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Resultados para a coletividade e não para o individual

André Dutra | 25 de julho de 2012 | 17:02
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Semana passada, pela quarta vez consecutiva, estive no Politeia. A simulação de Câmara dos Deputados feita para estudantes universitários está cada vez maior e melhor. Depois de ser Presidente da Casa em 2010, dessa vez, fui líder do PT, maior partido da Casa. E foi assim que fechei meu ciclo e me aposentei do mundo das simulações (ou não?)! Considero como um belo treino para o que busco na realidade. Como o título diz, quero resultados para a coletividade e não para o individual. Depois dessa experiência fica ainda mais certo de que é isso que quero: entrar na política brasileira para trabalhar e ajudar a mudar seus rumos para caminhos onde quem mais precisa será beneficiado e ampliar o debate, principalmente para os jovens. É de ficar aterrorizado como os jovens das elites financeira e intelectual brasileira não têm empatia com a dura realidade do povo e como uma “juventude conservadora” vem crescendo. Não quero isso pra mim, pra você, pro futuro do Brasil e pra ninguém. É por isso e por acreditar que posso contribuir por um DF e um Brasil melhores, que sigo em frente!

Abaixo, matéria do Correio Braziliense, onde pude contribuir como um dos personangens:

Desde segunda-feira (16/7), cerca de 120 universitários de diversos estados estão reunidos na Câmara dos Deputados. Eles simulam o trabalho de um parlamentar brasileiro: criam projetos de lei, votam em comissões temáticas, escolhem líderes partidários e organizam alianças entre as siglas. A mídia, é claro, não poderia ficar de fora. As principais notícias aparecem no jornal O Politeia, feito por estudantes de jornalismo.

Essa simulação faz parte do projeto Politeia, organizada anualmente por alunos da Universidade de Brasília (UnB). O grupo fica na Câmara dos Deputados até sábado (21) e as negociações correm a todo vapor. Os partidos se dividiram em dois blocos distintos: bloco União pela Democracia e bloco Sigam-me os Bons. O primeiro reúne PMDB, PSDB, PSD, PP, DEM e PR. O segundo é a junção entre PT e PSB. Os projetos de lei estão sendo votados nas comissões temáticas e os aprovados passam pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). As propostas validadas chegam ao Plenário Ulysses Guimarães na tarde desta quinta-feira para decisões finais.

Jovens deputados
Este é o quarto ano em que André Dutra, 26 anos, formado em relações internacionais pelo IESB, participa do Politeia. A relação dele com a política se mistura entre realidade e simulação. Em 2010, ele foi candidato a deputado distrital pelo PDT e, atualmente, é presidente da juventude do PSB. No Politeia ele atua como líder do PT. “O meu conhecimento em política, adquirido em outras edições do Politeia e em situações da vida real, me dão vantagens para uma boa participação aqui. Aprendi, por exemplo, a sempre negociar e articular, buscando resultados para a coletividade e não para o individual”, conta.

Outro conhecimento que André adquiriu é o profissionalismo: “Apendi a não levar nada para o lado pessoal. Já tive conflitos acalorados, mas não deixei isso sair da simulação”. André Dutra indica a simulação para todo mundo que queira entender melhor o sistema legislativo do Brasil. “É um processo muito realista, mesmo sendo uma simulação, é um laboratório rico para o aprendizado”, relata. Um dos projetos de lei dele que está dando o que falar proíbe e desregulamenta a atividade dos flanelinhas, pois ele considera que a Polícia deve vigiar e proteger os espaços públicos.

 A matéria completa você lê clicando aqui! Mais sobre meu projeto e considerações sobre a proibição da atividade de flanelinhas, você lê aqui!

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Semana da Europa 2012

André Dutra | 4 de maio de 2012 | 2:00
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Pessoal, aqui no blog também falo de coisas boas, afinal! Cultura boa e de graça não é só coisa boa: é coisa boa demais! Abaixo deixo o convite que recebi pelo e-mail do Instituto Camões sobre as celebrações da Semana da Europa, evento que reúne cinema, esporte, poesia, música, seminário, gastronomia, em nome da sustentabilidade! Muito legal! Eu vou, pelo menos, na Orquestra! Imperdível com Concierto de Aranjuéz (de Joaquín Rodrigo), que sempre quis ver ao vivo, Concerto para Piano em G maior (de Ravel) e muitos outros. Aqui deixo um arquivo com a íntegra das comemorações, horários, o que fazer, aonde, quando etc. O convite fica estendido aos amigos do Rio de Janeiro, onde haverá mostra de cinema europeu gratuita a partir do dia 22/05!

