A violência de Agnelo

É assustador que nos 30 primeiros dias do ano tivemos 75 mortes violentas no Distrito Federal, sendo 22 homicídios e latrocínios (roubos com morte) a mais do que o mesmo período do ano anterior (fonte Correio Braziliense). A violência de Agnelo, que trata o título do texto é sobre como ele pouco se lixa para o bem-estar daqueles que, supostamente, deveria governar. Quando foi indagado pela imprensa sobre os números da violência, Agnelo tomou duas medidas e nenhuma delas foi para resolver a questão: a primeira, ignorar a pergunta. A segunda, dias depois, dificultar o trabalho jornalístico negando informação de cunho público! Eu não consigo pensar em outro adjetivo que não ridículo. Temos um governador ridículo. E a capital da esperança vai se afundando na desesperança. Cabe a nós mudarmos isso nas urnas, a hora está chegando.

httpv://www.youtube.com/watch?v=zilwGSjDF6A

Há meses sofremos em Brasília algo inimaginável há poucos anos: uma insegurança devastadora que nos tornou preocupados o tempo todo em sobrevivermos ao dia-a-dia da cidade. Não existe mais hora ou lugares perigosos. O risco é iminente e o terror se espalha como rastilho de pólvora. Apesar do título, isso não é culpa exclusiva do Governador Agnelo, mas de anos de políticas públicas de segurança equivocadas. Arruda perpetuou o modelo da polícia estática nos postos policiais, o policiamento ostensivo e comunitário minguou, juntamente com a moral da corporação, que já com Arruda serviu mais de cão de guarda do governador contra manifestantes do que para proteger o cidadão. Com Agnelo, as coisas continuaram se degradando, principalmente no que tange à extrema inabilidade do governador de fazer aquilo a que ele se propôs: governar e administrar a cidade e seus problemas.

Agnelo sorrindo ao ignorar pergunta sobre violência no DF
Agnelo sorrindo ao ignorar pergunta sobre violência no DF

Uma Polícia desmilitarizada, preparada para lidar com a população e suas necessidades é urgente em Brasília e no Brasil. No DF, podemos também implementar novamente a guarda comunitária, policialmento de bicicleta (que pode ser a polícia comunitária em si), adotar um novo modelo de funcionamento para os inúteis postos policiais, entre outras medidas. Relembrar aos policiais sua real vocação, aquela que fazia as crianças sonharem em ser policial quando crecescem, é necessário! E pra isso, mais e mais investimento em educação será necessário. Como está, não dá mais. O modelo está esgotado. O atual modelo é uma violência do estado para a população. O atual modelo é uma violência do Agnelo contra o povo do DF.

Temos que colocar Brasília nos trilhos!!!

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Proibição dos flanelinhas nas ruas: um assunto “politicamente intocável”? Não mais.

Cliquem nos links e tenham uma experiência completa neste post. Leiam, pois é importante construir a sua ideia sobre isso. Comentem e ajudem a discutir esse problema das cidades.

Há muito tempo venho pensando nisto e observando, seja por histórias de conhecidos em todo o país, seja pela minha própria experiência no dia-a-dia, tanto em Brasília como em outras cidades. Há muito tempo, também, venho discutido com amigos mais próximos e estudado uma forma de solucionar esse problema. Não há receita de bolo ou fórmula mágica, mas já vi que o assunto é um gigantesco tabu e ninguém quer levantar a polêmica. Pois bem, levanto eu, pois já não suporto mais: como acabar com o grande jogo sujo que se tornou a prática de “flanelismo” no Distrito Federal e em todo Brasil? Há muitos anos, não apenas o DF, mas todo o país sofre com a questão dos guardadores de carros, comumente chamados “flanelinhas”. Com o colapso do transporte público na grande parte das cidades brasileiras, o aumento de renda média do cidadão brasileiro e a facilidade de crédito e financiamento, a frota de carros de passeio vem aumentando em ritmo frenético nos últimos anos.

O assunto não é novo e a polêmica está entalada na garganta de muitos. Falarei por alto sobre o nível nacional da coisa, mas me permitam focar no DF e em Brasília, onde resido, vivo e onde creio poder iniciar uma mudança. No Distrito Federal o primeiro Governador preso da história do Brasil resolveu regularizar os flanelinhas, cadastrando-os e liberando um colete. Isso foi em 2009, antes de ser preso e tomado chá de sumiço. Muitos podem reclamar, afinal quem assinou o papel foi um cara “íntegro”, o ex-vice, que renunciou ao mandato em meio aos escândalos da Caixa de Pandora. Somente estes poderiam “vigiar” os carros nos estacionamentos públicos, gratuitos e não seria obrigado pagá-los. Santa ingenuidade ou populismo em busca de votos? Todos sabemos que não há fiscalização a respeito disto, muitos coletes foram vendidos, roubados, fabricados em casa… As recentes ondas de violência que assolam a capital do Brasil também nos levam a olhar para este filão da sociedade. Afinal, quem em Brasília não conhece vítimas ou já ouviu falar de assaltos, sequestros relâmpagos, furtos, danos ao carro e vários outros delitos ocorrendo até em plena luz do dia, em estacionamento com flanelinhas?!

