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Notícias MTV – 11/08/10 – Jovens na Política (Tome Conta do Brasil)

André Dutra | 13 de agosto de 2010 | 12:22
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Pra quem não conseguiu assistir, tá aí minha participação no Notícias MTV, falando sobre juventude e política. Se tudo der certo, vou pegar a entrevistana íntegra pra compartilhar com vocês! Agradeço a atenção e gentileza da equipe que me gravou: @Mariana Haubert, @Eduardo Gomes e @Octavio Mendes! Agradeço também ao @Thiagones! A dica com o link do vídeo foi do Pedro Camargo. Espero que gostem, a matéria ficou bem legal!!!

httpv://www.youtube.com/watch?v=NR3-WusaIOk

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Indecisão na eleição de deputados distritais

André Dutra | 30 de julho de 2010 | 23:53
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Saiu no Jornal Alô Brasília uma pesquisa que comprova que a grande maioria da população do DF está muito desconfiada e ainda não sabe em quem votará! Curioso que numa dessas pesquisas, eu apareço entre os listados. Além de ser um candidato jovem e que prega renovação incluído nesta listagem, sou o único cadidato do PDT! Isso significa que grande parte do mérito é de vocês, meus amigos e colaboradores, que têm me ajudado a espalhar meu nme e números por aí!!! Continuemos e vamos ganhar! Muito obrigado a vocês!

Vejam abaixo a matéria na íntegra e com o link para o site do Jornal!

Indecisão na eleição de distritais

A disputa para conquistar uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promete ser acirrada. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), 855 candidatos disputarão as 24 vagas para deputado distrital. A média é de 35,6% aspirantes por vaga. Do total de candidatos, 17 são deputados distritais que tentarão se reeleger em outubro. Até o momento, 266 estão aptos, oito já não podem mais concorrer e o restante aguarda julgamento. Contudo, mesmo com tantos nomes à disposição dos eleitores, 84,49% deles não sabem ainda em quem vão votar. Foi o que revelou a pesquisa encomendada pelo Jornal Alô Brasília ao IBGS.

Na amostragem feita de forma estimulada (quando o eleitor recebe em mãos a lista com todos os nomes que estão na disputa), lideram os já deputados distrital Chico Leite (PT) e Paulo Roriz (DEM), ambos com 0,62% das intenções de votos. O terceiro colocado seria, de acordo com os dados, o primeiro nome de renovação na Casa: Guarda Jânio (PSB), com 0,55% dos votos.

Outros nomes conhecidos aparecem entre os 24 candidatos mais citados na amostragem: Aylton Gomes do PR (0,47%), o tucano Raimundo Ribeiro com 0,39%, Alírio Neto, do PPS, com 0,39%, e os democratas Eliana Pedrosa (0,31%) e Raad Massouh (0,23%). Também estariam reeleitos os distritais Batista das Cooperativas (PRP) e Cabo Patrício (PT), com 0,16% cada. Totalizariam, teoricamente, nove candidatos reeleitos, deixando 15 vagas para os novatos.

A população feminina demonstrou ser mais indecisa, com 89,32% das eleitoras sem resposta. Enquanto isso, 81, 53% dos homens preferiram não adiantar o voto.

As cadeiras segunda pesquisa espontânea

Líder comunitário da Vila Planalto, Vantuil (PSL), foi o mais lembrado na pesquisa espontânea, com 1,17% dos votos. Nessa amostragem, o número de indecisos é alto, mas menor que o da estimulada (77,16%). Curiosamente, quando o eleitor diz espontaneamente em quem pretende votar para ocupar uma das 24 cadeiras da Casa, nomes que não aparecem na pesquisa estimulada entre os 24 primeiros, figuram na lista: Além de Vantuil, Nilson (PSDC), Campanela (PT), Dirsomar (PT), Everaldo Brito, Liliane Roriz (PRTB), Paulo de Tarcio (PHS), Roney Nemer (PMDB), Vastim.

Poucos são os candidatos que têm números expressivos em todas as regiões do DF. Quase todos os nomes citados na pesquisa possuem votos muito segmentados e regionalizados – por isso de alguns nomes aparecerem na pesquisa espontânea e sumirem na estimulada.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal está entre as mais novas casas legislativas do país. Como o DF absorve as funções de estado e de município, sua Casa Legislativa é também a mais diferente, a começar pelo nome, que traduz um misto de Assembleia estadual e Câmara municipal. Vinte e quatro deputados distritais, eleitos de quatro em quatro anos, compõem a Câmara Legislativa. Esse número é determinado pelo artigo 27 da Constituição Federal e corresponde ao triplo do número de deputados federais do DF.

A Câmara foi estruturada para garantir suporte à atuação legislativa (elaboração e discussão de leis) dos deputados. Além disso, a Casa precisa assegurar, com eficiência e rapidez, sua administração interna e o atendimento à população que transita diariamente por suas dependências, numa rotina comum às casas legislativas.