Baixe aqui a programação completa!

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A Embaixada de Portugal e o Instituto Camões – Centro Cultural Português

  convidam V.Exa. para a  semana da Europa em Brasília

     

Brasília, de 05 a 20 de maio

De 5 a 20 de maio, Brasília irá receber uma extensa programação cultural, esportiva, gastronômica organizada pela EUNIC – Associação Cultural dos Paises Europeus, e países que integram a União Europeia e que, a cada ano, promovem a SEMANA DA EUROPA. Na capital brasileira, o ano de 2012 acolhe a oitava edição do evento, com mostras de cinema, disputas esportivas, palestras, seminários, concertos, recitais, o tradicional bazar e até uma homenagem a Vaclav Havel, escritor e ex-presidente da República Tcheca. As comemorações se estenderão ao Rio de Janeiro, que acolherá, pela primeira vez, o Festival de Cinema Europeu. A 8ª SEMANA DA EUROPA quer conclamar um esforço global POR UM MUNDO SUSTENTÁVEL. Este é o tema que irá permear todas as atividades. A programação completa pode ser acessada no site www.semanadaeuropa.org.br.

A SEMANA DA EUROPA nasceu em 2005, com o objetivo de festejar o Dia da Europa, 9 de maio de 1950. A data foi concebida depois que o estadista francês Robert Schuman propôs a criação de uma entidade europeia supranacional. A proposta, conhecida como Declaração Schuman, é considerada o embrião da atual União Europeia. O Dia da Europa ou Dia da União Europeia é celebrado, anualmente, para relembrar esse evento.

Neste primeiro semestre de 2012, a presidência rotativa da União Europeia está sendo exercida pela Dinamarca, que aposta na união de forças, na cooperação entre os países europeus e a SEMANA DA EUROPA está inserida neste esforço.

A realização do evento é da EUNIC Brasil e Delegação da União Europeia, juntamente com Embaixada da Alemanha, Goethe-Zentrum Brasília, Embaixada da Áustria, Embaixada da Bélgica, British Council, Cultura Inglesa, Embaixada da Croácia, Embaixada Dinamarca, Instituto Cultural da Dinamarca, Embaixada da Eslováquia, Embaixada Espanha, Instituto Cervantes, Embaixada da Finlândia, Embaixada da França, Aliança Francesa, Embaixada da Holanda, Embaixada da Irlanda, Embaixada da Itália, Embaixada da Polônia, Embaixada Portugal, Instituto Camões, Embaixada da República Tcheca, Embaixada da Suécia, Patrocínio: TAP.


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Proibição dos flanelinhas nas ruas: um assunto “politicamente intocável”? Não mais.

André Dutra | 12 de abril de 2012 | 18:39
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Cliquem nos links e tenham uma experiência completa neste post. Leiam, pois é importante construir a sua ideia sobre isso. Comentem e ajudem a discutir esse problema das cidades.

Há muito tempo venho pensando nisto e observando, seja por histórias de conhecidos em todo o país, seja pela minha própria experiência no dia-a-dia, tanto em Brasília como em outras cidades. Há muito tempo, também, venho discutido com amigos mais próximos e estudado uma forma de solucionar esse problema. Não há receita de bolo ou fórmula mágica, mas já vi que o assunto é um gigantesco tabu e ninguém quer levantar a polêmica. Pois bem, levanto eu, pois já não suporto mais: como acabar com o grande jogo sujo que se tornou a prática de “flanelismo” no Distrito Federal e em todo Brasil? Há muitos anos, não apenas o DF, mas todo o país sofre com a questão dos guardadores de carros, comumente chamados “flanelinhas”. Com o colapso do transporte público na grande parte das cidades brasileiras, o aumento de renda média do cidadão brasileiro e a facilidade de crédito e financiamento, a frota de carros de passeio vem aumentando em ritmo frenético nos últimos anos.