Ora, é uma grande sinuca de bico. Se o cidadão que está nesta condição é honesto e vê um elemento perigoso, armado, abordando pessoas no carro ou quebrando a janela do carro para furtá-lo, em troca de R$0,50 (cinquenta centavos de real) ele se arriscará para impedir o delito? Indo mais a fundo: todos são honestos? Parto do princípio de que há, sim, pais de família vigiando carros, mas creio que uma enorme quantidade não é de bem, mas composta por vigaristas, além de fugitivos, usuários de drogas, traficantes e demais picaretas e sujeitos de má índole. Não somente há conivência com bandidos (seja dando dicas ou até ajudando no delito), como há ameaça a outros cidadãos de bem que querem estacionar seu carro (que não é mais um luxo da burguesia, muita gente rala, divide em 72 vezes seu carrinho e quer ter o direito de ir e vir como qualquer um, então sem hipocrisia de que isso só afeta os mais abastados, como dito anteriormente) e ter seu direito de usufruir dos espaços públicos e de uma vida de lazer e trabalho em segurança.

httpv://youtu.be/LI-9wge6Xb0

Não falo isso sem dados, não tiro isso somente da minha cabeça. Um levantamento feito pela Polícia Civil do Distrito Federal aponta que 25% dos flanelinhas irregulares flagrados pelos agentes em 2011 têm passagem pela polícia ou são procurados. Histórias como essa (mesma fonte do link passado) não têm nada de ficção científica:

O servidor público L.R., 38 anos,  tem medo de deixar o carro com flanelinhas e diz já ter sido ameaçado. “Como é difícil achar vaga, eu deixava as chaves com um flanelinha. Ele tinha crachá e colete. Mas um dia, não achava o carro e nem o flanelinha. Depois de dez minutos de espera, descobri que ele havia saído com o veículo. Quando ele chegou, fui tirar satisfações e ele me surpreendeu com um canivete e falou que se eu contasse a história para alguém, ele me mataria”, relata

Eles sabem aonde você trabalha, sabe seus horários, sua rotina. Eles têm o poder e te constragem. E o que se pode fazer? Você é refém desta situação. Sem exageros. Em Brasília, quem não tem carro sofre. Qualquer jovem de 17 anos ou qualquer pessoa que não tenha condições nem de ter um Lada velho e enferrujado sabe disso e é obrigado a passar por situações cada vez mais terríveis no transporte público da capital. Algumas situações já foram vistas aqui no blog, como baratas dentro de ônibus e a deprimente situação da rodoviária do Plano Piloto. Além disso, acidentes estão se tornando cada vez mais frequentes, não existem horários a serem respeitados pelos ônibus, o Metrô constantemente apresenta falhas técnicas e situações de caos (como a greve, às quais fui favorável, pois o metroviário do Distrito Federal trabalha em condições críticas há muitos anos) e por aí vai.

Mas quem pensa que ter seu carro próprio o livrará de mais martírios no DF, se engana, justamente por causa dos quase onipresentes flanelinhas. O déficit é de 40 mil vagas na capital, o que faz com que os flanelinhas se apropriem das ruas da capital e privatizando o que é público. Em locais como o Setor de Rádio e TV Sul, por exemplo, há até aqueles trabalhadores que têm que pagar mensalidade, para ter o carro “vigiado”. Quem não paga, se arrisca a ter o carro danificado ou mesmo roubado, já que não há garantias de “vigiá-lo”. À noite, nas festas e eventos ou até se for a uma padaria ou supermercado sem estacionamento interno, a situação é a mesma. Há ainda a intimidação e agressão (algumas vezes físicas, mas na maioria verbais) àqueles que se negam a pagar. Mas são onipresentes na chegada, pois quase nunca estão no mesmo lugar quando se vai embora, afinal mais uma modalidade que vem crescendo, comum em outras capitais, é o pagamento adiantado. Ou o contrário em locais de menos constância, como shows, bares e comerciais, onde só se vê as figuras no final, quando cobram o “serviço”.

Atualmente a imprensa tem feito muitas reportagens sobre o assunto. Vejam os vídeos, não precisarei mais falar do problema. Depois deles, vamos pensar nas soluções:

httpv://youtu.be/_YeukLuFD9U

httpv://youtu.be/7sZdh75W6MA

httpv://youtu.be/-dsm53NrzW0

Mais vídeos de todo Brasil aqui.

Possíveis respostas para o problema

Em alguns lugares já há solução para o problema. Em Novo Hamburgo, município do Rio Grande do Sul, agora é crime guardar carros. Se forem flagrados, os flanelinhas podem ser processados por constrangimento ilegal ou extorsão. A lei será aplicada a todos os guardadores de veículos que estiverem atuando nas ruas ou locais públicos.

httpv://youtu.be/hgWM8d3uEpg

Os indivíduos que forem flagrados pelas autoridades terão a opção de ser encaminhados para projetos sociais desenvolvidos pela Prefeitura de Novo Hamburgo. De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Jurema Guterres, serão identificadas as necessidades desses indivíduos para que possam ser acompanhados por projetos de geração de renda do Município. Caso não aceitem a proposta, serão levados para a delegacia, e responderão por exploração indevida da atividade nas vias públicas, acarretando penalidades previstas no artigo 47 da lei 3.688/41 (Lei de Contravenções Penais) e no art. 301 do Código de Processo Penal.

