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	<title>Blog do André Dutra &#187; Energia</title>
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	<copyright>Copyright &#xA9; André Dutra 2010 </copyright>
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		<title>Blog do André Dutra</title>
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		<title>Energia nuclear: o Brasil e o mundo em direções opostas</title>
		<link>http://www.andredutra.com/2011/06/01/energia-nuclear-o-brasil-e-o-mundo-em-direcoes-opostas/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 02:41:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Dutra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil está indo pela contra-mão mundial no que tange à energia nuclear! Tendo esta preocupação, alguns meses atrás escrevi um pequeno artigo sobre o Senador Cristovam e sua preocupação que vinha sendo evidenciada a respeito da energia nuclear. Espero que gostem!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.andredutra.com%2F2011%2F06%2F01%2Fenergia-nuclear-o-brasil-e-o-mundo-em-direcoes-opostas%2F"><br />
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Ontem li uma nota no Blog do Noblat falando sobre o Brasil indo pela contra-mão mundial no que tange à energia nuclear. Vejam:</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<h4><a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=383758" target="_blank">Brasil vai na contramão e amplia programa atômico</a></h4>
<p><strong>O Globo</strong></p>
<p>No momento em que vários países  decidem rever seus programas nucleares &#8211; segunda-feira, a Alemanha  anunciou que vai desativar suas usinas até 2022 -, o Brasil toma a  direção contrária e decide usar benefícios fiscais para estimular a  ampliação de seu programa atômico.</p>
<p>Depois do acidente em  Fukushima, no Japão, em março último, países como Suíça, Bélgica e China  cancelaram ou suspenderam novas licenças para a construção de usinas.</p>
<p>Enquanto  isso, o Brasil está construindo Angra 3 e a Câmara dos Deputados  aprovou, semana passada, medida provisória que concede incentivos  fiscais para compra de equipamentos a serem usados na geração nuclear.</p>
<p>A  MP 517 ainda será votada no Senado. Além disso, o governo Dilma  Rousseff deve manter a estratégia de mais quatro usinas até 2030, como  previsto no Plano Nacional de Energia (PNE) 2030, hoje em revisão.</p>
<p>Ao  lado de Angra 1, 2 e 3, as novas unidades dobrariam a fatia da fonte  nuclear na geração de eletricidade, para 5%, informa a reportagem de  Danielle Nogueira, Eliane Oliveira e Mônica Tavares.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">É preocupante, depois da tragédia no Japão (em Fukushima), provocada por um terremoto de grandes proporções, que ainda pensemos em aumentar o uso desse tipo de energia. Em análise superficial, a produção causa poucos impactos e possui razoável custo-benefício. Entretanto, qualquer defeito, falha, desastre ou quaisquer tipos de imprevistos podem causar danos incomensuráveis e irreparáveis. É só ver o acontecido em 1986, na cidade ucraniana de Chernobyl, cidade que virou deserta depois do acidente na usina nuclear.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, nosso país possui um extenso território, rico para a pesquisa e produção de diversos modais energéticos ecologicamente sustentáveis e renováveis, como luz solar e energia eólica, além do biodiesel e etanol. Até mesmo o pré-sal, sobre o qual tenho ressalvas, é menos perigoso do que uma novas fontes de produção de energia  nuclear, que podem alterar a vida de grande parte do país. Tendo esta preocupação, alguns meses atrás escrevi um pequeno artigo sobre o Senador Cristovam e sua preocupação que vinha sendo evidenciada a respeito da energia nuclear. Espero que gostem:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><strong>O Senador Cristovam Buarque e a energia nuclear (21/03/2011)<br />
</strong></p>