O assunto não é novo e a polêmica está entalada na garganta de muitos. Falarei por alto sobre o nível nacional da coisa, mas me permitam focar no DF e em Brasília, onde resido, vivo e onde creio poder iniciar uma mudança. No Distrito Federal o primeiro Governador preso da história do Brasil resolveu regularizar os flanelinhas, cadastrando-os e liberando um colete. Isso foi em 2009, antes de ser preso e tomado chá de sumiço. Muitos podem reclamar, afinal quem assinou o papel foi um cara “íntegro”, o ex-vice, que renunciou ao mandato em meio aos escândalos da Caixa de Pandora. Somente estes poderiam “vigiar” os carros nos estacionamentos públicos, gratuitos e não seria obrigado pagá-los. Santa ingenuidade ou populismo em busca de votos? Todos sabemos que não há fiscalização a respeito disto, muitos coletes foram vendidos, roubados, fabricados em casa… As recentes ondas de violência que assolam a capital do Brasil também nos levam a olhar para este filão da sociedade. Afinal, quem em Brasília não conhece vítimas ou já ouviu falar de assaltos, sequestros relâmpagos, furtos, danos ao carro e vários outros delitos ocorrendo até em plena luz do dia, em estacionamento com flanelinhas?!

Ora, é uma grande sinuca de bico. Se o cidadão que está nesta condição é honesto e vê um elemento perigoso, armado, abordando pessoas no carro ou quebrando a janela do carro para furtá-lo, em troca de R$0,50 (cinquenta centavos de real) ele se arriscará para impedir o delito? Indo mais a fundo: todos são honestos? Parto do princípio de que há, sim, pais de família vigiando carros, mas creio que uma enorme quantidade não é de bem, mas composta por vigaristas, além de fugitivos, usuários de drogas, traficantes e demais picaretas e sujeitos de má índole. Não somente há conivência com bandidos (seja dando dicas ou até ajudando no delito), como há ameaça a outros cidadãos de bem que querem estacionar seu carro (que não é mais um luxo da burguesia, muita gente rala, divide em 72 vezes seu carrinho e quer ter o direito de ir e vir como qualquer um, então sem hipocrisia de que isso só afeta os mais abastados, como dito anteriormente) e ter seu direito de usufruir dos espaços públicos e de uma vida de lazer e trabalho em segurança.

Não falo isso sem dados, não tiro isso somente da minha cabeça. Um levantamento feito pela Polícia Civil do Distrito Federal aponta que 25% dos flanelinhas irregulares flagrados pelos agentes em 2011 têm passagem pela polícia ou são procurados. Histórias como essa (mesma fonte do link passado) não têm nada de ficção científica:

O servidor público L.R., 38 anos,  tem medo de deixar o carro com flanelinhas e diz já ter sido ameaçado. “Como é difícil achar vaga, eu deixava as chaves com um flanelinha. Ele tinha crachá e colete. Mas um dia, não achava o carro e nem o flanelinha. Depois de dez minutos de espera, descobri que ele havia saído com o veículo. Quando ele chegou, fui tirar satisfações e ele me surpreendeu com um canivete e falou que se eu contasse a história para alguém, ele me mataria”, relata

Eles sabem aonde você trabalha, sabe seus horários, sua rotina. Eles têm o poder e te constragem. E o que se pode fazer? Você é refém desta situação. Sem exageros. Em Brasília, quem não tem carro sofre. Qualquer jovem de 17 anos ou qualquer pessoa que não tenha condições nem de ter um Lada velho e enferrujado sabe disso e é obrigado a passar por situações cada vez mais terríveis no transporte público da capital. Algumas situações já foram vistas aqui no blog, como baratas dentro de ônibus e a deprimente situação da rodoviária do Plano Piloto. Além disso, acidentes estão se tornando cada vez mais frequentes, não existem horários a serem respeitados pelos ônibus, o Metrô constantemente apresenta falhas técnicas e situações de caos (como a greve, às quais fui favorável, pois o metroviário do Distrito Federal trabalha em condições críticas há muitos anos) e por aí vai.

Mas quem pensa que ter seu carro próprio o livrará de mais martírios no DF, se engana, justamente por causa dos quase onipresentes flanelinhas. O déficit é de 40 mil vagas na capital, o que faz com que os flanelinhas se apropriem das ruas da capital e privatizando o que é público. Em locais como o Setor de Rádio e TV Sul, por exemplo, há até aqueles trabalhadores que têm que pagar mensalidade, para ter o carro “vigiado”. Quem não paga, se arrisca a ter o carro danificado ou mesmo roubado, já que não há garantias de “vigiá-lo”. À noite, nas festas e eventos ou até se for a uma padaria ou supermercado sem estacionamento interno, a situação é a mesma. Há ainda a intimidação e agressão (algumas vezes físicas, mas na maioria verbais) àqueles que se negam a pagar. Mas são onipresentes na chegada, pois quase nunca estão no mesmo lugar quando se vai embora, afinal mais uma modalidade que vem crescendo, comum em outras capitais, é o pagamento adiantado. Ou o contrário em locais de menos constância, como shows, bares e comerciais, onde só se vê as figuras no final, quando cobram o “serviço”.

