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OAB pede afastamento imediato de Governador Arruda do cargo ou sua prisão preventiva!

André Dutra | 9 de fevereiro de 2010 | 23:36
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Ontem eu tive a idéia de fazer um abaixo-assinado, pedindo o afastamento imediato do cargo para o Governador José Roberto Arruda e sua prisão preventiva, como medida cautelar e suplementar às investigações da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

Hoje, me deparo com a notícia de que a Ordem dos Advogados do Brasil entraram com um pedido à Procuradoria-Geral da República pedindo o afastamento imediato do Governador de seu cargo ou sua prisão preventiva.

O que mudou, basicamente, foram as palavras “e” e “ou”. Fiquei muito feliz de ver esta notícia e de poder contribuir com algo. O abaixo-assinado continua online (se não abrir nas primeiras tentativas, tente mais tarde), mas imprimi algumas folhas e colherei assinaturas durante todo o carnaval.

Colherei assinaturas, pois tenho a intenção de entregar este abaixo-assinado ao Presidente da OAB, de forma a mostrá-lo que há grande parcela da sociedade civil intencionando o mesmo fim proposto pela OAB e querendo punição para os criminosos de colarinhos brancos.

Abaixo, deixo a íntegra da nota da OAB, divulgada na matéria da Globo.com. Amanhã haverá um grande ato em frente ao Palácio do Buriti (Eixo Monumental) às 16 horas, com a presença da banda de hardcore DFC, João Gordo e Marcos Mion. Compareçam e assinem o abaixo-assinado!

Arruda quando ficou sabendo das notícias de hoje

Nota da OAB para a PGR

“Ao Exmo. Senhor

ROBERTO MONTEIRO GURGEL

Procurador-Geral da República

Assunto: ‘Mensalão’ do DEM/DF.

Senhor Procurador-Geral,

Com a satisfação em cumprimentá-lo, informo a V. Exa. que este Conselho Federal está acompanhando a evolução das investigações em curso no âmbito do Superior Tribunal de Justiça – STJ, tombada sob o INQ 650-STJ, a respeito do escândalo envolvendo o Governador José Roberto Arruda e outros..

Nesse propósito de combate à corrupção, resgate da moralidade pública e preservação da ordem jurídica e do Estado Democrático de Direito, levo ao conhecimento de V. Exa. que este Conselho, juntamente com Seccional da OAB no Distrito Federal – OAB/DF, ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa, com pedido cautelar de indisponibilidade bens, contra o Governador e outros 10 (dez) Deputados Distritais, feito esse que aguarda apreciação por parte do Juízo da 3ª Vara Federal do DF (processo nº 6137-66.2010.4.01.3400).

Não obstante os pedidos de impeachement aguardarem análise na Câmara Legislativa do DF, que até então tem utilizado ‘manobras’ para obstar a criação de comissão responsável pela avaliação dos requerimentos, novas denúncias e vídeos divulgados pela imprensa noticiam a participação direta do Governador e seus correligionários na obstrução da instrução processual.

Exemplo dessa conduta é o vídeo que torna inequívoca a tentativa de cooptação da testemunha conhecida como ‘Sombra’, no qual aparece recebendo ‘bilhete’ enviado pelo Governador, cuja autenticidade foi publicamente declarada pelo então Deputado Distrital Geraldo Naves, que narrou ter recebido o ‘bilhete’ das mãos de Roberto Arruda para ser entregue à testemunha.

A gravidade dessa conduta e o envolvimento direto do Governador nesse e outros lamentáveis episódios que comprova a necessidade de rigorosa apuração, cuja seriedade do trabalho desenvolvido pela polícia judiciária e os membros do Ministério Público certamente conduzirão à apenação dos responsáveis.

No entanto, tais evidências são claras no que tange às tentativas de obstrução das investigações e cooptação de testemunhas por parte do Governador, de modo que é fundamental que essa Procuradoria-Geral da República avalie a possibilidade de requestar o afastamento cautelar do Governador para regular instrução processual, na forma do art. 20 da Lei 8429/92, ou mesmo sua prisão preventiva.

