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Todo dia é dia de carro no DF

André Dutra | 22 de setembro de 2011 | 11:33
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Entendo que este já é um problema de praticamente todo o país, mas como filho da terra e morador de Brasília, a capital de nosso país, não posso deixar de falar (outra vez) de nosso sistema de mobilidade urbana. Ou melhor, que sistema?

Hoje é o Dia Mundial Sem Carros. Falar isso a qualquer pessoa que mora no Distrito Federal é como contar uma piada (como aquela do sujeito que ganha na Mega Sena acumulada e é questionado pelo amigo sobre o que fará com a bolada, no que responde “Vou comprar um apartamento no Noroeste!”. O amigo pergunta de volta “E o resto da grana?” e o ganhador rebate “Ah, o resto eu financio pela Caixa”).

Andar de carro no Distrito Federal já é um martírio. Não andar, é muito além de um suplício! Mostrei aqui as condições gerais dos ônibus usados para transportar os brasilienses e também da Rodoviária do Plano Piloto. Frota suja, velha, barulhenta e até cheios de baratas.

Ontem, o Bom Dia DF e o DFTV 1ª Edição pautou uma matéria de minha sugestão, depois que escrevi o post “O acochambrê do incochambrável“, denunciando as condições indignas da Rodoviária que está no coração da capital brasileira. A matéria ficou muito boa, retrata perfeitamente o que passamos todos os dias ao usar aquele local: vítimas do descaso e da incompetência/falta de vontade das autoridades para servir o povo e não se servir dele. As telas instaladas na Rodoviária além de não informarem bem o usuário e se valerem de publicidade, também serviram para esconder a placa de reinauguração daquela Rodoviária, em 1998, pelo então Governador Cristovam Buarque. Coincidência?

Vejam abaixo o vídeo (ou aqui, direto do site da Globo DF) da matéria e aqui também o link para a matéria escrita, do G1:

No Dia Mundial Sem Carro, estamos fadados ao caos, caos e mais caos. Não temos ciclovias, programas educacionais de respeito aos ciclistas, frota decente de ônibus, transporte inteligente e de bom custo… a enorme quantidade de carros provoca engarrafamentos, perda de tempo e qualidade de vida, degradação do meio-ambiente, aumento do stress e mesmo da violência urbana decorrente disto, estacionamentos sempre lotados, entre vários outros problemas que poderiam ser evitados. E nada é feito para se alterar esta lógica, predominando uma inversão de prioridades sociais de extremo impacto na vida dos cidadãos.

Em Brasília, hoje deveria ser o Dia da Luta Pela Revolução no Transporte, transformando o DF em um exemplo mundial de mobilidade e tratamento com seus cidadãos.

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Energia nuclear: o Brasil e o mundo em direções opostas

André Dutra | 1 de junho de 2011 | 23:41
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Ontem li uma nota no Blog do Noblat falando sobre o Brasil indo pela contra-mão mundial no que tange à energia nuclear. Vejam:

Brasil vai na contramão e amplia programa atômico

O Globo

No momento em que vários países decidem rever seus programas nucleares – segunda-feira, a Alemanha anunciou que vai desativar suas usinas até 2022 -, o Brasil toma a direção contrária e decide usar benefícios fiscais para estimular a ampliação de seu programa atômico.

Depois do acidente em Fukushima, no Japão, em março último, países como Suíça, Bélgica e China cancelaram ou suspenderam novas licenças para a construção de usinas.

Enquanto isso, o Brasil está construindo Angra 3 e a Câmara dos Deputados aprovou, semana passada, medida provisória que concede incentivos fiscais para compra de equipamentos a serem usados na geração nuclear.

A MP 517 ainda será votada no Senado. Além disso, o governo Dilma Rousseff deve manter a estratégia de mais quatro usinas até 2030, como previsto no Plano Nacional de Energia (PNE) 2030, hoje em revisão.

