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Um chamado maior, para honrar meus princípios

André Dutra | 11 de outubro de 2011 | 13:00
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Minhas queridas e queridos amigos. Nos últimos anos todos puderam acompanhar por aqui, via Twitter, Orkut e Facebook, minha vida pública e partidária. A vocês sempre deixei meus sinceros agradecimentos pelo apoio, sugestões e críticas. Saibam que uma bela mudança aconteceu e começo agora uma nova fase, a qual gostaria de compartilhar com vocês. Saio do Partido Democrático Trabalhista (PDT) para o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Deixo abaixo minha carta de desfiliação, com maiores detalhes sobre essa saída. Gostaria que vocês lessem, opinassem e repassassem a seus contatos. Conto com vocês nessa! Obrigado por tudo.

Não escrevo com alegria, nem sinto mágoa, raiva ou guardo qualquer tipo de ressentimento. Escrevo sobre o fim de uma fase importante de minha vida, que teve altos e baixos e que teve mais de uma culminância em relativo curto período de tempo. Escrevo sobre o fim de minha participação como militante do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e da Juventude Socialista do PDT (JSPDT).

As bandeiras pelas quais lutei e me fizeram entrar no PDT já não são mais respeitadas pela maioria dos que estão no Partido. Além disso, o discurso de renovação e de atuação socialista, brizolista e de esquerda, deu lugar à prática política que sempre abominei: segregadora, fisiológica e personalista. Já não me era permitido respirar ou ter pensamentos próprios, sem que pairasse sobre mim a sombra de retaliações silenciosas ou difamações que, mesmo completamente irreais, eram sussurradas como mantras até se consolidarem como verdade para os demais militantes. Aqueles que desejaram minha derrocada podem se regozijar, mas saio do PDT sem ser escorraçado ou dominado. Saio para um chamado maior, para honrar meus princípios, meus amigos e todos que me apoiam.

Este é o último recurso para que eu mantenha intacto tudo aquilo que acredito na política e na minha atuação ética e cidadã, na minha coerência, independência, além do zelo e respeito por todos aqueles que confiam em mim diariamente. Gostaria de lembrar dos que dividiram comigo o sonho de 2010, confiando seu voto em mim e nas ideias que represento. Não chegaria a este ponto extremo de desfiliar-me e trocar de legenda se eu não considerasse a situação insustentável. A vida segue por caminhos planejados que acabam por tornar-se trilhas desconhecidas e misteriosas, mas somos nós os responsáveis por nossas escolhas e são elas que definem quem somos e nos tornamos.

Saio do PDT depois de mais de 3 anos. Neste período conheci grandes figuras de todo Brasil. Bons companheiros e companheiras com os quais tenho a certeza de que com eles ainda terei o prazer de ombrear em muitas lutas futuras. Tive o prazer de dividir legenda com um grande ícone e exemplo em minha formação política, o hoje Senador e sempre Professor Cristovam Buarque. Cada conversa foi um grande aprendizado, e cada momento de convivência uma honra. Ademais, continuará a ser um líder a ser seguido e um amigo com quem manterei forte ligação. Por seu exemplo e de pessoas como Darcy Ribeiro, Leonel Brizola e Jefferson Peres, cheguei ao PDT. É para manter o zelo e a vontade de defender seus legados, os quais encampam boa parte daquilo que tenho como prioridades na política, que saio da sigla. Outro amigo, que agora será também um companheiro além-sigla é o Deputado Reguffe, que ainda dará muitas contribuições para o Distrito Federal ao longo dos anos que virão. Agradeço aos dois pelas conversas, conselhos, companheirismo e momentos em que estivemos juntos pensando numa forma de se fazer boa Política. Continuaremos unidos em busca da mesma causa.