Atualmente a imprensa tem feito muitas reportagens sobre o assunto. Vejam os vídeos, não precisarei mais falar do problema. Depois deles, vamos pensar nas soluções:

Mais vídeos de todo Brasil aqui.

Possíveis respostas para o problema

Em alguns lugares já há solução para o problema. Em Novo Hamburgo, município do Rio Grande do Sul, agora é crime guardar carros. Se forem flagrados, os flanelinhas podem ser processados por constrangimento ilegal ou extorsão. A lei será aplicada a todos os guardadores de veículos que estiverem atuando nas ruas ou locais públicos.

Os indivíduos que forem flagrados pelas autoridades terão a opção de ser encaminhados para projetos sociais desenvolvidos pela Prefeitura de Novo Hamburgo. De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Jurema Guterres, serão identificadas as necessidades desses indivíduos para que possam ser acompanhados por projetos de geração de renda do Município. Caso não aceitem a proposta, serão levados para a delegacia, e responderão por exploração indevida da atividade nas vias públicas, acarretando penalidades previstas no artigo 47 da lei 3.688/41 (Lei de Contravenções Penais) e no art. 301 do Código de Processo Penal.

Veja aqui como foi o primeiro dia da Lei. Mas a Lei proposta é vinculada à retirada destas pessoas da rua, sua inserção em programas do Estado para qualificação e inserção profissional. Obviamente, é muito difícil que um cidadão destes queira abandonar uma remuneração alta e fácil (muitos chegam a lucrar até R$ 2.500,00, livres de impostos). E aí que volta a questão da educação, única maneira de se corrigir este problema de uma vez por todas.

Em Colatina, município do Noroeste do estado do Espírito Santo, há uma outra forma de solução. Jovens de baixa renda estão em um projeto onde as vagas do centro da cidade são administradas pela associação chamada Corpo de Assistência ao Menor de Colatina.

Além de retirar os flanelinhas das ruas, o projeto oferece emprego a jovens carentes entre 16 e 21 anos, trazendo uma atividade remunerada, legal e oferecendo experiência profissional. Há cobrança de estacionamento no centro, uma forma de aumentar a rotatividade e mesmo de inibir o uso de carro. A população simpatiza com o serviço e há um serviço social sendo prestado, de fato. Pena que em Brasília, viver sem carro e pegar ônibus… bem, já falei isso diversas vezes, né?!

Esclarecendo minha opinião sobre o assunto

Deixo aqui claro que sou veementemente contra esse abuso que é a prática de guardar e lavar carros em áreas públicas. Concordo que na maioria dos casos há constrangimento ilegal e extorsão. A insegurança é latente e o guardador de carros não oferece nenhum bem factual à sociedade.

Sou favorável à se corrigir o erro que foi regularizar esta função no DF, proibindo esta prática e agregando à sua proibição um grande plano e programa de educação e conscientização, além do credenciamento emergencial dos flanelinhas existentes para qualificação e inserção profissional por meio dos órgãos competentes, como a Secretaria de Trabalho do DF e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda. Tratamento digno a todos, opção de escolha, mas não a que lesa a sociedade, afinal precisamos de regras e normas que beneficiem ao todo, ao conjunto da sociedade. Obviamente, minha maior preocupação é social! Proibir que existam pessoas trabalhando como flanelinhas deve ser um ato de políticas sociais, que consequentemente evitarão maiores problemas de ordem de segurança pública e não defendo aqui que seja corrigido o problema com coerção estatal e uso de força. Estas devem acontecer somente quando necessário e para aqueles que obstruem as Leis e a possibilidade de convívio pacífico e em sociedade, ou seja, para criminosos que mesmo com capacidade de escolha, escolhem destruir o tecido social e agir unicamente em benefício particular.

Seria interessante a cobrança de um valor simbólico e totalmente revertido à programas de Educação no trânsito e urbana, nas áreas de maior concentração de carros no DF, sendo administrados por jovens carentes e que buscam um primeiro emprego, como visto na experiência de Colatina/ES. Isso, claro, em consonância com um sistema público de transporte decente, eficiente e eficaz, de modo a dar real opção de ir ao trabalho sem carro, chegando seco na época de chuvas e limpo na seca, não se sentindo em uma carroça imunda, insegura e cara. Quem é do DF sabe o que falo.

