Seis mil crianças sem escola no Distrito Federal em 2014

Você sabia que este ano cerca de 6 mil crianças de zero a 5 anos ficarão sem vaga na escola? Que as pessoas estão acionando a justiça pra garantir um direito tão fundamental quanto a Educação?!

Um grande inversão de valores em plena capital federal. Em 3 anos de governo, nenhuma creche pública foi inaugurada e o Agnelo prometeu 100 nos 4 anos de governo. Agora fala em entregar as 100 até o final de 2014… Quem acredita?! Vergonha.

 

6milsemescolaDF

Me siga no Twitter!

Senador Cristovam Buarque visita o CEAN!

Desde 2011 sou professor voluntário no Centro de Ensino Médio da Asa Norte, o CEAN, escola em que fiz o Ensino Médio entre os anos de 2000 a 2002 e pela qual nutro um carinho imenso, tanto pelos amigos que fiz para a vida inteira, quanto pela liberdade e formação que a escola me proporcionou.

Essas aulas começaram a partir de uma palestra que desenvolvi e comecei a proferir com o tema “Política e Juventude”, onde falo sobre a importância da participação do jovem de forma mais direta e organizada na política como um todo. Da palestra, fiz a proposta de oficina semestral e fui incluído nas aulas da escola. A oficina se chama “Oficina de Conscientização Política e Crítica: (des)construindo o cidadão, sem ser chatão” e nela abordo desde noções de Direito (principalmente Constitucional e do Consumidor), noções básicas de Economia e Relações Internacionais, atualidades, ética, cidadania e por aí vai. A principal ideia é que os estudantes possam desenvolver um senso crítico, com embasamento e conteúdo, uma opinião própria e não um reflexo midiático ou repetitivo. Como não tive isso na escola, resolvi desenvolver esse conteúdo programático.

Como parte integrante deste projeto, adotei a prática de convidar uma pessoa engajada em algum assunto variado a cada semestre. Daí já pude contar com meu amigo e também ex-aluno (formado comigo) Leandro Borges, da Educação Física; Ricardo Pipo, ator da Copanhia de Teatro Melhores do Mundo; Paula Filizola, jornalista e criadora do site Política do Bem (que já esteve neste blog e onde fui entrevistado); e a última visita foi do Senador Cristovam Buarque. Essa visita tem, particularmente, um significado a mais.

Clique para ver maior

Em 2001 eu era estudante do segundo ano do Ensino Médio, quando o Professor Cristovam visitou a escola, ainda na condição de ex-Governador do DF. Da visita, foi para o Auditório Dois Candangos na UnB, pertinho do CEAN, onde palestrou. Foi a primeira vez que tive contato direto com o Professo Cristovam (já que acompanhei de perto, apesar da pouca idade, a campanha de 1998) e onde pude questioná-lo sobre uma possível nova tentativa de candidatura para o Governo do Distrito Federal. Mal sabia eu que em 2002 o Professor Cristovam seria eleito Senador da República e que 8 anos depois disso eu seria candidato a Deputado Distrital, com apoio dele (não fosse ele, eu nem teria meu nome na lista de candidatos do partido em que era filiado à época).

E então, eis que algum tempo depois, agora na condição de único Senador reeleito do DF, Cristovam volta ao CEAN e dessa vez a meu convite e integrante do projeto que criei. Além de visitar a escola e palestrar para os estudantes do período matutino, o Senador debateu com os jovens que fizeram vários questionamentos, nos mais variados temas e em um nível de articulação, politização e desenvoltura que muito nos animou.

  

  

Clique para ver maior

Ainda há de se obter muitas melhorias. A escola deixa a desejar na estrutura física (o Senador palestrou em uma sala, sem lugar para todos sentarem, já que não existe um auditório, por exemplo), principalmente. Outras reivindicações são uma quadra esportiva coberta, cadeiras mais confortáveis, reabertura e retorno das aulas dos laboratórios de Química, Física e Biologia e por aí vai… Mas na parte pedagógica eu deixo meus parabéns, tanto aos mestres que continuam na escola desde minha época, quanto à Direção e Coordenação que fazem do CEAN uma escola preocupada em educar e não somente em ensinar.

Ao final o saldo é super positivo e rememorou meu orgulho e carinho por essa escola que fez a diferença não só em minha vida, como na de meus amigos que ali estudaram. Ainda há muitas pessoas convidadas que pretendo trazer e ainda há muito trabalho a ser feito nessa escola! E espero que o CEAN também faça a diferença para essa nova geração.


Clique para ver maior

Resultados para a coletividade e não para o individual

Semana passada, pela quarta vez consecutiva, estive no Politeia. A simulação de Câmara dos Deputados feita para estudantes universitários está cada vez maior e melhor. Depois de ser Presidente da Casa em 2010, dessa vez, fui líder do PT, maior partido da Casa. E foi assim que fechei meu ciclo e me aposentei do mundo das simulações (ou não?)! Considero como um belo treino para o que busco na realidade. Como o título diz, quero resultados para a coletividade e não para o individual. Depois dessa experiência fica ainda mais certo de que é isso que quero: entrar na política brasileira para trabalhar e ajudar a mudar seus rumos para caminhos onde quem mais precisa será beneficiado e ampliar o debate, principalmente para os jovens. É de ficar aterrorizado como os jovens das elites financeira e intelectual brasileira não têm empatia com a dura realidade do povo e como uma “juventude conservadora” vem crescendo. Não quero isso pra mim, pra você, pro futuro do Brasil e pra ninguém. É por isso e por acreditar que posso contribuir por um DF e um Brasil melhores, que sigo em frente!