A cara da nova Câmara

Chico Leite (PT) – 0,62%

Paulo Roriz (DEM) – 0,62%

Guarda Jânio (PSB) – 0,55%

Aylton Gomes (PR) – 0,47%

Arlete Sampaio (PT) – 0,47%

Kico Locutor (PTdoB) – 0,39%

Raimundo Ribeiro (PSDB) – 0,39%

Alírio (PPS) – 0,39%

Eliana Pedrosa (DEM) – 0,31%

Dilvan da Mata (PSL) – 0,23%

Everaldo Brito – 0,23%

Pedro do Ovo (PRP) – 0,23%

Raad Massouh (DEM) – 0,23%

Rejane Pitanga (PT) – 0,23%

Weligton (PSC) – 0,23%

André Dutra (PDT) – 0,16%

Apolinário rebelo (PT) – 0,16%

Batista das Cooperativas (PRP) – 0,16%

Bolinha (PHS) – 0,16%

Cabo Patrício (PT) – 0,16%

Campanela (PT) – 0,16%

Chico Vigilante (PT) – 0,16%

Cláudio Ornelas (PTdoB) – 0,16%

Coronel Júlio César (PSC) – 0,16%

Brigadão a todos amigos e amigas, de verdade! Vocês têm me dado a pilha e a força necessárias para que eu continue firme e forte nos nossos propósito!

Afinal, estou com você pela renovação do DF! Vote em mim no @TVoto!

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FHC contra a parede

André Dutra | 13 de maio de 2010 | 14:32
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Há dois anos, em entrevista ao programa Hard Talk da rede BBC, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos mostra uma face que raramente apareceu na imprensa brasileira: a de um pseudo-líder titubeante e inseguro, além de transparecer cinismo ao falar que não houve corrupção dentro do seu governo e de que ele “nunca interferiu” em ações contra seu governo. Em 2001 aconteceu uma reedição da Marcha dos 100 mil e eu estava lá, protestando justamente contra a corrupção no Governo FHC.

Vejam a entrevista na íntegra, que vi primeiro no blog do Luís Nassif e que estranhamente saiu do ar. Esse tipo de entrevista não é veiculada no Brasil, mas nem de longe! Então fui atrás de arranjar a entrevista na íntegra e a coloco novamente no ar, aqui:

Parte 1

Parte 2

FHC é mesmo um cínico. Foi um atraso para o país e eu sou claro nas minhas posições políticas: não há candidato pior que Serra nessas eleições. Foi uma pena a exclusão de Ciro Gomes e de Cristovam Buarque do debate, para discutir uma proposta de política de Estado, estratégica para o Brasil. Marina, Dilma e Serra não agregam tudo o que o país precisa.

Quanto à Marina, já disse publicamente e repito: é uma boa candidata, mas as últimas entrevistas dela não me deram confiança de  que está preparada para assumir o país na posição estratégica que ocupamos no Sistema Internacional hoje .  Seu provável vice não condiz com sua proposta. Mas o que eu analiso como pior, é algo que não vejo ser divulgado: ela é recém-chegada ao PV, o que lhe trás pouca  liberdade de movimentação partidária e liderança entre os militantes (por mais simpatia que haja por ela) e o mais alarmante é que quem manda lá dentro é o Sarney Filho. Sim, sou contra entregar o país para Sarneys, brutalmente contra.

Dilma tem um perfil pouco carismático (muito importante hoje em dia, ninguém se interessa por uma neo-Thatcher), não tem experiência eletiva, mas tem administrativa. Teoricamente ainda é a melhor opção e mais viável de continuidade da transformação que o Brasil vem sofrendo. Definitivamente não sou a favor da filosofia maquiavélica adotada várias vezes durante o governo Lula e agora para garantir a eleição da petista de que os fins justificam os meios. O provável vice de Dilma, Michel Temer, também é uma pessoa que escarneço, um político fisiologista como tantos. A revolução de pensamento e mudança estrutural e estratégica nacional e internacional do Brasil deve ser feita com quebra de paradigmas e destruição de alianças com essas figuras que são um câncer para o Brasil (como Collor, Sarney, Calheiros e patota).

Só quero encerrar dizendo que, apesar de não estarmos num mar de flores, tenho certeza do inferno Serrista. Serra não dá. É uma mistura de FHC, mais arrogante, com Arruda, mais esperto. Hoje em dia, Serra deve dar medo até na psico da Regina Duarte (sua fiel escudeira), a mãe Dinah da política (errou tudo).

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Curta história do Distrito Federal

André Dutra | 9 de maio de 2010 | 20:53
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Por Ricardo Noblat, em seu blog:

Da autonomia com Roriz à cassação de Arruda

Cidade nova, que pratica o que há de mais velho na política, faz aniversário com governante ‘tampão’ eleito indiretamente

De Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo:

Os moradores do Distrito Federal demoraram 30 anos para ter o direito de eleger seu governador, em 1990. E comemoram 50 anos de inauguração com um governante “tampão”, escolhido por eleições indiretas na Câmara Legislativa. A contradição e o retrocesso expõem a natureza da autonomia conquistada: uma cidade nova, mas que pratica o que há de mais velho na política.