Ao lado de Angra 1, 2 e 3, as novas unidades dobrariam a fatia da fonte nuclear na geração de eletricidade, para 5%, informa a reportagem de Danielle Nogueira, Eliane Oliveira e Mônica Tavares.

É preocupante, depois da tragédia no Japão (em Fukushima), provocada por um terremoto de grandes proporções, que ainda pensemos em aumentar o uso desse tipo de energia. Em análise superficial, a produção causa poucos impactos e possui razoável custo-benefício. Entretanto, qualquer defeito, falha, desastre ou quaisquer tipos de imprevistos podem causar danos incomensuráveis e irreparáveis. É só ver o acontecido em 1986, na cidade ucraniana de Chernobyl, cidade que virou deserta depois do acidente na usina nuclear.

Ora, nosso país possui um extenso território, rico para a pesquisa e produção de diversos modais energéticos ecologicamente sustentáveis e renováveis, como luz solar e energia eólica, além do biodiesel e etanol. Até mesmo o pré-sal, sobre o qual tenho ressalvas, é menos perigoso do que uma novas fontes de produção de energia  nuclear, que podem alterar a vida de grande parte do país. Tendo esta preocupação, alguns meses atrás escrevi um pequeno artigo sobre o Senador Cristovam e sua preocupação que vinha sendo evidenciada a respeito da energia nuclear. Espero que gostem:

O Senador Cristovam Buarque e a energia nuclear (21/03/2011)

O terrível terremoto (e tsunami) que abalou o Japão e sua população, um dos mais fortes tremores da História, já é considerado o desastre natural financeiramente mais caro do mundo, podendo chegar a custar US$ 250 bilhões para a Economia japonesa. Há ainda a iminente ameaça de uma tragédia atômica naquele país. As estruturas de algumas usinas nucleares foram severamente prejudicadas e já há relatos de aumentos significativos do nível de radiação na cidade de Fukushima e até de contaminação de fontes de alimentos e água.


Cristovam em Chernobyl

O Senador Cristovam Buarque iniciou no Twitter uma grande discussão sobre o uso da energia nuclear, considerando esses graves problemas no Japão, bem como outros tristes episódios ocorridos, como o desastre em Chernobyl (Ucrânia), em 1986 e o envenenamento por Césio-137, em 1987 em Goiânia, que atingiu milhares de pessoas direta e indiretamente.

Cristovam chegou a sugerir um plebiscito mundial, via internet, sobre o uso de energia nuclear. Ainda em seu Twitter, ele disse “Além do Edgar Morin, propus também a Daniel Cohn-Bendit liderar o plebiscito mundial sobre uso da energia nuclear”. Edgard Morin é considerado um dos principais pensadores contemporâneos, antropólogo, sociólogo e filósofo francês. Daniel Cohn-Bendit é um político francês, de origem alemã, deputado europeu e co-presidente do grupo parlamentar Grupo dos Verdes/Aliança Livre Européia.

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Pelo fim do uso de placas/cavaletes/afins como publicidade eleitoral

André Dutra | 8 de outubro de 2010 | 15:46
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Pessoal, como vocês viram nos vídeos e fotos que coloquei neste link, a publicidade eleitoral foi um verdadeiro fuzuê! Por isso, resolvi coletar assinaturas nos próximos anos contra o uso dos tipos de publicidade que sujam e desrespeitam as regras eleitorais, como vimos neste ano, além de favorecerem àqueles que têm maior poder aquisitivo.

Se você também é contrário ao uso de placas, cavaletes, faixas e similares como publicidade político-eleitoral, clique no link abaixo e assine o pedido (pode preencher só os campos obrigatórios: Nome, e-mail, RG e Data de Nascimento). Eu também estou coletando assinaturas no papel, qualquer coisa entre em contato comigo. Dois colegas, um de SP e um do RJ irão providenciar coleta física nos estados deles, também.