Abaixo, matéria do Correio Braziliense, onde pude contribuir como um dos personangens:

Desde segunda-feira (16/7), cerca de 120 universitários de diversos estados estão reunidos na Câmara dos Deputados. Eles simulam o trabalho de um parlamentar brasileiro: criam projetos de lei, votam em comissões temáticas, escolhem líderes partidários e organizam alianças entre as siglas. A mídia, é claro, não poderia ficar de fora. As principais notícias aparecem no jornal O Politeia, feito por estudantes de jornalismo.

Essa simulação faz parte do projeto Politeia, organizada anualmente por alunos da Universidade de Brasília (UnB). O grupo fica na Câmara dos Deputados até sábado (21) e as negociações correm a todo vapor. Os partidos se dividiram em dois blocos distintos: bloco União pela Democracia e bloco Sigam-me os Bons. O primeiro reúne PMDB, PSDB, PSD, PP, DEM e PR. O segundo é a junção entre PT e PSB. Os projetos de lei estão sendo votados nas comissões temáticas e os aprovados passam pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). As propostas validadas chegam ao Plenário Ulysses Guimarães na tarde desta quinta-feira para decisões finais.

Jovens deputados
Este é o quarto ano em que André Dutra, 26 anos, formado em relações internacionais pelo IESB, participa do Politeia. A relação dele com a política se mistura entre realidade e simulação. Em 2010, ele foi candidato a deputado distrital pelo PDT e, atualmente, é presidente da juventude do PSB. No Politeia ele atua como líder do PT. “O meu conhecimento em política, adquirido em outras edições do Politeia e em situações da vida real, me dão vantagens para uma boa participação aqui. Aprendi, por exemplo, a sempre negociar e articular, buscando resultados para a coletividade e não para o individual”, conta.

Outro conhecimento que André adquiriu é o profissionalismo: “Apendi a não levar nada para o lado pessoal. Já tive conflitos acalorados, mas não deixei isso sair da simulação”. André Dutra indica a simulação para todo mundo que queira entender melhor o sistema legislativo do Brasil. “É um processo muito realista, mesmo sendo uma simulação, é um laboratório rico para o aprendizado”, relata. Um dos projetos de lei dele que está dando o que falar proíbe e desregulamenta a atividade dos flanelinhas, pois ele considera que a Polícia deve vigiar e proteger os espaços públicos.

 A matéria completa você lê clicando aqui! Mais sobre meu projeto e considerações sobre a proibição da atividade de flanelinhas, você lê aqui!

Me siga no Twitter!

Proibição dos flanelinhas nas ruas: um assunto “politicamente intocável”? Não mais.

Cliquem nos links e tenham uma experiência completa neste post. Leiam, pois é importante construir a sua ideia sobre isso. Comentem e ajudem a discutir esse problema das cidades.

Há muito tempo venho pensando nisto e observando, seja por histórias de conhecidos em todo o país, seja pela minha própria experiência no dia-a-dia, tanto em Brasília como em outras cidades. Há muito tempo, também, venho discutido com amigos mais próximos e estudado uma forma de solucionar esse problema. Não há receita de bolo ou fórmula mágica, mas já vi que o assunto é um gigantesco tabu e ninguém quer levantar a polêmica. Pois bem, levanto eu, pois já não suporto mais: como acabar com o grande jogo sujo que se tornou a prática de “flanelismo” no Distrito Federal e em todo Brasil? Há muitos anos, não apenas o DF, mas todo o país sofre com a questão dos guardadores de carros, comumente chamados “flanelinhas”. Com o colapso do transporte público na grande parte das cidades brasileiras, o aumento de renda média do cidadão brasileiro e a facilidade de crédito e financiamento, a frota de carros de passeio vem aumentando em ritmo frenético nos últimos anos.

O assunto não é novo e a polêmica está entalada na garganta de muitos. Falarei por alto sobre o nível nacional da coisa, mas me permitam focar no DF e em Brasília, onde resido, vivo e onde creio poder iniciar uma mudança. No Distrito Federal o primeiro Governador preso da história do Brasil resolveu regularizar os flanelinhas, cadastrando-os e liberando um colete. Isso foi em 2009, antes de ser preso e tomado chá de sumiço. Muitos podem reclamar, afinal quem assinou o papel foi um cara “íntegro”, o ex-vice, que renunciou ao mandato em meio aos escândalos da Caixa de Pandora. Somente estes poderiam “vigiar” os carros nos estacionamentos públicos, gratuitos e não seria obrigado pagá-los. Santa ingenuidade ou populismo em busca de votos? Todos sabemos que não há fiscalização a respeito disto, muitos coletes foram vendidos, roubados, fabricados em casa… As recentes ondas de violência que assolam a capital do Brasil também nos levam a olhar para este filão da sociedade. Afinal, quem em Brasília não conhece vítimas ou já ouviu falar de assaltos, sequestros relâmpagos, furtos, danos ao carro e vários outros delitos ocorrendo até em plena luz do dia, em estacionamento com flanelinhas?!