Sei que é polêmico e estou de peito aberto, me expondo, pois tenho convicção que é uma postura que afetaria positivamente a todas as camadas sociais do Distrito Federal. Se eu fosse uma autoridade pública, proporia Lei similar para o DF, pois acho que seria bom para todos: para os motoristas e para os flanelinhas também. Sou contra e se há quem seja a favor, gostaria de saber os argumentos para que eu possa sempre ter uma opinião madura sobre o assunto.

O que acham? Compartilhem este texto, discutam, sugiram. Ficar calados é que não podemos!!!

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Campaigns & Elections Brasil

André Dutra | 1 de abril de 2012 | 18:34
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Queridos e queridas, é com grande satisfação que venho aqui falar da revista Campaigns & Elections Brasil. Sua versão brasileira é de altíssima qualidade e dispõe de artigos e matérias de extrema importância tanto para quem simplesmente gosta de política, como para dirigentes partidários, candidatos e mesmo políticos já eleitos. Deixo meus parabéns ao amigo Bruno Hoffmann, idealizador do projeto e Editor da revista.


Cique na Figura para acessar a íntegra da revista

Já na segunda edição, tive o prazer de participar da revista. Na página 42 (abaixo, clique para visualizar maior) está a seção “Resposta do Consultor”, onde você envia sua pergunta e um especialista responde. Vocês podem conferir minha dúvida abaixo e a resposta do especialista. Espero que gostem e acessem sempre a revista, o 3º número deve sair em breve!

Galera, vejam aí a resposta. A ajuda de vocês é fundamental! Teremos uma grande caminhada até 2014, quando pretendo participar das eleições de forma direta, mais uma vez. E esta caminhada é de todos nós. Espero seguir junto de vocês e de todas as pessoas que vocês conhecem, numa grande rede, desde já, desde agora, para mudarmos a realidade do nosso Distrito Federal e dar exemplo ao Brasil! Valeuzão pela força de todos vocês!!!

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Bate-papo na UnB sobre nova forma de fazer política: com Marina Silva, Joe Valle e Reguffe

André Dutra | 29 de março de 2012 | 16:42
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Depois de um longo tempo de inatividade aqui no blog (por conta de mudanças profissionais, pessoais e também pela carga de estudos e compromissos), eis que voltarei a postar com mais frequência aqui no blog!

Começo com o encontro entre a ex-candidata a Presidente da República em 2010, ex-Senadora e ex-Ministra do Meio-Ambiente Marina Silva, o Deputado Distrital Joe Valle (PSB-DF) e o ex-Deputado Distrital e atual Deputado Federal Reguffe (PDT-DF) para um bate-papo com o Movimento por uma Nova Política. Aconteceu na última segunda-feira (26/03/2012) no auditório do Centro de Excelência em Turismo (CET) da UnB.

O encontro se movimentava com as seguintes questões: “Como falar de política sem ser ingênuo ou apenas sonhador? Como fazer política sem ser engolido pelo pragmatismo que norteia as estratégias dos principais campos políticos do País que atuam dentro de uma mesma faixa de interesses e de compromissos?” -  Foi muito bom ver a experiência dessas figuras públicas, que deram depoimentos pessoais sobre o que passaram e o que fazem atualmente. Entretanto, minha maior preocupação não fica estagnada ao que os bons na política, minoria extrema, fazem. Mas como estes bons podem se multiplicar?! Como trazer pessoas de boa índole e compromisso social para a vivência política e mesmo partidária. Mesmo com todas as dificuldades, podridões e tudo de ruim que existe, se os bons se omitem, os péssimos triunfam!


Aqui deixo a intervenção que fiz aos três palestrantes/debatedores, com uma preocupação minha sobre como renovar de fato a política, como tirar estas ações dos discursos e como superar a politicalha velha, nojenta e rançosa que é tão eficaz ao se organizar, proliferar e se alastrar no poder?

E vocês, como respondem a essas minhas questões?

 

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“A Revolução Republicana na Educação”

André Dutra | 20 de dezembro de 2011 | 9:50
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Acabei de ler nesta semana o novo livro do Senador Cristovam Buarque, título que replico aqui neste post “A Revolução Republicana na Educação”. Vou deixar aqui algumas impressões, mas sem nenhuma intenção (muito menos pretensão) de esgotar os argumentos e detalhes do livro, afinal, este é daqueles que vale a leitura. Seja você um admirador ou não das ideias e argumentos do Senador Cristovam, leia o livro. O livro é, basicamente, um manual de como se revolucionar a Educação no Brasil, agregando uma compilação de vários Projetos de Lei e outras propostas implementadas pelo autor, seja como Senador, Governador do DF (1995-1998) ou Ministro de Estado da Educação (2003).

