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Gangues de Nova Iorq… digo, de Brasília!

André Dutra | 27 de agosto de 2009 | 19:13
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Mudando um pouquinho de crise no Senado!

Se tem um programa da Globo que eu gosto de assistir, é o Profissão Repórter. Eles passaram há algumas semanas atrás a realidade das gangues de jovens no Distrito Federal. Achei ótimo terem passado isto em rede nacional, pois o DF não é o mar de rosas que as pessoas pensam ser e muito menos o mar de rosas verdes que o Governador Arruda finge ser e faz de tudo para que acreditemos que seja. Vejam a realidade, muito bem retratada, pela equipe de Caco Barcellos:

Bloco I

Bloco II

Foi muito bom ter passado a festa de 49 anos de Brasília, que foi tratada neste blog. Uma festa de gastos absurdos e de puro populismo nojento, retrógrado e deprimente para a cidade. E o governo ainda quis que engulíssemos que foi algo legal, tranquilo, bom… vejam o saldo e me respondam se foi mesmo.

A única crítica forte e incisiva que tenho quanto a esta matéria é a seguinte: foram omissos quanto aos marginais da classe média alta e alta de Brasília. Além da periferia, das “cidades-satélite”, da pobreza e da realidade dura, Brasília também é parte de uma juventude transviada que tem tudo: acesso a educação de alto nível, ótima moradia, comida da boa e da melhor, roupas e acessórios da moda, lazer, segurança, planos de saúde…

E é essa juventude que queima índios em paradas de ônibus e que argumentam que pensaram que “era só um mendigo” e que tudo era apenas por diversão. Um SER HUMANO! Essa juventude que espanca garçons em suas viagens de lazer. Essa juventude que mata desafetos, espancados a luz do dia. Não podemos ser omissos e jogar a culpa nas mazelas sociais. Como eu disse neste blog, Brasília está entregue à violência e tem tempo!

A mudança começa em cada um de nós. E eu acredito que ela possa ser feito em proporções monumentais!

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Senado Federal – censura, ameaça e prisão de estudantes

André Dutra | 14 de agosto de 2009 | 2:47
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Este será um relato de um jovem estudante, trabalhador e indignado com o cenário político brasileiro, que ao tentar expressar sua liberdade de expressão na Casa do Povo, foi arbitrariamente detido de forma truculenta junto com seus pares pela Polícia do Senado. Foram necessárias 3 horas, 4 Senadores e uma Deputada para que saíssemos de lá, como entramos: inocentes e orgulhosos de nosso ato cívico. Orgulhosos de dar a cara a tapa pelo país que amamos e vemos afundado nessa algazarra e calhordagem política. Espero que leiam e se tornem indignados. Mudaremos a História de nosso país ou ficaremos passivos às imoralidades e matança da honra pública? Aproveitem a leitura.

Hoje o dia foi longo. Tirei um dia de folga e fui fazer o que mais amo: pensar e agir politicamente para tentar achar alguma cura para este país. Meu dia começou às 8:30, dentro de um ônibus quente e um engarrafamento gigantesco no Eixo Monumental, rumo à sede da Ordem dos Advogados do Brasil -- OAB -- onde teria uma reunião pela ética no Senado. Fiquei sabendo pelo pronunciamento do Senador Cristovam Buarque, na TV Senado:

Sendo assim, fui até lá. Fiquei bem feliz por ver que além de alguns estudantes que iniciaram tudo em julho, grandes organizações sociais estão dispostas a ir às ruas. Inclusive foi proposta uma Audiência Pública na rodoviária do Plano Piloto (lugar frequentado por milhares de brasilienses, em sua maioria trabalhadores, pessoas do povo de fato) com a presença de senadores e deputados. Pela ética no Senado. Eu pude dar uma breve explanação e algumas sugestões, como a limitação da reeleição, com vistas a garantir preceito básico da democracia: a alternância de poder. Vejam (aumente o volume):

Me fiz ouvido numa mesa composta por Senadores (Cristovam Buarque, Arthur Virgílio, Pedro Simon e José Nery), Deputados Federais (Darivan Valente e Chico Alencar) e movimentos sociais (Padre Ernane da CNBB, presidente da ABI) além de outras Instituições sociais. Foi muito gratificante falar como um dos únicos jovens na mesa e expressar algumas preocupações com o cenário político atual e dar sugestões para discussão.