Ora, é uma grande sinuca de bico. Se o cidadão que está nesta condição é honesto e vê um elemento perigoso, armado, abordando pessoas no carro ou quebrando a janela do carro para furtá-lo, em troca de R$0,50 (cinquenta centavos de real) ele se arriscará para impedir o delito? Indo mais a fundo: todos são honestos? Parto do princípio de que há, sim, pais de família vigiando carros, mas creio que uma enorme quantidade não é de bem, mas composta por vigaristas, além de fugitivos, usuários de drogas, traficantes e demais picaretas e sujeitos de má índole. Não somente há conivência com bandidos (seja dando dicas ou até ajudando no delito), como há ameaça a outros cidadãos de bem que querem estacionar seu carro (que não é mais um luxo da burguesia, muita gente rala, divide em 72 vezes seu carrinho e quer ter o direito de ir e vir como qualquer um, então sem hipocrisia de que isso só afeta os mais abastados, como dito anteriormente) e ter seu direito de usufruir dos espaços públicos e de uma vida de lazer e trabalho em segurança.

httpv://youtu.be/LI-9wge6Xb0

Não falo isso sem dados, não tiro isso somente da minha cabeça. Um levantamento feito pela Polícia Civil do Distrito Federal aponta que 25% dos flanelinhas irregulares flagrados pelos agentes em 2011 têm passagem pela polícia ou são procurados. Histórias como essa (mesma fonte do link passado) não têm nada de ficção científica:

O servidor público L.R., 38 anos,  tem medo de deixar o carro com flanelinhas e diz já ter sido ameaçado. “Como é difícil achar vaga, eu deixava as chaves com um flanelinha. Ele tinha crachá e colete. Mas um dia, não achava o carro e nem o flanelinha. Depois de dez minutos de espera, descobri que ele havia saído com o veículo. Quando ele chegou, fui tirar satisfações e ele me surpreendeu com um canivete e falou que se eu contasse a história para alguém, ele me mataria”, relata

Eles sabem aonde você trabalha, sabe seus horários, sua rotina. Eles têm o poder e te constragem. E o que se pode fazer? Você é refém desta situação. Sem exageros. Em Brasília, quem não tem carro sofre. Qualquer jovem de 17 anos ou qualquer pessoa que não tenha condições nem de ter um Lada velho e enferrujado sabe disso e é obrigado a passar por situações cada vez mais terríveis no transporte público da capital. Algumas situações já foram vistas aqui no blog, como baratas dentro de ônibus e a deprimente situação da rodoviária do Plano Piloto. Além disso, acidentes estão se tornando cada vez mais frequentes, não existem horários a serem respeitados pelos ônibus, o Metrô constantemente apresenta falhas técnicas e situações de caos (como a greve, às quais fui favorável, pois o metroviário do Distrito Federal trabalha em condições críticas há muitos anos) e por aí vai.

Mas quem pensa que ter seu carro próprio o livrará de mais martírios no DF, se engana, justamente por causa dos quase onipresentes flanelinhas. O déficit é de 40 mil vagas na capital, o que faz com que os flanelinhas se apropriem das ruas da capital e privatizando o que é público. Em locais como o Setor de Rádio e TV Sul, por exemplo, há até aqueles trabalhadores que têm que pagar mensalidade, para ter o carro “vigiado”. Quem não paga, se arrisca a ter o carro danificado ou mesmo roubado, já que não há garantias de “vigiá-lo”. À noite, nas festas e eventos ou até se for a uma padaria ou supermercado sem estacionamento interno, a situação é a mesma. Há ainda a intimidação e agressão (algumas vezes físicas, mas na maioria verbais) àqueles que se negam a pagar. Mas são onipresentes na chegada, pois quase nunca estão no mesmo lugar quando se vai embora, afinal mais uma modalidade que vem crescendo, comum em outras capitais, é o pagamento adiantado. Ou o contrário em locais de menos constância, como shows, bares e comerciais, onde só se vê as figuras no final, quando cobram o “serviço”.

Atualmente a imprensa tem feito muitas reportagens sobre o assunto. Vejam os vídeos, não precisarei mais falar do problema. Depois deles, vamos pensar nas soluções:

httpv://youtu.be/_YeukLuFD9U

httpv://youtu.be/7sZdh75W6MA

httpv://youtu.be/-dsm53NrzW0

Mais vídeos de todo Brasil aqui.

Possíveis respostas para o problema

Em alguns lugares já há solução para o problema. Em Novo Hamburgo, município do Rio Grande do Sul, agora é crime guardar carros. Se forem flagrados, os flanelinhas podem ser processados por constrangimento ilegal ou extorsão. A lei será aplicada a todos os guardadores de veículos que estiverem atuando nas ruas ou locais públicos.

httpv://youtu.be/hgWM8d3uEpg

Os indivíduos que forem flagrados pelas autoridades terão a opção de ser encaminhados para projetos sociais desenvolvidos pela Prefeitura de Novo Hamburgo. De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Jurema Guterres, serão identificadas as necessidades desses indivíduos para que possam ser acompanhados por projetos de geração de renda do Município. Caso não aceitem a proposta, serão levados para a delegacia, e responderão por exploração indevida da atividade nas vias públicas, acarretando penalidades previstas no artigo 47 da lei 3.688/41 (Lei de Contravenções Penais) e no art. 301 do Código de Processo Penal.

Veja aqui como foi o primeiro dia da Lei. Mas a Lei proposta é vinculada à retirada destas pessoas da rua, sua inserção em programas do Estado para qualificação e inserção profissional. Obviamente, é muito difícil que um cidadão destes queira abandonar uma remuneração alta e fácil (muitos chegam a lucrar até R$ 2.500,00, livres de impostos). E aí que volta a questão da educação, única maneira de se corrigir este problema de uma vez por todas.