Desnecessário lembrar que o comando legal contempla típica medida cautelar destinada a assegurar a colheita da prova necessária à instrução e julgamento do feito, sendo certo que a participação ativa do Governador com a entrega de ‘bilhetes’ configura nítida ameaça à testemunha, a qual sentir-se-á constrangida de prestar declarações contrárias aos investigados.

Sua permanência no cargo, então, poderá ensejar dano efetivo à instrução processual, já que essa e outras testemunhas poderão “deixar de se recordar” de detalhes sobre o caso e, outros, ainda, poderão “sensibilizar-se” com a situação por eles vivida, a ensejar reflexos em seus depoimentos, cujas situações, por óbvio, será catalisada com a manutenção do Governador e demais envolvidos em seus cargos públicos.

Requer, assim, o empenho dessa Procuradoria-Geral da República no sentido de adotar as medidas necessárias para o IMEDIATO afastamento do Governador, ou, se for o caso, sua prisão preventiva, visto que não há ambiente para permanência de agentes políticos que violaram inúmeros deveres e incorreram em diversas proibições inerentes ao exercício de qualquer função pública.

Este Conselho não desconhece que o Superior Tribunal de Justiça – STJ tem admitido certo temperamento na análise de pedidos de afastamento de agentes políticos, mas a prova é incontroversa e permanência do Governador poderá ensejar dano efetivo à instrução processual, daí a necessidade de IMEDIATO afastamento.

Sendo o que se apresenta para o momento, despeço-me e renovo protestos de estima e consideração.

Atenciosamente.

Ophir Cavalcante

Presidente do Conselho Federal da OAB”

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Mais sobre o caso Battisti

André Dutra | 26 de novembro de 2009 | 0:52
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Para quem ainda tem alguma dúvida, deixo aqui reportagem divulgada no Jornal do Brasil, por Dalmo Dallari (professor e jurista). Muito coerente e pontual, imparcial e legalista. Adorei o texto:

RIO – A concessão da extradição de um estrangeiro que se encontre no território brasileiro, para atender a um pedido formulado pelo governo de um Estado estrangeiro, é um ato de soberania do Estado brasileiro, que deve ser praticado com absoluta independência e tendo por base jurídica superior às disposições da Constituição brasileira. Evidentemente, devem ser levados em conta, na decisão do pedido, os compromissos assumidos pelo Brasil, tanto por meio de adesão a documentos internacionais como pela assinatura de tratados, mas o atendimento de tais compromissos não tem prioridade sobre a obrigação jurídica de respeitar e aplicar a Constituição brasileira. Agradar ou desagradar ao governo solicitante da extradição é um dado secundário no exame das disposições constitucionais, não devendo ter qualquer peso na decisão de conceder ou não a extradição.

Tudo isso deve ser levado em conta na decisão que será tomada pelo presidente da República relativamente ao pedido de extradição do italiano Cesare Battisti, formulado pelo governo da Itália. Na última sessão do Supremo Tribunal Federal, que tratou da questão, foram tomadas duas decisões fundamentais. A primeira reconhecendo a legalidade formal do pedido de extradição, ficando assim afastada a hipótese da existência de alguma ilegalidade que impedisse a apreciação do pedido. A Lei número 6.815, de 1980, que dispõe sobre a situação jurídica do estrangeiro no Brasil, diz no artigo 83 que nenhuma extradição será concedida sem prévio pronunciamento do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a legalidade do pedido. Como bem assinalou a eminente ministra Carmen Lúcia, o pedido de extradição começa e termina no Poder Executivo mas passa obrigatoriamente pelo Supremo Tribunal Federal, que, no desempenho de sua função precípua, que é a guarda da Constituição, verifica previamente se estão satisfeitos os requisitos legais. Essa decisão não é terminativa, não resolve se o pedido de extradição será ou não atendido, mas é de extrema importância para salvaguarda da Constituição e dos direitos que ela assegura.