Assinem, divulguem:

Clique aqui para LER (depois clique no link >> Assine este abaixo-assinado << )
ou
Clique aqui para ASSINAR DIRETO.

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Hora do Planeta 2010 – Earth Hour

André Dutra | 25 de março de 2010 | 17:37
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Sábado, dia 27 de março de 2010, teremos mais uma edição da Hora Do Planeta! Esse é um ato simbólico, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização. Clique aqui e veja a lista de quem já aderiu.

Em 2010, com a sua participação, vamos fazer uma Hora do Planeta ainda mais fantástica!

Ano passado este blog divulgou e contribuiu com a Hora do Planeta! Brasília teve a Esplanada dos Ministérios completamente apagada! Para vocês que viram poderem se lembrar e para aqueles que não viram, confiram neste ink como foi a Hora do Planeta 2009 em Brasília.

Existem diversas formas de participação: Você pode se cadastrar aqui, sendo que é um cadastro rápido e a principal maneira usada para avaliar quantas pessoas apagaram as luzes. Você também pode ajudar a difundir esta mensagem para seus amigos, familiares, conhecidos, leitores de blogs etc. Para saber como fazê-lo, clique neste link aqui e saiba mais sobre como ajudar nosso Planeta! Não deixem de participar e divulgar. Passem este post que fiz para frente também! Vamos fazer nossa parte.

Ah e galera do Twitter: deixem as baterias dos notebooks e afins bem carregadas ou celulares, usem o 3G e não liguem os computadores, hein!!!

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Água, o novo petróleo

André Dutra | 22 de março de 2010 | 15:59
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Bem, vamos mudar um pouco o foco e falar de algo que todas as pessoas precisam: água. Em 2007 participei de várias atividades que tinham relacionamento íntimo com o meio ambiente, tais como o Comitê Especial de Trabalho Sobre Aquecimento Global, em Ribeirão Preto, o VII Encontro Verde das Américas (Greenmeeting), o I Forum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, além de simulações da ONU que envolviam o tema, como a Conferência das Nações Unidas para o Ártico e a simulação da Conferência de Poznań que foi a segunda conferência da ONU para tratar sobre o que sucederá o Protocolo de Kyoto no pós-2012, ocorrida em outubro de 2008.Ufa! Depois de tanto assunto ambiental na cabeça no ano de 2008, ainda trabalhei academicamente com isto, sendo que numa de minhas aulas eu participava de um grupo que fazia relatórios sobre o que andava acontecendo na área do meio ambiente, analisando, principalmente, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Ano passado vi a Conferência de Copenhaguen ser um grande fiasco e frustração (excelente texto neste link). Acompanhei a Conferência de “perto” com informações de amigos que lá estavam e vimos, aos poucos, a Conferência afundando. Mais e mais mudanças climáticas vêm ocorrendo em nosso planeta e o homem e os Estados poderosos do mundo continuam a se valer do mesmo ritmo inconsequente de produção, insustentável e ganancioso. Vimos neste ano o terrível terremoto que praticamente destruiu o Haiti e outro terrível terromoto que abalou o Chile.

Hoje é o DIA MUNDIAL DA ÁGUA e muitas preocupações me vêm em mente, principalmente por nossa legislação ser tão conivente com a destruição e exploração  nacional e estrangeira de nossas riquezas naturais. Outros dois fatos, especificamente sobre água, me chamam muito a atenção: a “hidropirataria” e a morte por causa da poluição da água.

A hidropirataria já foi denunciada há 6 anos atrás, pelo jornalista Júlio Ottoboni no site eco21 tratam-se de navios internacionais que aportam no Brasil para descarregar e, na saída, saem com os porões cheios de água doce das fozes do Rio Amazonas. Por norma, os navios têm que andar com o que chamam de “lastro”, que em outras palavras nada mais é do que água que serve de peso usada quando um navio está descarregado. Nessa situação, seus tanques recebem a água de lastro para manter sua estabilidade, balanço e integridade estrutural. Esta água é lançada ao mar, quando carrega-se o navio.

