Blog do André Dutra

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Boca no trombone!

André Dutra | 9 de novembro de 2011 | 8:47
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Tinha tempo que não vinha aqui. Tempo escasso e muitas coisas pra fazer, mas vamos lá, sempre em frente!

Sexta passada dei entrevista à Bruna Sensêve, do Jornal de Brasília, sobre o uso de redes sociais como interlocutor entre sociedade e Governo. Na matéria foi lembrado o vídeo do Balé das Baratas, já colocado aqui no blog. Gostei muito da matéria e vale a leitura. Vejam abaixo e cliquem nas imagens para ver em tamanho maior (formato PDF):

Para baixar as páginas em seu computador, clique nos links abaixo com o botão direito e em seguida em “Salvar link como”:

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Todo dia é dia de carro no DF

André Dutra | 22 de setembro de 2011 | 11:33
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Entendo que este já é um problema de praticamente todo o país, mas como filho da terra e morador de Brasília, a capital de nosso país, não posso deixar de falar (outra vez) de nosso sistema de mobilidade urbana. Ou melhor, que sistema?

Hoje é o Dia Mundial Sem Carros. Falar isso a qualquer pessoa que mora no Distrito Federal é como contar uma piada (como aquela do sujeito que ganha na Mega Sena acumulada e é questionado pelo amigo sobre o que fará com a bolada, no que responde “Vou comprar um apartamento no Noroeste!”. O amigo pergunta de volta “E o resto da grana?” e o ganhador rebate “Ah, o resto eu financio pela Caixa”).

Andar de carro no Distrito Federal já é um martírio. Não andar, é muito além de um suplício! Mostrei aqui as condições gerais dos ônibus usados para transportar os brasilienses e também da Rodoviária do Plano Piloto. Frota suja, velha, barulhenta e até cheios de baratas.

Ontem, o Bom Dia DF e o DFTV 1ª Edição pautou uma matéria de minha sugestão, depois que escrevi o post “O acochambrê do incochambrável“, denunciando as condições indignas da Rodoviária que está no coração da capital brasileira. A matéria ficou muito boa, retrata perfeitamente o que passamos todos os dias ao usar aquele local: vítimas do descaso e da incompetência/falta de vontade das autoridades para servir o povo e não se servir dele. As telas instaladas na Rodoviária além de não informarem bem o usuário e se valerem de publicidade, também serviram para esconder a placa de reinauguração daquela Rodoviária, em 1998, pelo então Governador Cristovam Buarque. Coincidência?

Vejam abaixo o vídeo (ou aqui, direto do site da Globo DF) da matéria e aqui também o link para a matéria escrita, do G1:

httpv://www.youtube.com/watch?v=cLZBFVscju4

No Dia Mundial Sem Carro, estamos fadados ao caos, caos e mais caos. Não temos ciclovias, programas educacionais de respeito aos ciclistas, frota decente de ônibus, transporte inteligente e de bom custo… a enorme quantidade de carros provoca engarrafamentos, perda de tempo e qualidade de vida, degradação do meio-ambiente, aumento do stress e mesmo da violência urbana decorrente disto, estacionamentos sempre lotados, entre vários outros problemas que poderiam ser evitados. E nada é feito para se alterar esta lógica, predominando uma inversão de prioridades sociais de extremo impacto na vida dos cidadãos.

Em Brasília, hoje deveria ser o Dia da Luta Pela Revolução no Transporte, transformando o DF em um exemplo mundial de mobilidade e tratamento com seus cidadãos.

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O acochambrê do incochambrável

André Dutra | 15 de setembro de 2011 | 11:04
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Todo brasileiro conhece a expressão “jeitinho brasileiro“, que é aquela situação em que a malandragem e mesmo a capacidade de adaptabilidade que todo brasileiro nasce de fábrica aflora para solucionar problemas até então insolucionáveis. O “jeitinho” às vezes é usado para o bem (adiantando trâmites excessivamente burocráticos ou com simples pró-atividade de uma pessoa, por exemplo) e muitas vezes para o mau (como furar filas, enganar um consumidor etc etc, não faltam exemplos).

Já a expressão “acochambrê” vem de “feito nas coxas”, expressão que deu-se na época da escravidão brasileira, onde as telhas eram feitas de argila, moldadas nas coxas de escravos. Obviamente, os escravos tinham diferentes portes físicos, causando a fabricação de telhas completamente desiguais e, consequentemente, telhados desnivelados (fonte blog Expressões Populares).

Aqui, vemos um belo exemplo de jeitinho brasileiro de se acochambrar alguma coisa. Como tirar a atenção de um local imundo, que fede a urina, com péssimas condições de mobilidade e que está no coração de Brasília? Coloque umas dúzias de telas de LCD, passando propaganda, horóscopo e desinformando. Um show de alienação, chacota com a cara do contribuinte e, claro, de inversão de prioridades. Afinal, pra que investir em infraestrutura, conserto das escadas rolantes e elevadores e limpeza para oferecer condições mais dignas aos usuários da Rodoviária do Plano Piloto?