Veja aqui como foi o primeiro dia da Lei. Mas a Lei proposta é vinculada à retirada destas pessoas da rua, sua inserção em programas do Estado para qualificação e inserção profissional. Obviamente, é muito difícil que um cidadão destes queira abandonar uma remuneração alta e fácil (muitos chegam a lucrar até R$ 2.500,00, livres de impostos). E aí que volta a questão da educação, única maneira de se corrigir este problema de uma vez por todas.

Em Colatina, município do Noroeste do estado do Espírito Santo, há uma outra forma de solução. Jovens de baixa renda estão em um projeto onde as vagas do centro da cidade são administradas pela associação chamada Corpo de Assistência ao Menor de Colatina.

httpv://youtu.be/mN4feQdxwMM

Além de retirar os flanelinhas das ruas, o projeto oferece emprego a jovens carentes entre 16 e 21 anos, trazendo uma atividade remunerada, legal e oferecendo experiência profissional. Há cobrança de estacionamento no centro, uma forma de aumentar a rotatividade e mesmo de inibir o uso de carro. A população simpatiza com o serviço e há um serviço social sendo prestado, de fato. Pena que em Brasília, viver sem carro e pegar ônibus… bem, já falei isso diversas vezes, né?!

Esclarecendo minha opinião sobre o assunto

Deixo aqui claro que sou veementemente contra esse abuso que é a prática de guardar e lavar carros em áreas públicas. Concordo que na maioria dos casos há constrangimento ilegal e extorsão. A insegurança é latente e o guardador de carros não oferece nenhum bem factual à sociedade.

Sou favorável à se corrigir o erro que foi regularizar esta função no DF, proibindo esta prática e agregando à sua proibição um grande plano e programa de educação e conscientização, além do credenciamento emergencial dos flanelinhas existentes para qualificação e inserção profissional por meio dos órgãos competentes, como a Secretaria de Trabalho do DF e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda. Tratamento digno a todos, opção de escolha, mas não a que lesa a sociedade, afinal precisamos de regras e normas que beneficiem ao todo, ao conjunto da sociedade. Obviamente, minha maior preocupação é social! Proibir que existam pessoas trabalhando como flanelinhas deve ser um ato de políticas sociais, que consequentemente evitarão maiores problemas de ordem de segurança pública e não defendo aqui que seja corrigido o problema com coerção estatal e uso de força. Estas devem acontecer somente quando necessário e para aqueles que obstruem as Leis e a possibilidade de convívio pacífico e em sociedade, ou seja, para criminosos que mesmo com capacidade de escolha, escolhem destruir o tecido social e agir unicamente em benefício particular.

Seria interessante a cobrança de um valor simbólico e totalmente revertido à programas de Educação no trânsito e urbana, nas áreas de maior concentração de carros no DF, sendo administrados por jovens carentes e que buscam um primeiro emprego, como visto na experiência de Colatina/ES. Isso, claro, em consonância com um sistema público de transporte decente, eficiente e eficaz, de modo a dar real opção de ir ao trabalho sem carro, chegando seco na época de chuvas e limpo na seca, não se sentindo em uma carroça imunda, insegura e cara. Quem é do DF sabe o que falo.

Sei que é polêmico e estou de peito aberto, me expondo, pois tenho convicção que é uma postura que afetaria positivamente a todas as camadas sociais do Distrito Federal. Se eu fosse uma autoridade pública, proporia Lei similar para o DF, pois acho que seria bom para todos: para os motoristas e para os flanelinhas também. Sou contra e se há quem seja a favor, gostaria de saber os argumentos para que eu possa sempre ter uma opinião madura sobre o assunto.

O que acham? Compartilhem este texto, discutam, sugiram. Ficar calados é que não podemos!!!

httpv://youtu.be/QtC36mtaL6U

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Ao povo, as baratas!

Em seu livro “Quincas Borba”, o personagem-título de Machado de Assis conta para Rubião a história de duas tribos famintas diante de um campo de batatas, suficientes apenas para alimentar um dos grupos. Com as energias repostas, os vencedores poderiam transpor as montanhas e chegar a um campo onde há uma grande quantidade de batatas para alimentá-los. Então, Quincas Borba finaliza: “Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”.

Saindo da ficção e vindo para a realidade, vemos no DF hoje uma situação em que o Estado, bem alimentado, trata seu povo sem o mínimo de compaixão, mas com grandes nuances de ódio. Isso porque o Estado que deveria nos proteger e servir, há muitos anos se serve do povo e subverte todo o sentido de sua própria existência. No último 7 de Setembro, entretanto, o povo mostrou que ainda está acordado e não apenas pode, como deve e está pronto para cobrar por mudanças ao gritar contra a corrupção no Dia da Independência!