A capital riscada por Lucio Costa, e de concreto moldado pela modernidade arquitetônica de Oscar Niemeyer, foi marcada, no nascimento da autonomia política, por uma decisão de ninguém menos que o então presidente da República, José Sarney.

Foi ele quem escolheu Joaquim Domingos Roriz, um homem de português arrastado, baixíssima intelectualidade e instinto populista sem amarras, para o comando do DF, em 1988. Foi nomeado como governante tampão.

Dois anos após a nomeação biônica, Roriz foi eleito governador pela população do DF. Venceu novamente em 1998 e foi reeleito em 2002. Do primeiro ao último dia de governança – e agora na condição de pré-candidato mais uma vez -, Roriz foi fiel à política de transformar as cidades satélites em feudos da base aliada, onde se pratica o mais explícito escambo eleitoral: a troca de votos por lotes habitacionais.

As gestões de Roriz sempre foram marcadas por denúncias de corrupção, grilagem de terras, favorecimentos a familiares e empresários. A distribuição de lotes favoreceu o crescimento periférico do DF. Um bolsão miserável, mas rico em votos. Um filão para os deputados distritais.

Eleito senador em 2006, Roriz ficou menos de um ano no cargo. Renunciou em meio ao escândalo de ter usado o Banco de Brasília (BRB) para simular uma transação e sacar cheque do empresário Nenê Constantino. Afirmou que os R$ 270 mil eram empréstimo para comprar uma bezerra.

Mas Roriz voltou ao cenário político e aparece como favorito nas eleições de outubro ao governo do DF. Retorna em meio a mais um escândalo de corrupção em Brasília, desta vez, no entanto, de proporções jamais vistas na política brasileira: vídeos com o governador e os deputados distritais embolsando dinheiro vivo oriundo de empresas contratadas pelo governo.

Surge aí uma cria de Roriz: José Roberto Arruda, uma das três pessoas que foram eleitas para o governo desde 1990 – a outra é Cristovam Buarque (PDT), que conseguiu manter sua gestão distante das páginas policiais.

Arruda passou dois meses presos numa cela da Polícia Federal. É acusado de comandar esquema de corrupção no governo do DF. Foi cassado pela Justiça Eleitoral.

O esquema começou na gestão anterior, de Roriz. Hoje, os dois estão rompidos. Mas os deputados – a maioria sob suspeita – continuam mandando e desmandando no Legislativo do DF.

No último sábado (17/04/2010), elegeram o advogado Rogério Rosso (PMDB) para governador até o fim do ano. Dos 13 votos que lhe deram a vitória no primeiro turno, pelo menos 10 são de parlamentares investigados por irregularidades.

Essa breve história serve para nos lembrarmos que a hora de uma reviravolta na política do DF chegou. PEssoas novas, idéias novas, por uma cidade melhor. E vamos em frente, lutando por isto!

Vale lembrar que os 13 eleitores do novo governador do DF são acusados de desviar R$ 10 milhões. Pois é…

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Suposta fraude no VLT de Brasília

André Dutra | 26 de abril de 2010 | 0:30
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Não estava em meus planos colocar sobre a operação Bagre, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que investiga possíveis fraudes na licitação de projetos básicos de engenharia do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), de responsabilidade do Metrô-DF, empresa da qual faço parte, sendo concursado. Mas resolvi deixar público, pois a repercussão na mídia não foi muito grande. Creio que vocês que lêem aqui (na verdade, todo mundo, mas a abrangência deste blog não vai tão longe – ao menos ainda hahaha) merecem saber o que se passa. Nessa quinta-feira cumpriram um mandato de busca e apreensão no Complexo Administrativo e Operacional do Metrô, em Águas Claras, onde trabalho. De acordo com o Ministério Público, esta é a obra mais cara já contratada pelo Distrito Federal. Está orçada em R$ 1,5 bilhão. Vejam mais (do Blog da Paola):

Do Correio Braziliense: O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã de ontem, a Operação Bagre, que investiga possíveis fraudes na licitação de projetos básicos de engenharia do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que será administrado pelo Metrô-DF. Uma promotora e um oficial de Justiça executaram mandados de busca e apreensão na sede administrativa do Metrô, em Águas Claras. Além disso, o MPDFT esteve em outros cinco endereços, entre eles a residência de José Gaspar de Souza, presidente do Metrô, e os escritórios das empresas responsáveis pelo projeto básico — a Dalcon Engenharia e a Altran TCBR. O governo afastou, na tarde de ontem, a diretoria da Companhia do Metropolitano.