Chegando na Rodoviária – Plataforma Superior


Rodoviária – Plataforma Superior

Pelas fotos, deixo o julgamento a vocês, se é realmente uma melhoria urgente para a Rodoviária do Plano Piloto esse tipo de “benesse”.  Sempre fico muito triste quando falam das Rodoviárias de outras cidades, pois esta nossa está no centro de Brasília. Turistas que vão conhecer as lindas obras arquitetônicas do Eixo Monumental e Esplanada dos Ministérios devem guardar mais a imagem da depressão que é nossa Rodoviária, do que o lindo céu e prédios que essa cidade, obra única no mundo, tem a oferecer para nossos olhos. Sou totalmente contra privatização, pois sei que o que falta é coragem e vontade das autoridades competentes. Ah, falta também competência e vergonha na cara. VEJAM O VÍDEO ABAIXO, pequena compilação de como está a Rodoviária:

httpv://www.youtube.com/watch?v=SgRAx0RiyJw

.


Telão com imagens de Brasília (“só” vi dois, mas parece que são três) 



Uma das telas, agora em todas as paradas/”baias” da Rodoviária

Esse tipo de melhoria é bom, no tempo certo. Não é o tempo certo enquanto nossa Rodoviária for o lixo, vergonha e constrangimento que é.  O itinerário e linhas dos ônibus estão dispostos nesses “totens inteligentes” de uma forma burra e pouco clara, confusa e muitas vezes equivocada. Mais interessa a propaganda do que a informação de pra onde,e como ir… Ah, ainda não falei dos decibéis dentro dos ônibus, né? Olha quanto marcou hoje, no meu caminho trabalho-casa (clique nas imagens para ver em tamanho real):

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Tabela que exemplifica potência dos ruídos


Tempo máximo de exposição x Potência do ruído

Façam as contas de uma viagem média de ônibus e o tempo de exposição… E aí, é exagero ou a coisa tá feia?

PS.: “Esse post não foi publicado ontem, porque, enquanto eu escrevia, três meliantes abriam meu carro para tentar furtá-lo. Vi no ato, gritei e os espantei, enquanto a Polícia chegava. Isso atrasou o post e me deixou ainda mais indignado com o DF que tanto amo, entregue às máfias que controlam os serviços públicos e à marginalidade crescente, produtos de uma sociedade politicamente doente, que não tem programas de solução para a educação e saúde de seu povo e queima cérebros, enquanto produz bandidos (com e sem colarinho branco).

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A corrupção nas prioridades

André Dutra | 6 de setembro de 2011 | 0:37
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O Distrito Federal passa há muitos meses, por uma grande carência de valores: entre aquilo que é algo importante para a coletividade e aquilo que é importante para um pequeno grupo. Há, nessa inversão de valores, um esforço maior para determinadas áreas, como as obras e propagandas, deixando em planos marginalizados outras áreas, como a Educação, a Saúde, o Transporte Público e outros.


(Clique na foto para ver maior)

Esse tipo de prática é também uma prática de corrupção. A corrupção nas prioridades do governo para com seu povo. É corrupção construir um viaduto ou um super estádio de futebol, enquanto o caos nos hospitais se mantém (e até piora), enquanto tantos alunos estão sem aulas nas escolas e enquanto pegamos ônibus caindo aos pedaços e infestado de baratas. Sim, baratas, vejam por vocês mesmos:

httpv://www.youtube.com/watch?v=LCJhbC6pvDE

Não sou contra o estádio e a Copa no Brasil, muito pelo contrário. Mas a inversão de valores proposta pelo governo que propunha um Novo Caminho para o DF, se valendo do que é melhor para pequenos grupos poderosos ao invés de atender às demandas e esperanças da sociedade é algo inadmissível! É um crime com os cidadãos do Distrito Federal construir uma obra que está custeada em quase R$700 milhões de reais (sem contar gramado, fiação de internet e Tecnologia da Informação e outros detalhes, que ainda somarão outros milhões de reais à obra), enquanto pegamos ônibus com infestação de baratas e sofremos nas filas de hospitais, nas escolas e nas ruas, cada dia mais inseguras.


(Clique na foto para ver maior)


(Clique na foto para ver maior)


(Clique na foto para ver maior)

A capital do Brasil está cada dia mais perto de ser o grande exemplo para todo o Brasil, mas o exemplo de tudo errado. Este é o Velho Caminho, que continua a ser trilhado o nos levará a esta péssima posição: a capital da corrupção nas prioridades.


(Clique na foto para ver maior)

PS. Obrigado ao Lelê, grande amigo que me ajudou hoje e fez possível este post existir!

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22 compromissos para renovar o DF

André Dutra | 12 de julho de 2010 | 23:29
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Pessoal, estudei, debati e consolidei minhas idéias em 22 compromissos que farei como meu projeto de governo, nessa candidatura a Deputado Distrital. Resolvi divulgá-las aqui, lembrando as registrei  em cartório hoje! Se virem outros candidatos falando disso, podem saber que é cópia, já que agora está público aqui na internet. Esses são compromissos meus! Quando eleito Deputado, sei que poderei cumprir com os 22 pontos.

Se porventura algum outro candidato eleito propor alguma Lei que proponho aqui ou debate que sugiro, me comprometo a votar a favor e a defender a idéia. Quero lembrar que não ficarei 4 anos apenas com esses 22 compromissos, aceito também sugestões aqui no blog!