Em Colatina, município do Noroeste do estado do Espírito Santo, há uma outra forma de solução. Jovens de baixa renda estão em um projeto onde as vagas do centro da cidade são administradas pela associação chamada Corpo de Assistência ao Menor de Colatina.

httpv://youtu.be/mN4feQdxwMM

Além de retirar os flanelinhas das ruas, o projeto oferece emprego a jovens carentes entre 16 e 21 anos, trazendo uma atividade remunerada, legal e oferecendo experiência profissional. Há cobrança de estacionamento no centro, uma forma de aumentar a rotatividade e mesmo de inibir o uso de carro. A população simpatiza com o serviço e há um serviço social sendo prestado, de fato. Pena que em Brasília, viver sem carro e pegar ônibus… bem, já falei isso diversas vezes, né?!

Esclarecendo minha opinião sobre o assunto

Deixo aqui claro que sou veementemente contra esse abuso que é a prática de guardar e lavar carros em áreas públicas. Concordo que na maioria dos casos há constrangimento ilegal e extorsão. A insegurança é latente e o guardador de carros não oferece nenhum bem factual à sociedade.

Sou favorável à se corrigir o erro que foi regularizar esta função no DF, proibindo esta prática e agregando à sua proibição um grande plano e programa de educação e conscientização, além do credenciamento emergencial dos flanelinhas existentes para qualificação e inserção profissional por meio dos órgãos competentes, como a Secretaria de Trabalho do DF e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda. Tratamento digno a todos, opção de escolha, mas não a que lesa a sociedade, afinal precisamos de regras e normas que beneficiem ao todo, ao conjunto da sociedade. Obviamente, minha maior preocupação é social! Proibir que existam pessoas trabalhando como flanelinhas deve ser um ato de políticas sociais, que consequentemente evitarão maiores problemas de ordem de segurança pública e não defendo aqui que seja corrigido o problema com coerção estatal e uso de força. Estas devem acontecer somente quando necessário e para aqueles que obstruem as Leis e a possibilidade de convívio pacífico e em sociedade, ou seja, para criminosos que mesmo com capacidade de escolha, escolhem destruir o tecido social e agir unicamente em benefício particular.

Seria interessante a cobrança de um valor simbólico e totalmente revertido à programas de Educação no trânsito e urbana, nas áreas de maior concentração de carros no DF, sendo administrados por jovens carentes e que buscam um primeiro emprego, como visto na experiência de Colatina/ES. Isso, claro, em consonância com um sistema público de transporte decente, eficiente e eficaz, de modo a dar real opção de ir ao trabalho sem carro, chegando seco na época de chuvas e limpo na seca, não se sentindo em uma carroça imunda, insegura e cara. Quem é do DF sabe o que falo.

Sei que é polêmico e estou de peito aberto, me expondo, pois tenho convicção que é uma postura que afetaria positivamente a todas as camadas sociais do Distrito Federal. Se eu fosse uma autoridade pública, proporia Lei similar para o DF, pois acho que seria bom para todos: para os motoristas e para os flanelinhas também. Sou contra e se há quem seja a favor, gostaria de saber os argumentos para que eu possa sempre ter uma opinião madura sobre o assunto.

O que acham? Compartilhem este texto, discutam, sugiram. Ficar calados é que não podemos!!!

httpv://youtu.be/QtC36mtaL6U

Me siga no Twitter!

“A Revolução Republicana na Educação”

Acabei de ler nesta semana o novo livro do Senador Cristovam Buarque, título que replico aqui neste post “A Revolução Republicana na Educação”. Vou deixar aqui algumas impressões, mas sem nenhuma intenção (muito menos pretensão) de esgotar os argumentos e detalhes do livro, afinal, este é daqueles que vale a leitura. Seja você um admirador ou não das ideias e argumentos do Senador Cristovam, leia o livro. O livro é, basicamente, um manual de como se revolucionar a Educação no Brasil, agregando uma compilação de vários Projetos de Lei e outras propostas implementadas pelo autor, seja como Senador, Governador do DF (1995-1998) ou Ministro de Estado da Educação (2003).

CLIQUE NA CAPA DO LIVRO PARA BAIXÁ-LO GRATUITAMENTE (EM PDF)

Capa do livro

Ele está dividido em quatro partes:  O Quadro (onde apresenta-se o atual cenário da Educação no Brasil); As Propostas (como o nome diz, com as propostas para se revolucionar e modificar definitivamente este quadro estarrecedor); Custo e Financiamento (com o cálculo de quanto irá custar a Revolução, seja em aspectos meramente financeiros – quanto dinheiro – como em aspectos estratégicos e sobre o que está em jogo ao não se fazer a Revolução); e, por último,a Conclusão.

O quadro, como dito acima, é horripilante. Escolas degradadas, mal equipadas, professores desmotivados, mal pagos, alunos submetidos à uma péssima educação, sem acompanhamento, alimentação, socialmente vulneráveis, violência…. a lista é enorme. A desigualdade social e da escola do “rico” e do “pobre”, outro abismo. A Educação de Base em frangalhos contribui para o Ensino Superior continuar pouquíssimo inclusivo e em rumo declinante.

“O berço da desigualdade, está na desigualdade do berço.”