Neste ano, de novo o assunto tornou-se pauta da mídia brasileira. Veja no vídeo e entenda as preocupações, não apenas com o roubo da água em si, mas com os grandes danos que podem acontecer ambientalmente, com a entrada de microorganismos marítimos no habitat dos rios:

Navio abastece seus reservatórios com até 600 mil litros de água amazônica. O interesse está na qualidade da água dos afluentes que formam os rios da Amazônia que será vendida no exterior. Outro motivo de preocupação é a entrada de microorganismos do oceano nos rios.

Além disse, uma notícia terrível de um relatório do PNUMA aponta que morrem mais pessoas anualmente por conta da água poluída e contaminada do que por TODAS as formas de violência, inclusive as GUERRAS! Anualmente morrem 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos. Cerca de 2 bilhões de toneladas de água são sujas diariamente. É tão impressionante, que eu deixo aqui a matéria completa:

A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU nesta segunda-feira(22).

“A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras”, disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (em inglês, UNEP e em português, PNUMA).

Em um relatório intitulado “Água Doente”, lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira, o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas “zonas mortas”, sufocando recifes de corais e peixes.

O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.

Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90 por cento da água de esgoto sem tratamento.

A diarréia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e “mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada.”

O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.

Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.

“Se o mundo pretende… sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto”, disse o diretor da Unep, Achim Steiner. “O esgoto está literalmente matando pessoas.”

Outros dados, retirados da Revista das Águas (da Procuradoria Geral da República) alarmam ainda mais, pois apesar de abundante no Brasil, há grande grandes problemas de distribuição deste recurso. Além disso, há enorme escassez noutros países do globo.

Atualmente mais de 1 bilhão de pessoas no mundo não têm água suficiente para suprir as suas demandas domésticas, que segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS é de 200 litros/dia. Estima-se que, em 30 anos, haverá 5,5 bilhões de pessoas vivendo em áreas com moderada ou elevada escassez de água.

Alguns eventos agravam o cenário tanto da oferta como da demanda de água doce no mundo, tais como o crescimento demográfico associado a padrões de consumo não sustentáveis. Estima-se que o crescimento populacional aumentou três vezes no decorrer do século XX, passando de 2 para 6 bilhões de habitantes. Nesse mesmo período, a demanda de água aumentou sete vezes, isto é, passou de 580 km³/ano para aproximadamente 4.000 km³/ano. Esses dados tornam-se relevantes na medida em que é previsto que a população mundial estabilize-se, por volta do ano 2050, entre 10 e 12 bilhões de habitantes, o que representa cerca de 5 bilhões a mais que a população atual6. Outro fator que agrava o cenário da utilização das águas no mundo é a gestão ineficiente dos recursos hídricos em basicamente todas as atividades antrópicas, como ocorre na agricultura, na indústria e nos sistemas de abastecimento público de países, onde o desperdício de água, como em algumas regiões brasileiras, é superior a 60%.

Nesse quadro de indisponibilidade de água doce, constata-se que a escassez hídrica já está instalada na Arábia Saudita, Argélia, Barbados, Bélgica, Burundi, Cabo Verde, Cingapura, Egito, Kuwait, Líbia, Jordânia e Tailândia, e poderá ocorrer em médio prazo na China, Estados Unidos, Etiópia, Hungria, México, Síria e Turquia7.

No caso do Brasil, que dispõe de cerca de 12% de toda a água doce do planeta, cerca de 89% do volume total estão concentrados nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde estão localizadas apenas 14,5% da população. Para as regiões Nordeste, Sudeste e Sul, onde estão distribuídos 85,5% da população, há disponível apenas 11% do potencial hídrico do país. Além da natural carência para o atendimento da demanda de abastecimento público e privado, esta heterogeneidade de distribuição das águas gera eventos críticos tais como cheias catastróficas e períodos cíclicos de secas.

