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A Polícia do Senado Federal e eu

André Dutra | 21 de março de 2011 | 10:46
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Como muitos de vocês acompanharam aqui mesmo no blog, minha relação com a Polícia do Senado Federal não é das melhores desde agosto de 2009 (podem ver outro link aqui, também). Eu bem queria ser amigo deles, mas eles não querem ser meus amigos! Acho que o “chefinho” não vai bem com minha cara, não sei se porque meu bigode não cresce ou se por outro motivo mais provável.

Enfim, desde aquele fatídico dia, muitas coisas aconteceram. Até falaram que nós estávamos corretos e eles (a Polícia do Senado – detalhe, Polícia uma vírgula, deviam ser chamados de seguranças) estavam bem errados. Não foi qualquer um que falou isso, está gravado na TV Senado, numa audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e dito pela Dra. Herilda Balduíno do Conselho de Direitos Humanos da OAB Federal.

Enfim, como muitas coisas naquela Casa, não deu em nada. Vida que segue, vivi muitas coisas desde aquele dia de 2009, até candidato a Deputado Distrital eu fui, voltei no Congresso várias vezes, desde visitas a amigos que trabalham até para assistir sessões ou visitar parlamentares. Em 2011, que mal começou, voltei lá algumas vezes, sempre pela porta da frente. Até que, no dia 24/02/2011 fui surpreendido na portaria da Chapelaria.

Fui fazer uma visita a uma amiga, nada demais, depois do expediente. Nada demais para uma 5ª-feira. De praxe, todos visitantes devem submeter-se à pasagem pelo detector de metais e passar seus pertences pela esteira de raio-x, dirigindo-se à portaria, avisando para onde vai e fazer o que (mesmo que seja “tratar de assunto particular”) e ser docemente encaminhado até seu destino. Mas isso não aconteceu comigo.

Naquela quinta, uma mensagem apareceu na tela de computador da segurança do Senado. Uma mensagem pop-up que dizia: “Consta ocorrência de usuário com o RG: XXXXXXX seu CPF é XXXXXXXXXXX. Entre em contato com a Central de Operações. (ramal 4444)”. Meu RG, meu CPF e a cara da segurança olhando pra mim como se eu fosse o bin Laden.


A Polícia do Senado e eu – restrição de entrada (clique para ver maior)

Surpresa pra ela, surpresa pra mim, acho que ninguém tinha se deparado com aquela mensagem ainda! Não fosse constrangedor o suficiente ficar esperando pela ligação do segurança para a Polícia do Senado, segurando minha CNH e olhando desconfiado pra mim, dizendo “é um jovem que alega ir visitar o gabinete do Senador Cristovam”, mesmo comigo falando que sou jovem, mas sou membro de um partido, cidadão e eleitor, podendo visitar aquelas dependências por qualquer um desses motivos. Não contentes, fui escoltado acompanhado de um senhor da Polícia do Senado até a sala da Delegacia (eu fico besta com essas nomenclaturas), onde fui recebido pelo pelo senhor deste vídeo aqui (o mais educado no dia da truculência, bem articulado, com boas argumentações, MAS errado ainda assim):

httpv://www.youtube.com/watch?v=EcheDMeKbOI&feature=player_embedded

Ao perguntar a ele se havia algum problema especificamente e, se sim, qual seria (já que não tinha nada a ver surgir uma restrição com por um motivo passado e resolvido – em tese), me respondeu que não era problema específico, mas um “novo sistema em teste, para apresentar à Presidência da Casa, onde no futuro todos teriam que consultar um funcionário antes de entrar”. Era aleatório. Achei bizarro, mas não quis aumentar a prosa, ele ligou na minha amiga, ela falou que já estava esperando por mim há algum tempo e eu fui liberado a entrar, depois de cadastrar em nova portaria meu RG e colocar a observação com o nome de quem “liberou” minha entrada. No momento em que fomos fazer isso em outra portaria, adivinha? Pop-up de novo com a restrição Aleatório, né? Naquele dia fui embora, mas resolvi passar em outra portaria e outra vez apareceu a mensagem e eu registrei a imagem, como vocês viram acima.