<p>O terrível terremoto (e tsunami) que abalou o Japão e sua  população, um dos mais fortes tremores da História, já é considerado o  desastre natural financeiramente mais caro do mundo, podendo chegar a  custar US$ 250 bilhões para a Economia japonesa. Há ainda a iminente  ameaça de uma tragédia atômica naquele país. As estruturas de algumas  usinas nucleares foram severamente prejudicadas e já há relatos de  aumentos significativos do nível de radiação na cidade de Fukushima e  até de contaminação de fontes de alimentos e água.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://66.147.240.195/~andredut/wp-content/uploads/2011/06/Cristovam-em-Chernobyl.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1925" title="Cristovam em Chernobyl" src="http://66.147.240.195/~andredut/wp-content/uploads/2011/06/Cristovam-em-Chernobyl.jpg" alt="" width="495" height="314" /><span style="font-size: x-small;"><br />
Cristovam em Chernobyl</span></a></p>
<p>O <a href="http://www.twitter.com/Sen_Cristovam">Senador  Cristovam Buarque iniciou no Twitter</a> uma grande discussão sobre o uso da  energia nuclear, considerando esses graves problemas no Japão, bem como  outros tristes episódios ocorridos, como o desastre em Chernobyl (Ucrânia), em  1986 e o envenenamento por Césio-137, em 1987 em Goiânia, que atingiu  milhares de pessoas direta e indiretamente.</p>
<p>Cristovam chegou a  sugerir um plebiscito mundial, via internet, sobre o uso de energia  nuclear. Ainda em seu  Twitter, ele disse <strong>“Além do Edgar Morin, propus  também a Daniel Cohn-Bendit liderar o plebiscito mundial sobre uso da  energia nuclear”</strong>. Edgard Morin é considerado um dos principais  pensadores contemporâneos, antropólogo, sociólogo e filósofo francês.  Daniel Cohn-Bendit é um político francês, de origem alemã, deputado  europeu e co-presidente do grupo parlamentar Grupo dos Verdes/Aliança  Livre Européia.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong><strong><strong><strong><a href="http://twitter.com/andredutra12" target="_blank"><strong>Me siga no Twitter!</strong></a></strong></strong></strong></strong></span></p>
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		<title>Sustentabilidade insustentável</title>
		<link>http://www.andredutra.com/2010/01/21/sustentabilidade-insustentavel/</link>
		<comments>http://www.andredutra.com/2010/01/21/sustentabilidade-insustentavel/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 17:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[DF]]></category>
		<category><![CDATA[Direito do Consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[O preço do álcool é um absurdo de caro, mesmo o Brasil sendo um dos principais produtores de cana-de-ácucar e etanol do mundo. Denúncias de cartel de revendedores de combustíveis são antigas. Como o Brasil caminhará para a sustentabilidade tão pregada nos discursos modernos, se as ações provocam reações insustentáveis?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.andredutra.com%2F2010%2F01%2F21%2Fsustentabilidade-insustentavel%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.andredutra.com%2F2010%2F01%2F21%2Fsustentabilidade-insustentavel%2F&amp;source=andredutra12&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;b=2" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Quem dirige deve estar se remoendo (como eu) com os preços dos combustíveis. Aqui em Brasília, a situação parece ser pior que em todo o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu uso gasolina e o preço anda por volta de R$2,74 a R$2,79. <strong>O álcool está por volta de R$2,24. DOIS REAIS E VINTE E QUATRO CENTAVOS.</strong> No Brasil, um dos maiores produtores de cana-de-açúcar e etanol do mundo!</p>
<blockquote><p style="text-align: center;"><strong>Fatos sobre os bio-combustíveis (biodiesel) no Brasil</strong></p>
<pstyle="text-align: justify;">    * O Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo, depois dos Estados Unidos, e o maior exportador. Também é o maior produtor de bio-combustivel (biodiesel) feito de soja.</p>
<p style="text-align: justify;">    * O Brasil usa o etanol produzido da cana-de-açúcar que é mais eficiente do que o etanol de milho produzido nos Estados Unidos. A produção de etanol feito da cana-de-açúcar custa $0.28 por litro e a do milho $0.45 por litro, e um hectare de cana-de-açúcar pode produzir quase duas vezes mais etanol (7.080 litros) do que um hectare de milho (3.750 litros).</p>