Para continuar a ser a mesma pessoa que vocês conhecem, para respirar e falar sem que tentem esmagar minha garganta e para manter minhas pernas autônomas, aceitei o convite feito por um grande partido, com belas bandeiras históricas e também com líderes de peso, a quem sempre respeitei. Foi uma honra ser convidado a me enfileirar aos militantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB), juntamente com o Senador Rodrigo Rollemberg, a quem conheci quando ele era Deputado Federal e, mais proximamente, durante a campanha eleitoral de 2010. É um partido de nomes exemplares como Miguel Arraes e Luíza Erundina. Também é a casa da família Capiberibe, a quem tive o prazer de conhecer e que divide comigo os mesmos pensamentos sobre indivíduos como o coronel Sarney. E no DF conta com o Senador Rodrigo Rollemberg, que provém da luta da juventude, sendo um dos fundadores da JSB. Chego ao PSB feliz e de peito aberto, sabendo ser igualmente recebido como uma pessoa que quer somar ao processo político, aprender e compartilhar conhecimento, lutando de forma limpa, democrática e livre para o ganho coletivo das pessoas do Distrito Federal. Chego com amigos que já tinha, alguns que conheci agora e tantos outros que terei o prazer de conhecer daqui para frente. Fico feliz pela crença em meu potencial e no que posso desenvolver juntamente com o Partido e com a Juventude do PSB para que possamos encontrar um caminho melhor dentro da política brasiliense. Fico grato e atento à responsabilidade de minha participação neste novo espaço, onde continuarei a trabalhar com o afinco de sempre.

Portanto, por não me proporcionar mais condições de me manter fiel aos meus princípios, e por não concordar com um projeto que abrange determinadas variáveis às quais eu não acredito e que não projetam no futuro espaço de mudança coletiva, que busco novo caminho. Esse conflito de pensamentos entre forças existentes no partido e minhas convicções não me permitiam seguir em frente de uma forma saudável e democrática. Por vocês que acreditam em mim, que são minha força e minha motivação para manter a disposição de lutar na política, apesar das adversidades constantes que são parte dela, sempre me incentivando a não desistir, a caminhar para frente e a jamais desistir de meus princípios, que tomo esta decisão em busca de coerência. Busco com isso não abandonar o sonho da transformação social honesta, limpa, sustentável e digna à qual quero fazer parte com vocês; por manter minha consciência limpa, e acreditando que devemos saber a hora de seguir para novos ares e abraçar novas fases da vida, não enterrarei meus valores.

Tenho certeza que no PSB conseguirei manter tudo aquilo que acreditamos e nesta nova morada poderemos construir uma fundação profunda, forte e resistente, de esquerda, socialista, meritocrática e sem ter de abandonar princípios ou ceder por quaisquer motivos que porventura tentem desnortear tudo aquilo pelo que lutamos. Tenho uma grande tarefa à frente, atuando como Presidente da Juventude Socialista Brasileira no Distrito Federal (JSB-DF).  Juntamente com o Secretário de Juventude da JSB-DF, a nova executiva eleita e nossos militantes, vamos construir uma base jovem, atuante e democrática para lutar por um Distrito Federal que sonhamos e merecemos.

Obrigado a todos que apoiaram esta decisão. Saibam que foi tomada considerando todos aqueles que acreditam que é possível fazer política sem se vender. Vocês são meu combustível! Quando resolvi entrar na Política e me candidatar, o fiz por um sonho e pela coletividade. Minha escolha pessoal foi embasada naquilo que desejo para a sociedade. Minha luta não é personalista. Ela busca uma vida mais justa para todos, pois é com oportunidades iguais e com justiça social que modificaremos nossa realidade. Estou de braços abertos e ouvidos atentos para receber e ouvir a cada uma e a cada um que queira conversar sobre os pormenores de toda essa história.

Novos tempos! Conto com vocês nesta caminhada. Muito obrigado, de coração!

 

André Dutra.