Não gostei nem um pouco do tratamento diferenciado. Voltei outro dia, com uma testemunha e mais uma vez fomos parados. Ou melhor, EU fui parado na mesma portaria, da chapelaria. Meu amigo teve seu registro de entrada e liberação tranquilos. Ambos jovens, de terno e gravata, juntos, mas ele podia entrar e eu não, só depois de consultar a Polícia. Pelo telefone liberaram a entrada, mas fui lá pedir satisfação. Se negaram a falar qual o motivo da restrição e muito menos a dar resposta por escrito, a não ser que eu protocolasse o pedido. Redigi o texto, assinei e um amigo protocolou no dia seguinte tal requerimento:


Requerimento (clique na imagem para ampliar)

Curiosamente, no dia em que fui com meu amigo, também entramos na Câmara dos Deputados, pelo Anexo II e não houve problema algum!

Na última 6ª-feira, 18/02/2011, voltei ao Senado para ver se havia resposta e MAIS UMA VEZ fui barrado na porta. Depois de passar por toda aquela situação chata (assim que cheguei, os próprios seguranças da portaria já me reconheceram e eu até brinquei falando que já podiam ligar na Polícia, que eu era persona non grata ali…), entrei e fui rastrear meu requerimento. Está ainda em trânsito interno.

Amanhã, 3ª-feira, vou lá de novo. Com cópias do meu requerimento. Já sei que serei barrado na porta e depois de uns 20 minutos vão me deixar entrar, mas dessa vez quero entregar as cópias a alguns Senadores, não apenas do PDT. Espero que alguns entendam a gravidade de uma situação dessas que hoje é só comigo, um Zé Ninguém, mas que aquele prédio bonito no final da Esplanada é para todos os cidadão brasileiros, Zés Ninguéns e Zés Alguéns, entrarem, cobrarem, fiscalizarem e até mesmo para conhecerem um pouco sobre nosso Parlamento. Não precisamos de motivo para entrar na Casa do Povo, apesar de todo dia eles nos darem vários motivos e mesmo assim não nos valermos deles.

Bem era isso. Texto longo, mas minha indignação é ainda maior. Peço que repassem esse post para amigos e quem mais puder se interessar. Hoje é comigo, amanhã pode ser com mais um tanto de gente.

Saiba mais sobre o que a Polícia do Senado faz com nosso dinheiro, além de dirigir SUV’s da Nissan e serem armados com Tasers:

httpv://www.youtube.com/watch?v=2__u_RmfX3U

E o velho do bigode comendo feijoada vegan com o Obama, tranquilo e calmo…

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1 ano de Fora Sarney

André Dutra | 14 de agosto de 2010 | 3:51
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Há um ano atrás nesse horário, mais ou menos, eu estava indo dormir, como hoje. Mas há um ano atrás eu tinha sido preso no Senado, ameaçado e agredido em frente à imprensa brasileira, junto com vários outros estudantes, simplesmente por usar de nosso direito à liberdade de expressão e opinião e pedir a saída de José Sarney do Senado. Foi no dia 13 de agosto de 2009 e meu relato foi publicado na madrugada do dia 14. Repito o gesto, de simplesmente publicar um pequeno relato, mas dessa vez recordando o dia em que o Brasil devia se envergonhar do que aconteceu com seus estudantes… mas esse dia já foi esquecido.

Leiam o relato completo aqui neste link.

Mas para a biografia daquele que espero ser um dos últimos grande coronéis de nosso país, isso não poderá ser calado: foi o homem dos atos secretos, dos 11 processos bruscamente engavetados, da violência aos estudantes e da intimidação, mentira e terrorismo psicológico. E lá se foi 1 ano de Fora Sarney!


httpv://www.youtube.com/watch?v=Wxh75vKppBo&feature=player_embedded

Tomara que situações assim jamais se repitam no Brasil. O aprendizado foi grande e foi detalhado nessa entrevista de 6 meses atrás.Feliz aniversário a todos que querem um Brasil mais justo, mais digno, decente, ético e limpo! Feliz aniversário pra quem luta por isso e acredita nesse sonho!

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Mobilização virtual – aprendizado com Fora Sarney e vitória comentada

André Dutra | 28 de janeiro de 2010 | 14:10
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As primeiras manifestações do Fora Sarney foram marcadas para o dia 1º de julho de 2009, após eu ter mandado uma mensagem no twitter. As manifestações já passaram dos seis meses, desde seu início. Tiveram pontos altos, como as marchas nacionais (inclusive com participação de alguns artistas em várias capitais), até a prisão violenta e mordaz aos estudantes que protestavam no Senado (eu incluso) e a audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado para tratar sobre as violações aos direitos cometidas pela Polícia do Senado naquele dia. Tudo foi abordado e divulgado amplamente aqui no blog.