CLIQUE NA CAPA DO LIVRO PARA BAIXÁ-LO GRATUITAMENTE (EM PDF)

Capa do livro

Ele está dividido em quatro partes:  O Quadro (onde apresenta-se o atual cenário da Educação no Brasil); As Propostas (como o nome diz, com as propostas para se revolucionar e modificar definitivamente este quadro estarrecedor); Custo e Financiamento (com o cálculo de quanto irá custar a Revolução, seja em aspectos meramente financeiros – quanto dinheiro – como em aspectos estratégicos e sobre o que está em jogo ao não se fazer a Revolução); e, por último,a Conclusão.

O quadro, como dito acima, é horripilante. Escolas degradadas, mal equipadas, professores desmotivados, mal pagos, alunos submetidos à uma péssima educação, sem acompanhamento, alimentação, socialmente vulneráveis, violência…. a lista é enorme. A desigualdade social e da escola do “rico” e do “pobre”, outro abismo. A Educação de Base em frangalhos contribui para o Ensino Superior continuar pouquíssimo inclusivo e em rumo declinante.

“O berço da desigualdade, está na desigualdade do berço.”

Assim como o quadro é extenso e deprimente, as propostas são muitas e passíveis de uma leitura atenta. Minha crítica é amplamente favorável, mas gostaria de discutir, também, com quem leu e não concorda com os pontos apresentados. Da criação da Carreira Nacional do Magistério, onde o professor teria um salário de R$ 9.000,00, passando pela implantação das CEBI’s – Cidade com Escola Básica Ideal – em todos os municípios do Brasil em um prazo de 20 anos (vale consultar as tabelas que mostram como seria escalonada anualmente essa implantação), passando pela criação de sistemas de monitoramento educacional e do aluno em si, qualificação profissional, mensuração meritocrática dos professores, infraestrutura, fiscalização etc.
A preocupação com a Educação de Base e a vontade de tornar isto como um projeto de Estado, um pacto social e político que visem colocar o Brasil no eixo de reconstrução social e tecnológica por meio da educação de seu povo, é evidente. Tratar a Educação como política de Estado, prioritária e estrategicamente vital para a sobrevivência no cenário internacional e para o bem-estar social dos cidadãos brasileiros. Esta é a caminhada que deve ser feita.

Tanto o custo de se fazer quanto o de não se fazer, mostram em inúmeras tabelas e projeções que a hora se faz adiantada, mas ainda podemos revolucionar a Educação no Brasil. Tratar o professor como uma das principais carreiras de Estado e evidenciar isto para a população, construindo um valor cultural futuro de como é um ofício dos mais importantes para o país e seu povo, com uma fatia confortável do Produto Interno Bruto brasileiro e que terá impacto no próprio PIB com o passar dos anos ou simplesmente continuar como está ou pior? Os custos apresentados nos mostram que falta não apenas uma liderança nacional que nos leve a isto, mas participação social e compromisso da elite e dos governantes, além (é claro) do tratamento da “miopia estratégica e social” destes que não enxergam a importância de se alterar urgentemente o atual cenário da Educação no Brasil.

Senador Cristovam Buarque, Senador Pedro Taques e eu, no lançamento do livro

Encerro com uma frase contida no livro, que diz: “A bola é redonda para o rico e para o pobre, mas o lápis do pobre é muito diferente do computador do rico”. Uma escola “igual” para todos, ou seja, com a estrutura básica e moderna (computadores, smart boards, quadras cobertas, laboratórios de física, química, biologia, entre outros equipamentos de extrema importância para o aprendizado dos nossos alunos) e que respeite os regionalismos inerentes a um país tão grande como é o Brasil, não é apenas necessária, como moralmente vital e economicamente viável. Uma escola redonda para ricos e pobres, que leve o nosso país a descontinuar o atual genocídio intelectual e social e até econômico, ao não prover as ferramentas básicas educacionais a seus cidadãos, aumentando todos os índices desagradáveis (violência, baixa escolarização, a vergonhosa existência de analfabetos e analfabetos funcionais em território brasileiro e por aí vai…) e colocando nosso país em posições vergonhosas nos rankings internacionais de desenvolvimento humano, escolarização e outros.

Já deixo aqui também meus votos de um Feliz Natal pra vocês e suas famílias e que todos tenham um ótimo 2012! Brigadão por tudo aqui nesse ano que passou!!! Grande abraço!