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Da rede para as ruas

André Dutra | 26 de setembro de 2011 | 11:19
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Há alguns anos venho participando de mobilizações sociais de uma forma mais pujante. A mais envolvente, até hoje, foi o “Fora Sarney” em 2009, material vasto aqui no blog. Ainda no governo FHC, também participei de marchas anticorrupção, como vemos hoje em dia pipocarem pelo país. Deixo aqui com vocês interessante matéria sobre o assunto, publicada no Correio Braziliense de ontem, escrita pela jornalista Paula Filizola e também deixo a entrevista integral que concedi a ela. Espero que gostem! =)

Ações anticorrupção investem no poder de mobilização pela internet (clique para matéria completa)

(…) Um estudo divulgado em junho deste ano pela empresa Box1824 aponta que 59% dos jovens brasileiros não têm preferência por partidos políticos. Muitos afirmam não se sentirem representados da forma como deveriam pelo poder público. “Eu acredito que o jovem hoje é muito consciente sobre política e bastante ativo também”, ponderou o analista de sistemas Giderclay Zeballos, um dos organizadores do Movimento Contra a Corrupção. Participante ativo desde os tempos do colégio, o funcionário público André Dutra testemunhou as passeatas de 1992 nos ombros da mãe. Agora, pede a saída de quem considera corrupto. “O papel social do jovem é ser revolucionário e servir de locomotiva para carregar a outra parcela da população para as melhorias que desejamos”, avaliou ele, que recentemente começou uma campanha de fiscalização e denúncia, através de fotos, para cobrar melhorias do governo do DF.


Clique para ampliar

Entrevista na íntegra:

Paula Filizola – 1. Quero que você me fale da sua experiência em movimentos como o Movimento Contra a Corrupção. Foi seu primeiro? O que você acha desses eventos?

André Dutra – Não foi minha primeira participação. Participo de mobilizações sociais desde a época da escola e comecei com mais ativismo durante meu Ensino Médio, no Centro de Ensino Médio da Asa Norte – CEAN. Lá sempre organizávamos passeatas e manifestações em frente à Regional de Ensino da Secretaria de Educação do DF, que fica próxima à escola. Antes disso também fiz parte de outro grande movimento contra a corrupção, ainda no Governo FHC, quando houve uma grande marcha na Esplanada dos Ministérios em 1998. Também me manifestei no dia 05 de setembro deste ano sobre a corrupção nas prioridades do governo, tendo como grande exemplo a obra do Estádio Nacional Mané Garrincha. Aquela obra é uma corrupção nas prioridades, pois nossa Saúde, Educação, Segurança, Transporte e serviços públicos em geral continuam indignos, desestruturados e péssimos.

P.F. – 2. Na sua opinião, qual é o perfil das pessoas que participam dessas marchas?

A.D. – Em sua maioria, jovens. É papel social do jovem ser revolucionário, descontente com uma realidade imposta e sem perspectiva de melhorias. O jovem de hoje é quem norteará o futuro, então cabe a essa parcela da sociedade ser a locomotiva social que carregue o restante da população para as melhorias que desejamos.

Além disso, as manifestações atuais estão sendo encabeçadas pela classe média, que normalmente vinha se afastando das ruas. É importante que essa classe média se integre com o restante do povo, para que vire uma manifestação completa da sociedade. A melhoria é para todos, o fim de corrupção é para todos, logo todos têm que estar lado a lado, algo que não foi facilmente visto no 7 de Setembro. É uma auto-crítica importante de ser considerada, pois Brasília é setorizada urbanamente o que a fez se setorizar socialmente. Temos que destruir as barreiras que dividem nossa sociedade em setores.

P.F. – 3. Quais são as reinvindicações principais? É realmente totalmente apartidário?

A.D. – A próxima marcha contra a corrupção terá, de fato, proposições. Senti falta de proposições na primeira, era uma temática de abrangência enorme: fim da corrupção. Mas como? O que fazer para isto? Agora as reivindicações estão claras: fim do voto secreto no Congresso e pelo uso imediato da “Ficha Limpa”. Eu adicionaria aí a votação o quanto antes da Lei que institui a corrupção como crime hediondo.

O movimento em si, é apartidário sim. Vi pelas pessoas que se propuseram organizar. Mas há sempre os “caroneiros”, aqueles que tentam se valer de um movimento democrático e popular para obter ganhos políticos, como já vi na época em que organizei o Fora Sarney. Mas isso acaba sendo repelido pelo povo, que está ali lutando por ideias e não bandeiras ou discursos. O movimento, entretanto, tem que se manter apartidário, mas não apolítico, importante diferença que faz com que ele tenha coração e cérebro. Coração pelo seu ideal e cérebro por não matar a política, algo essencial para construção de uma sociedade melhor. Eu mesmo participo como cidadão que sou, em primeiro lugar e contribuinte. Minha coloração partidária em movimentos populares fica em casa.