Ressalto algo importantíssimo: sempre defendi as chamadas “medidas moralizadoras”, mas não como promessas de campanha. Você TEM que ser honesto e pronto, isso nem se debate. Mas marco aqui o que sempre defendi e o que farei quando eleito, ALÉM das minhas propostas

  • Otimizar o gasto da verba indenizatória e me comprometer com seu uso inteligente, economizando o máximo possível em cada mês (muito fácil falar que não usa o dinheiro, sendo que às vezes é bom usar aquilo para um bem maior, como um estudo ou pesquisa. O que não pode é ficar gastanto os R$11.250,00 por mês em gasolina e panfleto!);
  • Recusar 14º, 15º e salários extras por convocação para sessões extraordinárias;
  • Contratar menos assessores e não usar a ridícula verba de gabinete de R$99 mil reais que esse povo aprovou para si (na Câmara federal é algo em torno de R$65 mil).

Esses pontos aí em cima não são propostas, são condutas éticas das mais básicas que TODOS deveriam ter. Abaixo seguem meus compromissos, que são os temas de maior relevância para a sociedade e em consonância com aquilo que eu acredito ser o mais correto. Além de serem pontos que eu sei que um Deputado tem autonomia e legalidade para cumprir. Espero que gostem:

22 compromissos para renovar o DF
Programa de governo do candidato a Deputado Distrital André Dutra
12.222 – PDT

Saúde

  • Emenda orçamentária de R$2 milhões/ano para a construção de novos Centros de Atenção Psicossociais – CAPS. Gastos serão fiscalizados;
  • Incentivo à criação de programas educacionais de combate às drogas nas escolas (públicas e particulares) e nas casas da população de regiões mais assoladas pelo tráfico (a ser embasado em números oficiais, o que também levará ao maior combate aos traficantes);
  • Incentivar, debater e cobrar do GDF por campanha específica de combate ao crack no DF;
  • Lutar por uma assistência pública à saúde mental de qualidade no DF, bem como na saúde de atenção básica;
  • Inspeções periódicas e surpresas na Farmácia de Alto Custo da Secretaria de Saúde do DF e nos estoques de medicamentos básicos dos principais Hospitais do DF;
  • Propor audiência pública cobrando do GDF resposta para a falta de estrutura aos programas de transplantes de órgãos. Por que não existe? Por que é necessário? Haveria economia aos cofres públicos e mais saúde e qualidade de vida para novos transplantados e a população carente não teria que se deslocar para outras cidades do Brasil.

O DF tem hoje uma das piores, senão a pior assistência pública à saúde mental. Se para os ricos já é difícil tratar de problemas como depressão, vício em substâncias químicas e distúrbios mentais imaginem a comunidade carente! É um desrespeito e uma clara e inadmissível omissão do Estado, que deve amparar seus cidadãos com qualidade e dignidade. Vamos lutar por esse direito da comunidade do DF e dever do Estado. O crack assola vidas cada vez mais cedo, desestrutura famílias e é um grande responsável pelas crescentes mazelas sociais e violência no DF. Deve ser tratado como epidemia que é e deve ter prioridade na agenda de saúde.

Medicamentos faltantes em estantes significam dor, sofrimento e morte de pessoas que merecem respeito das autoridades públicas. São seres humanos em situação de extrema fragilidade, não são números em planilhas ou minutos em filas. É obrigação do sistema público de saúde oferecer medicamentos àqueles que não podem pagar para manterem sua saúde e é inteligência estratégica garantir a percepção e os transplantes aqui, evitando que famílias carentes tenham que gastar o que não têm para ir a outras cidades e também economizando dinheiro público ao manter o cidadão saudável de forma praticamente definitiva. Um exemplo é que o custo da hemodiálise, realizada dia sim, dia não, ao Estado e à pessoa é muito maior do que o custo do transplante de rim.  Esta medida significa qualidade de vida e economia aos cofres públicos.

Transporte Público

  • R$1 milhão/ano em emenda orçamentária para atualização tecnológica (hardware) do Metrô-DF. A propostas visa resolver em 4 anos o gargalo tecnológico existente hoje na Empresa, pondo em risco a vida dos usuários e empregados diariamente. Gastos serão fiscalizados;
  • Propor ao GDF estudo de oferta/demanda do transporte no DF. Incentivar a revisão das concessões públicas de transporte e, caso seja necessário, cassar as atuais concessões e licitar novas empresas;
  • Debater em audiências públicas com a sociedade civil, acadêmicos, autoridades públicas e especialistas em transporte sobre a possibilidade de revisão do sistema público de transporte vigente no DF e sobre a criação de “bacias” de transporte, onde as empresas atendem a certas localidades/linhas com integração ao Metrô-DF. Cobrar solução do GDF nesse intuito, sempre!
  • Cobrar do GDF integração entre os variados tipos de transportes públicos e passe-livre estudantil sem ônus para o contribuinte e desatrelado a aumentos de tarifas. Transporte é bem social e não de mercado e é dever do Estado oferecer qualidade, opção e dignidade aos cidadãos;
  • Proporei Lei que estabeleça número mínimo de ciclovias por Região Administrativa do Distrito Federal.

