez nesta semana vimos como Brasília está mergulhada neste terror que se chama crack. Em horário nobre, no canal de maior IBOPE, todo o Brasil viu as Cracolândias do DF em plena luz do dia, à frente da Esplanada dos Ministérios e do Congresso Nacional. Apesar de não ser nenhuma novidade para os moradores da cidade, me doeu muito o coração ver aquilo daquela forma. Nasci, fui criado, cresci e continuo morando nessa cidade e a amo incondicionalmente. E dói ver a realidade crua, tão distorcida ao longo de poucos anos, descaracterizando totalmente a paz e a gostosura de viver em Brasília.

Há mais de um ano venho tentando alertar a sociedade civil sobre o problema das drogas, mas em especial do crack. É um problema complexo que envolve segurança, saúde e educação.
Isso faz com que seja, pessoalmente, mais revoltante. Entre janeiro, data da primeira vez que me preocupei e me incomodei mais com o assunto e dezembro de 2009, quando me dei ao trabalho de pesquisar e ir mais a fundo no tema crack e no sistema público de saúde mental, só vi o problema crescer como bola de neve. E nunca vi nossos políticos discutindo seriamente e profundamente o assunto, muito menos propondo e executando ações, mínimas que fossem, para bloquear este mal.

Viver em Brasília, que tem o Fundo Constitucional, que foi planejada, que é diferente de tudo e saber que temos um dos piores sistemas públicos para atendimento à saúde mental (senão O pior), ver as escolas públicas nas quais estudei caindo aos pedaços e entregues à marginalidade e, aos 24 anos de idade, não ter liberdade de ir e vir nem à luz do dia (quando aos 12 anos eu podia brincar até tarde da noite por toda a Asa Norte ou aos 15 passeava tranquilamente com meu primo em Taguatinga até de madrugada) é simplesmente inadmissível. Creio que alcancei meu ponto final de tolerância com o descaso e o cinismo que as autoridades públicas têm para com a cidade que me construiu e que tem meu amor.

Eu vi, mais uma vez, o Brasil voltar os olhos para Brasília com sentimento de nojo, de repulsa e raiva. Essa não é minha cidade! Onde, segundo a reportagem, “no ano passado, do total de atendimentos de dependentes químicos na saúde pública do DF, apenas 0,2% usava crack. Somente nos dois primeiros meses deste ano, o percentual saltou para 27%”. Aí me pergunto: que atendimento está sendo dado a essas pessoas? Que sistema público temos? Temos a menor rede de CAPS (Centro de Atendimento Psico Social) do Brasil.

O mosquito da dengue contamina ricos e pobres. A gripe contamina ricos e pobres. O crack era um problema tipicamente da parcela menos abastada da sociedade, o que julgo ser uma justificativa (deprimente, mas real) da omissão com que se tratava o problema. Já não é exclusividade da parcela mais pobre da nossa população e nem assim vemos comoção das autoridades competentes para combater essa terrível epidemia. Afinal, não é uma epidemia? E falo só do crack aqui, a mais avassaladora droga que muitos especialistas dizem nunca ter visto nada igual. Não estou minimizando as outras drogas, mas temos uma situação emergencial e diferenciada. Logicamente, uma coisa não exclui a outra. Porém, se mal temos um sistema público de combate e muito menos de reabilitação, como vamos inverter a tendência à desgraça generalizada que paira sobre o Brasil e cada vez mais sobre Brasília?

A miopia política, a mesquinharia e o egoísmo estão levando nossa cidade ao colapso. Da corrupção ao descaso com saúde, educação, segurança e transporte temos o aumento do número de viciados, que aumenta o número de crimes, aumentando os dramas nos lares, que aumentam o desamparo da sociedade e alimenta a raiva com os políticos, levando a erros e mais erros seguidos em cada eleição, retornando ao ciclo vicioso. É um vício tão destruidor quanto o crack. A única coisa que diminui é o número de crianças nas escolas. A educação perde e todos perdemos. Estamos perdendo para pedrinhas.

Cheguei ao meu limite. Me alonguei demais, mas a paixão fala mais alto. Esse e-mail vai endereçado ao senhor, que considero um amigo e tenho uma especial estima e admiração que não é de hoje, mas este será um documento aberto a todos aqueles que quiserem ler e responder o que venho desabafando aqui. Não podemos ser omissos neste ponto crucial. O nada fazer agora poderá ter fortes consequências no futuro próximo (muito próximo).

Gostaria de saber a sua opinião, Senador e de quem mais ler isto. Gostaria de poder fazer mais, de investir o dinheiro do Estado naquilo em que o Estado tem que investir. De expressar minha revolta e não ser preso arbitrariamente por quem prefere ser surdo a ter humildade de escutar a dor do povo. Faço o que posso e peço que todos que leiam este apelo comecem a fazer, de fato, aquilo que podem.