Marcha Contra a Corrupção – 7/9/2011

Hobbes dizia que o Estado deveria ser forte, autoritário, para que protegesse o povo dele mesmo. Sua famosa frase “o homem é o lobo do homem” remete ao perigo que a sociedade estaria submetida sem um Estado que controlasse parte de nossas liberdades, por meio de Leis, normas e punições. Mas o mesmo Hobbes diz que se esse mesmo Estado é capaz de cair, quando não for capaz de manter a segurança de seu povo. O “soberano” ou ditador, não existe de fato no Brasil, muito menos no DF, mas nossas autoridades que constituem o Estado não estão fazendo sua parte em relação à sociedade. Não estamos protegidos, não temos saúde, educação e até nosso direito de ir e vir está ameaçado às mais perversas e indignas condições, como podemos ver pelo vídeo abaixo:

httpv://youtu.be/LCJhbC6pvDE

Esta é a hora em que temos que continuar a agir e reagir. É a hora de cobrarmos aquilo que nos é prioridade, mesmo que as outras ações do Estado também sejam importantes, como algumas obras e investimentos. Mas a prioridade máxima é a proteção e dignidade dos nossos cidadãos, que exigiram no voto um “Novo Caminho” primeiro para a Educação, Saúde, Segurança e Transporte e não esse caminho sinuoso e desvirtuado em que estamos hoje.

 

Só assim para sairmos dessas condições nojentas de vida em que estamos. Afinal, o DF deveria ser o grande exemplo social para todo o Brasil. E só atingimos o status de exemplos de como não fazer, não ser e não seguir. O Estado está de olhos fechados para a população e temos que fazer alguma coisa. Até quando teremos situações de tamanho descaso como a queda da “Batcaverna” na Ceilândia, uma verdadeira crackolândia esquecida pelas autoridades?

Que ao nosso povo, possamos dar as batatas de uma Educação integral de qualidade e igual para todos, segurança e qualidade de vida, Saúde humanizada e universal, transporte digno, rápido e barato; além de oportunidades para que todos possam ter uma vida mais feliz.

Mas por enquanto, ao povo, somente as baratas do descaso.

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A paz pelo assassinato: a dicotomia estadunidense

Não poderia deixar de comentar sobre o caso que simplesmente bombou a madrugada toda.: Osama bin Laden morre em mansão no Paquistão e é enterrado no mar (vale dizer que foi bizarra essa história de enterrá-lo nessa rapidez, no mar e com a justificativa – ainda que plausível – dos ritos islâmicos para o tratamento do corpo). Depois de algumas discussões via Facebook e Twitter, resolvi compilar aqui uma breve opinião.


Osama bin Laden

Proliferar paz com assassinato não é uma dicotomia muito “estranha”? O que a morte de Osama bin Laden tem a ver com disseminação da paz mundial? Morre um terrorista, nascem vários outros, o problema é muito mais sistêmico e profundo. Como se esquecer que lá atrás, na década de 1980, bin Laden e os talebãs foram armados, treinados e financiados pelo Governo estadunidense? Até apareceu uma figura que representaria a ele em Rambo 3 e em um final alternativo, John Rambo integra as forças rebeldes afegãs (abaixo)! hehehe.

httpv://www.youtube.com/watch?v=6a8_Hd4he_8

Tudo vai pelo viés, pela lente em que se vê o fato. Diz-se que o vencedor  é quem escreve a História. Entendo, perfeitamente, a alegria do povo dos EUA com a morte de Osama. MAS, daí a se ver (e vender) isso como um ato de paz., o papo muda.. os EUA disseminam ódio e terror há muito tempo. De uma forma diferente dos terroristas da Al Qaeda, mas disseminam.  Já dizia o ditado “Quem planta vento, colhe tempestade”…


Mansão onde bin Laden foi morto

Os EUA pagam o preço por ser a potência hegemônica mundial.  Um preço para manter o capitalismo como sistema em expansão entre os países e para levar a “democracia” além de suas fronteiras. É um preço que a elite paga. Hoje se tem como preço o medo, a paranóia, as guerras etc. Eles não são obrigados a isso, mas é por esse caminho  que definem sua estratégia para continuar como a potência solitária no planeta: se autodeterminar os xerifes do mundo.

Ora, o grande xerife com sua estrela cintilante pendendo no peito tem autoridade para fazer e desfazer. Matar um terrorista mundialmente procurado é problema? Seria um problema se o xerife quisesse resguardar os direitos da humanidade e se pronunciasse contra a barbárie e a carnificina, pondo a Lei e a Justiça como os grandes pilares da sociedade. Osaminha não poderia ter, então, um julgamento e sentença? Mesmo que fosse aquele teatrinho a lá Saddam Hussein no Iraque ou os tribunais de Nuremberg depois da II Guerra Mundial? Veja lá, minha intenção não é a de defender nenhum dos ditadores, terroristas ou seja lá como queiram chamá-los (prefiro continuar a designá-los ditadores e terroristas), mas sim de manter a coerência no discurso com a prática adotada.
Vejam aqui como foram alguns comentários feitos por um paquistanês no Twitter, que alega relatar a movimentação da operação que culminou com a morte de Osama bin Laden.