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Da rede para as ruas

André Dutra | 26 de setembro de 2011 | 11:19
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Há alguns anos venho participando de mobilizações sociais de uma forma mais pujante. A mais envolvente, até hoje, foi o “Fora Sarney” em 2009, material vasto aqui no blog. Ainda no governo FHC, também participei de marchas anticorrupção, como vemos hoje em dia pipocarem pelo país. Deixo aqui com vocês interessante matéria sobre o assunto, publicada no Correio Braziliense de ontem, escrita pela jornalista Paula Filizola e também deixo a entrevista integral que concedi a ela. Espero que gostem! =)

Ações anticorrupção investem no poder de mobilização pela internet (clique para matéria completa)

(…) Um estudo divulgado em junho deste ano pela empresa Box1824 aponta que 59% dos jovens brasileiros não têm preferência por partidos políticos. Muitos afirmam não se sentirem representados da forma como deveriam pelo poder público. “Eu acredito que o jovem hoje é muito consciente sobre política e bastante ativo também”, ponderou o analista de sistemas Giderclay Zeballos, um dos organizadores do Movimento Contra a Corrupção. Participante ativo desde os tempos do colégio, o funcionário público André Dutra testemunhou as passeatas de 1992 nos ombros da mãe. Agora, pede a saída de quem considera corrupto. “O papel social do jovem é ser revolucionário e servir de locomotiva para carregar a outra parcela da população para as melhorias que desejamos”, avaliou ele, que recentemente começou uma campanha de fiscalização e denúncia, através de fotos, para cobrar melhorias do governo do DF.


Clique para ampliar

Entrevista na íntegra:

Paula Filizola – 1. Quero que você me fale da sua experiência em movimentos como o Movimento Contra a Corrupção. Foi seu primeiro? O que você acha desses eventos?

André Dutra – Não foi minha primeira participação. Participo de mobilizações sociais desde a época da escola e comecei com mais ativismo durante meu Ensino Médio, no Centro de Ensino Médio da Asa Norte – CEAN. Lá sempre organizávamos passeatas e manifestações em frente à Regional de Ensino da Secretaria de Educação do DF, que fica próxima à escola. Antes disso também fiz parte de outro grande movimento contra a corrupção, ainda no Governo FHC, quando houve uma grande marcha na Esplanada dos Ministérios em 1998. Também me manifestei no dia 05 de setembro deste ano sobre a corrupção nas prioridades do governo, tendo como grande exemplo a obra do Estádio Nacional Mané Garrincha. Aquela obra é uma corrupção nas prioridades, pois nossa Saúde, Educação, Segurança, Transporte e serviços públicos em geral continuam indignos, desestruturados e péssimos.

P.F. – 2. Na sua opinião, qual é o perfil das pessoas que participam dessas marchas?

A.D. – Em sua maioria, jovens. É papel social do jovem ser revolucionário, descontente com uma realidade imposta e sem perspectiva de melhorias. O jovem de hoje é quem norteará o futuro, então cabe a essa parcela da sociedade ser a locomotiva social que carregue o restante da população para as melhorias que desejamos.

Além disso, as manifestações atuais estão sendo encabeçadas pela classe média, que normalmente vinha se afastando das ruas. É importante que essa classe média se integre com o restante do povo, para que vire uma manifestação completa da sociedade. A melhoria é para todos, o fim de corrupção é para todos, logo todos têm que estar lado a lado, algo que não foi facilmente visto no 7 de Setembro. É uma auto-crítica importante de ser considerada, pois Brasília é setorizada urbanamente o que a fez se setorizar socialmente. Temos que destruir as barreiras que dividem nossa sociedade em setores.

P.F. – 3. Quais são as reinvindicações principais? É realmente totalmente apartidário?

A.D. – A próxima marcha contra a corrupção terá, de fato, proposições. Senti falta de proposições na primeira, era uma temática de abrangência enorme: fim da corrupção. Mas como? O que fazer para isto? Agora as reivindicações estão claras: fim do voto secreto no Congresso e pelo uso imediato da “Ficha Limpa”. Eu adicionaria aí a votação o quanto antes da Lei que institui a corrupção como crime hediondo.

O movimento em si, é apartidário sim. Vi pelas pessoas que se propuseram organizar. Mas há sempre os “caroneiros”, aqueles que tentam se valer de um movimento democrático e popular para obter ganhos políticos, como já vi na época em que organizei o Fora Sarney. Mas isso acaba sendo repelido pelo povo, que está ali lutando por ideias e não bandeiras ou discursos. O movimento, entretanto, tem que se manter apartidário, mas não apolítico, importante diferença que faz com que ele tenha coração e cérebro. Coração pelo seu ideal e cérebro por não matar a política, algo essencial para construção de uma sociedade melhor. Eu mesmo participo como cidadão que sou, em primeiro lugar e contribuinte. Minha coloração partidária em movimentos populares fica em casa.