Assim como o quadro é extenso e deprimente, as propostas são muitas e passíveis de uma leitura atenta. Minha crítica é amplamente favorável, mas gostaria de discutir, também, com quem leu e não concorda com os pontos apresentados. Da criação da Carreira Nacional do Magistério, onde o professor teria um salário de R$ 9.000,00, passando pela implantação das CEBI’s – Cidade com Escola Básica Ideal – em todos os municípios do Brasil em um prazo de 20 anos (vale consultar as tabelas que mostram como seria escalonada anualmente essa implantação), passando pela criação de sistemas de monitoramento educacional e do aluno em si, qualificação profissional, mensuração meritocrática dos professores, infraestrutura, fiscalização etc.
A preocupação com a Educação de Base e a vontade de tornar isto como um projeto de Estado, um pacto social e político que visem colocar o Brasil no eixo de reconstrução social e tecnológica por meio da educação de seu povo, é evidente. Tratar a Educação como política de Estado, prioritária e estrategicamente vital para a sobrevivência no cenário internacional e para o bem-estar social dos cidadãos brasileiros. Esta é a caminhada que deve ser feita.

Tanto o custo de se fazer quanto o de não se fazer, mostram em inúmeras tabelas e projeções que a hora se faz adiantada, mas ainda podemos revolucionar a Educação no Brasil. Tratar o professor como uma das principais carreiras de Estado e evidenciar isto para a população, construindo um valor cultural futuro de como é um ofício dos mais importantes para o país e seu povo, com uma fatia confortável do Produto Interno Bruto brasileiro e que terá impacto no próprio PIB com o passar dos anos ou simplesmente continuar como está ou pior? Os custos apresentados nos mostram que falta não apenas uma liderança nacional que nos leve a isto, mas participação social e compromisso da elite e dos governantes, além (é claro) do tratamento da “miopia estratégica e social” destes que não enxergam a importância de se alterar urgentemente o atual cenário da Educação no Brasil.

Senador Cristovam Buarque, Senador Pedro Taques e eu, no lançamento do livro

Encerro com uma frase contida no livro, que diz: “A bola é redonda para o rico e para o pobre, mas o lápis do pobre é muito diferente do computador do rico”. Uma escola “igual” para todos, ou seja, com a estrutura básica e moderna (computadores, smart boards, quadras cobertas, laboratórios de física, química, biologia, entre outros equipamentos de extrema importância para o aprendizado dos nossos alunos) e que respeite os regionalismos inerentes a um país tão grande como é o Brasil, não é apenas necessária, como moralmente vital e economicamente viável. Uma escola redonda para ricos e pobres, que leve o nosso país a descontinuar o atual genocídio intelectual e social e até econômico, ao não prover as ferramentas básicas educacionais a seus cidadãos, aumentando todos os índices desagradáveis (violência, baixa escolarização, a vergonhosa existência de analfabetos e analfabetos funcionais em território brasileiro e por aí vai…) e colocando nosso país em posições vergonhosas nos rankings internacionais de desenvolvimento humano, escolarização e outros.

Já deixo aqui também meus votos de um Feliz Natal pra vocês e suas famílias e que todos tenham um ótimo 2012! Brigadão por tudo aqui nesse ano que passou!!! Grande abraço!

Me siga no Twitter!

Ao povo, as baratas!

Em seu livro “Quincas Borba”, o personagem-título de Machado de Assis conta para Rubião a história de duas tribos famintas diante de um campo de batatas, suficientes apenas para alimentar um dos grupos. Com as energias repostas, os vencedores poderiam transpor as montanhas e chegar a um campo onde há uma grande quantidade de batatas para alimentá-los. Então, Quincas Borba finaliza: “Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”.

Saindo da ficção e vindo para a realidade, vemos no DF hoje uma situação em que o Estado, bem alimentado, trata seu povo sem o mínimo de compaixão, mas com grandes nuances de ódio. Isso porque o Estado que deveria nos proteger e servir, há muitos anos se serve do povo e subverte todo o sentido de sua própria existência. No último 7 de Setembro, entretanto, o povo mostrou que ainda está acordado e não apenas pode, como deve e está pronto para cobrar por mudanças ao gritar contra a corrupção no Dia da Independência!


Marcha Contra a Corrupção – 7/9/2011

Hobbes dizia que o Estado deveria ser forte, autoritário, para que protegesse o povo dele mesmo. Sua famosa frase “o homem é o lobo do homem” remete ao perigo que a sociedade estaria submetida sem um Estado que controlasse parte de nossas liberdades, por meio de Leis, normas e punições. Mas o mesmo Hobbes diz que se esse mesmo Estado é capaz de cair, quando não for capaz de manter a segurança de seu povo. O “soberano” ou ditador, não existe de fato no Brasil, muito menos no DF, mas nossas autoridades que constituem o Estado não estão fazendo sua parte em relação à sociedade. Não estamos protegidos, não temos saúde, educação e até nosso direito de ir e vir está ameaçado às mais perversas e indignas condições, como podemos ver pelo vídeo abaixo:

httpv://youtu.be/LCJhbC6pvDE

Esta é a hora em que temos que continuar a agir e reagir. É a hora de cobrarmos aquilo que nos é prioridade, mesmo que as outras ações do Estado também sejam importantes, como algumas obras e investimentos. Mas a prioridade máxima é a proteção e dignidade dos nossos cidadãos, que exigiram no voto um “Novo Caminho” primeiro para a Educação, Saúde, Segurança e Transporte e não esse caminho sinuoso e desvirtuado em que estamos hoje.