P.F. – 4. Além da marcha contra a corrupção, o que mais você tem feito nesse âmbito? Quais outras manifestações já participou?

A.D. – Tirando aquelas da época estudantil, a minha maior participação foi no movimento Fora Sarney, aonde tive um papel mais central, organizando várias marchas e planejando com outros amigos o que chamamos de nossos “atos secretos”, com manifestações dentro do Congresso, entrega de pizzas e a culminância com nossa prisão ilegal pela Polícia do Senado, que resultou até audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, presidida pelo Senador Cristovam Buarque e com participação da Drª Herilda Balduíno do Conselho de Direitos Humanos da OAB Federal.

Além dessa, que tem destaque na minha história, participei do Fora Gilmar Mendes, à época Presidente do STF, Fora Arruda e demais manifestações sobre o escândalo da Caixa de Pandora.

Ultimamente tenho agido de uma forma diferente: fiscalizando e denunciando. Este mês fiz um vídeo mostrando as condições insalubres do transporte público, com infestação de baratas dentro de ônibus e das condições da Rodoviária do Plano Piloto e também tenho dado aulas e palestras voluntárias de conscientização política para alunos de escolas públicas, pois eles são minha esperança para um DF mais virtuoso.

P.F. – 5. O que te leva a fazer essas coisas, André? E participar dessas marchas?

A.D. – Eu tenho plena convicção de que Brasília tem todas as condições para ser exemplo não só para o Brasil, mas um modelo internacional de gestão e de estado de bem-estar social, com ótimos serviços públicos e condições iguais para a população atingir seus sonhos. Temos o Fundo Constitucional e uma imensa arrecadação de impostos, condições de aumentar investimentos em conjunto com o Governo Federal, uma estrutura de cidade completamente diferente do restante do país, propiciando mudanças estruturais.

O que me leva a me esforçar, usar meu tempo, conhecimento e energia é o amor que tenho por essa cidade e por esse país. Se Brasília e o Distrito Federal forem grandes exemplos, podemos cobrar do restante do país, mas hoje nossa imagem é negativa de norte a sul, mesmo sabendo que nossa população é honesta e não está envolvida no escândalo e deméritos de poucos. Participar das marchas, organizá-las, lutar por um país e uma cidade melhores é algo que impactará positivamente para a sociedade e também para mim, pois todos colheremos os benefícios. Até o cidadão mais abonado se beneficia com a justiça social, pois uma sociedade mais segura e igualitária é sinônimo de menos gastos privados com saúde, educação, segurança e outros.

P.F. – 6. Na sua opinião, qual é o papel das redes sociais hoje nessas marchas/manifestações?

A.D. – A internet e as redes sociais são ferramentas importantíssimas para esse tipo de mobilização. É a forma mais rápida, fácil e segura de se organizar pessoas que lutam por um mesmo objetivo. A grande dificuldade permanece em conseguir tirar as pessoas das redes e leva-las às ruas, que é onde realmente se faz a diferença. Vimos ao redor do mundo movimentos enormes de países inteiros, organizadas pela internet (como os movimentos pró-democracia nos países árabes e os movimentos por educação de qualidade no Chile). Até hoje nós brasileiros sofremos com a dificuldade em tornar movimentos de massa virtual em movimentos de massa real.

O que está acontecendo agora com os movimentos anti-corrupção país afora são um sinal de que as coisas podem estar mudando e eu torço para isso com todas as forças. Juntar algumas dezenas de milhares de pessoas é algo de extremo valor e essas pessoas estão de parabéns! Mas ainda precisamos tirar milhões da zona de conforto. A internet é uma grande aliada, mas a mobilização de rua não pode parar. Tenho muita fé e expectativa de que agora é a hora de transformarmos o Brasil em uma sociedade menos dócil para com injustiças e desmandos dos Poderes Públicos e nos tornarmos uma sociedade de protesto a favor do progresso para todos. E a internet só vem aumentando em importância para que isso se consolide.