Há necessidade URGENTE de melhorar e garantir mobilidade de qualidade e decente para os cidadãos do DF.  Existe uma hipertrofia de carros particulares, com a atual falta de incentivo ao transporte público. Os empresários detêm o poder do sistema, que deve ser do Estado, e há anos nada se faz a respeito. Oferecer transporte público de qualidade e financeiramente viável à sociedade é um Direito do cidadão e um Dever do Estado. Precisamos encarar a situação e tomar o poder do interesse privado. Empresas podem OPERAR e visar lucro, mas a gestão DEVE ser pública.

A qualidade de vida do trabalhador que tem que sair horas mais cedo para chegar ao trabalho e voltar horas mais tarde para casa, bem como a do cidadão que passa longo tempo em pé dentro de um ônibus precário e lotado ou em vagão de Metrô e enfrenta diariamente longos congestionamentos é fator preocupante de saúde. Todo dia pais e mães de família perdem suas vidas em acidentes de carro no DF. Motociclistas são ainda mais atingidos, sendo que de cada morte há 50 feridos. O que mais mata crianças de 5 a 14 anos no DF é o trânsito. Por isso educação e intervenção direta do poder público são necessárias para resgatar e rever o sistema público de transporte o Distrito Federal.

Segurança Pública

  • R$1 milhão/ano em emenda orçamentária para compra de equipamentos para o Corpo De Bombeiros Militar do DF. Essencial para a categoria e para a população. Gastos serão fiscalizados;
  • Lugar de polícia é nas ruas! Por isso incentivarei o GDF a adotar com mais veemência o policiamento ostensivo e a retirada de cargos administrativos ocupados por soldados que podem cuidar da segurança dos cidadãos;
  • Proponho o uso de bicicletas tradicionais e bicicletas elétricas (sucesso no Espírito Santo) pela PM-DF em determinadas localidades. Policiamento se torna mais ostensivo e, ao mesmo tempo, mais próximo da comunidade. É saudável e respeita o meio-ambiente. Mais eficaz que duplas a pé;
  • É hora de levantar o debate sobre a humanização da ação policial e do policiamento. A Polícia deve ser vista pela população com respeito e não medo. Deve tratar o cidadão com respeito e autoridade e não autoritarismo. O cidadão deve confiar e tratar com respeito os agentes da segurança pública. A sociedade jovem é a que mais sofre com este problema. Educação de mão dupla: polícia e sociedade juntas, garantindo segurança de todos com humanização de suas ações.

Como fazer? Com audiências públicas o povo fica mais perto do poder. Quero ouvir a população e instigar sua participação, sentido importante para a manutenção e oxigenação da Democracia, tão maltratada no Distrito Federal.

Também há a pressão direta ao Governador para que garanta essas práticas e adote as medidas certas para garantir a segurança dos cidadãos. Precisamos reativar algo tão importante e que foi corroído no DF: o diálogo entre políticos e população. Um não vive sem o outro. O que existia antes era politicagem. Vamos construir um DF mais seguro juntos, não há forma melhor.

Educação e Cultura

  • R$1 milhão/ano em emenda orçamentária para a Secretaria de Educação do DF destinados à compra de material esportivo para escolas públicas do Ensino Fundamental e Médio. Gastos serão fiscalizados;
  • R$1 milhão/ano em emenda orçamentária para Secretaria de Cultura do DF criar fundo de incentivo a artistas locais. A idéia é que os artistas locais recebam incentivos fiscais em troca de apresentações e oficinas/workshops em escolas públicas do DF;
  • Pressionar o GDF para aplicação gradual do sistema de Ensino Integral no Ensino Básico no DF;
  • Incentivar junto ao GDF o uso das escolas como centros de convivência culturais para a comunidade aos finais de semana, com mostra de filmes, peças teatrais, exposições de artes plásticas, shows musicais e outros eventos artísticos, bem como práticas desportivas;
  • Proporei Lei que obrigue um número mínimo de palestras (uma ao mês) nas escolas públicas da Educação Básica (a partir do 5º ano) com conteúdo de noções de Direito, Ética, Cidadania, Direito do Consumidor, Direitos e Deveres políticos, noções de democracia, meio-ambiente e sustentabilidade. O conteúdo deverá ser proposto pela Secretaria de Educação do DF e respaldada pela Câmara Legislativa do DF, sendo revisada anualmente.

O Brasil e Brasília estarão em poucos anos no foco central do mundo em relação aos esportes. Temos o dever de propiciar a nossas crianças e adolescentes bons materiais esportivos que garantam a prática de atividades esportivas nas escolas. O esporte também disciplina, educa e Mantém os jovens fora do mundo das drogas e ilícitos.

Os artistas locais também precisam de espaço e eles têm uma função social determinante para a educação. Unir a arte aos artistas e às escolas é unir a sociedade em busca de um DF melhor!

As escolas têm que ser tratadas como um bem da comunidade. Para isso vamos desmistificar seu uso e espaço. Vamos usar a escola e cuidar dela! Ensino integral e uso aos finais de semana com intuito comunitário é fazer a sociedade amar a escola. E quem ama a escola garante um futuro brilhante para seus filhos e também para seus pais! E já é hora de levarmos aos nossos estudantes as noções que todo cidadão deve ter. Além da educação convencional, as palestras educativas têm um forte potencial em enraizar conceitos que serão importantes para toda a vida da pessoa. Saber seus direitos é ter mais dignidade e ter a certeza de cobrá-los e jamais passar injustiças despercebidas. Uma sociedade inteligente é uma sociedade feliz.