 

Só assim para sairmos dessas condições nojentas de vida em que estamos. Afinal, o DF deveria ser o grande exemplo social para todo o Brasil. E só atingimos o status de exemplos de como não fazer, não ser e não seguir. O Estado está de olhos fechados para a população e temos que fazer alguma coisa. Até quando teremos situações de tamanho descaso como a queda da “Batcaverna” na Ceilândia, uma verdadeira crackolândia esquecida pelas autoridades?

Que ao nosso povo, possamos dar as batatas de uma Educação integral de qualidade e igual para todos, segurança e qualidade de vida, Saúde humanizada e universal, transporte digno, rápido e barato; além de oportunidades para que todos possam ter uma vida mais feliz.

Mas por enquanto, ao povo, somente as baratas do descaso.

Me siga no Twitter!

A corrupção nas prioridades

O Distrito Federal passa há muitos meses, por uma grande carência de valores: entre aquilo que é algo importante para a coletividade e aquilo que é importante para um pequeno grupo. Há, nessa inversão de valores, um esforço maior para determinadas áreas, como as obras e propagandas, deixando em planos marginalizados outras áreas, como a Educação, a Saúde, o Transporte Público e outros.


(Clique na foto para ver maior)

Esse tipo de prática é também uma prática de corrupção. A corrupção nas prioridades do governo para com seu povo. É corrupção construir um viaduto ou um super estádio de futebol, enquanto o caos nos hospitais se mantém (e até piora), enquanto tantos alunos estão sem aulas nas escolas e enquanto pegamos ônibus caindo aos pedaços e infestado de baratas. Sim, baratas, vejam por vocês mesmos:

httpv://www.youtube.com/watch?v=LCJhbC6pvDE

Não sou contra o estádio e a Copa no Brasil, muito pelo contrário. Mas a inversão de valores proposta pelo governo que propunha um Novo Caminho para o DF, se valendo do que é melhor para pequenos grupos poderosos ao invés de atender às demandas e esperanças da sociedade é algo inadmissível! É um crime com os cidadãos do Distrito Federal construir uma obra que está custeada em quase R$700 milhões de reais (sem contar gramado, fiação de internet e Tecnologia da Informação e outros detalhes, que ainda somarão outros milhões de reais à obra), enquanto pegamos ônibus com infestação de baratas e sofremos nas filas de hospitais, nas escolas e nas ruas, cada dia mais inseguras.


(Clique na foto para ver maior)


(Clique na foto para ver maior)


(Clique na foto para ver maior)

A capital do Brasil está cada dia mais perto de ser o grande exemplo para todo o Brasil, mas o exemplo de tudo errado. Este é o Velho Caminho, que continua a ser trilhado o nos levará a esta péssima posição: a capital da corrupção nas prioridades.


(Clique na foto para ver maior)

PS. Obrigado ao Lelê, grande amigo que me ajudou hoje e fez possível este post existir!

Me siga no Twitter!

Política de P maiúsculo e do Bem!

A primeira impressão que tive ao ler o blog Política do Bem foi a de que não estou sozinho. Parece certo exagero, mas eu digo em relação a um sentimento nacional, fora de Brasília, já que aqui tenho amigos e pessoas que me deixam clara a sensação de que somos poucos, mas somos algo. Com o Política do Bem, fui conquistado pelo sentimento do título: a Política que todos os que são de bem procuram. Ah, ainda tive o privilégio de ser entrevistado e agora também sou um personagem do Política do Bem!

Fui ao blog pela primeira vez, por conta da entrevista feita com o Senador Cristovam. Dali a ter o blog indicado por amigos foi questão de minutos. Indicaram-me, também, conhecer quem de fato É o blog, sua autora, a carioca Paula Filizola. Meu único arrependimento, desde então, foi não conhecê-la enquanto estava aqui em Brasília, mas teremos tempo pra isso. Trocar ideias com alguém de pensamentos tão positivos, tangíveis, possíveis e que nem de longe são conceitos impraticáveis, é algo refrescante, rejuvenescedor. Pessoas assim se tornam um combustível para que continuemos assim, continuemos em frente, nadando contra uma corrente em voga hoje, mas que queremos subverter hoje ainda, não mais amanhã.

A Paula teve daquelas ideias que nos remetem a pensamentos como “mas isso era tão claro”, “que ideia simples”, que é o sentimento que se tem quando um grande gênio inventa alguma coisa que mudará para sempre nossas vidas. “Mas como não pensei nisso antes?” é a frase que falamos para grandes pensadores e, cá entre nós, aí está uma grande pensadora política e social.


O Política do Bem também saiu aqui, no Correio Braziliense (clique na imagem)

Tentei me colocar no lugar dela, jornalista de formação e com tino aguçado para perguntar boas questões a grandes figuras e fazer uma entrevista. Abaixo segue o resultado, de grande valor (mais por méritos de quem responde do que de quem pergunta), na íntegra. Espero que gostem e, claro, divulguem o Política do Bem! Vale a pena!!! E acessem o BLOG Política do Bem, curtam no Facebook e também sigam no Twitter, é só clicar nos links!