Um forte abraço,

–
André Dutra
www.andredutra.com
www.twitter.com/andredutra12

Acesse os sites das campanhas: Do Ministério da Saúde – Nunca Experimente o Crack e do Grupo RBS – Crack Nem Pensar.

Me siga no Twitter!

Comentários
7 Comentários »
Categorias
Brasil, Brasília, Drogas, Educação, Manifestações, Mudança, Saúde, Segurança
Tags
Brasil, Brasília, Crack, Drogas, Educação, Manifestações, Mudança, Saúde, Segurança
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Enxurrada de crack em Brasília. No centro da cidade, cracolândias à luz do dia.

André Dutra | 30 de março de 2010 | 2:09
[Translate]
Tweet

Olha, eu nem vou me prolongar muito neste post. Tem mais de um ano que eu venho tentando falar sobre o problema do crack em todo Brasil e mais especificamente em Brasília, cidade que nasci, fui criado, sempre morei e AMO!

Um ano… eu, pessoa comum. Alertado pela namorada, por amigos meus e dela, estudei um pouco mais, fui atrás de informação e fiquei alarmado com aquilo que vi. Relatei tudo aqui, primeiro em 16 de janeiro de 2009. Falava justamente da onda de crack que vinha entrando na cidade e que era consumida no centro do poder, como falou a reportagem do Fantástico exibida no último domingo, 28/03/2010. Já no final daquele ano, no dia 08 de dezembro de 2009 voltei a falar sobre o crack e sobre a saúde mental no Brasil. Desta vez a coisa estava pior, alastrou-se por todo Brasil e chegou a ser tma de calorosa discussão ao vivo no Jornal Nacional (vídeo e informações no link aí atrás). Sabe o que as autoridades públicas do DF e do Brasil fizeram? Pelo visto, NADA.

Juro que domingo, durante e depois da reportagem do Fantástico (colocarei logo abaixo), me deu uma tristeza… não que eu não soubesse dos fatos, mas eu vi ali na telinha. Todo Brasil viu ali na telinha. Crianças, adolescentes, adultos… pobres ou não. Ignorados. Fantasmas à margem da sociedade. Consumindo crack de frente para um dos mais bonitos cartões postais da cidade: a Esplanada dos Ministérios e o Congresso Nacional. Vejam:

httpv://www.youtube.com/watch?v=AB8126e1V_w

No ano passado, do total de atendimentos de dependentes químicos na saúde pública do DF, apenas 0,2% usava crack. Somente nos dois primeiros meses deste ano, o percentual saltou para 27%.

Não canso de repetir: EU AMO ESSA CIDADE! Eu cresci andando livremente, desde meus onze anos andando por aí de skate…. da Asa Norte à Asa Sul, em Taguatinga, no Cruzeiro (onde resido hoje) e só me importava com as manobras. Claro que havia violência, mas era contida e até combatida. As circunstâncias da vida moderna fizeram grande maioria das “crianças da quadra” sumirem de “debaixo do bloco” (tipicamente brasiliense). O individualismo da tecnologia, que une online, mas separa das brincadeiras coletivas em consonância com a crescente violência, tráfico e outros males urbanos descaracterizou a infância em Brasília. E hoje não se pode sair do trabalho um pouco mais tarde no Setor Comercial Sul/Norte, no Setor Bancário (já viram a iluminação lá? Claro que não, pois não dá pra enxergar nada com a ausência dela), CONIC etc, etc.

Depois dessa reportagem não vi NENHUM comentário de políticos e/ou “autoridades” da cidade comentando. NENHUM, nem aqueles que admiro, vale dizer. Na verdade, NUNCA OUVI NENHUM POLÍTICO DE BRASÍLIA falando seriamente sobre o assunto, com propostas, com vontade de investir dinheiro e suor para melhorar a situação da população e da cidade.
Aí eu pergunto uma coisa: como o DF tem o FUNDO CONSTITUCIONAL e temos dos piores sistemas de saúde e saúde mental do Brasil, educação aos frangalhos e  total INsegurança a qualquer hora do dia, em qualquer lugar da cidade? CHEGA, CHEGA!

Brasília envergonha seus cidadãos sendo cenário de corrupção e descaso c/ saúde pública, educação e segurança. Até quando? É necessário atacar crack com políticas públicas integradas nessas áreas (segurança, saúde e educação). CRACOLÂNDIAS em Brasília? Agradeçam Roriz/Arruda!