Vi a “felicidade” de muitas pessoas em comentários aqui na internet, no trabalho e na rua… mas felicidade porque? Isso vai realmente melhorar o mundo? Há ingenuidade suficiente pra se achar que os talebãs, a Al Qaeda ou sei lá quantos outros grupos venham a surgir no futuro só consigam ser operacionais com Osama ou sem Osama, com fulando ou com ciclano? Não fico feliz e nem triste, fico preocupado como as coisas são facilmente empurradas goela abaixo. E o “engraçado” é que tudo foi feito de uma forma que deixa toda essa história cheia de gargalos, questões mal respondidas e transforma isso tudo em um grande circo, uma nova teoria da conspiração. Vide a Globo News e outros veículos de comunicação exibindo uma montagem feita pelo site 4chan como se fosse o corpo de bin Laden.

httpv://www.youtube.com/watch?v=XrOKOfVxqwI&feature=youtu.be
Íntegra do discurso de Obama

Não suporto golpismo e Justiça com as próprias mãos. Matar à revelia seria crime contra a humanidade, violação dos Direitos Humanos. Mas nunca é, quando se trata do vencedor (seja ele quem for). Agora, enterrado no mar, como se terá provas sobre a morte dele? Ele foi executado, tiro na nuca? Morreu durante o tiroteio? Poderia ter sido capturado vivo e levado a julgamento? Não se dissemina paz, semeando ódio.

Mas no fim, fica aquela: “Ao vencedor, as batatas”.

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Como foram as eleições indiretas no DF para Governador-Tampão: a grande farsa

Com 13 votos contra 5 votos para Ibañez (PT), 4 votos para Wilson Lima (PR) e 1 abstenção, Rogério Rosso (PMDB) foi indiretamente eleito Governador do DF. Um Governador “tampão”, que ficará até o final do ano (possivelmente) e que em tese servirá para fazer com que a Máquina Pública continue funcionando, mas sob a égide da idoneidade e correção que eram inexistentes. Mas não foi muita coisa que mudou!

Essa eleição foi, para mim, uma das maiores farsas e jogos de cena jamais vistos na História do Brasil. Brinquei em meu Twitter que esse cenário seria um prato cheio para um documentário a lá Michael Moore. São muitos interesses envolvidos na eleição de Rosso e do PMDB. Interesses escusos, que não vão de acordo com o interesse maior: da sociedade, cansada e desgastada com tudo o que acontece no DF nos últimos 11 anos. Ricardo Noblat d’O Globo fez excelente análise sobre isso. Veja:

Rogério Rosso, do PMDB, governador-tampão do DF

Acabou de ser eleito direto no primeiro turno. Votos se Wilson Lima, governador em exercício, migraram para ele. Rosso teve 13 dos 24 votos. Lima, 4.

Rosso (foto acima com a sua mulher, Karina) foi presidente da Codeplan, uma empresa estatal, durante o governo Arruda. E antes administrador de Ceilândia no governo Roriz.

Foi candidato do PMDB de Tadeu Felipelli, ex-cria de Roriz, e rompido com ele.

Dois deputados do DEM votaram no candidato do PT, Antonio Ibañes, ex-reitor da UnB.

Atualização das 19h09 – Quanta crueldade: O deputado Pedro do Ovo (PR), suplente do governador em exercício Wilson Lima, votou em Rogério Rosso (PMDB). Terá que devolver a vaga de deputado a Lima.

Fonte: Blog do Noblat

No mais, como sempre a sociedade civil foi tratada com descaso e desrespeito sem fim. Só a proibição da entrada na Galeria da Câmara Distrital já poderia ser vista como uma grande violência à democracia. Fui hoje pela manhã prestar solidariedade e apoio àqueles que dormiram por lá. O aparato policial era desproporcional à qualquer realidade, por mais inflada que esta fosse… ou seja, era polícia demais pra gente/perigo de menos. Desde que fique à frente do Fora Sarney aqui em Brasília, percebi que pra bandidagem (aquela comum, que não usa terno e gravata e que não é tratada como “autoridade”) a corrupção na política é essencialmente benéfica, não só pelos desvios dos recursos que deveriam ser alocados em segurança, mas pelo desvio do contigente policial para ‘combater’ estudantes armados de revolta e indignação política. Nem imagino quantos policiais ficam fora da rua e do impacto que isso pode e poderia ter na vida do cidadão comum…

Enfim, polícia demais; situação anti-democrática, mentirosa e desvirtuada; população enfurecida (com razão); desrespeito total com o povo (além de proibirem a entrada no prédio, instalaram telões do lado de fora da Câmara, mas sem som, impossibilitando o entender do que se passava na sessão lá dentro) só pode resultar em:

httpv://www.youtube.com/watch?v=J1mhQItrrfE

httpv://www.youtube.com/watch?v=09w6z2kTg4U

Defendo a Intervenção ainda mais, com esta ilegítima votação. Um teatro ridículo e chinfrim. Defendo o contexto exposto pelo Procurador-Geral, realmente Brasília não merece isso… não pode simplesmente acabar assim toda essa pataquada armada por essa mesma gente nojenta que agora, indiretamente (e ilegitimamente) pôde continuar no poder. Pra se ter ainda mais certeza, continuando com a interessantíssima análise do Noblat, vejam a contextualização da votação ao se olhar para os eleitores em questão – os Deputados (muitos deles envolvidos em todo escândalo de corrupção):

A ficha dos eleitores do novo governador do DF

Com 13 votos de um total de 25, Rogério Rosso (PMDB), ex-administrador da cidade de Ceilândia no governo Joaquim Roriz e ex-presidente de empresa estatal no governo José Roberto Arruda, acabou de ser eleito governador-tampão do Distrito Federal.