A segunda decisão do Supremo Tribunal Federal foi no sentido de reconhecer que a palavra final sobre o pedido de extradição cabe ao presidente da República. É importante assinalar que o Supremo Tribunal Federal não determinou, nem poderia fazê-lo, que o presidente conceda ou não a extradição. Em termos constitucionais, a decisão sobre essa matéria enquadra-se no âmbito das relações internacionais do Brasil. E a Constituição é bem clara e objetiva quando estabelece, no artigo 84, que “compete privativamente ao presidente da República manter relações com Estados estrangeiros”. Diariamente os jornais brasileiros dão notícia de encontros, negociações e decisões no âmbito internacional, nas mais diversas áreas de atividades, como a economia, o meio ambiente, a proteção da saúde, o respeito aos direitos humanos e muitas outras questões que se colocam no relacionamento entre os Estados. E em todos esses casos o Brasil é representado pelo Poder Executivo, que tem na chefia suprema o presidente da República, a quem compete, privativamente, manter relações com Estados estrangeiros. Assim, pois, já tendo o reconhecimento da inexistência de ilegalidades, por força da decisão do Supremo Tribunal Federal, cabe ao presidente da República fazer a avaliação do conjunto de circunstâncias que cercam o pedido de extradição, levando em conta, sobretudo, as disposições da Constituição brasileira.

No caso em questão, em que o governo italiano pede a extradição de Cesare Batistti, existe um ponto essencial: os crimes de que Battisti foi acusado já foram qualificados anteriormente, pelo governo italiano, como crimes políticos. Com efeito, numa das ações do grupo a que pertencia Battisti foi morto um homem, Torregianni, e seu filho, que se achava no local, foi gravemente ferido, sendo obrigado, desde então, a locomover-se em cadeira de rodas. Um dado fundamental é que, desde então, o governo italiano vem pagando pensão mensal ao jovem Torregianni, por reconhecer que ele foi vítima de crime político. A legislação italiana prevê esse pensionamento somente para vítimas de crime político, excluídas as vítimas de crime comum.

E nos termos expressos do artigo 5º, inciso 52, da Constituição, “não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião”. Como fica evidente, o Presidente da República deverá decidir se concede ou não a extradição de Cesare Battisti, mas sua decisão não poderá ser arbitrária, devendo ser consideradas, obrigatoriamente, as disposições da Constituição brasileira. O fato de existir um tratado de extradição assinado pelos governos do Brasil e da Itália não se sobrepõe à Constituição, não tendo qualquer fundamento jurídico uma eventual pretensão do governo italiano de fazer prevalescer o tratado sobre a Constituição. Ao que tudo indica, deverá ser essa a decisão do presidente da República, que terá perfeito embasamento constitucional. Obviamente, essa decisão irá desagradar ao governo italiano, podendo-se esperar uma enxurrada de ofensas grosseiras ao Brasil e ao seu governo, como já ocorreu anteriormente, quando se anunciou que o pedido de extradição dependia de exame do Supremo Tribunal Federal e de posterior decisão do chefe do Executivo. Mas a decisão de negar a extradição não terá qualquer consequência jurídica negativa para o Brasil, que, pura e simplesmente, terá tomado uma decisão soberana, no quadro normal das nações civilizadas, regidas pelo direito.


Cesare Battisti em 21/11/09 – Fonte: www.josenery.com.br

Eu sei que, ainda assim, haverá vozes contrárias aqui. Mas gente, desculpem… o fato é esse: Cesare Battisti não deve ser extraditado e nem há tem motivação legal suficiente para isso.

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Tempos difíceis!!!