<p style="text-align: justify;">    * Enquanto em 2004 as vendas norte-americanas de etanol misturado à gasolina formaram somente 2% do mercado de combustíveis, o mercado brasileiro depende de combustíveis de álcool. Mais de dois milhões de carros no Brasil são movidos à álcool, derivado da cana-de-açúcar, combustível mais limpo que não emite benzeno ou enxofre, e menos dióxido de carbono e monóxido de carbono. Hoje, o etanol abrange 20% do mercado de combustíveis para transporte no Brasil, e representa uma alternativa mais econômica para motoristas do país já que o custo de produção de $1 por galâo é metade do preço da produção de óleo convencional. Quase oito de cada dez carros novos vendidos no Brasil são carros do tipo flex, que podem ser abastecidos com a mistura de etanol e gasolina ou com biodiesel. No Brasil, a cana-de-açúcar é cultivada em 5% das áreas totais de plantio do país, e o álcool substituiu com eficácia 26% da gasolina.</p>
<p style="text-align: justify;">    * Como medida de protecionismo econômico, os Estados Unidos impõem atualmente uma tarifa de 54 centavos por o galão para maioria do etanol importado, dificultando as exportações brasileiras para o país. </p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://photos.mongabay.com/07/braz-sugar-600.jpg"><img alt="" src="http://photos.mongabay.com/07/braz-sugar-600.jpg" class="alignnone" width="500" height="294" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Fonte: <a href="http://pt.mongabay.com/news/2007/1111-20070516-ethanol_amazon.html">Mongobay.com</a></p>
<p style="text-align: justify;">É antiga a desconfiança do consumidor para com os postos de gasolina (principalmente no DF). <a href="SDE condena postos de combustíveis por cartel após 13 anos"><strong>Denúncias onde os donos de postos de gasolina são acusados de formar um gigantesco cartel que controla o preço dos combustíveis no DF são bem antigas</strong></a>!</p>
<p style="text-align: justify;">Como a autonomia do veículo com álcool é 30% menor, para ser vantajosa a sua utilização, o preço do litro também precisa ser 30% mais barato que o da gasolina. Donos de carros flex devem fazer o cálculo para saber se vale mais a pena colocar álcool (normalmente seria economicamente mais vantajoso, além de ser ecologicamente mais correto) ao invés de usar gasolina. O cálculo é o seguinte:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Preço do álcool : Preço da gasolina x 100 = (?), onde o resultado final (?) deve ser menor que 70, demonstrando compensação financeira pelo uso do álcool.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje a conta seria, mais ou menos a seguinte: (2,24 : 2,75) x 100 = 81,45. Ou seja, não apenas não vale a pena usar álcool, como o preço é absurdo. Além disso eu gostaria de saber o porque deste preço abissal, sendo que somos produtores. Alguém pode responder? Alguém consegue responder por que, independente de desastres naturais ou se tudo vai bem, a variação de preços só segue uma linha (para cima)?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://genesis.brasilportais.com.br/webroot/img/arquivos/art_00843_combustivel.jpg"><img alt="" src="http://genesis.brasilportais.com.br/webroot/img/arquivos/art_00843_combustivel.jpg" title="Álcool x Gasolina" class="alignnone" width="451" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E como caminharemos para a estrada da sustentabilidade se todos os esforços do país, da formiguinha mais simples à formiguinha mais poderosa, vão de encontro a paradoxos e contraditoriedades. O Pré-Sal, por exemplo, é uma riqueza nacional e deve ser explorado, bem dividido e tratado como questão estratégica nacional, mas é um projeto que demandará anos. Por que, do nada, pararam de falar sobre os avanços do etanol e da larga vantagem do Brasil (tecnologicamente e produtivamente) neste mercado que, talvez, seja mais estrategicamente importante ainda do que o Pré-Sal? Que desenvolvimento queremos para o futuro?</p>