Vamos à ficha da maioria dos deputados que o elegeu:

1. Ailton Gomes (PR) – denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM

2. Benedito Domingos (PP) – denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM

3. Benício Tavares (PMDB) – denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM. Aparece em vídeo.

4. Eurides Brito (PMDB) – denunciada por causa do escândalo do mensalão do DEM. Aparece em vídeo enchendo a bolsa com dinheiro

5. Rogério Ulysses – expulso do PSB. Denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM

6. Roney Nemer (PMDB) – denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM.

Os deputados distritais Rubens Brunnelli e Leonardo Prudente renunciaram ao mandato por causa do escândalo do mensalão do DEM.

Brunelli apareceu em vídeo rezando pela graça alcançada de receber dinheiro do esquema. Prudente, escondendo dinheiro nas meias.

Os dois foram substituídos por Pedro do Ovo (PR) e Geraldo Naves (DEM), que também votaram em Rogério Rosso para governador-tampão.

Naves foi aquele que esteve preso na Penitenciário da Papuda até recentemente. Envolveu-se na tentativa de Arruda de subornar o jornalista Edson Sombra, testemunha-chave do mensalão.

Saiu da Papuda para ajudar a eleger o novo governador.

Rosso teve ainda mais dois votos de fichas-sujas:

* Batista das Cooperativas (PRP) – indicou funcionários para trabalharem na administração da cidade de Águas Claras. Vários deles fortam flagrados trabalhando na cooperativa do próprio deputado.

* Aguinaldo de Sena (PRB) – responde a processo por improbidade administrativa. Foi secretário de Esportes do governo Arruda.

Em resumo: dos 13 votos de Rosso, 10 estão manchados por escândalos.

Tem ou não de haver intervenção no Distrito Federal?

O Procuradror Geral da República está certo ao defender a intervenção

De 13 votos que elegeram Rosso, 10 foram proferidos por gentalha marcada com a sujeira da corrupção. É ou não é de se indignar? Que joguete foi esse? O que aconteceu nesse meio tempo, nos bastidores? Traição seguida com a própria perda de mandato ao se votar na chapa concorrente, como exposto acima…

Essa história não morre aqui. A tese de quem é a favor da Intervenção só é alimentada a cada dia que passa. Repito que a Intervenção é um remédio amargo, sim! Mas extremamente necessário para corrigir e curar esses sistema débil e moribundo que agoniza no DF. A mudança que deve vir em peso em outubro deve começar já e somente a Intervenção Federal propiciaria isso (por mais que ela não seja um total mar de rosas, não sou de todo ingênuo, mas é a melhor e mais legítima solução).

E que daqui pra frente novas caras entrem na política, com novas idéias, novas posturas e novo fôlego. Pessoas que tenham além de integridade, honestidade, idoneidade e competência (que é o básico do básico, convenhamos) sejam corajosas, audaciosas, responsáveis, apaixonadas por Brasília e seu povo e que levarão nossa cidade ao lugar a que realmente pertence: a de cidade dos sonhos de um novo Brasil.

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Gangues de Nova Iorq… digo, de Brasília!

Mudando um pouquinho de crise no Senado!

Se tem um programa da Globo que eu gosto de assistir, é o Profissão Repórter. Eles passaram há algumas semanas atrás a realidade das gangues de jovens no Distrito Federal. Achei ótimo terem passado isto em rede nacional, pois o DF não é o mar de rosas que as pessoas pensam ser e muito menos o mar de rosas verdes que o Governador Arruda finge ser e faz de tudo para que acreditemos que seja. Vejam a realidade, muito bem retratada, pela equipe de Caco Barcellos:

Bloco I
httpv://www.youtube.com/watch?v=FkIbQSOtGyk

Bloco II
httpv://www.youtube.com/watch?v=JEuXJEVqABI

Foi muito bom ter passado a festa de 49 anos de Brasília, que foi tratada neste blog. Uma festa de gastos absurdos e de puro populismo nojento, retrógrado e deprimente para a cidade. E o governo ainda quis que engulíssemos que foi algo legal, tranquilo, bom… vejam o saldo e me respondam se foi mesmo.

A única crítica forte e incisiva que tenho quanto a esta matéria é a seguinte: foram omissos quanto aos marginais da classe média alta e alta de Brasília. Além da periferia, das “cidades-satélite”, da pobreza e da realidade dura, Brasília também é parte de uma juventude transviada que tem tudo: acesso a educação de alto nível, ótima moradia, comida da boa e da melhor, roupas e acessórios da moda, lazer, segurança, planos de saúde…

E é essa juventude que queima índios em paradas de ônibus e que argumentam que pensaram que “era só um mendigo” e que tudo era apenas por diversão. Um SER HUMANO! Essa juventude que espanca garçons em suas viagens de lazer. Essa juventude que mata desafetos, espancados a luz do dia. Não podemos ser omissos e jogar a culpa nas mazelas sociais. Como eu disse neste blog, Brasília está entregue à violência e tem tempo!