A Operação Bagre está a cargo da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público Social do Ministério Público do DF. Um carro oficial do MP chegou à sede do Metrô por volta de 10h e ficou lá até as 13h40. O veículo transitou entre os prédios dos centros de Controle Operacional, onde fica a presidência, e o da manutenção. A promotora e o oficial de justiça estavam acompanhados de outros dois servidores. Quando saíram, levavam pastas, envelopes, documentos e computadores. Segundo pessoas que trabalham no prédio, o material era, em sua maioria, da diretoria da empresa, no entanto, computadores pessoais de alguns funcionários também foram recolhidos.

De acordo com uma nota publicada no site oficial do MPDFT, existem fortes indícios de fraudes na licitação. Ainda segundo a nota, há suspeita de envolvimento de servidores e das empresas que participaram da licitação. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, no entanto, como as investigações correm em segredo de Justiça, não é possível passar mais esclarecimentos.

Explicações
Um total de 40 empresas concorreu à licitação do projeto básico do VLT. No entanto, apenas duas entregaram a proposta. O Metrô-DF se manifestou apenas por meio de nota à imprensa. Segundo a empresa, a cópia integral dos autos do processo está em poder do Ministério Público do DF desde 2007. Além disso, o órgão também alega que a concorrência foi analisada pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF), que não apontou irregularidades. “A suspeição apontada é infundada e será totalmente esclarecida no Tribunal de Justiça do DF”, ressaltou a nota.

O diretor da Dalcon Engenharia, Antônio Américo Requião Passos, também diz que as investigações não têm fundamento. Segundo ele, a empresa paranaense ganhou a concorrência por cumprir todos os requisitos exigidos. “Nós providenciamos uma defesa, porque não vemos nenhum motivo para essa ação. Participamos de uma concorrência que foi divulgada, fizemos um projeto básico e encerramos ali nossa participação”, garantiu. O Correio tentou falar, por telefone, com os responsáveis pela multinacional francesa Altran. Até o fechamento desta edição, porém, a empresa não se manifestou.

Por conta da ação do Ministério Público, o governador do DF, Rogério Rosso, determinou a substituição imediata do presidente da empresa, José Gaspar de Souza, e do diretor de Operação e Manutenção, José Dimas Machado. Também por meio de uma nota, Rosso disse que afastou o chefe da Diretoria Técnica do Metrô-DF, Celso Renato Pitanguy Lucena, e exigiu que os cargos sejam ocupados por servidores públicos com perfil técnico. Segundo Rosso, o objetivo é colaborar com o bom curso das investigações face à ação do Ministério Público do DF. O VLT está orçado em R$ 1,5 bilhão e será um sistema de transporte que ligará o fim da Asa Sul à Asa Norte. É considerada a obra mais cara do DF.

Confira a nota oficial do GDF na íntegra

O governador do Distrito Federal, Rogério Schumann Rosso, com o objetivo de colaborar com o bom curso das investigações face a ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, ocorrida nesta manhã, na Companha do Metropolitano (Metrô-DF), deteminou a substituição imediata do presidente, diretor de operação e manutenção, e o afastamento do chefe de Departamento da Diretoria Técnica do órgão. Foi determinado, ainda, ao Conselho de Administração da Empresa, que os cargos acima sejam ocupados por servidores públicos com perfil técnico.

É sabido que o ex-presidente José Gaspar, além de não dar bom dia/boa tarde às pessoas (mesmo que as pessoas sejam educadas com ele e façam tal saudação), já trabalhou para uma licitante do VLT. Bem, eu só queria dizer que, em geral, aonde tem fumaça tem fogo. Acho que tem tanta fumaça que pode estar difícil de achar o fogo.

Mas que as movimentações nas dependêcias administrativas do Metrô não foram normais um dia após a operação Bagre, isso garanto que não foram. Espero que achem o fogo e que punam os possíveis incendiários (se houver, claro). Como um funcionário da casa e como bom cidadão, espero mesmo que as autoridades peguem cada vez mais os responsáveis pelas farras com o dinheiro público que temos tão evidentes aqui em Brasília.

Dinheiro que é meu, seu, dos pais e mães de família que ralam e suam o dia (e noite) inteiro para pagar as contas e impostos (embolsados por essa corja). E que quando têm um problema de saúde, de segurança, quando procuram uma escola para os filhos ou esperam horas para pegar um ônibus sujo e lotado não tem o mínimo de carinho do Estado e de consideração dos políticos que se elegeram por conta da ganância própria e ignorância alheia. E a palavra é essa mesmo: carinho. Que significa cuidado do Estado para com a sociedade, principalmente a que é mais carente. Afinal, nada melhor do que carinho, zelo, responsabilidade social para cuidar da carência.

Por essa e tantas outras (várias escritas aqui), defendo a mudança radical de cara, mente e pensamento na política de nossa cidade. Falo, porque amo Brasília e me dói continuar a ver tanta desgraça em nossa cidade.