P.F. – 4. Além da marcha contra a corrupção, o que mais você tem feito nesse âmbito? Quais outras manifestações já participou?

A.D. – Tirando aquelas da época estudantil, a minha maior participação foi no movimento Fora Sarney, aonde tive um papel mais central, organizando várias marchas e planejando com outros amigos o que chamamos de nossos “atos secretos”, com manifestações dentro do Congresso, entrega de pizzas e a culminância com nossa prisão ilegal pela Polícia do Senado, que resultou até audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, presidida pelo Senador Cristovam Buarque e com participação da Drª Herilda Balduíno do Conselho de Direitos Humanos da OAB Federal.

Além dessa, que tem destaque na minha história, participei do Fora Gilmar Mendes, à época Presidente do STF, Fora Arruda e demais manifestações sobre o escândalo da Caixa de Pandora.

Ultimamente tenho agido de uma forma diferente: fiscalizando e denunciando. Este mês fiz um vídeo mostrando as condições insalubres do transporte público, com infestação de baratas dentro de ônibus e das condições da Rodoviária do Plano Piloto e também tenho dado aulas e palestras voluntárias de conscientização política para alunos de escolas públicas, pois eles são minha esperança para um DF mais virtuoso.

P.F. – 5. O que te leva a fazer essas coisas, André? E participar dessas marchas?

A.D. – Eu tenho plena convicção de que Brasília tem todas as condições para ser exemplo não só para o Brasil, mas um modelo internacional de gestão e de estado de bem-estar social, com ótimos serviços públicos e condições iguais para a população atingir seus sonhos. Temos o Fundo Constitucional e uma imensa arrecadação de impostos, condições de aumentar investimentos em conjunto com o Governo Federal, uma estrutura de cidade completamente diferente do restante do país, propiciando mudanças estruturais.

O que me leva a me esforçar, usar meu tempo, conhecimento e energia é o amor que tenho por essa cidade e por esse país. Se Brasília e o Distrito Federal forem grandes exemplos, podemos cobrar do restante do país, mas hoje nossa imagem é negativa de norte a sul, mesmo sabendo que nossa população é honesta e não está envolvida no escândalo e deméritos de poucos. Participar das marchas, organizá-las, lutar por um país e uma cidade melhores é algo que impactará positivamente para a sociedade e também para mim, pois todos colheremos os benefícios. Até o cidadão mais abonado se beneficia com a justiça social, pois uma sociedade mais segura e igualitária é sinônimo de menos gastos privados com saúde, educação, segurança e outros.

P.F. – 6. Na sua opinião, qual é o papel das redes sociais hoje nessas marchas/manifestações?

A.D. – A internet e as redes sociais são ferramentas importantíssimas para esse tipo de mobilização. É a forma mais rápida, fácil e segura de se organizar pessoas que lutam por um mesmo objetivo. A grande dificuldade permanece em conseguir tirar as pessoas das redes e leva-las às ruas, que é onde realmente se faz a diferença. Vimos ao redor do mundo movimentos enormes de países inteiros, organizadas pela internet (como os movimentos pró-democracia nos países árabes e os movimentos por educação de qualidade no Chile). Até hoje nós brasileiros sofremos com a dificuldade em tornar movimentos de massa virtual em movimentos de massa real.

O que está acontecendo agora com os movimentos anti-corrupção país afora são um sinal de que as coisas podem estar mudando e eu torço para isso com todas as forças. Juntar algumas dezenas de milhares de pessoas é algo de extremo valor e essas pessoas estão de parabéns! Mas ainda precisamos tirar milhões da zona de conforto. A internet é uma grande aliada, mas a mobilização de rua não pode parar. Tenho muita fé e expectativa de que agora é a hora de transformarmos o Brasil em uma sociedade menos dócil para com injustiças e desmandos dos Poderes Públicos e nos tornarmos uma sociedade de protesto a favor do progresso para todos. E a internet só vem aumentando em importância para que isso se consolide.

P.F. – Você é formado em relações internacionais né? e tem quantos anos? Trabalha com que?

A.D. – Sou formado em Relações Internacionais e estou fazendo uma especialização em Gestão Pública. Tenho 25 anos, nascido e criado em Brasília. Atualmente sou funcionário público concursado do GDF e professor voluntário.

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