P.F. – Você é formado em relações internacionais né? e tem quantos anos? Trabalha com que?

A.D. – Sou formado em Relações Internacionais e estou fazendo uma especialização em Gestão Pública. Tenho 25 anos, nascido e criado em Brasília. Atualmente sou funcionário público concursado do GDF e professor voluntário.

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Todo dia é dia de carro no DF

André Dutra | 22 de setembro de 2011 | 11:33
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Entendo que este já é um problema de praticamente todo o país, mas como filho da terra e morador de Brasília, a capital de nosso país, não posso deixar de falar (outra vez) de nosso sistema de mobilidade urbana. Ou melhor, que sistema?

Hoje é o Dia Mundial Sem Carros. Falar isso a qualquer pessoa que mora no Distrito Federal é como contar uma piada (como aquela do sujeito que ganha na Mega Sena acumulada e é questionado pelo amigo sobre o que fará com a bolada, no que responde “Vou comprar um apartamento no Noroeste!”. O amigo pergunta de volta “E o resto da grana?” e o ganhador rebate “Ah, o resto eu financio pela Caixa”).

Andar de carro no Distrito Federal já é um martírio. Não andar, é muito além de um suplício! Mostrei aqui as condições gerais dos ônibus usados para transportar os brasilienses e também da Rodoviária do Plano Piloto. Frota suja, velha, barulhenta e até cheios de baratas.

Ontem, o Bom Dia DF e o DFTV 1ª Edição pautou uma matéria de minha sugestão, depois que escrevi o post “O acochambrê do incochambrável“, denunciando as condições indignas da Rodoviária que está no coração da capital brasileira. A matéria ficou muito boa, retrata perfeitamente o que passamos todos os dias ao usar aquele local: vítimas do descaso e da incompetência/falta de vontade das autoridades para servir o povo e não se servir dele. As telas instaladas na Rodoviária além de não informarem bem o usuário e se valerem de publicidade, também serviram para esconder a placa de reinauguração daquela Rodoviária, em 1998, pelo então Governador Cristovam Buarque. Coincidência?

Vejam abaixo o vídeo (ou aqui, direto do site da Globo DF) da matéria e aqui também o link para a matéria escrita, do G1:

httpv://www.youtube.com/watch?v=cLZBFVscju4

No Dia Mundial Sem Carro, estamos fadados ao caos, caos e mais caos. Não temos ciclovias, programas educacionais de respeito aos ciclistas, frota decente de ônibus, transporte inteligente e de bom custo… a enorme quantidade de carros provoca engarrafamentos, perda de tempo e qualidade de vida, degradação do meio-ambiente, aumento do stress e mesmo da violência urbana decorrente disto, estacionamentos sempre lotados, entre vários outros problemas que poderiam ser evitados. E nada é feito para se alterar esta lógica, predominando uma inversão de prioridades sociais de extremo impacto na vida dos cidadãos.

Em Brasília, hoje deveria ser o Dia da Luta Pela Revolução no Transporte, transformando o DF em um exemplo mundial de mobilidade e tratamento com seus cidadãos.

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O acochambrê do incochambrável

André Dutra | 15 de setembro de 2011 | 11:04
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Todo brasileiro conhece a expressão “jeitinho brasileiro“, que é aquela situação em que a malandragem e mesmo a capacidade de adaptabilidade que todo brasileiro nasce de fábrica aflora para solucionar problemas até então insolucionáveis. O “jeitinho” às vezes é usado para o bem (adiantando trâmites excessivamente burocráticos ou com simples pró-atividade de uma pessoa, por exemplo) e muitas vezes para o mau (como furar filas, enganar um consumidor etc etc, não faltam exemplos).

Já a expressão “acochambrê” vem de “feito nas coxas”, expressão que deu-se na época da escravidão brasileira, onde as telhas eram feitas de argila, moldadas nas coxas de escravos. Obviamente, os escravos tinham diferentes portes físicos, causando a fabricação de telhas completamente desiguais e, consequentemente, telhados desnivelados (fonte blog Expressões Populares).