Senadores Nery, Simon, Cristovam e Virgílio

De tarde, nos concentramos em frente ao Palácio de Justiça e entramos separadamente pela Câmara dos Deputados. A entrada para o Senado era muito complicada. Na transição, perdemos alguns companheiros que foram sumariamente expulsos, mas conseguimos (de novo) driblar a segurança. Dentro do Senado, iniciamos nossa manifestação pacífica e logo fomos atacados pela truculenta segurança do Senado. Leões de chácara, resquício da ditadura, protegidos de Sarney. Foram em cima de nossos cartazes, torceram nossos pulsos, deram golpes sutis, acertaram mulheres, inclusive. Rasgaram tudo, mas não tiveram coragem de rasgar minha Constituição. Guardari esse exemplar para sempre, memória de que ainda há um mínimo de respeito em meu país.


A truculência e as folhas A4, estrategicamente produzidas aqui em casa

Vocês também podem me escutar gritando neste link da BAND (machucou, estou rindo agora, mas estou com dores nas costas…)
E escutar o que foi noticiado na CBN naquele instante, AQUI.

Após essa verdadeira pancadaria desnecessária, fomos para o calabouço. Haviam dois menores de idade envolvidos no ato. Foram separados de nós, não sabemos o que foi falado a eles. Mas tendo passado o que passei naquelas três horas e, principalmente nos 20 primeiros minutos, espero que eles estejam totalmente bem. Vejam por vocês mesmos, com imagens feitas lá de dentro, do jeito que deu para filmar:

Assim que chegamos, fomos ameaçados, constrangidos, como verdadeiros bandidos. Falaram em ligar para nossos patrões, em irem atrás de tirarem nossos empregos e daí pra pior.

Após a chegada dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e José Nery (PSOL-PA) -- sendo estes dois últimos que estavam mais cedo na OAB e eu fui pedir que mantivessem os olhos abertos hoje no Senado pela garantia de nossa integridade física -- e também de um advogado que ofereceu seus serviços gratuitamente, as coisas ficaram extremamente mais brandas. Depois, chegou a Deputada Janete Capiberibe (PSB-AP).

Quero deixar aqui meus agradecimentos aos Senadores e à Deputada. Eles foram firmes e legalistas até o último momento. Nos defenderam, inclusive em plenário (caso do Senador Suplicy -- acompanhamos seu discurso pela TV que tinha em nossa “detenção”) e não nos deixaram sozinhos na saleta em momento algum. Senador Nery e Senador Cristovam fizeram das tripas, coração, para garantir nossa integridade física e moral e eu jamais havia pensado que passaria por uma situação dessas. A Deputada foi um anjo, sendo a primeira a falar que ficaria conosco lá até o fim, nem que fosse para dormir, prontamente seguida pelos senadores. Mais tarde, ainda se juntou a nós o Senador Valter Pereira (PMDB-MS).
É bom ressaltar, também, que pela manhã, na OAB, o Senador Cristovam chegou a defender a idéia de demissão do brucutu Diretor de Segurança do Senado. Esse Diretor foi o que nos deu voz de prisão e que, ao ser perguntado por mim se aquilo ali era uma ditadura, respondeu “Sim, é uma ditadura sim!”.