Seis meses depois, parece que fomos derrotados. Sarney continua não só Senador da República, mas ocupando a Presidência da Casa. Falei mais de uma vez a repórteres com que tive contato, que a velha raposa Sarney foi competente ao se blindar e a usar de todos artifícios coronelescos que ele tem na cartola. Usou até do bom conhecimento sobre política de Ulysses, tendo paciência, paciência e paciência. O fim de ano em conjunto com os escândalos do Mensalão do DEM, tiraram todo o foco do Senado e ele voltou a se esparramar em seu troninho.

Mas falei também, que tudo isso foi um amplo aprendizado para nós, sociedade civil e jovens insatisfeitos. O poder da internet é grande, porém claramente foi visto que não suplanta a iniciativa popular nas ruas. Outro e mais importante ganho que tivemos foi poder acabar com a imagem ilibada cultivada ao longo de décadas por este crápula. José Sarney morreria como o Homem que foi o primeiro Presidente da República civil após os anos de chumbo da ditadura, o homem que fez a ponte com os militares para e pela Democracia. Imortal da Academia Brasileira de Letras. Um bom samaritano que se manteve mais de 54 anos no poder. Após os escândalos e as manifestações nacionais contra Sarney, mostramos a biografia que ele realmente merece ter.

Sarney não terá oculta em sua biografia a grande mancha e retrocesso político que foi para nosso país. Ele é o homem que FUGIU de se defender de 11 (ONZE) processos no Conselho de Ética do Senado Federal; o homem que calou a Livre Imprensa; o vovô nepotista; o homem que viu a truculência da Polícia Legislativa que estava às suas ordens e nada fez para garantir os Direitos Humanos dos estudantes ILEGAMENTE e IMORALMENTE presos no Senado naquele dia 13/08/2009.

Em matéria ao Portal R7 (por Gabriel Mestieri), falamos mais sobre o que representou o Fora Sarney e sobre o papel da internet nas eleições de 2010. Vejam (clique aqui para ler no Portal R7):

Fundadores do “Fora Sarney” negam fracasso e dizem que internet vai fiscalizar candidatos em 2010
Para eles, protesto virtual não representou fracasso, mas “experiência”

Há cerca de seis meses, um protesto de moldes inéditos no Brasil incomodava o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Se nas ruas as manifestações eram tímidas, na internet um novo tipo de “grito” ganhava força: era o “#forasarney”, movimento na internet que tentava derrubá-lo do cargo.

Lutando contra escândalos, sendo o mais grave deles a revelação de que Sarney usava atos secretos para nomear parentes em cargos do Congresso, o presidente do Senado resistiu. Semanas depois, viu os protestos contra ele minguarem na rede. O estudante e funcionário público André Dutra, de 23 anos, que se engajou na luta contra Sarney, acha que faltou equivalência no “mundo real” das manifestações que ocorreram na internet.

- Se tivessem ocorrido manifestações de mil, 2.000 pessoas, as coisas poderiam ter sido diferentes. A pressão de um Conselho de Ética votando com o Senado lotado e as pessoas se manifestando seria diferente. A pressão popular faz com que o político pense duas vezes, ainda mais em ano precedente da eleição nacional. Faltaram conscientização e educação política [dos novos manifestantes da internet para isso acontecer]. O sentimento de comodismo prejudicou.

Dutra é um dos estudantes que no dia 13 de junho de 2009 ficou detido por cerca de seis horas no Senado. Levado pela Polícia Legislativa a uma sala na garagem da Casa, só foi liberado após a intermediação de parlamentares.

Apesar de não terem derrubado Sarney, as pessoas envolvidas nos protestos consideram que a experiência, longe de ser um fracasso, serviu para demonstrar que a internet é uma ferramenta com grande capacidade de mobilização política ainda inexplorada. É o que aponta o gaúcho Moah Souza, de 52 anos, um dos fundadores do site #forasarney.

- Esse movimento na web possibilitou que um número grande de pessoas que não tinha condições de participar encontrasse na internet um meio adequado para demonstrar sua revolta. Esse foi o grande o sucesso do nosso movimento. Nós inauguramos esse tipo de manifestação na internet.

Em 2010, Souza pensa que a internet pode servir para ajudar o eleitor a se informar e se conscientizar sobre seu voto.

- A internet servirá para que façamos denúncias de pessoas que não merecem voto, que estão comprometidas com seus projetos pessoais, com falcatruas. A luta do #forasarney continua, no sentido de ampliar a lista de pessoas que não merecem receber votos em 2010.