André Dutra | 30 de outubro de 2009 | 20:46
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Queridos leitores e leitoras. Vocês já perceberam que as coisas por aqui estão um pouco paradas, né?
Mas não é por falta de coisa acontecendo, nem por que eu estou com preguiça!!! Estou há duas semanas sem computador em casa e a faculdade também não dá folga.
Consegui um tempinho pra vir aqui. Façam o seguinte, até semana que vem o site ainda estará um pouco parado, mas não vão embora!
Nesse meio tempo, me sigam no Twitter, sempre estou por lá, pois é rapidinho e mais próximo de vocês.
Em breve voltarei e voltarei DETONANDO aquela droga de VLT (o tal bondinho moderno).
Brigado a todo mundo e acessem http://twitter.com/andredutra12

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Direito de ir e vir, liberdade de expressão e mais Direitos Humanos debatidos no Senado

André Dutra | 17 de setembro de 2009 | 23:27
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Hoje passei grande parte do meu dia no Senado Federal. Depois do fatídico dia 13/08, quando fui preso pela Polícia do Senado por ter me manifestado contra Sarney, dentro daquela Casa, ainda não tinha voltado ao Congresso. Dessa vez voltei pela porta da frente. Como vocês viram em meu post anterior, fui convidado para fazer parte da Mesa em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, com o intuito de debater sobre o direito de ir e vir, a liberdade de expressão e outros temas relacionados, com ênfase no episódio da prisão citada.

Foi sensacional. Abaixo, coloco matéria na íntegra da Agência Senado. Em breve, colocarei vídeos e fotos que foram tiradas lá. Infelizmente a Comissão não lotou de gente, mas as pessoas que lá estavam eram de altíssima qualidade e esse simples fato é uma grande vitória, da qual me orgulho de ter feito parte.

Agora vamos continuar, em busca da manutenção de nossos direitos (dos mais básicos e elementares até aqueles que ainda estão capengando) e de justiça, pois o que foi feito tem que ser devidamente avaliado e que sejam aplicadas punições àqueles que violaram os Direitos Humanos e nossa Constituição Federal.

Além da matéria abaixo, vocês podem ver a reportagem que saiu no excelente site Congresso em Foco, onde a jornalista Renata Camargo fez um ótimo trabalho e detalha o que queremos fazer futuramente (pediremos à OAB que nos representem contra o que a Polícia do Senado fez naquele dia).

Fiquem então, com a matéria da Agência Senado:

COMISSÕES / Direitos Humanos
17/09/2009 – 14h50

Direito de ir e vir em debate

Dra. Herilda, Senador Cristovam e eu

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) realizou audiência pública nesta quinta-feira (17) para debater a Declaração Universal dos Direitos Humanos sob a ótica do direito de ir e vir das pessoas. Para o presidente da Comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o Senado Federal vem dificultando a entrada de pessoas no prédio, submetendo-as a um rigor maior do que o usado para se ter acesso aos aviões de carreira, nos aeroportos.

O senador pelo DF apoiou a idéia de alguns estudantes presentes à audiência de procurar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cézar Britto, pedindo uma representação da Ordem contra o Senado, e também ouvir os responsáveis da Polícia do Senado pelo constrangimento sofrido pelos estudantes durante manifestação ocorrida no dia 13 de agosto passado. Cristovam não descartou a hipótese de acompanhar os estudantes, como representante do Distrito Federal.

Segundo André Dutra Silva Magalhães, estudante de Relações Internacionais do IESB, que participou da manifestação realizada contra o presidente do Senado, José Sarney, os estudantes não estavam agindo como vândalos, nem quebrando nada, apenas percorrendo os corredores do Senado e manifestando sua opinião.

- Foi constrangedor termos sido detidos pela Polícia do Senado e ficado mais de três horas na sala de segurança, unicamente por estarmos nos manifestando sobre posições políticas que estavam sendo debatidas no próprio plenário da Casa. O “Direito de ir e vir” representa um dos direitos mais básicos de uma democracia. Se, dentro do Congresso, já não podemos nos manifestar, o próximo passo será impedir que o façamos na universidade ou nas ruas? – perguntou.

O estudante exibiu um filme feito durante as manifestações e fez um apelo aos senadores para garantir, a todos, estudantes ou trabalhadores, o direito de se manifestarem, de modo ordeiro, dentro do prédio do Congresso.