Dentro das dependências da Polícia do Senado, muito se falou de ditadura. Mais ainda pela parte dos servidores, preocupados com tamanha mobilização de poder que aqueles  estudantes provocaram. Justiça seja feita, de todo o corpo da polícia do Senado, um funcionário foi exemplar em sua conduta (é o que aparece no vídeo falando com os senadores). Apenas ele. UM! Dos outros, houve até quem babasse, tal cão raivoso segundos antes de trucidar suas presas.
Após as 3 horas de muita conversa, inclusive com o ainda Presidente do Senado, José Sarney (via celular), e com o impasse do mesmo jeito que estava, finalmente houve uma ordem do 1º Secretário, Senador Heráclito Fortes, de que a Polícia do Senado nos liberasse, sem nos fichar, “apenas” pegando a cópia de nossas identidades. Eles queriam por que queriam que fossemos fichados e que fossem instaurados Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO). Saímos pela porta da frente, todos juntos, manifestantes e parlamentares. E voltaremos às nossas Casas ainda muitas vezes, mesmo marcados.

OS ESTUDANTES PRESOS: Aline, André (eu), Eduardo, Rodrigo, Ugo, Eden e Christiane. Além de Caline e mais um jovem, ambos menores de idade.

Vejam a ampla gama de notícias nos seguintes links:
Globo.com G1 --  Estadão --  Folha de S. Paulo --  Terra --  O Globo --  CBN --  Último Segundo --  Jornal da Globo --  Blog do Tas --  Tijolaço (Dep. Brizola Neto)

Mais fotos de nossa “prisão” em companhia dos Senadores Nery e Cristovam e da Deputada Capiberibe (cliquem nelas para ver maior):

Caso outras notícias saiam hoje, coloco aqui em breve para dividir com vocês. Muito obrigado pela força de todos. Essa nossa luta é uma luta de todos. Sábado estaremos juntos mais uma vez:

E fiquem cientes de que isso é só o começo. Nós vamos sim propiciar a mudança que nosso país merece. Voltaremos muito mais. O povo ganhará no fim.

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Ataques do PCC em São Paulo

André Dutra | 3 de maio de 2009 | 15:48
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Recordar é viver. Acho que as coisas não estão muito diferentes do que em 2006. Aqui em Brasília, as coisas pioraram. E muito!

Alckmin fugindo da responsabilidade… e ele é do mesmo partido do presidenciável Serra! Fiquem de olho.

Repercussão na TV

 

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Brasília está entregue à violência!

André Dutra | 28 de abril de 2009 | 23:50
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Me recordo da bela época em que a fuga de uma vaca de alguma chácara, uma pessoa invadindo uma loja em alguma comercial da Asa Sul com o carro engatado na ré por engano ou preocupação com as chuvas e os motoristas eram notícia em Brasília.

Na segunda edição do DFTV de hoje, das sete matérias que tiveram cobertura, quatro são notícias sobre violência. Vejam:

Roubo a comércio cresce em 80% na Estrutural
Um levantamento da polícia, que o DFTV teve acesso, mostra que a violência aumentou no local nos três primeiros meses deste ano. Casos de homicídios subiram de sete para 12.

Bandidos entram em mais dois bancos
Dois bancos foram roubados na madrugada desta terça-feira, dia 28, na Asa Sul. Já são quatro agências arrombadas no Plano Piloto só este mês.

Preso acusado de matar mendigos na Asa Sul
A polícia prendeu, nesta terça-feira, dia 28, o homem que matou dois moradores de rua na Praça do Índio. O funcionário do Banco Central estava em casa, a poucos metros do local do crime.

Arrastão em uma parada de ônibus do Park Way
Foi noite passada. Quatro bandidos levaram o dinheiro e objetos pessoais de seis pessoas que esperavam o ônibus.

E ainda tem gente no Governo do DF com a cara-de-pau de comparar Brasília com o Rio de Janeiro? Me desculpe os cariocas, mas Brasília é Brasília!

Aqui, um soldado da PM tem remuneração de R$3.072,51 a R$4.056,59! E grande parte destes soldados fazem trabalho burocrático enfurnados em quartéis. Aqui pode-se lavar a farda e pendurar no varal e não se tem que ficar trocando bala com bandido todo dia.