A mudança começa em cada um de nós. E eu acredito que ela possa ser feito em proporções monumentais!

Senado Federal – censura, ameaça e prisão de estudantes

Este será um relato de um jovem estudante, trabalhador e indignado com o cenário político brasileiro, que ao tentar expressar sua liberdade de expressão na Casa do Povo, foi arbitrariamente detido de forma truculenta junto com seus pares pela Polícia do Senado. Foram necessárias 3 horas, 4 Senadores e uma Deputada para que saíssemos de lá, como entramos: inocentes e orgulhosos de nosso ato cívico. Orgulhosos de dar a cara a tapa pelo país que amamos e vemos afundado nessa algazarra e calhordagem política. Espero que leiam e se tornem indignados. Mudaremos a História de nosso país ou ficaremos passivos às imoralidades e matança da honra pública? Aproveitem a leitura.

Hoje o dia foi longo. Tirei um dia de folga e fui fazer o que mais amo: pensar e agir politicamente para tentar achar alguma cura para este país. Meu dia começou às 8:30, dentro de um ônibus quente e um engarrafamento gigantesco no Eixo Monumental, rumo à sede da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB – onde teria uma reunião pela ética no Senado. Fiquei sabendo pelo pronunciamento do Senador Cristovam Buarque, na TV Senado:

httpv://www.youtube.com/watch?v=UBPcPrVi_Bk

Sendo assim, fui até lá. Fiquei bem feliz por ver que além de alguns estudantes que iniciaram tudo em julho, grandes organizações sociais estão dispostas a ir às ruas. Inclusive foi proposta uma Audiência Pública na rodoviária do Plano Piloto (lugar frequentado por milhares de brasilienses, em sua maioria trabalhadores, pessoas do povo de fato) com a presença de senadores e deputados. Pela ética no Senado. Eu pude dar uma breve explanação e algumas sugestões, como a limitação da reeleição, com vistas a garantir preceito básico da democracia: a alternância de poder. Vejam (aumente o volume):

httpv://www.youtube.com/watch?v=EcOWxu9geco

Me fiz ouvido numa mesa composta por Senadores (Cristovam Buarque, Arthur Virgílio, Pedro Simon e José Nery), Deputados Federais (Darivan Valente e Chico Alencar) e movimentos sociais (Padre Ernane da CNBB, presidente da ABI) além de outras Instituições sociais. Foi muito gratificante falar como um dos únicos jovens na mesa e expressar algumas preocupações com o cenário político atual e dar sugestões para discussão.


Senadores Nery, Simon, Cristovam e Virgílio

De tarde, nos concentramos em frente ao Palácio de Justiça e entramos separadamente pela Câmara dos Deputados. A entrada para o Senado era muito complicada. Na transição, perdemos alguns companheiros que foram sumariamente expulsos, mas conseguimos (de novo) driblar a segurança. Dentro do Senado, iniciamos nossa manifestação pacífica e logo fomos atacados pela truculenta segurança do Senado. Leões de chácara, resquício da ditadura, protegidos de Sarney. Foram em cima de nossos cartazes, torceram nossos pulsos, deram golpes sutis, acertaram mulheres, inclusive. Rasgaram tudo, mas não tiveram coragem de rasgar minha Constituição. Guardari esse exemplar para sempre, memória de que ainda há um mínimo de respeito em meu país.


A truculência e as folhas A4, estrategicamente produzidas aqui em casa

httpv://www.youtube.com/watch?v=cXzjGqQx9Zc

httpv://www.youtube.com/watch?v=a_gbvlPg5tY

httpv://www.youtube.com/watch?v=5REub8rggP4

Vocês também podem me escutar gritando neste link da BAND (machucou, estou rindo agora, mas estou com dores nas costas…)
E escutar o que foi noticiado na CBN naquele instante, AQUI.

Após essa verdadeira pancadaria desnecessária, fomos para o calabouço. Haviam dois menores de idade envolvidos no ato. Foram separados de nós, não sabemos o que foi falado a eles. Mas tendo passado o que passei naquelas três horas e, principalmente nos 20 primeiros minutos, espero que eles estejam totalmente bem. Vejam por vocês mesmos, com imagens feitas lá de dentro, do jeito que deu para filmar:

Assim que chegamos, fomos ameaçados, constrangidos, como verdadeiros bandidos. Falaram em ligar para nossos patrões, em irem atrás de tirarem nossos empregos e daí pra pior.

httpv://www.youtube.com/watch?v=0AsOS9HbKqI

Após a chegada dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e José Nery (PSOL-PA) – sendo estes dois últimos que estavam mais cedo na OAB e eu fui pedir que mantivessem os olhos abertos hoje no Senado pela garantia de nossa integridade física – e também de um advogado que ofereceu seus serviços gratuitamente, as coisas ficaram extremamente mais brandas. Depois, chegou a Deputada Janete Capiberibe (PSB-AP).