<p style="text-align: justify;">E este é apenas um tijolo de toda a discussão que deve ser feita ao se falar em sustentabilidade, justiça e educação ambiental. A sustentabilidade e a justiça ambiental não serão alcançadas por meio de discursos ocos. Ações ou não-ações insípidas nos levarão a um futuro de reducionismo da nossa tão pregada propensão de sermos o país do futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">O futuro já é hoje e ainda não avançamos quase nada. <strong>Como o Brasil caminhará para a sustentabilidade tão pregada nos discursos modernos, se as ações praticadas pela elite que ocupa o poder provocam reações sociais insustentáveis?</strong> Até quando ficaremos nessa prosa sustentável, vivendo uma vida insustentável econômica-social e a ambientalmente insustentável?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong></strong></span><span style="font-size: medium;"><strong><strong><a href="http://twitter.com/andredutra12" target="_blank"><strong>Me siga   no Twitter!</strong></a></strong></strong></span></p>
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		<title>Meio ambiente: meu ambiente, nosso ambiente</title>
		<link>http://www.andredutra.com/2009/02/27/meio-ambiente-meu-ambiente-nosso/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 13:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Dutra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Organiza&#231;&#227;o Meteorol&#243;gica Mundial (WMO) e o Conselho Internacional das Comunidades Cient&#237;ficas (ICSU) conceberam um projeto em conjunto chamado Ano Polar Internacional (International Polar Year &#8211; IPY), que arrecadou mais de US$1,2 bilh&#245;es de financiamento internacional para pesquisas sobre os c&#237;rculos polares &#193;rtico e Ant&#225;rtico. &#201; a quarta edi&#231;&#227;o do IPY, desta vez no per&#237;odo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.topnews.in/files/Arctic-Ice.jpg"><img border="0" alt="" src="http://www.topnews.in/files/Arctic-Ice.jpg" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 190px; height: 247px;" /></a>A Organiza&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica Mundial (WMO) e o Conselho Internacional  das Comunidades Cient&iacute;ficas (ICSU) conceberam um projeto em conjunto chamado  <a href="http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/49533.html"><span style="font-weight: bold;">Ano Polar Internacional</span></a> (International Polar Year &#8211; IPY), que arrecadou mais de US$1,2 bilh&otilde;es de financiamento internacional para pesquisas sobre os c&iacute;rculos polares &Aacute;rtico e Ant&aacute;rtico. <a href="http://www.universia.com.br/html/materia/materia_baejg.html"><span style="font-weight: bold;">&Eacute; a quarta edi&ccedil;&atilde;o do IPY</span></a>, desta vez no per&iacute;odo entre mar&ccedil;o de 2007 e mar&ccedil;o de 2009, sendo que a edi&ccedil;&atilde;o passada aconteceu entre os anos de 1957-58. Este per&iacute;odo acaba, de fato, agora em mar&ccedil;o de 2009 e ter&aacute; sua conclus&atilde;o em junho de 2010, quando em Oslo ocorrer&aacute; uma confer&ecirc;ncia cient&iacute;fica magna a respeito do IPY.</p>
<div style="text-align: justify;">
As pesquisas, entre outras descobertas, revelaram aquilo que parecia ser evidente: a ag&ecirc;ncia clim&aacute;tica das Na&ccedil;&otilde;es Unidas disse anteontem (25/02/2009) <a href="http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=30016&amp;Cr=climate+change&amp;Cr1="><span style="font-weight: bold;">que grandes camadas de gelo da Groenl&acirc;ndia e Ant&aacute;rtica est&atilde;o perdendo massa</span></a>.</p>
<p>E onde o Brasil pode se inserir nessa, al&eacute;m do &oacute;bvio de ter uma das maiores florestas/reservas biol&oacute;gicas do mundo? O Brasil deve se mover para tirar proveito da situa&ccedil;&atilde;o, pois essa &eacute; uma oportunidade econ&ocirc;mica e um dever moral da na&ccedil;&atilde;o.<br />
<a href="http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1020229-16020,00-O+QUE+MUDA+NA+MAIOR+ECONOMIA+DO+PLANETA+COM+O+NOVO+ORCAMENTO.html">Os Estados Unidos de Barack Obama apresentaram o or&ccedil;amento do pa&iacute;s para o ano de 2010</a>. Deste or&ccedil;amento, al&eacute;m da vantagem apresentada na reportagem, que os brasileiros podem tomar com a redu&ccedil;&atilde;o do subs&iacute;dio estadunidense aos agricultores, o Brasil deve caminhar estrategicamente para se posicionar como pe&ccedil;a fundamental do novo cen&aacute;rio de matriz energ&eacute;tica mundial. Afinal, energia &eacute; assunto de seguran&ccedil;a nacional e nos dias modernos &eacute; um neg&oacute;cio muito lucrativo. Alie energia, seguran&ccedil;a, dinheiro e &eacute;tica ambiental e o que temos de mal?! Creio que nada.</p>