Quem tem guarda-costas, como o Governador e o Vice (Arruda e Paulo Octávio) não tem com o que se preocupar. A população que se vire nesse mar de barbárie.
E dá-lhe gastança em publicidade!

 

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Convite!

André Dutra | 28 de abril de 2009 | 14:43
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Lembrando que é amanhã!


Clique para ver maior

 

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Convite: Ciclo de Palestras – Uma outra cidade é possível

André Dutra | 26 de abril de 2009 | 23:52
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Amigos,

gostaria de convidá-los para importante debate sobre segurança pública no DF! A situação está periclitante. Convidem seus amigos e venham participar e debater. É uma excelente oportunidade para fazer valer sua voz e discutir com pessoas gabaritadas e que estão na Máquina Pública.

Ciclo de Palestras – Uma outra cidade é possível:
A Zonal do Plano Piloto do PDT/DF convida a população de Brasília e das demais cidades do Distrito Federal, para participar do primeiro evento do Ciclo de Palestras – Uma outra cidade é possível, com o seguinte tema: “Brasília sitiada – A elevação dos níveis de insegurança em nossa cidade”
Venha debater conosco propostas para melhorar a segurança pública em nossa cidade. Contaremos com as presenças das seguintes autoridades:
Senador Cristovam Buarque
Deputado Antônio Reguffe
Representante da Secretaria de Segurança Pública


Este encontro é o primeiro do Ciclo de Palestras – Uma outra cidade é possível, organizado mensalmente pela Zonal do Plano Piloto do PDT/DF e que tem o intuito de inserir a comunidade brasiliense nos debates de temas pertinentes à realidade do Distrito Federal. A Zonal acredita que a construção de uma cidade melhor, mais segura, democrática e justa, ou seja, uma outra cidade, é possível, desde que estejam asseguradas à participação da coletividade e o acesso irrestrito ao conhecimento de nossa realidade.

Promoção Zonal do Plano Piloto do PDT – DF
Data: 29 de abril de 2009 – quarta
Horário: 19hs
Local: Auditório da Sede Nacional do Partido Democrático Trabalhista
(Setor de Administração Federal – SAFS, Quadra 02, Lote 03, acesso pela "rua dos Anexos", logo atrás do Itamaraty – "Bolo de Noiva")

Espero vê-los lá! Divulguem para mais interessados!

 

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Brasília, 49 anos

André Dutra | 22 de abril de 2009 | 21:11
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Eis o saldo total do aniversário de Brasília. Aos 49 anos, foram 300 ocorrências. Ao todo, 81 pessoas foram levadas para os hospitais. 27 pessoas esfaqueadas. Uma pessoa morreu e outra está internada em estado grave! Ademais, a polícia foi flagrada abusando de sua autoridade e espancando pessoas já imobilizadas. Esfaqueamentos, roubos, ameaças com GARRAFAS QUEBRADAS… Essa foi a festa.

Vejam e/ou ouçam o que aconteceu ontem, na Capital Federal: (ignorem um pouco o Alexandre Garcia):

Ouça também o podcast da CBN: 

E olha que coisa RIDÍCULA esta notícia!!!

"Festa tranquila
Crianças que se perderam dos pais: foram estas grande parte das ocorrências registradas pela Polícia Militar.
"

E por aí segue a notícia… Para mostrar que este espaço dá voz à outra parte, a defesa do Governador:

“Sempre tem um ou outro episódio negativo, que deve ser mostrado, até para que não se repita mais, mas sem Arruda empanar o brilho de uma festa que todo mundo que foi, gostou”

Pois é, essa é nossa cidade nesse Governo. Ainda tem a cara-de-pau de dizer que esse tipo de coisa acontece e comparar Brasília ao Rio de Janeiro. Meu amigo Arruda, há dois anos atrás, Brasília não tinha metade da violência que sofre hoje em dia. Essa festa só mostrou o quanto nossa população está desprotegida, pois se havia 3.000 policiais lá e isso tudo aconteceu, imagina onde seus policiais que não saem de dentro dos postos e naqueles locais aonde não existe ronda o que acontece!