Meio-ambiente e urbanismo

  • Proporei a revisão completa do Plano Diretor de Ordenamento Territorial – PDOT;
  • Serei veementemente contra a construção de áreas residenciais e/ou comerciais na Reserva Indígena do Bananal (Setor Noroeste).

A ganância e a especulação tomaram conta do DF, mas agora é hora de rever todos os erros que os interesseiros cometeram. Ainda podemos consertar estes erros e viver em cidades organizadas e que ofereçam uma boa qualidade de vida, sem ter sofrimento do cidadão e nem ganhos inacreditáveis de uma pequena classe especuladora. O direito dos índios deve ser respeitado. A terra também deve ser respeitada, pois é o maior bem de nossas cidades. Ser a favor do meio-ambiente é ser a favor de uma vida melhor.

Esse é meu programa. Com certeza poderei fazer muito mais que isso nos 4 anos de governo, inclusive montar Leis para esses e outros temas (o que não posso e não farei é prometer coisas que não se podem executar, como muitos por aí fazem). Por favor ajudem a divulgar as idéias e essa candidatura. Estou entrando na briga para fazer algo bom pelo DF.  Estudarei cada vez mais e me prepararei todo dia para representá-los sempre em alto nível! Muito obrigado pela força que tantos têm me dado! E vamos à luta!

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Suposta fraude no VLT de Brasília

André Dutra | 26 de abril de 2010 | 0:30
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Não estava em meus planos colocar sobre a operação Bagre, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que investiga possíveis fraudes na licitação de projetos básicos de engenharia do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), de responsabilidade do Metrô-DF, empresa da qual faço parte, sendo concursado. Mas resolvi deixar público, pois a repercussão na mídia não foi muito grande. Creio que vocês que lêem aqui (na verdade, todo mundo, mas a abrangência deste blog não vai tão longe – ao menos ainda hahaha) merecem saber o que se passa. Nessa quinta-feira cumpriram um mandato de busca e apreensão no Complexo Administrativo e Operacional do Metrô, em Águas Claras, onde trabalho. De acordo com o Ministério Público, esta é a obra mais cara já contratada pelo Distrito Federal. Está orçada em R$ 1,5 bilhão. Vejam mais (do Blog da Paola):

Do Correio Braziliense: O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã de ontem, a Operação Bagre, que investiga possíveis fraudes na licitação de projetos básicos de engenharia do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que será administrado pelo Metrô-DF. Uma promotora e um oficial de Justiça executaram mandados de busca e apreensão na sede administrativa do Metrô, em Águas Claras. Além disso, o MPDFT esteve em outros cinco endereços, entre eles a residência de José Gaspar de Souza, presidente do Metrô, e os escritórios das empresas responsáveis pelo projeto básico — a Dalcon Engenharia e a Altran TCBR. O governo afastou, na tarde de ontem, a diretoria da Companhia do Metropolitano.

A Operação Bagre está a cargo da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público Social do Ministério Público do DF. Um carro oficial do MP chegou à sede do Metrô por volta de 10h e ficou lá até as 13h40. O veículo transitou entre os prédios dos centros de Controle Operacional, onde fica a presidência, e o da manutenção. A promotora e o oficial de justiça estavam acompanhados de outros dois servidores. Quando saíram, levavam pastas, envelopes, documentos e computadores. Segundo pessoas que trabalham no prédio, o material era, em sua maioria, da diretoria da empresa, no entanto, computadores pessoais de alguns funcionários também foram recolhidos.

De acordo com uma nota publicada no site oficial do MPDFT, existem fortes indícios de fraudes na licitação. Ainda segundo a nota, há suspeita de envolvimento de servidores e das empresas que participaram da licitação. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, no entanto, como as investigações correm em segredo de Justiça, não é possível passar mais esclarecimentos.

Explicações
Um total de 40 empresas concorreu à licitação do projeto básico do VLT. No entanto, apenas duas entregaram a proposta. O Metrô-DF se manifestou apenas por meio de nota à imprensa. Segundo a empresa, a cópia integral dos autos do processo está em poder do Ministério Público do DF desde 2007. Além disso, o órgão também alega que a concorrência foi analisada pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF), que não apontou irregularidades. “A suspeição apontada é infundada e será totalmente esclarecida no Tribunal de Justiça do DF”, ressaltou a nota.

O diretor da Dalcon Engenharia, Antônio Américo Requião Passos, também diz que as investigações não têm fundamento. Segundo ele, a empresa paranaense ganhou a concorrência por cumprir todos os requisitos exigidos. “Nós providenciamos uma defesa, porque não vemos nenhum motivo para essa ação. Participamos de uma concorrência que foi divulgada, fizemos um projeto básico e encerramos ali nossa participação”, garantiu. O Correio tentou falar, por telefone, com os responsáveis pela multinacional francesa Altran. Até o fechamento desta edição, porém, a empresa não se manifestou.