A advogada Herilda Balduína de Souza, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pediu providências contra o arbítrio que na opinião dela está acontecendo atualmente nos prédios do Congresso, onde, segundo a advogada, pessoas estariam enfrentando dificuldades de entrar nos prédios e procurar senadores e deputados.

- Hoje, 17 de setembro, eu mesma precisei mostrar meu convite para participar desta audiência. É direito de todo brasileiro manifestar sua opinião, mas os governos somente gostam de manifestação a favor e o Congresso está seguindo esse exemplo ruim – disse.

Herilda lembrou que, até durante a ditadura militar era possível entrar no Congresso e, “quando se era expulso, não era por agentes do Legislativo, mas pela Polícia do Exército”. Para ela, a segurança demasiada acaba violando os direitos humanos mais básicos.

-Se não podemos ir até a Biblioteca, procurar um senador, assistir a uma sessão do Senado ou da Câmara, nossos direitos de eleitor estão sendo violados. Não estou defendendo baderna nem violência, mas o acesso ao Congresso e aos congressistas precisa ser assegurado a todos. Não existe democracia com unanimidade, sempre haverá quem discorde e essa pessoa tem direito de manifestar suas idéias livremente – concluiu Herilda.

Direitos

Para Cristovam, o Senado descumpriu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em especial o direito de se manifestar e o direito de ir e vir, a que todos têm direito numa democracia. Para ele, não podemos cercear a liberdade de ninguém de percorrer os corredores do Senado com camisas portando dizeres contra ou a favor de quem quer que seja, afirmou.

O senador José Nery (PSOL-PA) se declarou “assustado” com a ausência do reitor da Universidade de Brasília e do secretário da Polícia do Senado, previstos para depor na audiência, e lamentou que tão poucos senadores estivessem presentes, para prestigiar o evento.

- A crise não foi resolvida, foi apenas abafada. Não fabricamos denúncias, são fatos que essa Casa se recusa a esclarecer. Se elas foram arquivadas no Conselho de Ética, deveríamos abrir uma CPI para investigar os desmandos de gestão pública no Senado que chegou ao cúmulo de lavrar centenas de atos administrativos secretos – disse.

José Nery destacou que a crítica faz parte da democracia e todos precisam aceitar esse fato. Para ele essa audiência pública representaria uma oportunidade de se discutir esses acontecimentos. Ele lamentou que tivesse havido tão pouco interesse por parte dos senadores em defender os direitos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Laura Fonseca / Agência Senado

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Gangues de Nova Iorq… digo, de Brasília!

André Dutra | 27 de agosto de 2009 | 19:13
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Mudando um pouquinho de crise no Senado!

Se tem um programa da Globo que eu gosto de assistir, é o Profissão Repórter. Eles passaram há algumas semanas atrás a realidade das gangues de jovens no Distrito Federal. Achei ótimo terem passado isto em rede nacional, pois o DF não é o mar de rosas que as pessoas pensam ser e muito menos o mar de rosas verdes que o Governador Arruda finge ser e faz de tudo para que acreditemos que seja. Vejam a realidade, muito bem retratada, pela equipe de Caco Barcellos:

Bloco I

Bloco II

Foi muito bom ter passado a festa de 49 anos de Brasília, que foi tratada neste blog. Uma festa de gastos absurdos e de puro populismo nojento, retrógrado e deprimente para a cidade. E o governo ainda quis que engulíssemos que foi algo legal, tranquilo, bom… vejam o saldo e me respondam se foi mesmo.