Aqui, vemos um belo exemplo de jeitinho brasileiro de se acochambrar alguma coisa. Como tirar a atenção de um local imundo, que fede a urina, com péssimas condições de mobilidade e que está no coração de Brasília? Coloque umas dúzias de telas de LCD, passando propaganda, horóscopo e desinformando. Um show de alienação, chacota com a cara do contribuinte e, claro, de inversão de prioridades. Afinal, pra que investir em infraestrutura, conserto das escadas rolantes e elevadores e limpeza para oferecer condições mais dignas aos usuários da Rodoviária do Plano Piloto?


Chegando na Rodoviária – Plataforma Superior


Rodoviária – Plataforma Superior

Pelas fotos, deixo o julgamento a vocês, se é realmente uma melhoria urgente para a Rodoviária do Plano Piloto esse tipo de “benesse”.  Sempre fico muito triste quando falam das Rodoviárias de outras cidades, pois esta nossa está no centro de Brasília. Turistas que vão conhecer as lindas obras arquitetônicas do Eixo Monumental e Esplanada dos Ministérios devem guardar mais a imagem da depressão que é nossa Rodoviária, do que o lindo céu e prédios que essa cidade, obra única no mundo, tem a oferecer para nossos olhos. Sou totalmente contra privatização, pois sei que o que falta é coragem e vontade das autoridades competentes. Ah, falta também competência e vergonha na cara. VEJAM O VÍDEO ABAIXO, pequena compilação de como está a Rodoviária:

httpv://www.youtube.com/watch?v=SgRAx0RiyJw

.


Telão com imagens de Brasília (“só” vi dois, mas parece que são três) 



Uma das telas, agora em todas as paradas/”baias” da Rodoviária

Esse tipo de melhoria é bom, no tempo certo. Não é o tempo certo enquanto nossa Rodoviária for o lixo, vergonha e constrangimento que é.  O itinerário e linhas dos ônibus estão dispostos nesses “totens inteligentes” de uma forma burra e pouco clara, confusa e muitas vezes equivocada. Mais interessa a propaganda do que a informação de pra onde,e como ir… Ah, ainda não falei dos decibéis dentro dos ônibus, né? Olha quanto marcou hoje, no meu caminho trabalho-casa (clique nas imagens para ver em tamanho real):

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Tabela que exemplifica potência dos ruídos


Tempo máximo de exposição x Potência do ruído

Façam as contas de uma viagem média de ônibus e o tempo de exposição… E aí, é exagero ou a coisa tá feia?

PS.: “Esse post não foi publicado ontem, porque, enquanto eu escrevia, três meliantes abriam meu carro para tentar furtá-lo. Vi no ato, gritei e os espantei, enquanto a Polícia chegava. Isso atrasou o post e me deixou ainda mais indignado com o DF que tanto amo, entregue às máfias que controlam os serviços públicos e à marginalidade crescente, produtos de uma sociedade politicamente doente, que não tem programas de solução para a educação e saúde de seu povo e queima cérebros, enquanto produz bandidos (com e sem colarinho branco).

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A corrupção nas prioridades

André Dutra | 6 de setembro de 2011 | 0:37
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O Distrito Federal passa há muitos meses, por uma grande carência de valores: entre aquilo que é algo importante para a coletividade e aquilo que é importante para um pequeno grupo. Há, nessa inversão de valores, um esforço maior para determinadas áreas, como as obras e propagandas, deixando em planos marginalizados outras áreas, como a Educação, a Saúde, o Transporte Público e outros.