Por conta da ação do Ministério Público, o governador do DF, Rogério Rosso, determinou a substituição imediata do presidente da empresa, José Gaspar de Souza, e do diretor de Operação e Manutenção, José Dimas Machado. Também por meio de uma nota, Rosso disse que afastou o chefe da Diretoria Técnica do Metrô-DF, Celso Renato Pitanguy Lucena, e exigiu que os cargos sejam ocupados por servidores públicos com perfil técnico. Segundo Rosso, o objetivo é colaborar com o bom curso das investigações face à ação do Ministério Público do DF. O VLT está orçado em R$ 1,5 bilhão e será um sistema de transporte que ligará o fim da Asa Sul à Asa Norte. É considerada a obra mais cara do DF.

Confira a nota oficial do GDF na íntegra

O governador do Distrito Federal, Rogério Schumann Rosso, com o objetivo de colaborar com o bom curso das investigações face a ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, ocorrida nesta manhã, na Companha do Metropolitano (Metrô-DF), deteminou a substituição imediata do presidente, diretor de operação e manutenção, e o afastamento do chefe de Departamento da Diretoria Técnica do órgão. Foi determinado, ainda, ao Conselho de Administração da Empresa, que os cargos acima sejam ocupados por servidores públicos com perfil técnico.

É sabido que o ex-presidente José Gaspar, além de não dar bom dia/boa tarde às pessoas (mesmo que as pessoas sejam educadas com ele e façam tal saudação), já trabalhou para uma licitante do VLT. Bem, eu só queria dizer que, em geral, aonde tem fumaça tem fogo. Acho que tem tanta fumaça que pode estar difícil de achar o fogo.

Mas que as movimentações nas dependêcias administrativas do Metrô não foram normais um dia após a operação Bagre, isso garanto que não foram. Espero que achem o fogo e que punam os possíveis incendiários (se houver, claro). Como um funcionário da casa e como bom cidadão, espero mesmo que as autoridades peguem cada vez mais os responsáveis pelas farras com o dinheiro público que temos tão evidentes aqui em Brasília.

Dinheiro que é meu, seu, dos pais e mães de família que ralam e suam o dia (e noite) inteiro para pagar as contas e impostos (embolsados por essa corja). E que quando têm um problema de saúde, de segurança, quando procuram uma escola para os filhos ou esperam horas para pegar um ônibus sujo e lotado não tem o mínimo de carinho do Estado e de consideração dos políticos que se elegeram por conta da ganância própria e ignorância alheia. E a palavra é essa mesmo: carinho. Que significa cuidado do Estado para com a sociedade, principalmente a que é mais carente. Afinal, nada melhor do que carinho, zelo, responsabilidade social para cuidar da carência.

Por essa e tantas outras (várias escritas aqui), defendo a mudança radical de cara, mente e pensamento na política de nossa cidade. Falo, porque amo Brasília e me dói continuar a ver tanta desgraça em nossa cidade.

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Metrô Fora dos Trilhos – Descarrilamento em Brasília

André Dutra | 15 de abril de 2010 | 10:28
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[ATUALIZAÇÃO] – Hoje um piloto foi agredido por um usuário não identificado, que fugiu após socar o funcionário do Metrô numa das estações do trecho que enfrenta graves problemas após o descarrilamento. O caos é um grande desrespeito com a população do DF. Amontoados de pessoas tentam entrar nos trens que já chegam lotados e que faz com que o tempo de espera aumente proporcionalmente à falta de paciência.
Isto nos mostra outra deficiência já apontada aqui: aonde estava a segurança na hora da agressão? O homem simplesmente fugiu e nada pode ser feito depois. Parabéns, Metrô! Cada vez mais insalubre, da operação à administração.
(Esta crítica é voltada aos reais responsáveis por isso tudo – os Governadores malandros que trucidaram nossa cidade e nossos cidadãos e essa Diretoria do Metrô, que nada mais é do que um reflexo dos primeiros).
Veja o vídeo
:

httpv://www.youtube.com/watch?v=G34pVOIIuFU

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Opa, este é o post de número 150 aqui no blog! Já tratei de tudo um pouco aqui: educação, saúde, segurança, transporte, cultura, lazer, esportes, relações internacionais, meio ambiente e por aí segue a lista. Hoje eu trato de uma realidade que vivo há quase 4 anos. O nome dessa realidade é Metrô-DF.

É engraçado, pois há 4 anos atrás eu nunca havia andado de de metrô. A primeira vez que eu usei o serviço foi após ter sido convocado para tomar posse no concurso público no qual eu havia sido aprovado. Eu tomei posse com grande esperança, após quase dois anos delicados que passei trabalhando na Saúde Indígena (FUNASA). O choque da esperança com a realidade foi grande. Eu já havia recebido uma boa carga de experiência em meu tempo de DESAI (Departamento de Saúde Indígena) quanto ao que era e como funciona o serviço público no Brasil. Aprendi aonde não me meter e como fazer meu serviço com responsabilidade social e sem ser aquele funcionário sanguessuga. Curioso que lá eu tinha minha mesa, meu bom computador, meu telefone e por pior que fosse a situação que eu vivia lá, não posso reclamar das condições de trabalho.