<p>Quantas leis vemos nossos nobres deputados e excelent&iacute;ssimos senadores votarem para apoiar pesquisas cient&iacute;ficas no Brasil? Na hora de aumentar o pr&oacute;prio sal&aacute;rio fica f&aacute;cil ser pr&oacute;-ativo.  Nossas florestas est&atilde;o jogadas &agrave;s tra&ccedil;as, sendo exploradas criminalmente. Segundo o &uacute;ltimo <a href="http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=266268"><span style="font-weight: bold;">Relat&oacute;rio de Monitoramento Global do Banco Mundial</span></a>, do ano de 2008, o Brasil foi o pa&iacute;s que mais desmatou suas florestas, entre os anos 2000 e 2005.<br />
Na semana passada, a BBC informou que, at&eacute; 2006, <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/02/18/desmatamento+na+amazonia+extingue+26+especies+e+ameaca+644+diz+onu++4135979.html"><span style="font-weight: bold;">26 esp&eacute;cies foram extintas por conta da defloresta&ccedil;&atilde;o. Outras 644 est&atilde;o em perigo</span></a>.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://static.guim.co.uk/Guardian/environment/gallery/2007/oct/23/1/72389375-9444.jpg"><img border="0" alt="" src="http://static.guim.co.uk/Guardian/environment/gallery/2007/oct/23/1/72389375-9444.jpg" style="cursor: pointer; width: 266px; height: 175px;" /></a></div>
<p>
Com apoio da FAPESP, a Universidade Federal de S&atilde;o Carlos criou um <a href="http://info.abril.com.br/ti-verde/ufscar-cria-papel-a-partir-de.shtml"><span style="font-weight: bold;">m&eacute;todo para usar quase todo tipo de lixo pl&aacute;stico na confec&ccedil;&atilde;o de papel</span></a>. O &quot;papel pl&aacute;stico&quot; &eacute; mais resistente e &eacute; barato (pois sua mat&eacute;ria prima &eacute; lixo) e al&eacute;m de tudo ecologicamente correto, pois n&atilde;o utiliza celulose.<br />
Do Brasil tamb&eacute;m veio o <a href="http://www.defesanet.com.br/embraer/neiva1.htm"><span style="font-weight: bold;">primeiro avi&atilde;o que usa como combust&iacute;vel o etanol</span></a> (&aacute;lcool), utilizado na produ&ccedil;&atilde;o rural. Chama-se Ipanema.</p>
<p>Mas a falta de investimento do Estado para pesquisa (que &eacute; o resultado do investimento na educa&ccedil;&atilde;o) &eacute; uma chaga aberta. &Eacute; necess&aacute;rio que o pa&iacute;s invista em educa&ccedil;&atilde;o, desde a base at&eacute; a ponta. Com produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica-intelectual, podemos avan&ccedil;ar no novo cen&aacute;rio que se desenha em nossa frente. Para que esses investimentos sejam feitos, precisamos reinventar a forma como nossa economia &eacute; guiada. Nossos tributos t&ecirc;m de ser melhor geridos para que tragam retorno &agrave; sociedade. <a href="http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1020256-16020,00-ALEXANDRE+GARCIA+COMENTA+INVASOES+DE+TERRA.html"><span style="font-weight: bold;">N&atilde;o ficar dando dinheiro para organiza&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o prestam servi&ccedil;os decentes &agrave; sociedade</span></a> (perd&atilde;o pelo link com este comentarista), combater a corrup&ccedil;&atilde;o de dentro para fora, ouvir o apelo popular e trabalhar com a demanda do povo na constru&ccedil;&atilde;o das leis. Precisamos de &eacute;tica e &eacute;ticos. Precisamos de vergonha na cara, de l&iacute;deres e n&atilde;o de coron&eacute;is. Precisamos nos movimentar.</p>
<p>Agora fica a pergunta: por que investir no &quot;pr&eacute;-sal&quot;? Por que n&atilde;o um investimento em tecnologia verde, limpa, renov&aacute;vel, ecologicamente correta, barata, recicl&aacute;vel&#8230; tecnologia inteligente e do futuro. As reservas de petr&oacute;leo brasileiras s&atilde;o importantes, mas seria interessante t&ecirc;-las como ponto central estrat&eacute;gico do nosso futuro? Que retorno teremos no m&eacute;dio prazo? Enquanto todos pensam, inclusive os Estados Unidos (for Christ&#8217;s sake), em repensar suas matrizes energ&eacute;ticas e investir em energia renov&aacute;vel, continuamos a caminhar na contra-m&atilde;o, com um sorriso no rosto e o pensamento de &quot;&eacute;, estou mandando bem&quot;?!?</p></div>
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