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Como foram as eleições indiretas no DF para Governador-Tampão: a grande farsa

André Dutra | 18 de abril de 2010 | 1:42
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Com 13 votos contra 5 votos para Ibañez (PT), 4 votos para Wilson Lima (PR) e 1 abstenção, Rogério Rosso (PMDB) foi indiretamente eleito Governador do DF. Um Governador “tampão”, que ficará até o final do ano (possivelmente) e que em tese servirá para fazer com que a Máquina Pública continue funcionando, mas sob a égide da idoneidade e correção que eram inexistentes. Mas não foi muita coisa que mudou!

Essa eleição foi, para mim, uma das maiores farsas e jogos de cena jamais vistos na História do Brasil. Brinquei em meu Twitter que esse cenário seria um prato cheio para um documentário a lá Michael Moore. São muitos interesses envolvidos na eleição de Rosso e do PMDB. Interesses escusos, que não vão de acordo com o interesse maior: da sociedade, cansada e desgastada com tudo o que acontece no DF nos últimos 11 anos. Ricardo Noblat d’O Globo fez excelente análise sobre isso. Veja:

Rogério Rosso, do PMDB, governador-tampão do DF

Acabou de ser eleito direto no primeiro turno. Votos se Wilson Lima, governador em exercício, migraram para ele. Rosso teve 13 dos 24 votos. Lima, 4.

Rosso (foto acima com a sua mulher, Karina) foi presidente da Codeplan, uma empresa estatal, durante o governo Arruda. E antes administrador de Ceilândia no governo Roriz.

Foi candidato do PMDB de Tadeu Felipelli, ex-cria de Roriz, e rompido com ele.

Dois deputados do DEM votaram no candidato do PT, Antonio Ibañes, ex-reitor da UnB.

Atualização das 19h09 – Quanta crueldade: O deputado Pedro do Ovo (PR), suplente do governador em exercício Wilson Lima, votou em Rogério Rosso (PMDB). Terá que devolver a vaga de deputado a Lima.

Fonte: Blog do Noblat

No mais, como sempre a sociedade civil foi tratada com descaso e desrespeito sem fim. Só a proibição da entrada na Galeria da Câmara Distrital já poderia ser vista como uma grande violência à democracia. Fui hoje pela manhã prestar solidariedade e apoio àqueles que dormiram por lá. O aparato policial era desproporcional à qualquer realidade, por mais inflada que esta fosse… ou seja, era polícia demais pra gente/perigo de menos. Desde que fique à frente do Fora Sarney aqui em Brasília, percebi que pra bandidagem (aquela comum, que não usa terno e gravata e que não é tratada como “autoridade”) a corrupção na política é essencialmente benéfica, não só pelos desvios dos recursos que deveriam ser alocados em segurança, mas pelo desvio do contigente policial para ‘combater’ estudantes armados de revolta e indignação política. Nem imagino quantos policiais ficam fora da rua e do impacto que isso pode e poderia ter na vida do cidadão comum…

Enfim, polícia demais; situação anti-democrática, mentirosa e desvirtuada; população enfurecida (com razão); desrespeito total com o povo (além de proibirem a entrada no prédio, instalaram telões do lado de fora da Câmara, mas sem som, impossibilitando o entender do que se passava na sessão lá dentro) só pode resultar em:

httpv://www.youtube.com/watch?v=J1mhQItrrfE

Defendo a Intervenção ainda mais, com esta ilegítima votação. Um teatro ridículo e chinfrim. Defendo o contexto exposto pelo Procurador-Geral, realmente Brasília não merece isso… não pode simplesmente acabar assim toda essa pataquada armada por essa mesma gente nojenta que agora, indiretamente (e ilegitimamente) pôde continuar no poder. Pra se ter ainda mais certeza, continuando com a interessantíssima análise do Noblat, vejam a contextualização da votação ao se olhar para os eleitores em questão – os Deputados (muitos deles envolvidos em todo escândalo de corrupção):

A ficha dos eleitores do novo governador do DF

Com 13 votos de um total de 25, Rogério Rosso (PMDB), ex-administrador da cidade de Ceilândia no governo Joaquim Roriz e ex-presidente de empresa estatal no governo José Roberto Arruda, acabou de ser eleito governador-tampão do Distrito Federal.

Vamos à ficha da maioria dos deputados que o elegeu:

1. Ailton Gomes (PR) – denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM

2. Benedito Domingos (PP) - denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM

3. Benício Tavares (PMDB) - denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM. Aparece em vídeo.

4. Eurides Brito (PMDB) - denunciada por causa do escândalo do mensalão do DEM. Aparece em vídeo enchendo a bolsa com dinheiro

5. Rogério Ulysses – expulso do PSB. Denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM

6. Roney Nemer (PMDB) - denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM.

Os deputados distritais Rubens Brunnelli e Leonardo Prudente renunciaram ao mandato por causa do escândalo do mensalão do DEM.

Brunelli apareceu em vídeo rezando pela graça alcançada de receber dinheiro do esquema. Prudente, escondendo dinheiro nas meias.

Os dois foram substituídos por Pedro do Ovo (PR) e Geraldo Naves (DEM), que também votaram em Rogério Rosso para governador-tampão.