Ao mudar da esfera federal para o GDF houve mais um choque de realidades. Cheguei motivado, empolgado. Pra resumir a ópera, passei a picotar bilhetes e mexer com papéis extremamente sujos, mesmo tendo revelado anteriormente que tenho problemas respiratórios crônicos, que não atrapalham em nada minha vida desde que eu previna situações de risco. O que sucedeu foi uma série de crises de bronquite e infecções de garganta/amígdalas que se dava periodicamente, com curtos períodos de melhoras seguidos de períodos péssimos. Numa dessas, fiquei 11 dias de cama e perdi 7kg, o que foi a gota d’água para mim e para o médico do trabalho na época. Com dois laudos (alergista e pneumologista) e a anuência do médico, ainda com muito mal grado, finalmente saí daquela área de trabalho e mudei para onde sigo até hoje.

Vale dizer que nunca tive um computador para trabalhar. Trabalho como dá e nunca acumulo nada aqui. Hoje tenho grandes amigos (e não colegas) de trabalho e um ótimo chefe. Mesmo assim, nossa realidade é a de que se você sai de férias hoje, pode voltar e não ter mais mesa ou cadeira. Computador? Ainda têm 486 funcionando aqui (tem gente que nunca viu um desses). O que importa é que essa realidade de quem trabalha no Metrô é exponencialmente aumentada para os funcionários da operação (pilotos, agentes de estação, agentes de segurança, inspetores de estação, etc etc etc).

Novas estações são inauguradas mal e porcamente (como já mostrei aqui no blog) e não há funcionários o suficiente para trabalhar com salubridade nessas situações. O ritmo é puxado e a segurança dos trabalhadores e da população está diariamente em risco. Até que um acidente desses acontece:

Na manhã da última segunda-feira, dia 12, o Metrô-DF saiu dos trilhos. O descarrilamento ocorreu por volta de 11h30 nas proximidades da estação Terminal Ceilândia.
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Máquinas de chave, trilhos de rolamento, dormentes e grampos foram danificados. Além do terceiro trilho que ficou completamente retorcido em um espaço de aproximadamente 50m. Os dois últimos carros permaneceram sobre os trilhos e impediram o tombamento total do trem. Para providenciar a retirada da composição foi preciso aguardar a chegada de um guindaste vindo de fora do Distrito Federal.
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No momento do acidente o centro de controle possuía a sinalização da máquina de chave na posição normal e a rota encontrava-se alinhada, o que, consequentemente, gerou código de velocidade na região, autorizando a passagem do trem. O descarrilamento ocorreu em velocidade superior a 60km/h e a sinalização da rota permaneceu mesmo após o acidente. É importante destacar que, devido ao sistema de condução semi-automático, o trem só é capaz de alcançar tal velocidade após a confirmação da rota alinhada e máquinas de chave travadas, o que exclui qualquer responsabilidade por parte da piloto nesta situação.

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O trem 07 era o primeiro trem do horário de vale e realizaria a transferência de vias na Zona de Manobra.  Após o acidente a operação ficou restrita até a estação Ceilândia Centro e desde o dia 13 de abril os trens estão seguindo da estação Central até a estação Guariroba. Os interessados em seguir para as estações Ceilândia Norte e Terminal Ceilândia devem realizar o transbordo e seguir para outro trem destinado a circular exclusivamente neste trajeto.
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Em abril de 2009 um acidente de mesma magnitude foi evitado graças à destreza do piloto que freou o trem imediatamente ao ser transferido para outra via. Isso ocorreu devido à falha na sinalização da máquina de chave, logo após atuação da manutenção no mesmo equipamento. Embora a diretoria da empresa afirme ser comum esse tipo de acidente, todo o sistema do metrô é projetado para trabalhar com redundância, de modo a garantir que situações como essa jamais ocorram.

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O descaso com que vem sendo tratada a fiscalização do serviço de manutenção já foi objeto de inúmeras denúncias por parte deste sindicato. A falta de comprometimento da empresa com a segurança do sistema coloca em risco os equipamentos e as vidas de empregados e passageiros do metrô. Felizmente o acidente aconteceu em horário de pouco movimento e havia somente 15 pessoas dentro do trem. Ninguém se feriu gravemente.

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Esse acidente, segundo especialistas que preferiram não se identificar, poderia ter se constituído numa tragédia sem precedentes, uma vez que o trem poderia evidentemente ter tombado ou colidido com outra composição, ao contrário do que vem afirmado, de forma irresponsável, o Metrô/DF.
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No entendimento do Sindmetrô, esse acidente é fruto de uma política de sucateamento e terceirização pela qual o Metrô vem passando. A manutenção da via permanentemente em Metrôs como o de São Paulo é feita por meio de trabalhadores concursados que fazem a vistoria a pé, diariamente e munidos de lanternas.
Aqui em Brasília o que se observa é um veículo adaptado que passa a 80 km por hora fazendo a verificação da via.
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O ocorrido foi grave, deve ser apurado e enseja toda a preocupação por parte do poder público. Afinal de contas são vidas que estão em jogo.
Fonte: SINDMETRÔ/DF – SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE TRANSPORTES METROVIÁRIOS DO DISTRITO FEDERAL