1. Como surgiu a ideia do “Política do Bem”? Você sempre teve interesses pela grande Política?

A ideia do Política do Bem surgiu logo após a queda do então ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Eu comecei a refletir e ver como os jornais só tratavam de escândalos e nunca falavam de boas iniciativas políticas. Não é que não seja importante falar de escândalos e desvendar esquemas de corrupção: tudo isso deve ser documentado. Faz parte da função jornalística. Mas acredito que fazendo só isso, a gente contribui ainda mais para fortalecer o conceito que as pessoas têm de que “política é tudo igual, não tem ninguém que preste, etc.” Assim surgiu o Política do Bem: um espaço para reconhecer, divulgar e estimular boas iniciativas políticas. Acredito que divulgando e conhecendo essas boas iniciativas, nós podemos nos tornar mais otimistas e conhecedores de projetos que valem a pena!

Sempre tive interesse por política. Surgiu inicialmente como um interesse de estudante nas aulas de História. Adorava aquele universo politico dos livros e sempre gostei muito de estudar os aspectos do nosso País. Lia muito. E isso amadureceu e se transformou em um interesse mais profundo por política. Tem muito a ver com a minha profissão também. Gosto de ler bastante, analisar e debater. Existem ideias muito boas na política.

2. Em resumo, o que é “Política do Bem” pra você?

Quando falo em Política do Bem a palavra de ordem é otimismo. Política do Bem para mim é acreditar com otimismo nas mudanças do nosso País. Acreditar que elas são possíveis.

3. O curso de jornalismo exerceu muita influência para que você começasse a desenvolver mais ideias sobre o mundo politico?

Com certeza. A melhor característica do jornalista é a curiosidade. A vontade de correr atrás e descobrir coisas legais. E eu acredito que existem muitas coisas bacanas no mundo politico, bem como em muitos cantos, e o jornalismo me influenciou a buscar isso, a ter paixão e gosto para ir atrás disso. O Política do Bem, por exemplo, é um espaço onde posso reunir essas características. Uno a curiosidade jornalística com o interesse por política. Busco sempre divulgar boas ideias e informar com qualidade. Acho que o jornalismo entra principalmente aí.

4. Você já fez/participou de algum outro ato, trabalho, manifestação ou mobilização relacionada à Política ou a qualquer questão social?

Não. Nunca me considerei uma pessoa muito engajada politicamente, aquele tipo ativa mesmo – de ir para as ruas e fazer  barulho – apesar de gostar muito. Sempre debati e troquei ideias, mas nunca apliquei na prática. Mas acho que através do jornalismo descobri uma forma de aplicar isso: o engajamento politico através das palavras. Quero mostrar para o mundo o que a grande mídia não mostra. A minha grande manifestação é essa. O que me ajuda e muito a ter vontade de participar ativamente de outras manifestações. Não era engajada como você, André, por exemplo. Mas sinto que isso vai mudar. Ainda há tempo.

5. Fora da vida política, quem mais te incentiva ou incentivou a ter esses pensamentos positivos e essa gana em compartilhá-los?

Dentro de casa tenho um exemplo muito bom, que é o meu pai, por mais clichê que isso possa parecer. Cresci acreditando que precisamos primeiro conhecer algo para poder julgar. Eu sou adepta dessa filosofia. É preciso antes conhecer ou se interessar em conhecer. Para depois, se quiser, poder falar alguma coisa. O conhecimento é tudo. E isso meu pai sempre incentivou. Mas a gana por compartilhar é incentivada diariamente pelas pessoas que conheço, pelos comentários no blog, pela reação das pessoas com o conceito do blog. Tudo isso é um estímulo, um incentivo nessa empreitada de divulgar pensamentos positivos e quem sabe influenciar pessoas, mudar conceitos, construir uma sociedade mais otimista.

6. E na política, quais são suas referências?

Eu gosto muito do senador Cristovam Buarque. Acredito que ele é um político sério e focado em defender com vigor a bandeira da educação, que na minha opinião é uma das mais importantes do Brasil, senão a mais importante. Mas muito além disso: acho que ele é um politico comprometido com o bem-estar do nosso País. É um politico que defende projetos de futuro.

7.  O Brasil dos seus sonhos é o Brasil que…

exista equilíbrio. Com certeza falta equilíbrio nesse País, onde os jogadores de futebol sem estudo são considerados ídolos de meninos de 5/10/15 anos. O equilíbrio é necessário para que haja espaço para um menino admirar tanto um jogador de futebol quanto o seu professor na escola. O Brasil dos meus sonhos é o Brasil onde as ideias referentes à educação, por exemplo, não sejam encaradas como utópicas e sim essenciais.

8.   No lugar aonde você traça o perfil de seu blog, você diz “Me chamem de otimista, cega, utópica, falsária, vendida… o que quiserem. Mas o importante é difundir e multiplicar boas ideias.”. Você já teve alguma reação negativa ao seu trabalho? E qual foi a reação que mais te marcou até agora?

Não, em quase dois meses de blog só recebi elogios referentes a ideia. Mas no início, uma pessoa veio me perguntar se eu era assessora de imprensa de um politico. Fico espantada como tem gente que acha que quando estamos falando bem, estamos fazendo propaganda. Por isso, escrevi isso no perfil: porque sei que deve ter gente que pensa: “ah maluca, política não muda nada, não adianta tentar.” “Olha lá, outra sonhadora.” Ou: “como ela é vendida, está falando bem dos politicos? BEM?” Então, eu antecipei no blog uma reação que podia vir a surgir. Mas por enquanto isso está só na teoria. Não tive reações negativas. Acho que o mais importante de tudo é causar burburinho. Quer dizer que de alguma forma, você está mexendo com aquelas pessoas. Essa para mim é a reação que marca: saber que estou espalhando uma ideia, contaminando as pessoas e de fato criando uma corrente.