Naves foi aquele que esteve preso na Penitenciário da Papuda até recentemente. Envolveu-se na tentativa de Arruda de subornar o jornalista Edson Sombra, testemunha-chave do mensalão.

Saiu da Papuda para ajudar a eleger o novo governador.

Rosso teve ainda mais dois votos de fichas-sujas:

* Batista das Cooperativas (PRP) – indicou funcionários para trabalharem na administração da cidade de Águas Claras. Vários deles fortam flagrados trabalhando na cooperativa do próprio deputado.

* Aguinaldo de Sena (PRB) – responde a processo por improbidade administrativa. Foi secretário de Esportes do governo Arruda.

Em resumo: dos 13 votos de Rosso, 10 estão manchados por escândalos.

Tem ou não de haver intervenção no Distrito Federal?

O Procuradror Geral da República está certo ao defender a intervenção

De 13 votos que elegeram Rosso, 10 foram proferidos por gentalha marcada com a sujeira da corrupção. É ou não é de se indignar? Que joguete foi esse? O que aconteceu nesse meio tempo, nos bastidores? Traição seguida com a própria perda de mandato ao se votar na chapa concorrente, como exposto acima…

Essa história não morre aqui. A tese de quem é a favor da Intervenção só é alimentada a cada dia que passa. Repito que a Intervenção é um remédio amargo, sim! Mas extremamente necessário para corrigir e curar esses sistema débil e moribundo que agoniza no DF. A mudança que deve vir em peso em outubro deve começar já e somente a Intervenção Federal propiciaria isso (por mais que ela não seja um total mar de rosas, não sou de todo ingênuo, mas é a melhor e mais legítima solução).

E que daqui pra frente novas caras entrem na política, com novas idéias, novas posturas e novo fôlego. Pessoas que tenham além de integridade, honestidade, idoneidade e competência (que é o básico do básico, convenhamos) sejam corajosas, audaciosas, responsáveis, apaixonadas por Brasília e seu povo e que levarão nossa cidade ao lugar a que realmente pertence: a de cidade dos sonhos de um novo Brasil.

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Metrô Fora dos Trilhos – Descarrilamento em Brasília

André Dutra | 15 de abril de 2010 | 10:28
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[ATUALIZAÇÃO] – Hoje um piloto foi agredido por um usuário não identificado, que fugiu após socar o funcionário do Metrô numa das estações do trecho que enfrenta graves problemas após o descarrilamento. O caos é um grande desrespeito com a população do DF. Amontoados de pessoas tentam entrar nos trens que já chegam lotados e que faz com que o tempo de espera aumente proporcionalmente à falta de paciência.
Isto nos mostra outra deficiência já apontada aqui: aonde estava a segurança na hora da agressão? O homem simplesmente fugiu e nada pode ser feito depois. Parabéns, Metrô! Cada vez mais insalubre, da operação à administração.
(Esta crítica é voltada aos reais responsáveis por isso tudo – os Governadores malandros que trucidaram nossa cidade e nossos cidadãos e essa Diretoria do Metrô, que nada mais é do que um reflexo dos primeiros).
Veja o vídeo
:

.

Opa, este é o post de número 150 aqui no blog! Já tratei de tudo um pouco aqui: educação, saúde, segurança, transporte, cultura, lazer, esportes, relações internacionais, meio ambiente e por aí segue a lista. Hoje eu trato de uma realidade que vivo há quase 4 anos. O nome dessa realidade é Metrô-DF.

É engraçado, pois há 4 anos atrás eu nunca havia andado de de metrô. A primeira vez que eu usei o serviço foi após ter sido convocado para tomar posse no concurso público no qual eu havia sido aprovado. Eu tomei posse com grande esperança, após quase dois anos delicados que passei trabalhando na Saúde Indígena (FUNASA). O choque da esperança com a realidade foi grande. Eu já havia recebido uma boa carga de experiência em meu tempo de DESAI (Departamento de Saúde Indígena) quanto ao que era e como funciona o serviço público no Brasil. Aprendi aonde não me meter e como fazer meu serviço com responsabilidade social e sem ser aquele funcionário sanguessuga. Curioso que lá eu tinha minha mesa, meu bom computador, meu telefone e por pior que fosse a situação que eu vivia lá, não posso reclamar das condições de trabalho.

Ao mudar da esfera federal para o GDF houve mais um choque de realidades. Cheguei motivado, empolgado. Pra resumir a ópera, passei a picotar bilhetes e mexer com papéis extremamente sujos, mesmo tendo revelado anteriormente que tenho problemas respiratórios crônicos, que não atrapalham em nada minha vida desde que eu previna situações de risco. O que sucedeu foi uma série de crises de bronquite e infecções de garganta/amígdalas que se dava periodicamente, com curtos períodos de melhoras seguidos de períodos péssimos. Numa dessas, fiquei 11 dias de cama e perdi 7kg, o que foi a gota d’água para mim e para o médico do trabalho na época. Com dois laudos (alergista e pneumologista) e a anuência do médico, ainda com muito mal grado, finalmente saí daquela área de trabalho e mudei para onde sigo até hoje.