Parabéns Brasília. Meus pêsames, brasilienses.

 

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Postos policiais no DF: enganação ou solução?

André Dutra | 24 de março de 2009 | 18:47
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Caros leitores, este blog ainda está em ritmo lento, enquanto preparamos todas as inovações e melhorias, mas em breve voltará com ritmo forte!

Mas eu não poderia deixar de retornar a um assunto que ficou pendente aqui e, coincidentemente ou não, foi notícia ontem e hoje aqui no DF: os postos policiais e sua questionável eficiência para proteção da população. Como dito anteriormente, este assunto foi tratado aqui e pode ser lido neste link.

Meu amigo Pedro Camargo teve a oportunidade de questionar, de uma forma diferente, ao Governador José Roberto Arruda qual o motivo do aumento no índice de violência, sequestros relâmpagos e afins, MESMO com os sessenta postos policiais instalados desde 2008. Vejamos a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=co5haQ_ZM6Q&feature=channel_page

O argumento do Governador, em grande parte, é a respeito do crescimento desordenado da cidade, nos últimos anos. Não é mentira. Derrubar barracões e condomínios ilegais de pessoas pobres não me parece a melhor solução, apesar de conter o crescimento desordenado.Não tem mais condomínios irregulares, pois foram todos regularizados, inclusive aqueles que degradam o meio ambiente. AH! Quase me esqueço… Setor Noroeste, para agradar a elite, destruir o meio ambiente e segregar mais ainda a sociedade.

O que o Governador não fala é o que os jornalistas falam (e este blog tentou falar): posto policial como enfeite, não funciona de nada. Vejam o vídeo da reportagem que consta aqui, no site do DFTV.

Esta mesma matéria, exibida ontem no DFTV 2ª edição e reprisada hoje, no Bom Dia DF, apresenta números como:

"Os roubos de veículos tiveram crescimento de 35%. Roubos de ônibus: mais 70%. Sequestro: aumento de 30%. As estatísticas são de 2008, o mesmo ano em que os postos foram instalados."

Além disso, é óbvio que um policial dentro dessas "casinhas" é um policial a menos na rua. Ou seja, teremos pelo menos 300 policiais a menos nas ruas, do que poderíamos ter no total, mesmo com as faladas novas contratações a serem feitas por meio de concurso público (que eu pensei terem sido vetadas pelo Governador, ainda mais depois que o Governo Federal cortou mais de R$500 milhões para o DF no ano de 2009, o que fez com que o Governador já avisasse que os funcionários não teriam aumento este ano, nem para sanar as perdas salariais decorrentes da  inflação).

Atualizações:

Um pouco mais sobre ontem, dia 24/03:

Em Taguatinga Norte, dois adolescentes, de 15 e 17 anos, sequestraram mais uma pessoa. Foi o 11º caso, apenas no mês de março!

E ontem houve uma noite de extremo horror na cidade. Dois menores (sendo uma jovem de 17 anos) e um adulto (que estava armado) roubaram oito carros na Asa Sul e no Sudoeste. Mataram uma pessoa, que abandonaram no Parque da Cidade e feriram outra, internada no Hospital de Base.

Notícias assim eram um absurdo, em Brasília. Agora não dá tempo nem de postar um comentário aqui no blog, que já têm mais vários casos que aconteceram (e outros casos acontecendo AGORA, por que não?).

Vou repetir: policial tem que fazer ronda, policiamento tem que ser ostensivo! Com o dinheiro que gastaram nesses postos (que nem estão equipados) dava pra, pelo menos, comprar uma bicicleta para cada soldado da PM e colocá-los na rua, para melhorar a proteção do cidadão.
Isso não melhoraria 100%, mas tenho certeza que dificultaria a vida dos bandidos.