A água é um recurso estratégico, um fator de segurança vital e nacional. Precisamos legislar sobre o assunto e proteger nossos recursos, pois temos a responsabilidade sobre esse imenso reservatório natural de recursos hídricos comportados no Brasil. É um bem de uso global, mas que é BRASILEIRO. Assim como o petróleo é um bem de uso global, mas é pertencente aos países produtores. O futuro em que a água será alvo de desavenças internacionais e outros conflitos não está longe. Na realidade, já existe em alguns países. O Brasil não pode ficar para trás, como em muitos outros assuntos. Precisamos mudar nossas atitudes desde já e em todas as esferas da sociedade.

A educação é o caminho mais claro para um futuro sustentável no Brasil, com uma sociedade atuante para preservar nossos recursos e com políticos que sejam compromissados com o Brasil e seu povo.

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Júlio Ottoboni


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Sustentabilidade insustentável

André Dutra | 21 de janeiro de 2010 | 15:07
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Quem dirige deve estar se remoendo (como eu) com os preços dos combustíveis. Aqui em Brasília, a situação parece ser pior que em todo o Brasil.

Eu uso gasolina e o preço anda por volta de R$2,74 a R$2,79. O álcool está por volta de R$2,24. DOIS REAIS E VINTE E QUATRO CENTAVOS. No Brasil, um dos maiores produtores de cana-de-açúcar e etanol do mundo!

Fatos sobre os bio-combustíveis (biodiesel) no Brasil

* O Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo, depois dos Estados Unidos, e o maior exportador. Também é o maior produtor de bio-combustivel (biodiesel) feito de soja.

* O Brasil usa o etanol produzido da cana-de-açúcar que é mais eficiente do que o etanol de milho produzido nos Estados Unidos. A produção de etanol feito da cana-de-açúcar custa $0.28 por litro e a do milho $0.45 por litro, e um hectare de cana-de-açúcar pode produzir quase duas vezes mais etanol (7.080 litros) do que um hectare de milho (3.750 litros).

* Enquanto em 2004 as vendas norte-americanas de etanol misturado à gasolina formaram somente 2% do mercado de combustíveis, o mercado brasileiro depende de combustíveis de álcool. Mais de dois milhões de carros no Brasil são movidos à álcool, derivado da cana-de-açúcar, combustível mais limpo que não emite benzeno ou enxofre, e menos dióxido de carbono e monóxido de carbono. Hoje, o etanol abrange 20% do mercado de combustíveis para transporte no Brasil, e representa uma alternativa mais econômica para motoristas do país já que o custo de produção de $1 por galâo é metade do preço da produção de óleo convencional. Quase oito de cada dez carros novos vendidos no Brasil são carros do tipo flex, que podem ser abastecidos com a mistura de etanol e gasolina ou com biodiesel. No Brasil, a cana-de-açúcar é cultivada em 5% das áreas totais de plantio do país, e o álcool substituiu com eficácia 26% da gasolina.

* Como medida de protecionismo econômico, os Estados Unidos impõem atualmente uma tarifa de 54 centavos por o galão para maioria do etanol importado, dificultando as exportações brasileiras para o país.

Fonte: Mongobay.com

É antiga a desconfiança do consumidor para com os postos de gasolina (principalmente no DF). Denúncias onde os donos de postos de gasolina são acusados de formar um gigantesco cartel que controla o preço dos combustíveis no DF são bem antigas!

Como a autonomia do veículo com álcool é 30% menor, para ser vantajosa a sua utilização, o preço do litro também precisa ser 30% mais barato que o da gasolina. Donos de carros flex devem fazer o cálculo para saber se vale mais a pena colocar álcool (normalmente seria economicamente mais vantajoso, além de ser ecologicamente mais correto) ao invés de usar gasolina. O cálculo é o seguinte:

Preço do álcool : Preço da gasolina x 100 = (?), onde o resultado final (?) deve ser menor que 70, demonstrando compensação financeira pelo uso do álcool.