9.   O blog está no ar há pouco tempo e já tem conteúdo demais, ótimas entrevistas, inclusive com pessoas de altíssimo nível. O que essa experiência tem impactado no seu dia-a-dia?

Muita coisa. Positivamente. 90% da minha motivação e empolgação atualmente é por causa do blog. Só não digo 100% porque ainda faço outras coisinhas… haha. O blog, em pouco tempo, se tornou um grande projeto de vida. Eu luto muito para manter o nível e corro muito atrás para conseguir mantê-lo atualizado sempre e com personagens relevantes. Rola até uma frustração quando fico 3 dias sem escrever, por exemplo. Quero motivar as pessoas com o meu trabalho e isso não é fácil. Demanda tempo e paciência. Tenho que pensar que nem todos têm dentro deles o gás que eu tenho, já que o projeto é meu. Por isso, preciso motivar essas pessoas de outra forma. Isso não tem sido fácil. Mas estou adorando o desafio. É realmente muito mais do que eu esperava. Por isso, meu dia a dia hoje é uma loucura. Sempre ligando para jornais, revistas e tentando divulgar o blog, correndo atrás de personagens, formulando perguntas, pesquisando. Mal tenho tempo para comer e dormir. Mas acreditem: tudo isso compensa.

10.  Como foi gravar o vídeo que você postou no YouTube?

Eu como jornalista sei que muitas pessoas não são receptivas a câmera. Então, foi difícil, a gente sempre leva muitos foras. Mas faz parte. Quero gravar outros videos ainda, nesse mesmo formato e se possível no Brasil todo. Projetos, projetos, projetos.

11. Algum recado final para otimistas e pessimistas do Brasil e do mundo?

O recado é o seguinte: adoro conhecer esses otimistas ao redor do Brasil e do mundo (esses ainda não tive a oportunidade!). Eles me estimulam, são como um combustível. É uma relação de simbiose. Acredito que ajudo a alimentá-los com o blog e eles me alimentam com as reações. Por isso, continuem assim! É bom saber que tem gente parecida no mundo! É uma corrente que se multiplica.

Para os pessimistas queria dizer que eles também me estimulam. Estimulam a correr mais atrás para mostrar que é possível, que existe solução e que somos sim capazes de mudar. Logo, eles me incentivam a mostrar que existe um outro lado, que vale a pena conhecer!


Parabéns, Paula!

Me siga no Twitter!

Corrupção é hediondo!

Ano passado, quando participei do Politeia e fui Presidente da Câmara por quatro dias, apresentei esse Projeto de Lei (que acabou não sendo aprovado em Plenário, mais por questões pessoais do que por ideologia ou questão técnica do PL). Seria muito, mas muito interessante se alguém com mandato tivesse coragem de levar esta discussão pra frente. Mesmo que não seja aprovado hoje, um PL desses tem a capacidade de abrir um belo debate à população brasileira e tem um poder didático muito forte!

Corrupção não deveria ser tratada como nada menos que um crime hediondo. Suas consequências não só matam inocentes que ficam sem remédios, comida, hospitais, saneamento básico, direitos sociais e outros, como destroem o futuro de cidadãos e do próprio país que eles poderiam transformar. Os crimes hediondos são inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia, o que.

Ora, até o tráfico de influência é tratado com desdém no Brasil. Perde-se um cargo administrativo, para acabar com um possível clamor oposicionista e só. Não digo que uma Lei dessas será suficiente para acabar com todos os problemas do país, mas será mais uma ferramenta importante de combate a esse mal que assola o Brasil a tanto tempo e tão descaradamente, assim como o Ficha Limpa é uma importante Lei pra reduzir essas anomalias.

Vejam abaixo o projeto e cliquem para ampliar as imagens. O que está grifado foram as modificações que fiz. O que acham? Comentem e dividam com seus contatos! Afinal, como diria o poeta Pierre Reverdy: “A ética é a estética de dentro“! Ou quem sabe um dia eu mesmo não defenda esse projeto, com meu nome e o apoio de vocês?! Vai saber?! =) Grande abraço!


Me siga no Twitter!

CEAN, sua história e eu.

Tenho muito orgulho de ter estudado no CEAN durante meu Ensino Médio, entre 2000 e 2002. Foi uma escola que além da educação, me deu formação política, zelo e compreensão da importância da Educação e amigos para a vida inteira. O carinho é tanto, que até hoje estou envolvido com o CEAN, agora na condição de professor voluntário.

Lá comecei a participar mais ativamente das discussões a respeito de política e Educação em Brasília, a me integrar em movimentos estudantis e manifestações por condições melhores na escola. Foi também no CEAN que, pela primeira vez, vi uma palestra do Professor Cristovam Buarque, no ano de 2000, quando eu tinha 14 anos. Enfim, mais que uma escola, o CEAN é parte importante de minha vida e aqueles três anos valeram por muitos outros.

Fiquei feliz e orgulhoso de ver a história dessa escola tão importante em minha vida ser publicada no Correio Braziliense, mostrando que ela sempre foi importante, também, na história de Brasília. Cliquem nas imagens abaixo para ver em tamanho maior.

Me siga no Twitter!