A única crítica forte e incisiva que tenho quanto a esta matéria é a seguinte: foram omissos quanto aos marginais da classe média alta e alta de Brasília. Além da periferia, das “cidades-satélite”, da pobreza e da realidade dura, Brasília também é parte de uma juventude transviada que tem tudo: acesso a educação de alto nível, ótima moradia, comida da boa e da melhor, roupas e acessórios da moda, lazer, segurança, planos de saúde…

E é essa juventude que queima índios em paradas de ônibus e que argumentam que pensaram que “era só um mendigo” e que tudo era apenas por diversão. Um SER HUMANO! Essa juventude que espanca garçons em suas viagens de lazer. Essa juventude que mata desafetos, espancados a luz do dia. Não podemos ser omissos e jogar a culpa nas mazelas sociais. Como eu disse neste blog, Brasília está entregue à violência e tem tempo!

A mudança começa em cada um de nós. E eu acredito que ela possa ser feito em proporções monumentais!

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Leonardo Bandarra e a "teimosia pacífica" no MPDFT

André Dutra | 8 de maio de 2009 | 12:54
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Atualização: até o Procurador-Geral do MPDFT está envolvido nos escândalos de corrupção do DF, conhecidos como Mensalão do DEM. O jeito é uma renovação radical.


O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios já foi alvo de elogios neste blog. Elogios bem fundamentados: os trabalhos que o MPDFT vem fazendo ao longo de alguns anos no DF. E grande parte desse trabalho se deve à renovação de procuradores (uma geração que entrou com sede de trabalho e sem “rabos presos”) e pela atuação de Leonardo Bandarra, o procurador-geral de Justiça do DF, baseada na “teimosia pacífica” de Mahatma Gandhi.

A matéria é da Revista Brasília em Dia, datada de 12 de julho de 2008, por Marcone Formiga e Luís Carlos Alcoforado. É extremamente atual (talvez atemporal) e condizente com o que venho tentando explicitar neste blog. O link para a entrevista completa está aqui.

Abaixo, cinco perguntas e respostas que achei mais interessantes:

Luís Carlos Alcoforado – O baixo nível de educação pessoal e cívica, ao mesmo tempo, contribui também para isso?
Leonardo Bandarra
– Sim, a questão da educação é fundamental. Vamos fazer o Brasil melhor no futuro, se conseguirmos fazer com que nossas crianças tenham um preparo adequado. Essa deve ser a grande aposta do nosso país nas gerações futuras. O povo, que já está mais adulto hoje, também tem que passar por um processo educativo, mas esse de formação de caráter, até corretivo. A partir do momento em que tivermos uma consciência educacional já formada no seio da população, as pessoas vão saber ter acesso às informações, processá-las e cobrar das autoridades públicas que estas hajam de acordo com a determinação moral e ética que deve pautar toda ação de um agente do Estado.

Luís Carlos Alcoforado – A política não é a arte de conquistar e conservar o poder, como queria Maquiavel, nem a cultura da esperteza, como acreditava Dom Corleone?
Leonardo Bandarra
– A política é uma arte, que deve ser desenvolvida com responsabilidade e deve ser vista como uma prestação de serviço público. Não é um meio em si. Acredito que o processo político tenha que ser muito bem preservado pela sociedade, porque é um processo necessário. Fazer política partidária é o único caminho, tirando todos os outros, que pode garantir o mínimo de preservação de felicidade, porque é um regime democrático. Não há regime melhor que o democrático, e ele se exerce com políticos. Acredito que hoje faltam, no país, políticos profissionais. Não temos mais políticos que sabem fazer política como tínhamos os grandes oradores no Congresso Nacional, aquelas pessoas que sabiam costurar acordos políticos, no sentido de fazer o bem para o país. Hoje, temos grandes representantes corporativos, que estão no Legislativo defendendo o interesse da categoria, que, muitas vezes, não corresponde ao interesse da coletividade. O político que não tenha essa ligação e que tenha uma responsabilidade com o funcionamento do país deve ser incentivado e deve voltar a existir, em maior número que os poucos que existem hoje.