Quero finalizar com o relato da psicanalista Janete K. Pinheiro, contido na reportagem do Fantástico, que exprime a realidade e como estmos sendo omissos a ela (nós, a mídia – que agora vem alardeando mais – e as autoridades públicas incompetentes, interesseiras e repugnantes desse país e dessa cidade:

“Todo mundo se une, entende? Pro combate à dengue, pro combate à gripe… agora, dá um passeio lá no Setor Comercial Sul. Vê o tamanho das crianças que estão fumando crack. Entendeu? E cadê…?” Ela continua mais à frente “Daqui a pouco é seu filho, meu neto… daqui a pouco a sociedade toda tá com um cachimbo na mão. E aí, fizemos o que no momento em que podia ser feito alguma coisa?”

Claro que a coisa já beira o caos. Afinal a droga deixou há muito de ser “coisa de pobre” e vem afetando a cada dia uma família a mais das classes média e alta. Mesmo assim, os governantes andam a passos de tartaruga. Um bom começo é um site mal e porcamente difundido (achei por acaso) que clama de cara: NUNCA EXPERIMENTE O CRACK (Clique e acesse).

Pois é… Hoje quando passava de carro, já de noite, pela rodoviária/CONIC vi PM’s abordando várias pessoas. Semana que vem, volta tudo ao “normal”, sem fiscalização, sem combate integrado à droga e ao tráfico, sem planejamento… enfim, sem interesse nenhum em melhorar nada. Enquanto não for o filho de um juiz ou de um político (e tenho certeza que tem muito viciado em crack na “alta sociedade”), a sociedade vai afundando! E Brasília, jovem que nem completou seus 50 anos, vai cavando a própria cova.

Obrigado, corruptos. Obrigado por destruirem a cidade que amo.

Me siga no Twitter!

Comentários
11 Comentários »
Categorias
Brasil, Brasília, DF, Drogas, Educação, Políticas Públicas, Saúde, Segurança
Tags
Brasil, Brasília, Crack, DF, Drogas, Educação, Políticas Públicas, Saúde, Segurança
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

« Entradas Anteriores

"Só a educação salva."
Epíteto

Fale comigo!

Escreva para andre @ andredutra.com e mande sugestões, críticas ou o que você quiser falar.

Translator

Pesquise neste blog

Enquetes

Arquivos antigos

Categorias

Crack Nem Pensar!

Prêmio

Arruda na Papuda!

Mais sobre o autor

  • Facebook
  • Meu canal no YouTube
  • Meu Orkut
  • Pergunte-me algo – Formspring
  • Siga-me no Twitter

Blogs que recomendo

  • Blog da Juv. Socialista Brasileira – PSB-DF
  • Blog da Roberta Salgueiro
  • Blog do Alex Alves
  • Blog do André de Castro
  • Blog do Felipe Bittar
  • Blog do Guilherme Galvão
  • Blog do Luiz Antonio Ryff – Nonsense
  • Blog do Marcus Vinícius
  • Blog do Pedro Doria
  • Blog Modeleiro
  • Blog Música e Cerveja
  • Blog Perturbando o Status Quo
  • Blog Policiamento Inteligente
  • Clube dos Canalhas
  • Minha Circunstância – Leandro Couto
  • Ônibus em Brasília
  • Pedro Camargo – Portfólio
  • Política do Bem
  • Procrastinando

Conheça também

  • ABPC – Júlia Borges, Psicóloga
  • AIB – Internacionalistas
  • Fora Sarney Oficial
  • MBlog – Blog do Mateus Bassan
  • Movimento Saia às Ruas
  • Partido Democrático Trabalhista
  • Portal do Senador Cristovam Buarque
  • Universidade aberta Leonel Brizola

PR Newswire

Movimento Adote Um Distrital

Banner Adote um Distrital

Assuntos

2 em 1 Administrativo Barack Obama Brasil Brasília Crise no Senado DF Direito do Consumidor Drogas Economia Educação Eleições 2010 Energia Esportes EUA Fora Arruda Fora Roriz Fora Sarney Funcionalismo Público Joe Biden Justiça Juventude Lazer Manifestações Meio Ambiente Mudança Mundo Palestras e outros eventos Participação direta Política Políticas Públicas Propostas Recordar é viver Relações Internacionais Renovação Saiu na imprensa Saúde Segurança Sem categoria Tecnologias Transporte Público Violência voteearth Voto Ética
rss Comentários RSS valid xhtml 1.1 design by jide powered by Wordpress get firefox
English Afrikaans العربية български česky Deutsch ελληνική español eesti فارسی suomi français Gaeilge עברית हिन्दी italiano 日本語 한국어 bahasa Melayu Nederlands português русский svenska ภาษาไทย Türkçe українська 中文 (简体) powered byGoogle
Podcast powered by podPress v8.8.10.17