httpv://www.youtube.com/watch?v=EcheDMeKbOI

Quero deixar aqui meus agradecimentos aos Senadores e à Deputada. Eles foram firmes e legalistas até o último momento. Nos defenderam, inclusive em plenário (caso do Senador Suplicy – acompanhamos seu discurso pela TV que tinha em nossa “detenção”) e não nos deixaram sozinhos na saleta em momento algum. Senador Nery e Senador Cristovam fizeram das tripas, coração, para garantir nossa integridade física e moral e eu jamais havia pensado que passaria por uma situação dessas. A Deputada foi um anjo, sendo a primeira a falar que ficaria conosco lá até o fim, nem que fosse para dormir, prontamente seguida pelos senadores. Mais tarde, ainda se juntou a nós o Senador Valter Pereira (PMDB-MS).
É bom ressaltar, também, que pela manhã, na OAB, o Senador Cristovam chegou a defender a idéia de demissão do brucutu Diretor de Segurança do Senado. Esse Diretor foi o que nos deu voz de prisão e que, ao ser perguntado por mim se aquilo ali era uma ditadura, respondeu “Sim, é uma ditadura sim!”.

Dentro das dependências da Polícia do Senado, muito se falou de ditadura. Mais ainda pela parte dos servidores, preocupados com tamanha mobilização de poder que aqueles  estudantes provocaram. Justiça seja feita, de todo o corpo da polícia do Senado, um funcionário foi exemplar em sua conduta (é o que aparece no vídeo falando com os senadores). Apenas ele. UM! Dos outros, houve até quem babasse, tal cão raivoso segundos antes de trucidar suas presas.
Após as 3 horas de muita conversa, inclusive com o ainda Presidente do Senado, José Sarney (via celular), e com o impasse do mesmo jeito que estava, finalmente houve uma ordem do 1º Secretário, Senador Heráclito Fortes, de que a Polícia do Senado nos liberasse, sem nos fichar, “apenas” pegando a cópia de nossas identidades. Eles queriam por que queriam que fossemos fichados e que fossem instaurados Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO). Saímos pela porta da frente, todos juntos, manifestantes e parlamentares. E voltaremos às nossas Casas ainda muitas vezes, mesmo marcados.

OS ESTUDANTES PRESOS: Aline, André (eu), Eduardo, Rodrigo, Ugo, Eden e Christiane. Além de Caline e mais um jovem, ambos menores de idade.

Vejam a ampla gama de notícias nos seguintes links:
Globo.com G1 —  Estadão —  Folha de S. Paulo —  Terra —  O Globo —  CBN —  Último Segundo —  Jornal da Globo —  Blog do Tas —  Tijolaço (Dep. Brizola Neto)

Mais fotos de nossa “prisão” em companhia dos Senadores Nery e Cristovam e da Deputada Capiberibe (cliquem nelas para ver maior):

Caso outras notícias saiam hoje, coloco aqui em breve para dividir com vocês. Muito obrigado pela força de todos. Essa nossa luta é uma luta de todos. Sábado estaremos juntos mais uma vez:

E fiquem cientes de que isso é só o começo. Nós vamos sim propiciar a mudança que nosso país merece. Voltaremos muito mais. O povo ganhará no fim.

Ataques do PCC em São Paulo

Recordar é viver. Acho que as coisas não estão muito diferentes do que em 2006. Aqui em Brasília, as coisas pioraram. E muito!

Alckmin fugindo da responsabilidade… e ele é do mesmo partido do presidenciável Serra! Fiquem de olho.
httpv://www.youtube.com/watch?v=vsRynm18_Eg&eurl=http

Repercussão na TV
httpv://www.youtube.com/watch?v=JFVclbBkgQc&feature=related

 

Brasília está entregue à violência!

Me recordo da bela época em que a fuga de uma vaca de alguma chácara, uma pessoa invadindo uma loja em alguma comercial da Asa Sul com o carro engatado na ré por engano ou preocupação com as chuvas e os motoristas eram notícia em Brasília.

Na segunda edição do DFTV de hoje, das sete matérias que tiveram cobertura, quatro são notícias sobre violência. Vejam:

Roubo a comércio cresce em 80% na Estrutural
Um levantamento da polícia, que o DFTV teve acesso, mostra que a violência aumentou no local nos três primeiros meses deste ano. Casos de homicídios subiram de sete para 12.

E ainda tem gente no Governo do DF com a cara-de-pau de comparar Brasília com o Rio de Janeiro? Me desculpe os cariocas, mas Brasília é Brasília!

Aqui, um soldado da PM tem remuneração de R$3.072,51 a R$4.056,59! E grande parte destes soldados fazem trabalho burocrático enfurnados em quartéis. Aqui pode-se lavar a farda e pendurar no varal e não se tem que ficar trocando bala com bandido todo dia.

Quem tem guarda-costas, como o Governador e o Vice (Arruda e Paulo Octávio) não tem com o que se preocupar. A população que se vire nesse mar de barbárie.
E dá-lhe gastança em publicidade!