(Clique na foto para ver maior)

Esse tipo de prática é também uma prática de corrupção. A corrupção nas prioridades do governo para com seu povo. É corrupção construir um viaduto ou um super estádio de futebol, enquanto o caos nos hospitais se mantém (e até piora), enquanto tantos alunos estão sem aulas nas escolas e enquanto pegamos ônibus caindo aos pedaços e infestado de baratas. Sim, baratas, vejam por vocês mesmos:

httpv://www.youtube.com/watch?v=LCJhbC6pvDE

Não sou contra o estádio e a Copa no Brasil, muito pelo contrário. Mas a inversão de valores proposta pelo governo que propunha um Novo Caminho para o DF, se valendo do que é melhor para pequenos grupos poderosos ao invés de atender às demandas e esperanças da sociedade é algo inadmissível! É um crime com os cidadãos do Distrito Federal construir uma obra que está custeada em quase R$700 milhões de reais (sem contar gramado, fiação de internet e Tecnologia da Informação e outros detalhes, que ainda somarão outros milhões de reais à obra), enquanto pegamos ônibus com infestação de baratas e sofremos nas filas de hospitais, nas escolas e nas ruas, cada dia mais inseguras.


(Clique na foto para ver maior)


(Clique na foto para ver maior)


(Clique na foto para ver maior)

A capital do Brasil está cada dia mais perto de ser o grande exemplo para todo o Brasil, mas o exemplo de tudo errado. Este é o Velho Caminho, que continua a ser trilhado o nos levará a esta péssima posição: a capital da corrupção nas prioridades.


(Clique na foto para ver maior)

PS. Obrigado ao Lelê, grande amigo que me ajudou hoje e fez possível este post existir!

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Corrupção é hediondo!

André Dutra | 30 de junho de 2011 | 14:22
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Ano passado, quando participei do Politeia e fui Presidente da Câmara por quatro dias, apresentei esse Projeto de Lei (que acabou não sendo aprovado em Plenário, mais por questões pessoais do que por ideologia ou questão técnica do PL). Seria muito, mas muito interessante se alguém com mandato tivesse coragem de levar esta discussão pra frente. Mesmo que não seja aprovado hoje, um PL desses tem a capacidade de abrir um belo debate à população brasileira e tem um poder didático muito forte!

Corrupção não deveria ser tratada como nada menos que um crime hediondo. Suas consequências não só matam inocentes que ficam sem remédios, comida, hospitais, saneamento básico, direitos sociais e outros, como destroem o futuro de cidadãos e do próprio país que eles poderiam transformar. Os crimes hediondos são inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia, o que.

Ora, até o tráfico de influência é tratado com desdém no Brasil. Perde-se um cargo administrativo, para acabar com um possível clamor oposicionista e só. Não digo que uma Lei dessas será suficiente para acabar com todos os problemas do país, mas será mais uma ferramenta importante de combate a esse mal que assola o Brasil a tanto tempo e tão descaradamente, assim como o Ficha Limpa é uma importante Lei pra reduzir essas anomalias.

Vejam abaixo o projeto e cliquem para ampliar as imagens. O que está grifado foram as modificações que fiz. O que acham? Comentem e dividam com seus contatos! Afinal, como diria o poeta Pierre Reverdy: “A ética é a estética de dentro“! Ou quem sabe um dia eu mesmo não defenda esse projeto, com meu nome e o apoio de vocês?! Vai saber?! =) Grande abraço!


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CEAN, sua história e eu.

André Dutra | 13 de junho de 2011 | 9:41
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Tenho muito orgulho de ter estudado no CEAN durante meu Ensino Médio, entre 2000 e 2002. Foi uma escola que além da educação, me deu formação política, zelo e compreensão da importância da Educação e amigos para a vida inteira. O carinho é tanto, que até hoje estou envolvido com o CEAN, agora na condição de professor voluntário.

Lá comecei a participar mais ativamente das discussões a respeito de política e Educação em Brasília, a me integrar em movimentos estudantis e manifestações por condições melhores na escola. Foi também no CEAN que, pela primeira vez, vi uma palestra do Professor Cristovam Buarque, no ano de 2000, quando eu tinha 14 anos. Enfim, mais que uma escola, o CEAN é parte importante de minha vida e aqueles três anos valeram por muitos outros.

Fiquei feliz e orgulhoso de ver a história dessa escola tão importante em minha vida ser publicada no Correio Braziliense, mostrando que ela sempre foi importante, também, na história de Brasília. Cliquem nas imagens abaixo para ver em tamanho maior.

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