O estudante André Dutra concorda. Ele vê o Twitter como um recurso que pode aproximar os eleitores dos candidatos que receberão o voto. Como exemplo, o estudante cita o caso do deputado distrital Leonardo Prudente (sem partido), que viu seu Twitter lotar de mensagens de indignação após seu nome ser envolvido em denúncias de esquema de corrupção no Distrito Federal.

- Vai ser a primeira eleição da internet de verdade no Brasil. Os candidatos e os eleitores vão usar Orkut e Twitter, e o político que estiver usando de uma maneira fingida não vai passar despercebido. A internet vai funcionar para aqueles que forem limpos e se mantiverem limpos. Quem deslizar não vai conseguir ficar.

A vitória pode ser interpretada de várias formas. Foi muito bom aprender e conhecer todos que conheci com este movimento. Mostramos que não estamos mortos. Esse ano será um ano para continuarmos lutando no virtual e no real, pois os dois devem coexistir e se amparar. Mas posso dizer com todas as letras que, mesmo com Sarney ainda ocupando a Presidência do Senado, me sinto com sensação de dever cumprido ao desmascarar para a História o que realmente ele é: tudo o que há de pior e de retrocesso para a política e o progresso do Brasil.

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Direito de ir e vir, liberdade de expressão e mais Direitos Humanos debatidos no Senado

André Dutra | 17 de setembro de 2009 | 23:27
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Hoje passei grande parte do meu dia no Senado Federal. Depois do fatídico dia 13/08, quando fui preso pela Polícia do Senado por ter me manifestado contra Sarney, dentro daquela Casa, ainda não tinha voltado ao Congresso. Dessa vez voltei pela porta da frente. Como vocês viram em meu post anterior, fui convidado para fazer parte da Mesa em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, com o intuito de debater sobre o direito de ir e vir, a liberdade de expressão e outros temas relacionados, com ênfase no episódio da prisão citada.

Foi sensacional. Abaixo, coloco matéria na íntegra da Agência Senado. Em breve, colocarei vídeos e fotos que foram tiradas lá. Infelizmente a Comissão não lotou de gente, mas as pessoas que lá estavam eram de altíssima qualidade e esse simples fato é uma grande vitória, da qual me orgulho de ter feito parte.

Agora vamos continuar, em busca da manutenção de nossos direitos (dos mais básicos e elementares até aqueles que ainda estão capengando) e de justiça, pois o que foi feito tem que ser devidamente avaliado e que sejam aplicadas punições àqueles que violaram os Direitos Humanos e nossa Constituição Federal.

Além da matéria abaixo, vocês podem ver a reportagem que saiu no excelente site Congresso em Foco, onde a jornalista Renata Camargo fez um ótimo trabalho e detalha o que queremos fazer futuramente (pediremos à OAB que nos representem contra o que a Polícia do Senado fez naquele dia).

Fiquem então, com a matéria da Agência Senado:

COMISSÕES / Direitos Humanos
17/09/2009 – 14h50

Direito de ir e vir em debate

Dra. Herilda, Senador Cristovam e eu

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) realizou audiência pública nesta quinta-feira (17) para debater a Declaração Universal dos Direitos Humanos sob a ótica do direito de ir e vir das pessoas. Para o presidente da Comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o Senado Federal vem dificultando a entrada de pessoas no prédio, submetendo-as a um rigor maior do que o usado para se ter acesso aos aviões de carreira, nos aeroportos.

O senador pelo DF apoiou a idéia de alguns estudantes presentes à audiência de procurar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cézar Britto, pedindo uma representação da Ordem contra o Senado, e também ouvir os responsáveis da Polícia do Senado pelo constrangimento sofrido pelos estudantes durante manifestação ocorrida no dia 13 de agosto passado. Cristovam não descartou a hipótese de acompanhar os estudantes, como representante do Distrito Federal.

Segundo André Dutra Silva Magalhães, estudante de Relações Internacionais do IESB, que participou da manifestação realizada contra o presidente do Senado, José Sarney, os estudantes não estavam agindo como vândalos, nem quebrando nada, apenas percorrendo os corredores do Senado e manifestando sua opinião.

- Foi constrangedor termos sido detidos pela Polícia do Senado e ficado mais de três horas na sala de segurança, unicamente por estarmos nos manifestando sobre posições políticas que estavam sendo debatidas no próprio plenário da Casa. O “Direito de ir e vir” representa um dos direitos mais básicos de uma democracia. Se, dentro do Congresso, já não podemos nos manifestar, o próximo passo será impedir que o façamos na universidade ou nas ruas? – perguntou.