Ao menos uma boa notícia: foi para assinatura do Presidente da República, lei que agrava a pena para sequestros relâmpagos.

 

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Sequestro relâmpago

André Dutra | 3 de março de 2009 | 10:57
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Segundo matéria de hoje cedo do Correioweb, o índice de sequestros relâmpagos no DF cresceu 30% em 2008, em comparação com o ano anterior.

Ainda segundo a mesma matéria, no primeiro semestre do ano passado, Taguatinga, com 52 casos, lidera em número de casos ocorridos. Em seguida temos Brasília (Plano Piloto) e Ceilândia, com 50 e 35 casos resgistrados, respectivamente.

Quantos aqui conhecem pessoas que já sofreram este traumático episódio? Em Brasília, conheço duas pessoas que já ficaram horas em poder de criminosos. Minha namorada mesmo, não foi levada por sorte, graça divina ou o que quer que seja. Mas foi assaltada em quadra movimentada da Asa Sul, ainda com sol (no horário de verão) e teve seu carro levado por uma dupla de assaltantes. Também conheço pessoas que tiveram este terrível episódio em estradas.
Nossa cidade sempre teve histórico de ser “tranquila” de se viver e segura, principalmente nas zonas consideradas mais “nobres” (Plano Piloto e Lagos Sul e Norte). Atualmente não há lugar seguro. Além do problema já discutido aqui do aumento do tráfico de crack e outros entorpecentes no centro da cidade, bem ao lado dos símbolos máximos do Poder Federal, a violência gratuita vem crescendo exponecialmente. O que podemos fazer?

Primeiramente, todos sabemos que nosso código penal é ridiculamente falho e incompleto. Sequestro relâmpago é sequestro! E deve ser tipificado como sequestro e não como “roubo com restrição de liberdade da vítima e roubo qualificado com extorsão”. Deve ser combatido e punido pelo crime bárbaro e aterrorizante que é: S-E-Q-U-E-S-T-R-O ! (Não é a intenção deste post falar sobre uma completa reforma penal, que eu entendo que o Brasil precise, mas esta parte é bem importante).

Em segundo lugar, é bem certo que pontes e viadutos não protegem a sociedade. Deve-se garantir maior policiamento no DF, integração entre as polícias (no caso ocorrido com minha namorada, ao ser contactada a Polícia Militar, logo após o ocorrido, eles informaram que nada poderiam fazer e que a Polícia Civil deveria ser procurada para ser feito o procedimento e formalização do Boletim de Ocorrência) e condições de trabalho satisfatórias para os mesmos. E não estou falando de paliativos como aquelas guaritinhas verdes que não garantem segurança, já que os bandidos não são burros de ficarem naquela área e a polícia fica lá, sentada (pelo menos é isso que vejo no Cruzeiro, onde moro).
Também fica claro que essas guaritinhas (ou postos policiais comunitários) não ajudaram muito nos últimos quatro dias onde, como vimos na reportagem do Correio, foram noticiados sete casos em vários pontos do DF e em variados horários.
Todo esse dinheiro poderia ser revertido em policiamento ostensivo no DF, garantindo a segurança das pessoas que desejam ir à padaria ou lanchonete, ao banco, até a casa da(o) namorada(o), ou seja, garantir a liberdade do cidadão de bem de ir e vir, sem o constante temor e contragimento de ter uma arma apontada para sua cabeça.

Além de mudança da tipificação deste crime e da garantia de verbas para melhoria da segurança pública, é interessante que o governo pare de gastar rios de dinheiro com auto-publicidade e invista urgentemente numa campanha de educação e advertência para a população, alertando , orientando e sugerindo costumes para que haja redução destes casos, pois nem sempre o policiamento pode garantir a segurança de todos.