Hoje a conta seria, mais ou menos a seguinte: (2,24 : 2,75) x 100 = 81,45. Ou seja, não apenas não vale a pena usar álcool, como o preço é absurdo. Além disso eu gostaria de saber o porque deste preço abissal, sendo que somos produtores. Alguém pode responder? Alguém consegue responder por que, independente de desastres naturais ou se tudo vai bem, a variação de preços só segue uma linha (para cima)?

E como caminharemos para a estrada da sustentabilidade se todos os esforços do país, da formiguinha mais simples à formiguinha mais poderosa, vão de encontro a paradoxos e contraditoriedades. O Pré-Sal, por exemplo, é uma riqueza nacional e deve ser explorado, bem dividido e tratado como questão estratégica nacional, mas é um projeto que demandará anos. Por que, do nada, pararam de falar sobre os avanços do etanol e da larga vantagem do Brasil (tecnologicamente e produtivamente) neste mercado que, talvez, seja mais estrategicamente importante ainda do que o Pré-Sal? Que desenvolvimento queremos para o futuro?

E este é apenas um tijolo de toda a discussão que deve ser feita ao se falar em sustentabilidade, justiça e educação ambiental. A sustentabilidade e a justiça ambiental não serão alcançadas por meio de discursos ocos. Ações ou não-ações insípidas nos levarão a um futuro de reducionismo da nossa tão pregada propensão de sermos o país do futuro.

O futuro já é hoje e ainda não avançamos quase nada. Como o Brasil caminhará para a sustentabilidade tão pregada nos discursos modernos, se as ações praticadas pela elite que ocupa o poder provocam reações sociais insustentáveis? Até quando ficaremos nessa prosa sustentável, vivendo uma vida insustentável econômica-social e a ambientalmente insustentável?

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Lançamento da Cátedra UNESCO-IESB sobre Desafios Sociais Emergentes

André Dutra | 11 de junho de 2009 | 15:51
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Segunda-feira passada (08/06) aconteceu o lançamento da Cátedra UNESCO-IESB sobre Desafios Sociais Emergentes.

A Mesa de abertura foi composta pelo Senador Cristovam Buarque; Professor Ricardo Diez-Hochleitner, Presidente Honorário do Clube de Roma; Ministro Lélio Bentes, do Tribunal Superior do Trabalho; Eda Coutinho, Diretora Geral do IESB; Professor Heitor Gurgulino, Vice-Presidente do Clube de Roma e ex-Reitor da Universidade da ONU; Liliane Rímoli, diretora de Responsabilidade Social do IESB; tenente-coronel Leonardo Moraes, Administrador da Ceilândia; e Professor Célio da Cunha, Assessor especial da UNESCO no Brasil. (FOTO)


Mesa de abertura da Cátedra IESB-UNESCO

Após a Mesa de Abertura, ocorreu o Simpósio "Crise Global e Oportunidades para a Paz: por um novo pacto de desenvolvimento sustentável e justiça social", que teve a composição e palestras do Senador Cristovam Buarque; Professor Ricardo Diez-Hochleitner; Eda Coutinho; Professor Heitor Gurgulino; Professor Eugênio Aragão, Sub-Procurador Geral da República; Dr. Nikhil Chandavarkar, membro da Organização das Nações Unidas; e Ministro Joaquim Barbosa, do Superior Tribunal Federal. (FOTO)

 
Mesa de palestrantes da Cátedra IESB-UNESCO

Pude, ainda, participar da construção do documento "Pacto de Brasília", feito por alunos de diversos cursos e com a intermediação dos professores Eugênio Aragão, Aninho Mucundramo, Fernando Elias e Cristiano Abreu, bem como dos demais trabalhos realizados e ser respondido nas palestras.

Abaixo alguns vídeos do evento (aumente o volume, pois foi difícil captar o som):

 

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