O estudante exibiu um filme feito durante as manifestações e fez um apelo aos senadores para garantir, a todos, estudantes ou trabalhadores, o direito de se manifestarem, de modo ordeiro, dentro do prédio do Congresso.

A advogada Herilda Balduína de Souza, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pediu providências contra o arbítrio que na opinião dela está acontecendo atualmente nos prédios do Congresso, onde, segundo a advogada, pessoas estariam enfrentando dificuldades de entrar nos prédios e procurar senadores e deputados.

- Hoje, 17 de setembro, eu mesma precisei mostrar meu convite para participar desta audiência. É direito de todo brasileiro manifestar sua opinião, mas os governos somente gostam de manifestação a favor e o Congresso está seguindo esse exemplo ruim – disse.

Herilda lembrou que, até durante a ditadura militar era possível entrar no Congresso e, “quando se era expulso, não era por agentes do Legislativo, mas pela Polícia do Exército”. Para ela, a segurança demasiada acaba violando os direitos humanos mais básicos.

-Se não podemos ir até a Biblioteca, procurar um senador, assistir a uma sessão do Senado ou da Câmara, nossos direitos de eleitor estão sendo violados. Não estou defendendo baderna nem violência, mas o acesso ao Congresso e aos congressistas precisa ser assegurado a todos. Não existe democracia com unanimidade, sempre haverá quem discorde e essa pessoa tem direito de manifestar suas idéias livremente – concluiu Herilda.

Direitos

Para Cristovam, o Senado descumpriu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em especial o direito de se manifestar e o direito de ir e vir, a que todos têm direito numa democracia. Para ele, não podemos cercear a liberdade de ninguém de percorrer os corredores do Senado com camisas portando dizeres contra ou a favor de quem quer que seja, afirmou.

O senador José Nery (PSOL-PA) se declarou “assustado” com a ausência do reitor da Universidade de Brasília e do secretário da Polícia do Senado, previstos para depor na audiência, e lamentou que tão poucos senadores estivessem presentes, para prestigiar o evento.

- A crise não foi resolvida, foi apenas abafada. Não fabricamos denúncias, são fatos que essa Casa se recusa a esclarecer. Se elas foram arquivadas no Conselho de Ética, deveríamos abrir uma CPI para investigar os desmandos de gestão pública no Senado que chegou ao cúmulo de lavrar centenas de atos administrativos secretos – disse.

José Nery destacou que a crítica faz parte da democracia e todos precisam aceitar esse fato. Para ele essa audiência pública representaria uma oportunidade de se discutir esses acontecimentos. Ele lamentou que tivesse havido tão pouco interesse por parte dos senadores em defender os direitos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Laura Fonseca / Agência Senado

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Audiência Pública na CDH do Senado, sobre liberdade de expressão e prisão de estudantes

André Dutra | 15 de setembro de 2009 | 20:37
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Pessoal, venho aqui fazer um convite e dividir uma alegria com vocês!

É com muito prazer que convido a todos para uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, que debaterá sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a liberdade de expressão e o direito de ir e vir no Brasil, sob a ótica do poder público e da sociedade civil organizada, com o objetivo específico de obter esclarecimentos sobre diversos itens como a proibição de entrada de cidadãos no Senado Federal, o direito de ir e vir, o cumprimento da legislação e preceitos democráticos no Brasil, destacando-se a detenção dos estudantes pela Polícia do Senado Federal no dia 13/08.

Essa audiência é muito importante, pois se dará dentro daquela Casa e pode ser um marco predecessor de regularização de manifestações dentro do Congresso. Afinal, de forma organizada e pacífica, como foram todas as manifestações que estive, por que não?

Além disso, estou bem feliz em ter este requerimento aprovado, pois tive a felicidade de redigi-lo e passa-lo para o Senador Cristovam, presidente da Comissão, que entrou com o pedido, aprovado em reunião da CDH.

Como vocês viram neste blog, o dia da prisão foi muito tenso para nós (estudantes) e foi feito de forma despreparada e arbitrária pela Segurança do Senado e mantida pela Presidência da Casa. Essa audiência é de suma importância para mostrarmos que, além de sabermos nossos direitos, vamos atrás deles quando os temos (preceitos básicos e fundamentais de nossa Constituição) quebrados e pisados, como foram naquele fatídico dia.

Pelo menos três artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos foram violadas, além de nossa Constituição ter sido ignorada.