Estas são minhas idéias e minha preocupação. Morei anos na Asa Norte e hoje em dia no Cruzeiro e vejo ano após ano as coisas piorarem. Trabalho em Águas Claras/Taguatinga e antes disso sempre vinha para cá (Taguatinga) e as coisas aqui também pioram gradativamente. Agora que os ricos dos Lagos e zonas nobres do Plano Piloto estão sendo vítimas de uma realidade que sempre existiu no DF, as coisas estão sendo melhor noticiadas. Será que algo será feito para que a segurança pública no DF melhore?

Vocês têm alguma outra sugestão além das três que foram apresentadas aqui? Alguma crítica a elas?
Qual é a realidade da cidade aonde você mora? Seria interessante compartilhar as diferenças e igualdades aqui, afinal este é um assunto que atinge a todos em qualquer lugar do mundo. A uns mais, a outros menos.

[ATUALIZAÇÃO: JÁ TEMOS REGISTRADO O NOOOOONO SEQUESTRO RELÂMPAGO EM 4 DIAS, NO DF... tsc tsc tsc.]

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O assassinato de Jean Charles de Menezes

André Dutra | 24 de fevereiro de 2009 | 16:36
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Em outubro de 2005, um brasileiro foi morto no metrô de Londres após "ser confundido com um terrorista", segundo agentes da Scotland Yard britânica. Foram oito tiros à queima-roupa. Jean Charles de Menezes era um eletricista, mais um estrangeiro tentando a sorte longe deste nosso Brasil.

Mais de três anos depois, sai a notícia que, mesmo após investigações e comprovado erro dos agentes policiais britânicos nenhum policial inglês será processado pelo assassinato do brasileiro. Isso é vexatório! Talvez as oito cápsulas das oito balas que tiraram a vida de um homem inocente não sejam provas suficientes.

O Brasil está no G8+5, BRIC’s, G20, G77… o Brasil está internacionalmente inserido nos principais fóruns globais. O Brasil é necessário para qualquer negociação da OMC dar certo, para que qualquer assunto se desenrole de forma legítima e satisfatória ao redor do mundo. E o que o cidadão brasileiro encontra fora de suas fronteiras (não comentarei o descaso dentro das fronteiras, pois essa é uma outra história)?!

Os brasileiros são barrados em Madrid, ficando até dias sem banho. Têm que cadastrar suas digitais nos Estados Unidos, entre outras situações impostas mundo afora. Os cidadãos brasileiros não são respeitados como o Brasil é respeitado no cenário mundial. Isso é culpa, em parte, dos próprios cidadãos. Mas também do governo. O Brasil deve exigir respeito e tratamento igual aos seus perante os países mais desenvolvidos do mundo, pois o Brasil não é apenas um pedacinho de terra sem importância, muito menos uma voz qualquer no Sistema Internacional.

O caso Jean Charles de Menezes expressa o quanto os países considerados mais desenvolvidos não respeitam nossos cidadãos. É uma afronta! É uma afronta pessoal a cada um de nós, brasileiros, cidadãos. Cidadãos nacionais e cidadãos do mundo. Se algo semelhante acontece no país, nossas autoridades são execradas (nem sempre sem razão), nosso povo é humilhado, nossa civilidade é colocada em xeque.

A barbárie não é exclusividade de nossas cidades. A barbárie está solta na humanidade como um todo. E sempre que houver a barbárie, temos que rechaçá-la com todas as forças, independente de localidade, de governo, de economia ou do que quer que seja. Temos que punir com rigor e firmeza os culpados pelos crimes hediondos que ocorrem, seja no Brasil ou na Inglaterra.

O que não pode é isto. Brasileiro é morto por engano, mas tudo bem… a polícia fez sem querer, vamos deixá-los impunes. E dizem que o país da pizza é o Brasil. Que se envergonhem e mudem logo esta posição ridícula na justiça britânica. E bem que o Brasil e a opinião pública podiam dar uma forcinha para que este caso terminasse de forma exemplar. Espero ter feito minha parte.

Ínfima, pequenininha. Mas que não fique em branco neste espaço a revolta que sinto em situações de descaso como este.

 
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