Vale dizer que nunca tive um computador para trabalhar. Trabalho como dá e nunca acumulo nada aqui. Hoje tenho grandes amigos (e não colegas) de trabalho e um ótimo chefe. Mesmo assim, nossa realidade é a de que se você sai de férias hoje, pode voltar e não ter mais mesa ou cadeira. Computador? Ainda têm 486 funcionando aqui (tem gente que nunca viu um desses). O que importa é que essa realidade de quem trabalha no Metrô é exponencialmente aumentada para os funcionários da operação (pilotos, agentes de estação, agentes de segurança, inspetores de estação, etc etc etc).

Novas estações são inauguradas mal e porcamente (como já mostrei aqui no blog) e não há funcionários o suficiente para trabalhar com salubridade nessas situações. O ritmo é puxado e a segurança dos trabalhadores e da população está diariamente em risco. Até que um acidente desses acontece:

Na manhã da última segunda-feira, dia 12, o Metrô-DF saiu dos trilhos. O descarrilamento ocorreu por volta de 11h30 nas proximidades da estação Terminal Ceilândia.
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Máquinas de chave, trilhos de rolamento, dormentes e grampos foram danificados. Além do terceiro trilho que ficou completamente retorcido em um espaço de aproximadamente 50m. Os dois últimos carros permaneceram sobre os trilhos e impediram o tombamento total do trem. Para providenciar a retirada da composição foi preciso aguardar a chegada de um guindaste vindo de fora do Distrito Federal.
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No momento do acidente o centro de controle possuía a sinalização da máquina de chave na posição normal e a rota encontrava-se alinhada, o que, consequentemente, gerou código de velocidade na região, autorizando a passagem do trem. O descarrilamento ocorreu em velocidade superior a 60km/h e a sinalização da rota permaneceu mesmo após o acidente. É importante destacar que, devido ao sistema de condução semi-automático, o trem só é capaz de alcançar tal velocidade após a confirmação da rota alinhada e máquinas de chave travadas, o que exclui qualquer responsabilidade por parte da piloto nesta situação.

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O trem 07 era o primeiro trem do horário de vale e realizaria a transferência de vias na Zona de Manobra.  Após o acidente a operação ficou restrita até a estação Ceilândia Centro e desde o dia 13 de abril os trens estão seguindo da estação Central até a estação Guariroba. Os interessados em seguir para as estações Ceilândia Norte e Terminal Ceilândia devem realizar o transbordo e seguir para outro trem destinado a circular exclusivamente neste trajeto.
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Em abril de 2009 um acidente de mesma magnitude foi evitado graças à destreza do piloto que freou o trem imediatamente ao ser transferido para outra via. Isso ocorreu devido à falha na sinalização da máquina de chave, logo após atuação da manutenção no mesmo equipamento. Embora a diretoria da empresa afirme ser comum esse tipo de acidente, todo o sistema do metrô é projetado para trabalhar com redundância, de modo a garantir que situações como essa jamais ocorram.

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O descaso com que vem sendo tratada a fiscalização do serviço de manutenção já foi objeto de inúmeras denúncias por parte deste sindicato. A falta de comprometimento da empresa com a segurança do sistema coloca em risco os equipamentos e as vidas de empregados e passageiros do metrô. Felizmente o acidente aconteceu em horário de pouco movimento e havia somente 15 pessoas dentro do trem. Ninguém se feriu gravemente.

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Esse acidente, segundo especialistas que preferiram não se identificar, poderia ter se constituído numa tragédia sem precedentes, uma vez que o trem poderia evidentemente ter tombado ou colidido com outra composição, ao contrário do que vem afirmado, de forma irresponsável, o Metrô/DF.
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No entendimento do Sindmetrô, esse acidente é fruto de uma política de sucateamento e terceirização pela qual o Metrô vem passando. A manutenção da via permanentemente em Metrôs como o de São Paulo é feita por meio de trabalhadores concursados que fazem a vistoria a pé, diariamente e munidos de lanternas.
Aqui em Brasília o que se observa é um veículo adaptado que passa a 80 km por hora fazendo a verificação da via.
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O ocorrido foi grave, deve ser apurado e enseja toda a preocupação por parte do poder público. Afinal de contas são vidas que estão em jogo.
Fonte: SINDMETRÔ/DF – SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE TRANSPORTES METROVIÁRIOS DO DISTRITO FEDERAL