Minha felicidade é de ter sido convidado a fazer parte da Mesa que levará o debate, dividindo espaço com grandes profissionais. Vejam (clique na imagem, para ver maior):

Com a participação de:

Senador Cristovam Buarque, presidente da Comissão de Direitos Humanos (mediador)

José Geraldo de Sousa Júnior, reitor da Universidade de Brasília

Raimundo Aragão, Presidente do Conselho Federal da OAB

André Dutra Silva Magalhães, estudante de Relações Internacionais do IESB detido pela polícia do Senado

Mônica Nogueira, coordenadora geral da Rede Cerrado

DATA:

Dia 17/09, 5ª-feira, às 10 horas

Senado Federal, sala da Comissão (Anexo II, Sala II, Ala Nilo Coelho)

Espero poder contar com a presença de todos que forem de Brasília. Será muito importante! Levem suas sugestões, críticas e dúvidas! Convide seus amigos.

E claro, tomara que ninguém seja barrado na porta do Senado!

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Fora Sarney no Jornal do Universitário

André Dutra | 2 de setembro de 2009 | 18:51
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É isso aí galera, a luta continua firme e forte! Aí embaixo deixo as imagens do Jornal do Universitário aonde o Levy Brandão fez ótima matéria sobre esse caso de vergonha nacional. Tive a oportunidade de ser entrevistado e vocês podem ler, ao final, o que escrevi e também ver uma fotinha minha. Aos universitários de Brasília, fiquem atentos, pois a edição impressa é distribuída gratuitamente nas universidades/faculdades do DF. Clique na imagem para ver maior:

Capa

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7 de Setembro tem Fora Sarney em todo o Brasil!

André Dutra | 31 de agosto de 2009 | 18:53
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É isso aí galera! Aqui em Brasília já está certo, faremos nosso ato no desfile da Independência, de manhã cedo. Até o presidente da França, Sarkozy estará aqui, é nossa chance de não deixar o movimento decair e levá-lo a outros patamares! Vejam as informações:

Brasília no ato de 7 de setembro!

Horário: 7 horas da manhã
Concentração: Rodoviária do Plano Piloto (Escada rolante próxima à entrada do Metrô).

Ação: Será realizada na grande festa com início pelas 9 horas da manhã! Por isso há a necessidade de CHEGAR CEDO.
* O ato foi definido em reunião no DCE – UnB no dia 22/08/09.


Panfletos para você ajudar a divulgar também (baixe, imprima, recorte, divulgue):

  • Cartaz

  • Panfletos (3 em 1)


Outras cidades já confirmadas (fonte: www.forasarney.com)

São Paulo – SP

Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 14h
Onde:  MASP
Mais informações

Rio de Janeiro

Ação: Manifestação durante o Desfile Militar Oficial promovido pelo Governo do Estado
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 7h
Onde:  Saída do metrô Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro
Mais Informações

Rio de Janeiro II

Ação: Panelaço Nacional – Leve sua panela e vista-se de preto
Quando: dia 07 de setembro
Horas: às 16h
Onde:  Praça General Osório, em Ipanema, Zona Sul, clique aqui e veja o mapa
Mais Informações

Itu – SP

Ação: panelaço contra a corrupção
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 17h
Onde: Praça da Matriz

Belo Horizonte – MG

Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 14h
Onde: concentração na Praça Sete

Porto Alegre – RS

Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 9h
Onde: concentração em frente a Câmara Municipal

São Luís – MA

Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 9h
Onde: rotatória do Bacanga, em frente à Capela de São Pedro
Mais informações

Florianópolis – SC

Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 16h
Onde: Trapiche da beira-Mar
Mais informações

Vitória – ES

Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 9h
Onde: em frente ao Bob’s na Praia do Canto

Manaus – AM

Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 9h
Onde: Posto em frente ao estádio Vivaldo Lima

Goiânia – GO

Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 15h
Onde: Na Praça Universitária

Tuntum – MA

Ação: manifestação pública contra opressão governamental (Roseana e Sarney)
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 15h
Onde: Concentração em frente a Unidade Integrada Gilza Léda, Bairro Vila Luizão
O que levar: cartazes, bandeiras, apitos, panelas…

Abraços e até lá! Quem chegar atrasado e perder a concentração, nos procure nas arquibancadas que estão montadas na Esplanada dos Ministérios, estaremos fazendo barulho e muito visíveis!

http://farm3.static.flickr.com/2588/3876106682_92616b3dcf_b.jpg
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