É notório que esse tipo de acidente não é comum, pelo contrário! Se fosse comum, sinceramente, eu nunca andaria de metrô. No azar do acidente, a Empresa foi extremamente sortuda, pois o trem estava vazio e não houve tombamento total e nem impacto com algum outro trem que viesse do lado contrário. Foi um acidente que mostrou a debilidade do sistema, a crueza da realidade e como as coisas estão podres pelo lado de cá também. O metrô foi e é alvo de denúncias e tem contratos no mínimo esquisitos. Foi sorte, mas MUITA sorte que não ocorresse uma tragédia. Na realidade, todo dia é uma sorte, pois há  um sem número de casos de pessoas que descem na linha (aonde é energizado) e não há pessoal para socorrer, já houve quedas, objetos arremessados e vários outros problemas, onde alguns poderiam resultar em morte efetivamente. O último caso de podre noticiado saiu na Carta Capital:

Lamaçal sobre trilhos (por Gilberto Nascimento)

A investigação sobre a suposta propina paga pela Alstom no Brasil chega a contratos do Metrô de Brasília

Não bastassem panetones, dinheiro na cueca e nas meias e a oração da propina, o lamaçal em Brasília pode se estender ao metrô da cidade. Novas denúncias envolvendo o Metrô de Brasília podem vir à tona e complicar ainda mais o governo do Distrito Federal. Em um convênio firmado entre a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Companhia do Metrô do Distrito Federal foi identificado um sobrepreço

de 11,7 milhões de reais. Em relação ao orçamento de referência, foi constatada uma diferença de 125,13% no preço da obra.

O Ministério Público Federal em São Paulo recebeu um documento enviado por um executivo com detalhes sobre o caminho sinuoso do esquema de propinas das empresas Alstom e Siemens para políticos no Brasil, no qual há menção a supostos pagamentos referentes ao Metrô do DF. A francesa Alstom liderou um consórcio para a manutenção da frota do Metrô de Brasília de 2003 a 2007 e a alemã Siemens assumiu a missão depois disso. O alto funcionário, cujo nome é mantido em segredo, afirmou ao MPF ter acompanhado de perto a atuação das duas empresas nos governos de São Paulo, Distrito Federal e Bahia. Segundo ele, haveria “acordos” na atuação das duas empresas.

O executivo informou a procuradores paulistas, por exemplo, que a Alstom e a Siemens teriam utilizado em contratações no estado um esquema de envio de dinheiro da Alemanha para duas offshores do Uruguai – a Leraway Consulting e a Gantown Consulting –, e daí para duas empresas paulistas, a Procint e Constech, dos lobistas Arthur Gomes Teixeira e Sergio Meira Teixeira, a fim de fazer esses valores chegar a políticos e diretores de empresas públicas, como supostos pagamentos a serviços gráficos ou de consultoria. Investigações do Ministério Público de São Paulo confirmaram a denúncia.

No DF, a propina mensal a um único político chegava a 700 mil reais, denunciou o executivo. “O orçamento foi inflado para acomodar a propina.” Segundo ele, não houve licitação para a concessão dos serviços de manutenção do Metrô de Brasília. O contrato com a Alstom teria sido “adjudicado” (outorgado). Os valores cobrados seriam “extremamente elevados”, afirma, e garantiriam margens líquidas superiores a 50%. Contratos normais variam de 10% a 15%, observou o executivo.

Na nova licitação, em 2007, o edital teria sido formulado de uma forma a assegurar à Alstom a pontuação máxima e, com isso, a vitória, garante a testemunha. A pontuação seria baseada em atestados de experiência da equipe técnica, “cujas exigências foram redigidas de tal forma que somente a equipe original (Alstom) poderia atendê-las plenamente”, relatou no documento.

O presidente da Alstom no Brasil, Philippe Delleur, explicou que o contrato da empresa com o Metrô do DF foi firmado “por inexigibilidade de licitação, conforme previsto na legislação brasileira” e ressaltou que a empresa não teve qualquer participação na construção da obra. Delleur disse que não se manifestaria “a respeito de denúncias anônimas”. Segundo ele, a Alstom está “cooperando com as autoridades competentes e com as investigações ainda em andamento”. O diretor de Comunicação da Siemens do Brasil, Pedro Herr, afirmou que a empresa não foi citada oficialmente em qualquer investigação no País. “A Siemens conduz seus negócios dentro dos mais rígidos princípios éticos e responsáveis.”

Aqui no blog, também mostrei a grande preocupação do Governo Urtiga Arruda com a imagem, a propaganda quase que fascista a que estávamos diariamente expostos. No metrô, ao invés do investimento em estrutura, segurança e pessoal, olha só aonde o nosso dinheiro era investido (clique para ler)…

Bem, esse é um pedaço da realidade que vivo todos os dias. A coisa agora está realmente feia. Não há dia que passe em que eu não consiga enxergar na Intervenção Federal o melhor remédio. Será traumático para o DF? Será. Mas o efeito didático que criará, a relevância histórica e política que um ato dessa dimensão teria é incauculável! O remédio, por mais amargo que seja, tem que ser tomado. Afinal, até quando teremos essa debilidade no DF, alastrada nas empresas públicas, nos órgãos públicos e nas figuras públicas que deveriam trabalhar pelo povo e servir nossa sociedade?

Espero viver e fazer minha parte para poder dizer que esse dia não está longe.

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