É notório que esse tipo de acidente não é comum, pelo contrário! Se fosse comum, sinceramente, eu nunca andaria de metrô. No azar do acidente, a Empresa foi extremamente sortuda, pois o trem estava vazio e não houve tombamento total e nem impacto com algum outro trem que viesse do lado contrário. Foi um acidente que mostrou a debilidade do sistema, a crueza da realidade e como as coisas estão podres pelo lado de cá também. O metrô foi e é alvo de denúncias e tem contratos no mínimo esquisitos. Foi sorte, mas MUITA sorte que não ocorresse uma tragédia. Na realidade, todo dia é uma sorte, pois há  um sem número de casos de pessoas que descem na linha (aonde é energizado) e não há pessoal para socorrer, já houve quedas, objetos arremessados e vários outros problemas, onde alguns poderiam resultar em morte efetivamente. O último caso de podre noticiado saiu na Carta Capital:

Lamaçal sobre trilhos (por Gilberto Nascimento)

A investigação sobre a suposta propina paga pela Alstom no Brasil chega a contratos do Metrô de Brasília

Não bastassem panetones, dinheiro na cueca e nas meias e a oração da propina, o lamaçal em Brasília pode se estender ao metrô da cidade. Novas denúncias envolvendo o Metrô de Brasília podem vir à tona e complicar ainda mais o governo do Distrito Federal. Em um convênio firmado entre a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Companhia do Metrô do Distrito Federal foi identificado um sobrepreço

de 11,7 milhões de reais. Em relação ao orçamento de referência, foi constatada uma diferença de 125,13% no preço da obra.

O Ministério Público Federal em São Paulo recebeu um documento enviado por um executivo com detalhes sobre o caminho sinuoso do esquema de propinas das empresas Alstom e Siemens para políticos no Brasil, no qual há menção a supostos pagamentos referentes ao Metrô do DF. A francesa Alstom liderou um consórcio para a manutenção da frota do Metrô de Brasília de 2003 a 2007 e a alemã Siemens assumiu a missão depois disso. O alto funcionário, cujo nome é mantido em segredo, afirmou ao MPF ter acompanhado de perto a atuação das duas empresas nos governos de São Paulo, Distrito Federal e Bahia. Segundo ele, haveria “acordos” na atuação das duas empresas.

O executivo informou a procuradores paulistas, por exemplo, que a Alstom e a Siemens teriam utilizado em contratações no estado um esquema de envio de dinheiro da Alemanha para duas offshores do Uruguai – a Leraway Consulting e a Gantown Consulting –, e daí para duas empresas paulistas, a Procint e Constech, dos lobistas Arthur Gomes Teixeira e Sergio Meira Teixeira, a fim de fazer esses valores chegar a políticos e diretores de empresas públicas, como supostos pagamentos a serviços gráficos ou de consultoria. Investigações do Ministério Público de São Paulo confirmaram a denúncia.

No DF, a propina mensal a um único político chegava a 700 mil reais, denunciou o executivo. “O orçamento foi inflado para acomodar a propina.” Segundo ele, não houve licitação para a concessão dos serviços de manutenção do Metrô de Brasília. O contrato com a Alstom teria sido “adjudicado” (outorgado). Os valores cobrados seriam “extremamente elevados”, afirma, e garantiriam margens líquidas superiores a 50%. Contratos normais variam de 10% a 15%, observou o executivo.

Na nova licitação, em 2007, o edital teria sido formulado de uma forma a assegurar à Alstom a pontuação máxima e, com isso, a vitória, garante a testemunha. A pontuação seria baseada em atestados de experiência da equipe técnica, “cujas exigências foram redigidas de tal forma que somente a equipe original (Alstom) poderia atendê-las plenamente”, relatou no documento.

O presidente da Alstom no Brasil, Philippe Delleur, explicou que o contrato da empresa com o Metrô do DF foi firmado “por inexigibilidade de licitação, conforme previsto na legislação brasileira” e ressaltou que a empresa não teve qualquer participação na construção da obra. Delleur disse que não se manifestaria “a respeito de denúncias anônimas”. Segundo ele, a Alstom está “cooperando com as autoridades competentes e com as investigações ainda em andamento”. O diretor de Comunicação da Siemens do Brasil, Pedro Herr, afirmou que a empresa não foi citada oficialmente em qualquer investigação no País. “A Siemens conduz seus negócios dentro dos mais rígidos princípios éticos e responsáveis.”

Aqui no blog, também mostrei a grande preocupação do Governo Urtiga Arruda com a imagem, a propaganda quase que fascista a que estávamos diariamente expostos. No metrô, ao invés do investimento em estrutura, segurança e pessoal, olha só aonde o nosso dinheiro era investido (clique para ler)…

Bem, esse é um pedaço da realidade que vivo todos os dias. A coisa agora está realmente feia. Não há dia que passe em que eu não consiga enxergar na Intervenção Federal o melhor remédio. Será traumático para o DF? Será. Mas o efeito didático que criará, a relevância histórica e política que um ato dessa dimensão teria é incauculável! O remédio, por mais amargo que seja, tem que ser tomado. Afinal, até quando teremos essa debilidade no DF, alastrada nas empresas públicas, nos órgãos públicos e nas figuras públicas que deveriam trabalhar pelo povo e servir nossa sociedade?

Espero viver e fazer minha parte para poder dizer que esse dia não está longe.

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