Marcone Formiga – Ou seja, prevalece na política a cultura da esperteza…
Leonardo Bandarra
– A política é um reflexo da nossa sociedade. Todos aqueles que criticam os parlamentares devem saber que eles não chegaram ali do nada, e, sim, obtendo votos. Esses votos podem ter sido conseguidos de forma lícita ou ilícita. A gente critica o deputado que comprou o voto, e está certo, mas temos que criticar também o eleitor que se deixou comprar, pois ele também tem parcela de culpa nisso. Esse amadurecimento do processo eleitoral tem que acontecer para que mudemos primeiro os hábitos da nossa sociedade. A gente não deve aceitar mais qualquer meio de tirar vantagens. A partir do momento em que se mudar esse conceito na sociedade, a conseqüência será mudar também o perfil de alguns parlamentares.

Marcone Formiga – Isso decorre da falta de educação?
Leonardo Bandarra
– Os princípios, como a moral, são ensinados dentro da nossa casa. Nesse aspecto, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais lançou a campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”. A campanha, que está sendo repercutida em todos os estados, indaga o cidadão se aqueles pequenos gestos que ele faz dentro de sua casa, em suas relações menores, são um processo de corrupção. Trata-se de uma mudança de hábito: muda você, muda a sociedade.








É isso. Para mudar o que está acontecendo, nós temos que mudar! Saiamos às ruas, mudemos nossos votos, prestemos atenção na nossa política, naqueles que nos rondam. Mudemos e, assim, mudaremos a realidade para melhor.

 

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Fotos e vídeos da manifestação contra Gilmar Mendes

André Dutra | 7 de maio de 2009 | 18:00
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Velas e o STF (foto retirada de d'O Globo)
Foto retirada do site O Globo

Como prometido aqui, passei todas as fotos e vídeos que tirei para sites de hospedagem, possibilitando a quem quiser tê-las/selecioná-las a baixá-las. A matéria completa sobre a vigília, pode ser lida aqui.

As fotos podem ser baixadas neste link.
Já os vídeos, neste link.

Vale comentar que a maioria dos vídeos estão bem escuros, já que não uso câmera profissional (e estou longe de ser um profissional)!
Ressalto, também, que as fotos estão em alta resolução, ou seja, bem pesadas. O que propicia que se veja maiores detalhes. Àqueles que me pediram para tirar fotos, estão todas aí, é só baixar e procurar.

Parabéns a todos que estiveram no ato! E continuemos na luta para um país melhor para todos, mesmo aqueles que não foram (seja quais forem os motivos).

Foram mais de 5 mil velas acesas na Praça. Cada ponto luminoso visto no vídeo é uma vela acesa.

 

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Luz ao judiciário: 5 mil velas iluminam a Praça dos Três Poderes

André Dutra | 6 de maio de 2009 | 22:37
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É isso aí, pessoal! Muito legal a manifestação. Meus parabéns ao povo brasileiro, que compareceu e iluminou a Praça dos Três Poderes! Estava muito bonito.

Um grupo de cerca de 300 manifestantes protestava, por volta das 20h na noite desta quarta-feira, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da Suprema Corte, ministro Gilmar Mendes. Segundo os organizadores do movimento, aproximadamente 5 mil velas foram acesas diante da entrada central do edifício sede do STF para "iluminar" a postura do magistrado. Uma bandeira do Brasil foi estendida e rodeada pelos manifestantes que, juntos, gritavam: "Ô, Gilmar Dantas, assim já é demais. Saia às ruas e não volte nunca mais". Mendes e os demais integrantes do STF participavam, no mesmo momento, de uma solenidade para o lançamento de um anuário de dados judiciários.

Fiquem ligados, que colocarei links para baixar as fotos e vídeos que fiz lá! Aqui vai um aperitivo (Clique nas fotos para ver maior)!

 
Triste foi a covardia e a violência do impedimento da população se aproximar do STF:

Durante todo o dia, o prédio central do STF estava rodeado de grades, evitando que os manifestantes pudessem se aproximar. De acordo com a segurança do Supremo, a utilização de grades ocorre sempre quando existem solenidades no térreo do edifício, sendo que parte da praça passa a ser utilizada como estacionamento para os convidados.

Covardia, mas que não apagou os ânimos dos presentes!

 

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